Read In Your Own Language

sábado, 4 de junho de 2011

Em Um Futuro Não Muito Distante...

Outro dia estava no mercado quando vi no final do corredor um amigo da época da escola, que não encontrava há séculos.

Feliz com o reencontro me aproximei já falando alto:
- Oswaldo, sua bichona! Quanto tempo!!!!

E fui com a mão estendida para cumprimentá-lo. Percebi que o Oswaldo me reconheceu, mas antes mesmo que pudesse chegar perto dele só vi o meu braço sendo algemado.

- Você vai pra delegacia! Disse o policial que costuma frequentar o mercado.

Eu sem entender nada perguntei: Mas o que que eu fiz?

- HOMOFOBIA! Bichona é pejorativo, o correto seria chamá-lo de grande homosexual.

Nessa hora antes mesmo de eu me defender o Oswaldo interferiu tentando argumentar:

- Que isso doutor, o "Marcão quatro-olhos" aí é meu amigo antigo de escola, a gente se chama assim na camaradagem mesmo!!!

- Ah, então você estudou vários anos com ele e sempre se trataram assim?

- Isso doutor, é coisa de criança!

E nessa hora o policial já emendou a outra ponta da algema no Oswaldo: Então você tá detido também.

Aí foi minha vez de intervir: Mas meu Deus, o que foi que ele fez?

- BULLYING! Te chamando de quatro-olhos por vários anos durante a escola.

Oswaldo então se desesperou: Que isso seu policial! A gente é amigo de infância! Tem amigo que eu não perdi o contato até hoje. Vim aqui comprar umas carnes prum churrasco com outro camarada que pode confirmar tudo!

E nessa hora eu vi o "Jairzinho Pé-de-pato" chegando perto da gente com 2 quilos de alcatra na mão. Eu já vendo o circo armado nem mencionei o Pé-de-pato pra não piorar as coisas, mas ele sem entender nada ao ver o Oswaldo algemado já chegou falando:

- Que porra é essa negão, que que tu aprontou aí?

E aí não teve jeito, foram os três parar na delegacia e hoje estamos respondendo processo por HOMOFOBIA, BULLYING e RACISMO.

Moral da história: Nos dias de hoje é um perigo encontrar velhos amigos!


Recebido por e-mail. Desconheço o autor. Mas o louvo muito pelo texto.

Dores nas Costas e Nos Braços: Ergonomia

Postura é tudo. Esse vídeo é muito didático.





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Como Anda A Disputa Sobre Os Tablets e o Polo Industrial de Manaus

O Ronaldo Tiradentes publicou em seu Blog o bilhete acima em que dona deelma da uma afagada no governador Omar Aziz, recebido por ela em sua visita esta semana a Brasília para conversar com vários destaque do governo federal sobre a fabricação de tabletes no Brasil e seus impactos no Polo Industrial de Manaus.

Com esse manuscrito (diferente do EX, ela sabe escrever bem e a letra é caprichada) dona delma dá uma acalmada nos ânimos da bancada do Amazonas e no governador Omar Aziz pois "bocalmente" ela disse que "tivessem calma que as MP's que tratam dos tablets e afins não afetarão o PIM.

Como cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça, o turco deu a entender nas entrevistas que ele não acreditou muito nessa história e que estaria cansado das promessas do planalto, com a atual ocupante e seu antecessor.

O fato é que não deveria ter sido emitida a MP. Agora não adianta mais conversê nem pó-pó-pó pois prá mudar ou barrar a MP tudo depende mais das habilidaes e negociações no Congresso Nacional. E lá a coisa é mais fedida pois envolvem "outros interesses" e o mais provável é que hajam poucas ou nenhuma modificação. Sabe-se que a senadora Vanessa Onça Pintada Graziotin chegou a apresentar onze emendas em conjunto com o senador mocorongo Eduardo Braga (PMDB-AM). Mas daí a serem aprovadas a distância é longa, mesmo estando por perto das reuniões o líder de todos os governo, Romero Jucá (PMDB-RR). Vanessa também fez pronunciamento criticando as MPs 517, que dá incentivos à produção de modem, e a MP 534, que oferece tratamento fiscal que beneficia a produção de tablets em outros Estados, acrescentando que teme que televisores e celulares também se tornem bens de informática em função da multiplicidade e intercambialidade de uso desses equipamentos.
Acontece que as duas criaturas senatoriais do Amazonas (uma catarinense e um mocorongo) votaram a favor da MP 517 a mando do palácio do planalto. Mais uma razão pro turco por as barbichas de molho.

De olho e atentos.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Campeã Interplanetária de Grossura e Prepotência

Um espetáculo de grossura, prepotência, insolência, cara de pau, espírito ditatorial e mais tudo o quiser pensar que eu não vou ficar gastando de meu dicionário por aqui. Completem à vontade. Aconteceu nesta quarta feira na sessão plenária do senado federal, quando a martóxica suplício em sua cara mais esticada do que couro de tamborim assumiu toda sua insolência e desrespeitou todos os senadores presentes para mostrar sua otoridade e tentar calar os opositores.
Até alguns acólitos de plantão como a Marinor Brito-PA foi calada na marra pela namorada universal. Jucazinho, o líder de todos os governos, pediu tempo prá dar uma esfriada mas não adiantou. A muié estava possuída, como disse minha querida @pfuime. Antes de ver o filme, se benza.







Nem Prá Copiar Servem

Recentemente dona deelma e seus asseclas anunciaram que iriam implantar um monstrengo chamado Sociedade de Propósito Específico - SPE ( Vixe, parece nome de inseticida), para permitir a participação de empresas privadas na construção e operação de aeroportos no Brasil.

Vamos por partes, como diria Jack o Estripador.

Inventar essa tal de SPE é procurar uma forma politicamente correta de dizer PRIVATIZAR, ação correta e democrática de retirar o estado de funções que não são suas, mas que soam como palavrão nos ouvidos petralhas. A outra parte diz respeito à tal invenção.

Claro que é prematuro se tomar posição a essa altura do campeonato, uma vez que não se conhece a forma e conteúdo com que esse monstro irá ser posto no mundo.

Pelo que se sabe, a idéia é criar parceria de empresas privadas com a Infraero para gerir e operar o que já existe e cuidar de ampliações e reformas em conjunto.

Aí é que mora o perigo. Primeiro que começam errado ao confundir objetivo e forma com necessidade e premência.

A incompetência da Infraero extremamente politizada, corrompida e violentada para cuidar de suas instalações Brasil afora é inquestionável. Razão pela qual o caos se verifica em 99,9% dos aeroportos nacionais. Quando se põe na mira as necessidades imediatas de ação nos terminais aéreos, mormente aqueles das cidades-sede da Copa do Mundo, com destaque para o Rio de Janeiro pelas Olimpíadas; como o motivo central da operação, muda-se o foco da discussão e do problema real: as péssimas instalações que temos. A solução deverá estar completamente desvinculada dessas datas fatídicas para que realmente sejam levadas a sério e tocadas pelos que realmente querem fazer o serviço funcionar.

Outra coisa é: como vai se encaixar experiência e expetise dos técnicos da Infraero que realmente conhecem do ramo com a determinação e pragmatismo de empresários, clientes e usuários dos terminais? Quem manda em que e em quem? Fala-se em 51% privados e 49% da Infraero, mas como poder de voto iguais e poder de veto pela estatal. É claro que uma poha dessas não vai funcionar ou vai virar um antro de corrupção: você decide por mim e eu lhe pago por fora.

Quem se disporá a investir sacos de dinheiro em um empreendimento que outros vão controlar. Principalmente quando o "outro" é o governo. E aqui ressalto: QUALQUER GOVERNO.

Decisões técnicas de prioridades, cronogramas, etapas serem atropeladas pelo vereador da esquina é algo inadmissível, mas vai acontecer se o modelo for o que se anuncia.

Como a mãe pátria estará presente através de seu braço financeiro BNDES, o cacique se propõe a "tocar"o aeroporto Eduardo Gomes aqui em Manaus, cuja foto vemos acima.

Farei o reparo do que me incomoda como usuário: ampliação do terminal de passageiros com todas as facilidades de embarque e desembarque inexistentes e implantação de lojas que atendam os interesses dos passageiros e usuários e não dos administradores do aeroporto; ampliação dos pátios de aeronaves do terminal principal; do terminal de voos regionais (o chamado Eduardinho) e do terminal de cargas; ampliação das instalações de alfândega e fiscalização de cargas internadas e exportadas e suas áreas de armazenagem; ampliação e diminuição de preços do estacionamento; implantação do sistema de transfer próprio para acabar com a exploração dos taxistas exclusivos; dispor de melhor conforto de um modo geral para os frequentadores.

Agora minha parte comercial: o terminal de Manaus será o ponto de entrada de toda carga que venha das Américas Central e do Norte, bem como do Pacífico (Japão, Coreia, China, Singapura, etc) e dai recambiada para o resto do Brasil. Prá isso vou precisar de uma segunda pista.

Faço isso em 4 anos no máximo e prá atender os próximos 30 anos.

O Consumo de Energia na Alemanha, Ou Angela Merkel Blefou.

Na segunda feira 30/05 pp, a chanceler alemã Angela Merkel veio a público para dizer que a Alemanha iria encerrar a produção de energia em seu território a partir de reatores termonucleares até 2022. De pronto puxei o freio e recuei os flaps para nível zero. HEIN? Foi a primeira coisa que me veio à cabeça.
Como engenheiro eletricista custava-me crer que uma potência industrial como a Alemanhã tenha opções para fazer tal operação em tão pouco tempo, mesmo sem conhecer a matriz energética teuta.

Postei no twitter e alguns comentaram sobre o tema. Falei que ia estudar e aqui estou. Ao final citarei as fontes consultadas. Sigamos.

É certo que o consumo de energia na Alemanha vem diminuindo desde outubro de 2008, tomando como base as informações da Confederação Alemã das Empresas de Água e Energia. Nos primeiros três meses de 2009, o consumo de energia elétrica no país caiu cerca de 4%, enquanto o recuo no consumo de gás foi de 6%, sendo a queda motivada pela diminuição do consumo pela indústria, que responde por 40 a 45% do consumo total de gás e eletricidade no país, dentro das minhas espectativas desde o começo, pelo poder econômico do seu parque fabril, e tomando como referência o perfil brasileiro. Mesmo com a crise global, o consumo residencial e comercial pouco se alteram, pois suas infuências de oscilação estão mais ligadas a fatores climáticos e sazonais.

A matriz de energia alemã é composta basicamente de usinas termelétricas de fontes energéticas não renováveis: carvão mineral (50%), urânio enriquecido (26%) e gás natural (11%). A geração anual de energia elétrica está na casa dos 650 TWh. A titulo de comparação, com maior território e população, a produção brasileira é menor, em torno de 400 TWh anuais, ambos os dados de meados de 2008 (foi o que consegui de mais recente disponível para comparar, mas que não deve ter-se alterado desde então. Falo por experiência na matéria).Estamos pois falando de substituir 1/4 de tudo que se consome no país. E por qual fonte? Tentem imaginar isso no Brasil e dá prá se imaginar a encrenca que é.
Sabe-se que a Alemanha tem projetos arrojados em geração eólica, assim como os países escandinavos (Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia), o Reino Unido e a Holanda, aproveitando as fortes correntes de vento do Mar do Norte, tanto que planeja um gigantesco parque eólico offshore, com 30 usinas no Mar do Norte e no Mar Báltico com capacidade de até 25 mil megawatts até 2030, com as plantas instaladas entre 40 e 80 quilômetros do litoral, missão ousada já que em outros países, como na Dinamarca, a Holanda e o Reino Unido, as turbinas ficam a apenas poucos quilômetros da costa.
Lindo e ecológico não é? Só tem um pequeno problema: o projeto da instalação do tal parque eólico offshore representa também um grande desafio financeiro e tecnológico. Cada empreendimento custa 1 bilhão de euros e a instalação de cabos submarinos custa aproximadamente 1,5 milhão de euros por quilômetro. Os desafios tecnológicos e logísticos envolvem a instalação desses cabos no fundo do mar, a fixação das turbinas nas plataformas a mais de 25 metros de profundidade, as dificuldades de protegê-las da corrosão e garantir a operação e manutenção do parque em meio às constantes, violentas, traiçoeiras e imprevisíveis tempestades do Mar do Norte.

Sem contar o desenvolvimento das próprias turbinas. Os maiores fabricantes mundiais ainda engatinham em unidades onshore e têm acontecido inúmeros acidentes com suas unidades (leia AQUI), sem contar os efeitos sobre o meio ambiente. Para incentivar esses investimentos, o governo alemão elevou a tarifa paga aos proprietários de sistemas de energias renováveis fornecida à rede pública (feed-in tariff) para energia eólica produzida no mar de 9 para 15 centavos de euro, eliminando uma das barreiras para o seu desenvolvimento. Mas para garantir o mínimo de impacto ambiental, protegendo o ecossistema marinho e regiões de proteção ambiental, o investidor tem que submeter seu projeto a uma monitoração ambiental rigorosa durante mais de um ano para adquirir a licença de instalação.
Portanto esse caminho nem é fácil, nem rápido, nem barato.
Como a "fatia de vento" da pizza acima não deve evoluir tanto assim, vamos em frente nas outras.

A poderosa nação de Johann Sebastian Bach, emite em torno de 900 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono, sendo uma das campeãs. A União Européia espera que a Alemanha cumpra sua meta de reduzir esta produção em 21% em relação à linha de referência de 1990, logo a fatia carvão é impraticável de se aumentar, mesmo sendo ela detentora da maior reserva de carvão do continente, e mesmo assim através de importação da Polônia (23%), África do Sul (22%) e Rússia (20%).
No setor de gás natural, a sua produção atende apenas 20% da demanda nacional para geração de eletricidade e o país importa GN da Rússia, Noruega e Holanda, para atingir em torno de 100 bilhões de m3 por ano, com o país de Piotr Ilitsh Tchaikovsky representando quase 50%, o que irá requerer enormes negociações diplomáticas e comerciais e futuras dependências insuperáveis, o que não condiz com o perfil alemão. Some-se também as dificuldades ecológicas, tecnológicas e financeiras para a construção de novos gasodutos.

Desnecessário é trabalhar em cima dos 9% restantes da pizza.

Logo, a determinação e euforia de dona Angela deverão esbarrar em coisas sobre as quais o domínio não é completo e o poderio alemão pode se esvair.
Resta ainda uma saída "limpa": deixa o couro comer na produção de energia por carvão e compra créditos de carbono de países emergentes como o Brasil, por exemplo.

Eita: que coincidência. Estamos em vias de aprovar um novo código florestal no país. E como tem ONG européia brigando por isso né?


Obras no Itaquerão A Pleno Vapor

E as obras no Itaquerão, Fielzão, ou Gambazão, como queiram, o estádio do SC Corinthians Paulista vão de vento em popa. Toda tecnologia e dedicação disponíveis não adiarão a entrega da obra.


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O Núcleo, O Exército e O Dever de Dizer Não


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Recebi por e-mail esse texto de autoria de Antônio José Ribas Paiva, qualificado ao final. É longo, mas excelente. Foi publicado em 26/05/2011 no Blog Alerta Total a quem peço vênia por alterar o vídeo que toca a trilha sonora.

Em 1889 o Brasil tinha cerca de 14 milhões de habitantes, absolutamente alheios, como hoje, ao Sistema de Governo. Tratavam da própria vida, no ritmo dos trópicos, espalhados por 8,5 milhões de km².
O Império do Brasil era a segunda potência econômica e militar do mundo. O Maranhão, à época, grande produtor de algodão, era a 5ª potência econômica do mundo.
As Forças Armadas Imperiais tinham cultura de combate, adquirida na Guerra do Paraguai. A Marinha Imperial, 2ª do mundo, dominava o Atlântico, a projeção de poder do Brasil Imperial alcançava a África e o extremo oriente; cenário preocupante para a maior potência militar: o Império Britânico.
De repente, em 15 de novembro de 1889, aparentemente atendendo aos anseios de algumas centenas de republicanos e, supostamente em retaliação ao Visconde de Ouro Preto, Ministro do Império, Deodoro da Fonseca, com uma “barretada”, lançou o Império do Brasil no 3º Mundo.
A decadência permanente do período posterior à proclamação da República, levanta suspeitas e impõe uma análise histórica sob ângulos diferentes dos abordados habitualmente.
O Brasil, após 15 de novembro, “despencou” do 2º lugar como potência militar e econômica do mundo, para um modesto 46º lugar em 1964, quando houve uma “repescagem” econômica com os governos militares e o país, em 1973, ascendeu ao 8º lugar, como potência econômica.
A decadência continuou e, atualmente, o Brasil, apesar de ser a 7ª potência econômica mundial é, apenas, a 60ª potência militar e sua educação ocupa a 88ª posição.
Essa decadência foi atípica, porque o Brasil é uma potência natural, com território, população e recursos naturais. Não fossem os colaboracionistas, teria se desenvolvido como os irmãos dos Estados Unidos da América fizeram. E não se fale em povo, porque o povo nunca fez nem soube de nada; nem cá e nem lá.
Voltando a 1889, não é verossímil, que algumas centenas de republicanos, tenham empolgado o Exército Brasileiro a proclamar a República e, no aproveitamento do êxito, massacrado os oponentes da Marinha Imperial.
Para concluir basta perguntar: A quem aproveitou o fim do Império do Brasil?
Certamente ao Império Britânico, que como afirmou Eric Hobsbawm (historiador britânico), em a Era dos Impérios, tinha a América do Sul como parte informal de suas possessões.
A conclusão é dolorosa, mas deve ser feita. Foi apenas um Núcleo de Oficiais do Exército Brasileiro que, talvez inadvertidamente, garantiu o êxito do Império Britânico. Isso até se explica, porque Benjamin Constant, líder do movimento, não era guerreiro, era um professor de matemática, que tudo fez para não ir para a Guerra do Paraguai.
Estranhamente, o Exército Brasileiro, proclamou a República, mas não a implantou, limitando-se a algumas intervenções superficiais na Política, sem contudo, aprimorar as Instituições e garantir a Democracia.
A “classe política”, desde 1889, vem assenhoreando-se do Brasil, como coisa deles, e o Exército não vem cumprindo o seu exclusivo dever de dizer não.
Será que o Núcleo de Oficiais, que proclamou a República, ainda controla politicamente o Exército Brasileiro, suscitando um falso corporativismo, que procura manter os brasileiros fardados alheios à coisa política?
Esse alheiamento vulnerabilizou o Brasil, que sofre ataques de Guerra de 5ª Geração, sem qualquer reação. Nossas ferrovias foram destroçadas, de Norte a Sul, de Leste a Oeste; o Lloyd Brasileiro foi extinto; a guerrilha campesina atacou o agronegócio, financiada com dinheiro público e internacional; minérios estratégicos são exportados fraudulentamente, por preços vis; nossa indústria bélica, que garantiu o poder de fogo do Iraque e da Líbia, foi fechada; nossas hidrovias permanecem inexploradas; a logística tem “gargalos”, que entravam o desenvolvimento; tudo sem que o Exército dissesse não, apesar do evidente solapamento da Soberania.
Tudo leva a crer, que o Núcleo de oficiais, que lançou o Império do Brasil no 3º Mundo, perenizou-se e atua de forma intertemporal, sufocando, talvez inadvertidamente, nossas potencialidades. Seu papel não é complicado, basta impedir o Exército de dizer não. Assim foi na criação da Reserva Raposa Serra do Sol, também de interesse do Império Britânico, muito se falou, até com certa veemência, mas o Exército Brasileiro não disse NÃO (em 1904 a Guiana Inglesa nos tomou 19.000 km², na mesma região),
Essa omissão, do DEVER DE DIZER NÃO, possibilitou que os poltrões e traidores de gravata “cumprissem sua missão”. Para o Império Britânico a continuação do golpe já praticado em 1904 está em andamento! É preciso cumprir o DEVER DE DIZER NÃO!
Revisitando a história, observa-se que o primeiro ato da 1ª Guerra Mundial foi a Proclamação da República no Brasil.
A Princesa Izabel casou-se, em aliança monárquica, com o Príncipe Gastão de Orléans, Conde d’Eu, dinasta francês das Casas Bourbon Orléans e Saxe-Coburg-Gotha, forjando a aliança do Império do Brasil, com o Império Português, com o Império Francês e com o Império Austro-Húngaro e Alemão. O Austro-Húngaro corresponderia atualmente à Áustria, Hungria, República Checa, Eslováquia, Eslovénia, Croácia, Bósnia e Herzegovina e as regiões da Voivodina na Sérvia, Bocas de Kotor no Montenegro, Trentino-Alto Ádige e Trieste na Itália, Transilvânia e parte do Banato na Roménia, Galícia na Polónia e Ruténia (região Subcarpática) na Ucrânia).
Sem a proclamação da República no Brasil a 1ª Guerra Mundial não teria ocorrido.
A Marinha Imperial Brasileira dominava o Oceano Atlântico e as alianças monárquicas do Império do Brasil impediriam a formação da Tríplice Entente - a aliança militar realizada entre a Inglaterra, a França e o Império Russo após a assinatura da Entente Anglo-Russa em 1907. A Aliança Franco-Russa de 1871, juntamente com a Entente Anglo-Russa de 1907 e a Entente Cordiale de 1903, formaram a Tríplice Entente, entre a França, o Império Britânico e a Rússia.
Bem sucedido no Brasil, sem disparar um único tiro, graças ao Núcleo de oficiais existente no Exército Brasileiro, o Império Britânico deu andamento ao seu planejamento.
Em 28 anos, de 1889 a 1917, o Império Britânico destroçou 7 (sete) impérios: o do Brasil, o de Portugal, o Otomano, o Francês, o Russo, o Austro-Húngaro e o Alemão. O Império Otomano existiu entre 1299 e 1922 e, no seu auge, compreendia a Anatólia, o Médio Oriente, parte do norte de África e do sudeste europeu. O Império Russo existiu de 1721 (Czar Pedro I) até a Revolução Russa, de 1917 (Czar Nicolau II). Em seu ápice, em 1866, se estendia da Europa do Leste, percorria toda a Ásia e chegava à América do Norte. O Império Alemão governado pela Casa von Hohenzollern. Existiu desde a sua consolidação como Estado-nação em 1871 até 1918, após a derrota na 1ª Guerra Mundial.
Na história da humanidade não existe registro de tal “sucesso” em apenas 28 anos. Nem os Romanos conseguiram tal proeza.
Esse brilhantismo político-estratégico, que nos vitimou e, vitima, deve ser objeto de estudos adequadamente dirigidos, que ajudarão a sobrestar os 121 anos de decadência do Brasil.
Acima de tudo, o Exército Brasileiro precisa encapsular esse Núcleo de falso corporativismo, que vem impedindo o cumprimento do dever de dizer não.
Encapsulado o núcleo, o Brasil se autodeterminará automaticamente e a missão desta geração de brasileiros estará cumprida, sem qualquer ruptura, sem violência, basta, apenas, o Exército Brasileiro passar a cumprir o seu intransferível dever de dizer não.
Antônio José Ribas Paiva, Advogado, é Presidente do grupo de estudos União Nacionalista Democrática – UND. Texto enviado, em carta protocolada, no dia 4 de abril de 2011 a todos os Generais de Exército, membros do Alto Comando do EB.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Brasí Caboco

Dando continuidade à divulgação da obra de Zé da Luz, cujo Poema As Flô de Puxinanã publiquei AQUI, segue outro cordel chamado Brasí Caboco, conforme prometido.

Brasí Caboco

O qui é Brasí Caboco?
É um Brasi diferente
do Brasí das capitá.
É um Brasi brasilêro,
sem mistura de instrangero,
um Brasi nacioná!

É o Brasi qui não veste
liforme de gazimira,
camisa de peito duro,
com butuadura de ouro...
Brasi caboco só veste,
camisa grossa de lista,
carça de brim da “polista”
gibão e chapéu de coro!

Brasi caboco num come
assentado nos banquete,
misturado cum os home
de casaca e anelão...
Brasi caboco só come
o bode seco, o feijão,
e as veiz uma panelada,
um pirão de carne verde,
nos dias da inleição
quando vai servi de iscada
prus home de posição.

Brasi caboco num sabe
falá ingrês nem francês,
munto meno o português
qui os outros fala imprestado...
Brasi caboco num inscreve;
munto má assina o nome
pra votar pru mode os home
Sê gunverno e diputado

Mas porém Brasi caboco,
é um Brasi brasileiro,
sem mistura de instrangero
Um Brasi nacioná!
É o Brasi sertanejo
dos coco, das imbolada,
dos samba, dos vialejo,
zabumba e caracaxá!

É o Brasi das vaquejada,
do aboio dos vaquero,
do arranco das boiada
nos fechado ou tabulero!
É o Brasi das caboca
qui tem os óio feiticero,
qui tem a boca incarnada,
como fruta de cardoro
quando ela nasce alejada!

É o Brasi das promessa
nas noite de São João!
dos carro de boi cantano
pela boca dos cocão.
É o Brasi das caboca
qui cum sabença gunverna,
vinte e cinco pá-de-birro
cum a munfada entre as perna!

Brasi das briga de galo!
do jogo de “sôco-tôco”!
É o Brasi dos caboco
amansadô de cavalo!
É o Brasi dos cantadô,
desses caboco afamado,
qui nos verso improvisado,
sirrindo, cantáro o amô;
cantando choraro as mágua:
Brasi de Pelino Guedes,
de Inácio da Catingueira,
de Umbelino do Texera
e Romano de Mãe-d’água!

É o Brasi das caboca,
qui de noite se dibruça,
machucando o peito virge
no batente das jinela...
Vendo, os caboco pachola
qui geme, chora e soluça
nas cordas de uma viola,
ruendo paxão pru ela!

É esse o Brasi caboco.
Um Brasi bem brasilero,
sem mistura de instrangêro
Um Brasía nacioná!
Brasi, qui foi, eu tô certo
argum dia discuberto,
pru Pêdo Arves Cabrá.

Vicinal na Amazônia Tem Essas Surpresas

Um amigo passando numa estradinha vicinal próxima à rodovia de acesso à mina de estanho do Rio Pitinga, município de Presidente Figueiredo, a cerca de 200 quilômetros de Manaus, avistou esse casal de gatinhos à beira da estrada. Você levaria leitinho prá eles?


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O Crime Não É Fazer, É Divulgar. Que é Que é Isso...

Em meio a tanto desmando, roubalheira, bandalheira, etc causados pelos imóveis do Toinho, pelos livros do Malddad, pela proteção do Rosário de Maria, pela penumonia de dona deelma e por ái vai; a curriola ocupante da cuia de queijo do reino virada prá cima aprovou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nessa terça-feira 14/06 aquele bendito projeto que tipifica como crime vazamento de informação de investigação criminal sob sigilo. Em termos está certo, pois quem decide sobre a condição de sigilo é determinada pela corte onde o processo é julgado, mas....
Além disso, o projeto que ainda vai à votação no plenário, também proíbe a divulgação dessas informações. Ou seja, caso jornalistas divulguem alguma informação também poderão ser enquadrados no crime, que prevê pena de dois a quatro anos de prisão, além de multa.
Originalmente concebido por Sandro Mabel (PR-GO), o texto foi modificado pelo relator Maurício Quintella Lessa (PR-AL) que restringiu a proposta original, que classificava como crime a divulgação e o vazamento de qualquer tipo de informação que fosse objeto de investigação oficial, para aquelas que se limitem às apurações criminais, mas acrescentou que o hipotético crime será não só do servidor que vazar a informação, mas também de quem divulgá-la na imprensa.
O relator reclama ainda do que chamou de "perigosa relação" entre autoridades e funcionários com acesso a informações e os meios de comunicação de massa. "Muitas vezes, os danos são irreparáveis à honra e à intimidade, e, quando a pessoa investigada é absolvida, estranhamente, este fato não desperta o mesmo interesse midiático", disse em seu voto.
O fato é que passaram meio na surdina esse absurdo na CCJ. Devemos ficar de olho no plenário para barrar isso. Basta ver os membros da tal comissão para avaliar se agiram ou não em causa própria.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Eu Sou Injusto Seu Malddad? Será?

Desculpa Aê seu Malddad, mas eu não sou injusto não. Sempre o senhor está aqui pela Tribo; até mais vezes que o Toinho que é seu igual: ministro, cara de pau e incompetente. Portanto nada dessa conversinha de dizer que as críticas ao Manual do Absurdo Literário não passam de “injustiça crassa”.
O senhor fica com lare-lare de que "a maioria das pessoas que atacaram o livro sequer leu o material distribuído pelo MEC", como se fosse um argumento de defesa? O senhor está comendo cocô escondido? E precisa ler uma merda dessa pra saber que é um absurdo? Nem pago eu lerei.
Ainda mais depois que voça inçelença disse que "adotam postura fascista". E ainda por cima ainda botou dois cabras muito dos seus safados no meio: Dolfinho Hitler e Zezinho Stalin.
Você teve o displante de dizer que "Há uma diferença entre o Hitler e o Stalin que precisa ser devidamente registrada. Ambos fuzilavam seus inimigos, mas o Stalin lia os livros antes de fuzilá-los. Ele lia os livros, essa é a grande diferença. Estamos vivendo, portanto, uma pequena involução. Estamos saindo de uma situação stalinista e agora adotando uma postura mais de viés fascista, que é criticar um livro sem lê-lo".

Quer dizer que se eu me propuser a ler esta poha eu posso sair por aí dando tiro em quem que quiser? Inclusive o senhor e mais um monte de bosta que está do seu lado nesse e em outros assuntos do (des)governo de vocês?

Então vou já ligar prá Livraria Saraiva e pedir uma dúzia prá distribuir com uns amigos meus.
E tem mais...Vá tratando de pedir consultoria ao Toinho de como aumentar o patrimônio porque eu quero que devolvam aos cofres públicos a grana que gastaram com essa coisa, senão "o peiche vai pegá".

Hein? Como Não Dá Prá Proteger? Então Só Rezando Um Rosário de Maria.

A segurança dos cidadãos é uma das funções precípuas e intransferíveis do estado.


Depois da aceleração de assassinatos de líderes de movimentos contra o desmatamento e a ocupação irregular de terras na Amazônia nos últimos dias; dona deelma, antes de ir para o Uruguai e deixar Marcela Temer no cargo de primeira dama, determinou a alguns de seus ministros, em especial à sinistra dos direitos (e esquerdos) humanos e ao sinistro da (in)justiça, que arrumassem uma solução para o caso e dessem uma satisfação aos brasileiros e ao mundo, sobre a forma como o estado exerceria seu papel cosnitucional.

Pois a sinistra Maria do Rosário, usou a origem do seu nome e, em outras palavras, disse que só muita reza salvará os que continuam ameaçados; pois "o governo não tem condições de proteger todas as pessoas ameaçadas em decorrência de suas atividades políticas no campo. Segundo ela, o governo vai buscar atender os casos mais graves; pois seria ilusório dizer que temos condições de atender uma lista com tantos nomes”, disse a ministra.

Tá certo que ela recebeu da Comissão Pastoral da Terra (CPT), uma lista com apenas 1.855 pessoas que foram ameaçadas nos últimos dez anos. Destes, 207 receberam mais de uma ameaça, 42 foram assassinados e 30 sofreram tentativa de assassinato.
Óbvio que tem aí uma enorme dose de exagero e vitimismo crônico, mas daí a dizer que não dá, vai muita distância.
Aí este ignóbil silvícola aqui pergunta: HEIN?
Ao invés de fazer o paleativo, com as pretendidas escoltas, por que não ir atrás da causa: investigar os acusados, em mutirão de extrema agilidade com os de mais poderes e orgãos envolvidos e prender meio mundo?
O que dona deelma disse foi "que se leve adiante um forte enfrentamento e ações contra o crime organizado”, portanto não estou falando nenhum absurdo. É ordem da governanta.
Como está muito longe para por a culpa em Fernando Henrique, quando questionada porque somente agora o governo decidiu tomar providências contra a violência no campo, a ministra disse que o problema está sendo combatido desde a gestão anterior. "Se as medidas já não tivessem sido efetivas, a situação estaria pior".

Será que ela chegou a perguntar à sua companheira de partido Ana Júlia Carepa, ex-governadora do Pará o que ela fez nesses 4 anos em que esteve no comando da PM de lá?
Na segunda feira, quando o governo anunciou medidas para o enfrentamento dos conflitos agrários, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, (José Eduardo Cardoso estava no banheiro e não pode ir na reunião), disse que a avaliação da listada CPT tem como objetivo verificar a necessidade de fornecer proteção policial junto com os governos dos estados aos casos mais críticos. "Vamos estudar caso a caso e intensificar a proteção para aquelas pessoas que estão sendo mais ameaçadas", disse.
Para os demais, digo eu, resta rezar o Rosário de Maria, não a sinistra; mas a Mãe Celeste.
Outra medida anunciada foi a liberação até dezembro de R$ 1 milhão para as superintendências do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Pará e no Amazonas. Com a liberação da verba, o governo quer aumentar a fiscalização em áreas de assentamento. Os recursos fazem parte do Orçamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
O governo federal anunciou ainda a criação de um grupo interministerial para discutir quais outras ações serão tomadas.

Pelo jeito, mais mortes ocorrerão.

Atualização às 15:02 - Vejam a lista dos casos mais graves apontados pela CPT. Destaco em vermelho, como cabe, o último nome da lista. Prá ele, a sociedade é que merecia proteção. Por exemplo, colocando-o nas equipes de resgate do AF 447.
Edmar Brito - quilombola em Codó (MA)
Edmar Mendes Guajajara - índio em Grajaú (MA)
Edmar Aparecido dos Santos - geraizeiro em Guaraciama (MG)
Darcy - sem-terra em Pirapora (MG)
Darlan da Silva - sem-terra em Pirapora (MG)
Roniery Bezerra Lopes - aliados em Anapu (PA)
Luiz Rodrigues - ambientalista em Conceição do Araguaia (PA)
Edvan da Silva Rodrigues - trabalhador rural em Cumaru do Norte (PA)
Francisco dos Santos - sem-terra em Eldorado dos Carajás (PA)
Antonio Francelino de Sousa - sem-terra em Itupiranga (PA)
Janio Santos da Silva - assentado em Marabá (PA)
Domingos da Silva "Índio" - sem-terra em Marabá (PA) em Itupiranga (PA)
Osino da Silva Monteiro - ambientalista em Parauapebas (PA)
Nivaldo Pereira Cunha - ambientalista em Santa Maria das Barreira (PA)
Hélio da Costa Bom Jardim - posseiro em São Féliz do Xingu (PA) e Anapu (PA)
Geraldo Sebastião dos Santos - assentado em São João do Araguaia (PA)
Valdecir Nunes Castro - sem-terra em Xinguara (PA)
Severino Augusto Silva - posseiro em Mogeiro (PA)
Josias Pereira Nunes - posseiro em Santa Rita (PB)
Josivaldo Ferreira Santana - ambientalista em Gameleira (PE) e Ribeirão (PE)
Reginaldo Bernardes da Silva - sem-terra em Passira (PE), Itambé (PE) e Salgadinho (PE)
Jaime Amorim - ambientalista em Vertentes (PE)
Samir Ribeiro - sem-terra em Nova Laranjeiras (PR)
Gentil Couto Vieira - sem-terra em Santa Teresa do Oeste (PR)
Márcio Castro das Mercês - ambientalista em Nova Iguaçu (RJ)
Alexandre Anderson - ambientalista em Magé (RJ), Niterói (RJ) e São Gonçalo (RJ)
Deaize Menezes de Sousa - ambientalista em Magé (RJ), Niterói (RJ) e São Gonçalo (RJ)
Domingos Barbosa Costa - ambientalista em Bonfim (RR)
Rosângela da Silva Elias "Janja" - ambientalista em Porto Alegre
José Rainha Júnior - ambientalista em Rosana (SP)

O Sempre Lindo Rio de Janeiro - Aéreo

Não é preciso escrever nada....










terça-feira, 31 de maio de 2011

Riba Sarnei Apaga a História

Via Folha de São Paulo
Tem coisas no Brasil que parece brincadeira. Foi reaberto o corredor de acesso ao plenário do senado federal após algumas obras de reforma e ampliação. No local, conhecido como o tunel do tempo, fica a galeria de imagens ligadas a fatos históricos da casa desde a época do império. Pois Riba Sarnei teve o desfrute de excluir aquelas ligadas ao processo de impeachment do ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) .
A múmia proprietária do Maranhão e do Amapá minimizou o fato e disse que o impeachment "não é tão marcante" e "talvez fosse um acidente que não devia ter acontecido na história do Brasil".
A galeria anterior trazia imagens de passeatas dos caras pintadas que lutaram pelo impeachment de Collor. O painel ainda dizia que em dezembro de 1992 o Senado aprovou a perda do cargo de Collor e de seus direitos políticos.
As fotos atuais, fruto da montagem feita pela Subsecretaria de Criação e Marketing, cita "bobagens" como a aprovação do tratamento gratuito de HIV e o Estatuto das Micros e Pequenas Empresas.
Em 2007, às vésperas da posse de Collor no Senado, a Casa já havia retirado às referências ao caso, mas depois recuou e devolveu as imagens.
Também não há referências a crises enfrentadas pelo Senado como a cassação do ex-senador Luiz Estevão, a renúncia do então presidente Jader Barbalho (PMDB-PA) para fugir do processo de cassação, além dos pedidos de cassação de Sarney e Renan Calheiros (PMDB-AL).
"Não posso censurar os historiadores que foram encarregados de fazer a história. Agora, eu acho que talvez esse episódio seja apenas um acidente e não devia ter acontecido na história do Brasil. Não é tão marcante como foram os fatos que aqui estão contados, que construíram as história e não os que de certo modo não deviam ter acontecido."
Collor renunciou ao mandato de presidente em 1992 para não sofrer o impeachment.

Onde estão os cara-pintadas dos movimentos estudantís que assistem uma de suas lutas mais importantes da história, hein Senador Lindberg Farias?

Há que se perguntar ao imortal (não só porque é membro da ABL) se isso vai ficar assim ou ele vai respeitar a vontade do povo brasileiro.

Prá mim é canalhice da pior qualidade.

Atualização às 15:45 - Riba voltou atrás e mandou colocar de novo as fotos e documentos do impeachment do collorido. Diz ele que não sendo curador da exposição não podia mandar nos historiadores que a produziram, mas iria voltar como estava. Perder ele não perde, mas já conseguiu-se o empate com o envolvimento de todos; povo e imprensa.

Triturando o FGTS dos Investidores

Baseado em artigo de David Friedlander para o Estado de São Paulo
Os trabalhadores que investiram conjuntamente parte dos recursos de suas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em ações da Petrobrás e da Vale viram o montante encolher a bagatela de R$ 1,6 bilhão este ano, por conta da queda do valor das ações das empresas motivada pela ingerência do governo nas suas administrações, o que afugentou investidores.
Em números, entre 02/01 e 20/05, o patrimônio líquido dos fundos FGTS aplicado em ações da Petrobrás diminuiu de R$ 5,5 bilhões para R$ 4,9 bilhões, uma queda de 10,5%. O da Vale encolheu de quase R$ 6 bilhões para R$ 5 bilhões, redução de 10,8%.
No caso da Vale, a troca forçada do presidente da empresa gerou medo de mais ingerência do governo. Em relação à Petrobrás, essa ingerência é escancarada.
O economista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central, lembra que o mercado geralmente se assustam com essas atuações e os episódios da Vale e da Petrobrás não foram bons. É só ver os relatórios dos analistas, que mostraram receio desse tipo de intervenção.
O investidor fugiu das ações da Petrobrás, em grande parte, por que o governo impediu a estatal de repassar a alta do petróleo no mercado internacional para o preço dos combustíveis aqui dentro. No caso da Vale, o processo foi mais perturbador. O governo agiu diretamente para demitir o presidente Roger Agnelli.
Embora a mineradora seja uma empresa privada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, agiu diretamente no episódio. Agnelli perdeu o cargo porque não aceitou alguns desejos do governo, como comprar navios de carga no Brasil e aumentar os investimentos em siderurgia.
Claro que apesar das perdas, quem aplicou o FGTS em Petrobrás e Vale e até hoje não resgatou, fez um ótimo negócio. De acordo com cálculos do Instituto FGTS Fácil, de agosto de 2000, quando foram vendidas, até o último dia 19, as ações da Petrobrás renderam 519%. No mesmo período, o rendimento do FGTS tradicional, que paga a Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano, foi de 70%. Os papéis da Vale, negociados em fevereiro de 2002, subiram 970% até o último dia 19. No período, o FGTS rendeu 56%.
O que não pode é uma ingerência tão grande e uma manobra monumental do governo sobre empresas independentes e que devem satisfação a seus acionistas, seja privada seja estatal, pelo que representam no mercado aberto mundial de capitais.

Distribuindo Magrelas

Em seu "pograma de raidio" cafée avec madam le president de ontem 30/05, dona deelma anunciou a doação de 30.000 bicicRetas como as da foto aí de cima, por conta do Programa Caminho da Escola que pretende distribuir 100.000 unidades até o fim do ano, para prefeituras de 300 municípios onde crianças moram muito longe das escolas e, teoricamente, não há condições de fornecer outro tipo de transporte escolar. Ah...Também foram e serão entregues os respectivos capacetes. Prá não deixar de dar uma ordenzinha, ela cobrou dos prefeitos a construção de ciclovias.
Segundo ela, desde a semana passada foi autorizada à construção de mais de 138 creches em todo o país e o número de creches instituídas já ultrapassa as 856 unidades em todo o Brasil. Eu não vi nenhuma pRaca ainda, nem nos jornais.

“É uma oportunidade para a mulher trabalhar enquanto os seus filhos estão ali tranquilos na creche. Por outro lado, uma boa equipe de professores, psicólogos, nutricionistas; garante igualdade de atendimento. Damos a esses brasileirinhos e a essas brasileirinhas (ela gostou mesmo dessa leseira né?), que precisam da rede pública, a possibilidade de crescer nas mesmas condições de crianças que estão em escolas particulares (e continua com o discurso sectarista do EX). E isso vai refletir em todo seu desenvolvimento, como jovem e como adulto”, disse deelma. Ponha-se aqui litros e litros de lágrimas de minha emoção.
Além das creches, ela anunciou a construção de 10 mil quadras esportivas "para que os alunos tenham acesso a uma educação de qualidade. E isso representa englobar também práticas esportivas e de lazer”.
Voltando às magrelas, a gerentona disse que “Estamos começando aos poucos a fazer esses testes em cidades pequenas, em locais onde não há muitos carros e, portanto, onde o tráfego não é pesado e as crianças não correm riscos. Vamos ampliando as doações na medida em que as avaliações forem positivas nestas primeiras cidades”.

Só prá resumir as contas: 6.000 creches e 10.000 quadras até 2014 e 100.000 magrelas até final de 2011. Anota Aê...

As Flô de Puxinanã - Por Zé Da Luz

Não sou um expert nem tão grande admirador assim de poesia. Mas esses dias lembrei de um livro do acervo de meu pai, de um poeta paraibano chamado Zé da Luz intitulado Brasil Caboclo. Além do efeito emocional da lembrança, veio à tona o uso de uma de suas poesias, justamente a que dá título ao livro, numa apresentação que fiz no Colégio Nóbrega, quando a usei como base para uma evolução e personalização. Tantas emoções, diria Roberto Carlos.

Reproduzirei o tal cordel em outra ocasião, mas hoje escolhi um outro chamado As Flô de Puxinanã.

Para registro, Severino de Andrade Silva (Zé da Luz), nasceu em Itabaiana, PB, em 29/03/1904 e faleceu no Rio de Janeiro-RJ, em 12/02/1965
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Três muié ou três irmã,
três cachôrra da mulesta,
eu vi num dia de festa,
no lugar Puxinanã.

A mais véia, a mais ribusta
era mermo uma tentação!
mimosa flô do sertão
que o povo chamava Ogusta.

A segunda, a Guléimina,
tinha uns ói qui ô! mardição!
Matava quarqué critão
os oiá déssa minina.

Os ói dela paricia
duas istrêla tremendo,
se apagando e se acendendo
em noite de ventania.

A tercêra, era Maroca.
Cum um cóipo muito má feito.
Mas porém, tinha nos peito
dois cuscús de mandioca.

Dois cuscús, qui, prú capricho,
quando ela passou pru eu,
minhas venta se acendeu
cum o chêro vindo dos bicho.

Eu inté, me atrapaiava,
sem sabê das três irmã
qui ei vi im Puxinanã,
qual era a qui mi agradava.

Inscuiendo a minha cruz
prá sair desse imbaraço,
desejei, morrê nos braços,
da dona dos dois cuscús!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A Coca Cola e Os Sucos Regionais

A Coca-Cola Brasil começa a apostar no sabor das frutas amazônicas para avançar no mercado nacional e mundial de sucos longa vida, através da produção de sucos de frutas regionais amazônicas como açaí, cupuaçu, graviola, taperebá, camu-camu, usando sua controlada Del Valle.
Segundo reportagem do jornal A Crítica, o presidente da The Coca-Cola Company, Muhtar Kent, virá ao Amazonas para participar do Festival Folclórico de Parintins (24,25 e 26 de junho), quando anunciará o lançamento da novidade. O evento é patrocinado pelas marcas do grupo.
Foram realizados testes com 250 frutas regionais e 25 foram selecionadas, das quais cinco serão escolhidas para serem industrializadas. Técnicos de industrialização do grupo já passaram por Manaus para desenvolver os processos de produção, que irá envolver o desenvolvimento de uma nova cadeia produtiva, prevendo a produção dos frutos, elaboração dos xaropes, engarrafamento e comercialização.
A espectativa é que haja a instalação de uma fábrica para produção dos xaropes concentrados das frutas, na capital ou em Rio Preto da Eva; a 57 quilômetros a nordeste de Manaus. O envasamento dos sucos provavelmente será ser feito em outro estado, como o Espírito Santo, onde já são fabricados os sucos da Del Valle.
A informação completa ainda é mantida em segredo pela Coca Cola e a empresa informou apenas que está sempre analisando oportunidades de investimento em diversos setores e que, no entanto, não há qualquer lançamento previsto no momento. O Grupo Simões de Manaus, sócio da Recofarma; única unidade brasileira que produz os concentrados dos refrigerantes da marca; também foi evasivo ao tratar dos planos de investimentos. O jornal trata de investimentos da ordem de US$ 10 milhões.

O transporte dos concentrados deverá ser feito em tonéis de aço inox a exemplo do que se faz com o açucar mascavo para os demais xaropes.
Sabe-se que a Comunidade de Novo Remanso, em Itacoatiara, produz 40 milhões de unidades de abacaxi por ano. Já o açaí é extraído de municípios como Codajás, Coari e Manacapuru, ainda de forma nativa. É possível se montar uma estrutura de açaí cultivado, assim como o guaraná, com mudas melhoradas pela Embrapa. Basta que se defina que frutas serão industrializadas. Os testes biológicos com as frutas foi feito em Atlanta (EUA).

Além do efeito de geração de emprego e renda, esse fato levará à divulgação das maravilhas da flora amazônia, cantada em prosa e verso pelos filhos da terra, nativos e adotivos.

Isso é Uma "Desomenagem". Pobre Almirante...

Conhecem o cidadão aí de cima? É João Cândido Felisberto, também conhecido como "Almirante Negro", líder dos marinheiros revoltosos na conhecida Revolução das Chibatas, quando marinheiros protestavam por melhores condições de trabalho e pelo fim dos castigos físicos que na época eram permitidos.
Foi discriminado e perseguido pela marinha até o fim de sua vida em 1969 com 89 anos.
Aí o (des)governo resolveu homenageá-lo dando seu nome a um petroleiro contruído em Suape/PE no Estaleiro Atlântico Sul para seu cliente Transpetro, o braço de transportes da Petrobras.

Até aí tudo bem, não fosse a festa de "lançamento ao mar" do navio cercada da pompa e circunstância de mais uma farsa eleitoral do EX e da sua criatura candidata. Em maio de 2010, no meio da campanha, ouviram-se discursos inflamados, a verborragia do ressurgimento da industria naval brasileira "sucateada pelos entreguistas tucanos que preferiam comprar navios no exterior", presentes 7.000 operários navais que eram cortadores de cana, o orgulho dos embaixadores brasileiros no exterior segundo o EX, uma infindável comitiva de puxa-sacos e cheira-calçolas, enfim, tudo o que se tinha direito para o showmício.

Pois o nosso querido João Cândido deve estar se revirando no túmulo uma hora dessas. O que aparentemente seria o resgate de sua memória e seu retorno honroso às histórias da marinha, virou um pesadelo.Previsto para navegar em Agosto do ano passado, 3 meses após a grande farsa, o navio ainda não teve sua construção concluída até hoje, frustrando as previsões do EAS e da Transpetro e continua passando por reparos. Com tanto atraso, ninguém arrisca uma data para a navegação, falando-se laconicamente em "segundo semestre" mas não dizem de que ano.

Se o primeiro e mais badalado navio ainda não se materializou, imagine os outross22 encomendados!
A bronca é tão grande que além do jogo de empurra entre contratantes e contratado, o atraso gerou uma crise sem precedentes no estaleiro, cuja construção foi simultânea ao do João Candido. Isto é: fazendo um galinheiro e pondo as galinhas prá chocarem ao mesmo tempo. Que beleza...

Em discurso na cerimônia, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, anunciou que o João Candido abria um "novo ciclo" para a indústria naval brasileira. Afinal, a última encomenda da Petrobrás a um estaleiro do Brasil para a construção de um navio daquele porte ocorrera em 1987. E o navio só foi entregue dez anos depois.

Sabe-se que meio mundo foi prá rua por lá: perderam o emprego o presidente Ângelo Alberto Bellelis ; o diretor industrial, Reiqui Abe, e seu adjunto, Domingos Edral; e o diretor de Planejamento, Wanderley Marques.
Num regime normal, entre o lançamento ao mar e a entrada em operação de um navio, passam-se, em média, três meses, período de realização de testes. Tanto que o EAS anunciou no lançamento que em agosto de 2010 o navio estaria apto a navegar.
Especialistas e profissionais da indústria naval e da Marinha Mercante creditam o atraso na entrega à construção simultânea do navio e do estaleiro. Apontam ainda a precariedade da mão de obra local como um dos fatores determinantes para o não cumprimento dos prazos.
Como houve a decisão de iniciar a construção do navio concomitantemente à construção do estaleiro, ficou claro, para quem conhece o setor, que haveria problemas, como tudo o que fazem nesse time, feito nas coxas ".
Nem mesmo um guindaste do tipo goliath o EAS dispunha. Os dois primeiros só chegaram, desmontados, em julho de 2009, um ano de atraso, conforme revelou, antes de ser demitido, o presidente Bellelis. Os goliaths têm 100 m de altura, vão de 164 metros e capacidade para içar 1.500 toneladas. O navio começou a ser construído sem o auxílio vital dessas máquinas.
A questão da mão de obra foi abordada por um experiente projetista naval, que pediu para não ter o nome identificado. O especialista disse que um atraso tão grande não é comum. Na Coreia do Sul, dois meses costumam separar o lançamento ao mar do início da operação.
O operário sul-coreano é extremamente bem treinado. Apesar de dizer que o brasileiro também recebe bom treinamento, o projetista argumenta que nosso profissional não tem grande experiência, especialmente em Pernambuco, Estado sem tradição na indústria. A experiência dele no setor indica que, para tornar-se eficiente e rápido, um operário naval precisa de quatro ou cinco anos de serviços ininterruptos, o que não ocorre no Brasil.
Portanto, a falácia dos (des)governantes mais uma vez se comprova. Não interessa se dá certo nem quanto custa. O importante é fazer o show prá enganar o povão.
E a Petrobras, que comprava navios e outros equipamentos poor valores até 50% mais baratos, fica com mais esse prejuízo, por conta das insanidades da corja. Lamentável.

Com dados do Estado de São Paulo

domingo, 29 de maio de 2011

Avião Multi-Uso Russo

A seguir um vídeo-exibição do BE200, um avião multi-uso russo, voando na aplicação combate a incêndio. Pelo que se pode ver, a potência muito alta de suas turbinas permite pousos e decolagens em espaços reduzidos.




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