Read In Your Own Language

sábado, 23 de abril de 2011

XIV Festival Amazonas de Ópera

Relembrando a época do fausto durante o ciclo da borracha, inicia hoje o XIV Festival Amazonas de Ópera.

Naquele tempo, fruto da pujança da terra carreada pela produção estupenda de borracha, construiu-se o magnífico Teatro Amazonas onde se apresentavam as maiores e mais famosas companhias da Europa, em destaque as francesas.


Resgatando a história, faz-se anualmente este Festival com atrações nacionais e internacionais, e que se inclui no calendário de montagens teatrais de grande porte no mundo. A programação completa você pode ver AQUI, e, como sempre, contempla peças clássicas e populares e as apresentações são feitas em ambientes indoor e no Largo de São Sebastião onde se localiza o teatro. Aos que tiverem oportunidade, recomendo que participem.

Meu Bangalô, Minha Vida

Via Folha de São Paulo (área de assinantes)



Miriam e Eliezer Gonçalves na piscina do condomínio onde moram; imóvel foi comprado dentro do programa Minha Casa, Minha Vida


O programa em sua essência é de boa fé. Proporcionar condições adequadas de habitação aos que padecem de moradias em situação de risco ou deploráveis. Morar em encostas, áreas alagadiças ou sujeitas a catástrofes, pode, e deve, ser objeto de ação dos governantes na linha de propiciar dignidade aos cidadãos. Mas nada DADO e sim vendido; claro que em condições favoráveis; assim se valoriza ainda mais a ação dignificante.


Porém, na busca de aumentar sua ação politiqueira, o (des)governo aumentou os limites e tetos do programa, visando levar seus tentáculos mais avante.


De olho na nova classe média, principal responsável por impulsionar a atual demanda por imóveis residenciais no país, construtoras estão agregando diferenciais antes inexistentes nos empreendimentos populares.
Alguns "luxos" antes encontrados apenas em condomínios voltados para as classes A e B começam a fazer parte dos projetos que se enquadram no programa Minha Casa, Minha Vida.
De piscina, campo de futebol e quadras esportivas, nos projetos mais simples, até salas para "garage band", "home cinema" e academia, naqueles mais sofisticados.
A cereja do bolo, porém, é o apartamento dúplex, que já ganha espaço nos empreendimentos "populares".
Quando não são as coberturas, os opcionais estão presentes nos projetos voltados para a classe média. Em áreas de clima quente, como regiões litorâneas e no Nordeste, as piscinas viraram acessórios obrigatórios.
Já em São Paulo e Belo Horizonte, projetos contam com salas de música, academia e espaço gourmet.
Um facilitador para que projetos mais sofisticados pudessem ser incluídos no programa de habitação popular foi a elevação do teto de enquadramento, ocorrida em fevereiro deste ano.
O teto para imóveis nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal passou de R$ 130 mil para R$ 170 mil.
Em cidades com mais de 1 milhão de habitantes, o valor passou de R$ 130 mil para R$ 150 mil. Nos municípios que têm entre 250 mil e 1 milhão de habitantes, foi de R$ 100 mil a R$ 130 mil.
Já naqueles com entre 50 mil e 250 mil moradores, foi de R$ 80 mil para R$ 100 mil.
Escapando desse público, os projetos realmente populares vêm sendo destaque negativo país afora. Unidades entregues sem acabamento (reboco, cerâmicas e revestimentos, portas internas, etc); construídas em locais de antigas lixeiras, com falhas estruturais e sujeitas a desmoronamentos, usando mão de obra contratada em condições deploráveis e quase escrava; e mais um monte de coisas.


É lamentável que montanhas de dinheiro de impostos sejam empregados exclusivamente para fins eleitoreiros por inescrupulosos políticos e construtores.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Uma Dupla Homenagem

Faço aqui uma singela mas afetuosa dupla homenagem.

Ao meu querido Pedro Álvares Cabral, destemido navegador que enfrentou a procela e veio dar em plagas tupiniquins. Tá certo que na sua trupe veio um monte de sangue ruim que contaminou o DNA do povo que aqui se instalaria. É verdade que deu uma enrolada nos meus primos índios da época trocando ouro e bens preciosos por espelhos e quinquilharias. Vai que daqui levou o que pode e o que não pode, em sua viagem e nas que se seguiriam anos afora.

Mas pergunto: e foi só ele? Ou nossos contemporâneos também não estão depredando ainda "as florestas do Pau-Brasil"? Badulaques e Bolsas (ditas) Sociais não continuam comprando pessoas e votos país afora?

Tá vendo? Nada de falar mal do Pedroca. Fica só seu registro na história. O grande descobridor.

A segunda parte da homenagem é uma boa lembrança da então poderosa Viação Aérea Rio Grande - VARIG; falida à força de tacape por dona deelma e sua curriola, deixando desempregados e desvalido milhares de valorosos funcionários.

Todo o respeito e carinho do cacique neste filminho.


video

O Cacique Agora Tem Carteirinha De Doido

Embalado pela dose excessiva de cara de pau da dra. Deborah Guerner, promotora de justiça (?) do Distrito Federal que invocou o argumento de bipolaridade prá se livrar das acusações de corrupção, tráfico de influência, formação de quadrilha e mais uma meia dúzia de crimes previstos no Código Penal; o cacique, que não é bobo, preventivamente tirou sua carteirinha de doido no Ministério da Saúde.

Assim, se algum dia postar coisas que alguém se sinta inserido, já poderá alegar a mesma coisa e funcionará como uma espécie de Habeas Corpus preventivo.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Para o Grande Joaquim

Só prá não deixar passar em branco; lá atrás na história, aí pelos idos de 1792; um caboco das Minas Geraes (era com E mesmo), resolveu tirar a bunda da cadeira e se insurgir contra o absurdo de se dobrar a coleta de impostos bem como a cobrança de atrasados, mesmo que fosse à força de desapropriações e confiscos. Coisa de passar de 10 para 20%.

Arrumou a maior quizomba junto com mais uns amigos corajosos e mexeu com as estruturas administrativas da época.

Medidas preventivas ilusórias foram tomadas pelos mandantes (naquele tempo não tinha mandantas ainda) como adiar a operação e fazer intriga no meio do grupo - até arranjaram um traécio; ops...traíra; ameaçar a tchurma, trocar os juízes que eram contra o butim e mais outras coisas próprias daquele tempo.

Gozado: tenho a sensação que era "invenção" mais recente.

Pois é. Aí o grande Tiradentes foi escolhido prá pagar o pato.

Pegaram o cara, julgaram meia-boca, enforcaram e esquartejaram o caboco.

Pensavam que assim o furdunço acabava.

E não é que deu xabu? O Quincas virou mártir e símbolo de luta contra os abusos do poder executivo, de todos os tempos.

E olha que naquele tempo imposto era coisa de 20% "apenas". Se fosse hoje o glorioso lutador tava ferrado: quase 50%.

De repente o amigo teria algum defeito, mas isso não faz agora a menor diferença, por tudo o que ele fez e simbolizou.

Cabe a nós honrar seu ato e perpetuar seu suplício, não deixando que os caras do mal façam o que querem nesse Brasilzão que está aí.

Vamos à luta. Com os instrumentos que temos hoje em dia.

Vale ainda seu slogan:



Libertas Quae Sera Tamen

Oportunismo; Teu Nome é Brasil

Vê se pode! Tudo começou com o um tal de Romero Brito, que pintou uma deelma meio que psicodélica e cheia de efeitos de paletas de cores, publicou a Josta no New York Times e foi recebido pela governanta para entregar a "homenagem".

Aí pegou a moda. Tudo que é artista plástico (???) do Brasil resolveu se lançar no mercado das artes fazendo pinturas, esculturas, brochuras (Eita: isso tem alguma coisa ligada a Viagra?) e mais um monte de bajulações pseudo-artísticas prá aparecer. Até aqui em plagas manaós surgiu uma criatura que pintou deelma em meio aos bois de Parintins ( nada a haver com curral, seja eleitoral ou não).

Mais felizardo, o Gustavo Rosa (o Alberto Roberto, personagem do Chico Anísio perguntaria: o famoso quem?) teve a brilhante idéia de COPIAR o Abaporu da Tarcila do Amaral numa "homenagem" mais recente.

Aé é soda, como diria Fócrates.

O Romerão e a parintinense pelo menos criaram uma tela. Se é boa ou ruim, isso é outro problema.

A criatura veio a público prá dizer que “A minha ideia foi homenagear as duas grandes damas do Brasil moderno, dois expoentes, dois ícones desse país, Dilma e Tarsila”.

A cabecinha e o espaço neuronial são semelhantes, não tenha dúvida. Falta que os críticos definam o estilo de nosso criativo plagiador.

Aqui na tribo denominamos neo-cheira-calçolismo ou bajulismo arcaico.

Sobre Realidade e Fantasias

Já tratamos AQUI da falácia dos aeroportos a não serem concluídos para a Copa de 2014, baseados em informação do IPEA.

Sairam rapidamente em defesa do (des)governo o Paulo Boca de Caçapa Bernardo, Giba Carvalho e Miroca Belchior, entre outros que desqualificaram o funcionário do instituto que trato da informação divulgada, e que reiteraram a total possibilidade de "concluir" estas e outras obras.

Ontem em 10 dos 10 maiores jornais ou blogs de respeito desse país se tratava dos equipamentos de mobilidade urbana: ruas, avenidas, transportes coletivos, estacionamentos, etc. Claro que as coisas citadas o são por um sensato que nem o índio aqui, pois o que se vê Brasil afora é Monotrilho, metrô subterrâneo e de superfície, Bus Rapid Transit, elevados, grandes auto-pistas e outras concepções megalômanas dos governantes dos três níveis executivos e, por que não dizer, legislativos. E o falatório de todos se resume sempre a berrar que é preciso reduzir rigores nas licitações.

Para quem já desperdiçou quatro preciosos anos em que se deveria ter tocados licitações, licenças e obras, visando colocar as providências pensadas em prática e quase nada fez até agora, a solução anunciada é só uma: relaxar (ou mesmo acabar) a fiscalização, tocar e aprovar licitações e contratos sem nenhum rigor técnico e administrativo e (a parte que mais gostam) abrir as portas dos cofre do erário para que o Mundial, e as olimpíadas também - já que é prá roubar que nem doido, transformem-se numa farra de desperdício e ladroagem de dinheiro público.
Até o sinistro das Cidades, Mário Negromonte, disse ( deve levar um esporro da governanta por isso) que seis das doze cidades-sede estão com atrasos nas obras de mobilidade urbana. Ele tá é com pena. Eu diria 12 de 12.

O ministro não citou quais municípios estão em situação mais grave, mas assegurou que a pasta tentará acelerar as construções para garantir boas opções para o público durante o evento. “Temos a responsabilidade de levar o torcedor até a catraca”, disse.

Claro que passado o lare-lare inicial mandou o clássico "é preciso desburocratizar "o processo de licitação. “Temos que diminuir os gargalos e simplificar normativas, procedimentos e a burocracia para que possamos avançar”, insistiu.

Na opinião de Negromonte, a flexibilização das regras não vai necessariamente encarecer obras e facilitar irregularidades. “Pode-se simplificar sem perder de vista a lisura e o padrão de seriedade e de ética. Queremos a obra pronta sem passar por cima das leis, e o Ministério Público, o Tribunal de Contas da União e a Controladoria-Geral da União vão fiscalizar”, afirmou.
Já passamos da metade do tempo entre a definição da copa e sua efetiva realização. Ou seja: se não fizemos quase nada até agora, não será daqui prá frente que faremos.

Mas a roubalheira vai se multiplicar, pode ter certeza.

O Coronel do Blog tem uma campanha prá mandar a Copa prá Londres. Passe lá no Blog Dele e assine a petição On Line. É uma excelente forma de se manifestar contra.

Na época da escolha do País e das Cidades-Sedes, o cacique foi totalmente contra. Na época não usava twitter nem facebook, mas toquei o pau por e-mail. Não será agora que vou por o pé no freio.
Leia AQUI a visão de especialistas em grandes obras, numa audiência pública na Câmara dos deputados; AQUI o que publicou Reinaldo Azevedo e AQUI o que publicou Augusto Nunes.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Obra do Minha Casa-Minha Vida Derruba 100 Castanheiras no Amazonas



Um conjunto habitacional de 500 casas do programa Minha Casa, Minha Vida está sendo erguido no município de Parintins (AM) numa área de 300 mil metros quadrados que era ocupada por castanheiras - árvore símbolo da Amazônia, cujo corte e comercialização são proibidos. A obra é financiada pela Caixa Econômica Federal.
O empreendimento atende pelo nome de Vila Cristina e ocupa parte de área da comunidade Macurany. "Não somos contra a construção de conjuntos habitacionais na cidade, mas as castanheiras eram uma das alternativas de renda de 130 famílias", diz Odirley Souza, morador da comunidade.
Há divergências sobre o número de árvores derrubadas. Souza conta que foram "mais de cem". A empresa NV Indústria e Construção, responsável pela obra, diz que o número de castanheiras abatidas foi menor: 81. No terreno destinado ao conjunto habitacional, que tem planos de expansão, havia ainda exemplares de espécies nativas. O total de árvores abatidas foi de 207, segundo a própria empresa, e ocupava uma área equivalente a 30 campos de futebol.
Há divergências também sobre o cumprimento da licença ambiental concedida pelo Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam). O jornal O Estado de S. Paulo teve acesso ao documento, de 21 de agosto de 2009. A licença condicionava o corte das árvores e o início das obras ao plantio e replantio de 1.584 mudas de castanheiras, além de plantio e replantio de outras 1.133 mudas de espécies nativas. Essa exigência não foi cumprida até hoje, quase um ano e nove meses depois da concessão da licença.
O diretor administrativo da construtora, Hudson Tavares Almeida, disse que a continuidade das obras foi assegurada pela renovação da licença, no início do mês. "Estamos seguindo o que manda a lei", disse, argumentando que não existe prazo para o cumprimento das exigências fixadas pelo órgão ambiental.
A Caixa Econômica Federal, segundo a construtora, participou do financiamento de R$ 17 milhões ao empreendimento da Vila Cristina. O dinheiro público entra no negócio como subsídio às famílias interessadas pelos imóveis - casas de dois quartos ou três quartos com suíte. O subsídio é garantido à faixa de renda entre três e dez salários.
A licença concedida pelo Ipaam para o início das obras da Vila Cristina classifica no nível "grande" o potencial degradador do empreendimento. O documento relata que é proibida a comercialização das castanheiras e condiciona o início das obras ao replantio de novas mudas. A construtora NV Indústria e Construção diz que a madeira foi doada à diocese local e usada na construção de moradias.
O Ipaam confirmou a renovação da licença ambiental ao empreendimento em 6 de abril, 227 dias depois do vencimento da primeira licença, que autorizou o início das obras. Segundo o instituto, a construtora tem prazo para o plantio das mudas, que terminaria antes do vencimento dessa segunda licença. O Ipaam confirmou que o plantio de mudas decorre de divergências sobre o local de plantio de novas castanheiras e de árvores nativas.


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

PAC: Programa de Ampliação do Chuncho

A simples menção a um absurdo desse já deveria render cadeia a quem o encaminhou.

"Preocupado" com andamento das obras do PAC, que não saem do papel de jeito nenhum, e quando saem levam consigo índices insustentáveis de escândalos, roubalheiras, super-faturamentos e chunchos assemelhados, o (des)governo federal quer um cheque em branco do Congresso Nacional prá gastar os recursos do programa sem que tenha que pedir autorização, conforme prevê o Livrinho Verde.
Vitrine e instrumento estelionatário da campanha eleitoral do PT, o suposto programa de investimentos da gestão de deelma foi enquadrado no projeto de LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2012 na lista de "despesas inadiáveis", como custeios com pessoal e sistema previdenciário, bolsas de estudo e prevenção a desastres.
Como os nobres congressistas têm uma agenda "carregadíssima", a regra proposta ainda é desconhecida da maioria dos deputados e senadores, mas está no projeto enviado na semana passada ao legislativo.
Hoje o governo não pode realizar gastos de investimentos sem a aprovação expressa da LDO, uma atividade anual obrigatória do Congresso, que prevê inclusive suspensão de recessos, no caso de sua não aprovação. Portanto, se o Orçamento não for aprovado e sancionado, os gastos não obrigatórios se limitam a uma fração do previsto. Uma coisa coerente, racional e CONSTITUCIONAL.
A Ixperta proposta do (des)governo autoriza o Executivo a gastar livremente os recursos do PAC enquanto não houver uma lei orçamentária. E também esvazia a participação do Congresso no cálculo de despesas e receitas do país além de limitar a ação dos orgãos de fiscalização e investigação, como TCU e MPF sobre a qualidade da administração das obras.
Numa clara forma de jogar fumaça sobre o fato, o Ministério do Planejamento informou, por meio da assessoria de imprensa de Miroca Belchior, que a regra foi incluída para ampliar a capacidade de investimentos do país e para não atrasar as obras do PAC.
No ano passado, o relator da LDO, o então senador Tião Viana (PT-AC), também tentou escapar das restrições orçamentárias. Ele tentou incluir os investimentos das estatais na lista de despesas que não exigem aval do Legislativo.
A proposta foi reprovada pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso, onde havia ainda uma forte presença oposicionista e uma boa dose de sensatez.
Deveria a nova regra gerar embates no Congresso, mas será que você imagina que a governanta deixará que seja feita alguma discussão sobre o tema ou mandará seu rolo compressor esmagar aqueles poucos de bom senso que são contra essa aberração?

Nas projeções extremamente otimistas incluídas no projeto da LDO, o (des)governo calcula que só em 2013 a economia recuperará um crescimento de 5,5%, mesmo calculado sob fortes suspeitas de manobras contábeis. Com uma inflação também otimista e manobrada da ordem de 7%; significa que a Lei de Responsabilidade Fiscal (que o PT votou contra quando de sua aprovação ) será literalmente rasgada e os gastos públicos irão disparar, derrubando todos os resultados obtidos pelo Plano Real, o controle da inflação e gastos bem como a estabilidade da moeda.

Sem falar que durande os "debates" muitos oportunistas irão incluir os famosos "contrabandos" ; coisas como aquela citada das estatais do Tião Viana, obras que ainda de longe contemplem copa do mundo e olimpíadas, obras de "cunho social", e por aí vai. Coisa grande e que envolve muuuito dinheiro e que, largadas ao relento dos debates nos plenários, virarão uma casa de Noca, uma torre de babel.

Vamos ficar de olho e pertinho das informações pois vai sobrar prá quem paga imposto.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Será Que Tem Manual de Instruções do Minha Casa, Minha Vida?



A transmissão de experiência desenvolvida ao longo do exercício de uma profissão ou atividade àqueles que estão iniciando, é de uma nobreza inigualável.

Por que falo isso. Porque passados mais de 50 anos da Revolução Comunista de 1959, os cubanos poderão comprar e vender seus imóveis.

Você acha bobagem? Claro que não. Fica reconhecido que alguém é dono de algo, que não seja o onipresente estado dos Fidéis.
Até hoje, só era permitido passar propriedades para os filhos ou trocá-las através de um sistema complicado e muitas vezes corrupto.
Num decisão foi tomada, eu diria, de forma até surpreendente, no primeiro congresso do Partido Comunista de Cuba realizado em 14 anos, que busca revitalizar o sistema político e econômico no país.
O mano herdeiro Raúl Castro alertou que a concentração de terras não será permitida, mas nenhum detalhe do novo sistema foi divulgado.
Também fica decidido que altos cargos políticos serão limitados a dois mandatos de apenas cinco anos e prometeu o "sistemático rejuvenescimento" do governo.
Claro que tal atitude teve o dedo forte do imorrível ex-presidente e líder da Revolução de 1959, Fidel Castro, que apoiou as mudanças.

Tá...Mas o que isso tem a haver com o PAC?

Porque na contra-mão do que se faz pelo mundo afora, e agora até em Cuba; nosso (des)governo insiste em ampliar o estado em todas as áreas, inclusive sobre as empresas privadas (vide caso da VALE) e fazer do gigantismo da presença oficial uma "marca de governo".

Programas assistencialistas e eleitoreiros, empresas estatais que não servem prá nada, milhares de cumpanhêrus contratados sem concurso e com clara intenção empreguista, ministérios a dar com o pau e mais um monte de penduricalhos.

O tal Minha Casa-Minha Vida é uma enorme farsa. O que foi vendido é fortemente subsidiado até prá quem não precisa. O que foi doado, a maioria, foi construído sobre terrenos instáveis, inadquedos e irregulares.

Pipocam país afora casos de superfaturamento, uso de mão de obra escravizada, qualidade deplorável de materiais aplicados, falhas de construção, rachaduras e trincas, obras inacabadas e mesmo assim entregues, e mais um monte de falcatruas. Sem falar na diferença brutal entre promessas de campanha e quantidades efetivamente entregues; num flagrante estelionato eleitoral.

Tomara que o cumpanheiro Raul não peça o Manual de Operações do Minha Casa; Minha Vida, senão vai começar errado seu programa.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Esse é Um Excelente Ventilador

O técnico russo Joaquim Manoel Pereira fez essa instalação.




HempCoop

Pode parecer brincadeira, mas é de verdade. Acredite se quiser. Na contramão do que prega o bom critério e todas as autoridades mundiais, o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), defende a liberação do plantio de maconha e a criação de cooperativas formadas por usuários. Este féla teve a cara de pau de participar de um debate sobre o tema e dizer que a "política de cerco às drogas é perversa e gera mais violência.

Não é o primeiro caso nas hordes petralhas. Em janeiro, a governanta desistiu de nomear o então secretário Nacional de Justiça Pedro Abramovay para a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas depois que ele sugeriu numa entrevista a adoção de penas alternativas para pequenos traficantes.

Assim como Abramovay, o líder do PT na Câmara afirmou que a prisão de pequenos traficantes contribui para engrossar as fileiras das organizações criminosas. "São mães de família que sozinhas têm que criar os filhos e passam a vender", disse o deputado. "As prisões têm levado a organizar a violência contra a sociedade."

Teixeira achou pouco a merda e disse que o governo "deveria autorizar a criação de cooperativas para o plantio e a distribuição da maconha pelos próprios usuários, sem fins lucrativos". E prá coroar a cagada, o suposto cidadão acima do bem e do mal disse que comer sanduíches do McDonald's é talvez o maior crime mas não é proibido e o governo não poderia impedir também o plantio de maconha.

Ele disse que irá sugerir ao Ministério da Justiça que o Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas faça um projeto com as "mudanças óbvias". O deputado afirmou ainda que pedirá o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), simpatizantes de mudanças na legislação sobre drogas.

Ao defender a regulamentação do plantio da maconha, Teixeira afirmou que isso não aumentaria a oferta da droga. "Esse cenário que as pessoas têm medo, de que no dia em que legalizar, vão oferecer ao meu filho, não é o futuro, é o presente. Hoje liberou geral. É mais fácil adquirir drogas na escola do que comprar antibióticos. Nisso ele está certo.

Muito bem. Nesta linha, logo o BNDES estará disponibilizando uma linha de crédito especial aos microprodutores e usuários interessados e possivelmente o polígono da maconha, situado no sertão de Pernambuco, será um marco na produção agrícola e se transformará numa referência mundial do agronegócio.

Ribamar e o Desarmamento


O Risco Que Correu O Exército de Terracota

Essa semana dona deelma esteve na China, em missão turístico-diplomática.

Na ida, parou prá encher o tanque do vassourão em .... Atenas (vê se pode. que curva danada prá chegar no oriente), onde já planejava dar uma passadinha quando esteve em Portugal recentemente, mas babou por causa da morte do José Alencar. Mas sonho é sonho. E lá foi ela agora.

Na China, a governanta falou um monte de abobrinha, fez uns acordos prá "chinês ver", foi bastante enrolada pela diplomácia oriental, mentiu bastante para o consumo da imprensa venal nacional, propiciou clima para que seus ministros também exagerassem nas suas afirmações e nos seus delírios (não foi Mercadante?) e, principalmente, cometeu as deliciosas gafes próprias dos insanos cérebros que a guiam: o dela mesma e de seus çábios açeçores.

Nas últimas horas, aproveitou para visitar os "Guerreiros de Terracota", uma das maiores atrações turísticas do país. Aí sucedeu-se um dos maiores riscos já sofridos pelos baluartes dos registros arqueológicos e culturais que se dispersam mundo afora. Acompanhada por vários açeçores e pela filha Paula (Se foi a filha, foi o neto, babá, acólitos,etc. Mas o que é que tem esta cidadã a haver com a missão de interesse nacional? Sigamos...), ela percorreu todos os pavilhões do museu, montado no sitio arqueológico onde foi encontrada a tumba do imperador Qin Shi Huang (259-210 a.C.). Mostrando admiração diante de centenas de guerreiros e cavalos esculpidos em tamanho natural, deelma fez várias perguntas à guia, com a ajuda de um intérprete. Se bem que poderia ser dispensado. Dilmês e Mandarim são línguas muito parecidas.

Empolgadíssima, chegou a citar em seus discursos as "carroças" que viu no sítio, referindo-se às carruagens do imperador. Acho que se lembrou de seu amigo collorido e fiel defensor no senado. E eis que surge o melhor.

Já pensando numa obra do PAC 3, um extraordinário convênio com o apoio da Suvinil, em que milhares de pintores brasileiros e chineses teriam emprego e renda por anos, saiu com essa maravilhosa pérola:

"Imagina tudo isso colorido", disse ao deixar o principal pavilhão, um enorme galpão que abriga a maior parte das estátuas já restauradas. Os guerreiros de terracota (argila cozida) foram descobertos apenas em 1974, por camponeses que cavavam um poço. Ao longo dos anos, foram descobertas cerca de 8.000 estátuas e o trabalho continua. De modo a permitir a visita da comitiva brasileira, o governo chinês fechou temporariamente o museu, que recebe cerca de 7.000 visitantes por dia. Apesar do contratempo, vários turistas chineses acenaram ao avistar deelma, que acenou de volta. Ao final, ela escreveu no livro de visitas: "Agradeço ao governo e ao povo chinês essa magnífica descoberta e a preservação desse patrimônio da humanidade (...). O povo brasileiro e o governo brasileiro dão seu apreço e sua homenagem a essa grande realização da humanidade pelo povo chinês."

Prá fechar, ainda não satisfeita com o que já tinha dito, afirmou com a autoridade de quem conhece de tudo: "É a oitava maravilha do mundo".

Provavelmente no mesmo PAC 3 teremos uma busca frenética pelas outras seis desaparecidas.

Grana não falta. Poderemos usar o que sobrar do trem-bala.

domingo, 17 de abril de 2011

Eu Sei o Que Ela Fez...


Não falei Que Era Mentira?

Não falei AQUI que era mentira do dotô sinistro Mercadante? Muito mais competente que eu, Toinho de Passira disse em seu blog com mais detalhes. Leiam que riqueza.

O improvisado Ministro da Ciencia e Tecnologia, Aloizio Mercadante, esta prestes a se tornar verbete do Guinness por excesso de fanfarronice: espalhou que os chineses da Foxconn iriam investir no Brasil US$ 12 bilhões e gerar 100 mil novos empregos, mas esqueceu de combinar com eles. Depois do impacto inicial os analistas, comentaristas econômicos e a própria empresa estão perplexos. A verdade é que Mercadante se superou. É bem verdade que Dilma teve um encontro com Terry Gou, o fundador da Hon Hai, controladora da Foxconn, onde se reuniu com o presidente da multinacional fundada em Taiwan e que concentra suas operações na China, mas o resultado da conversa em nada concretiza o alardeado pelo eufórico e precipitado Mercadante. Segundo o comentarista do "The Wall Street Journal", Jason Dean, a holding Hon Hai, controladora da Foxconn, claramente, “foi pega desprevenida”, com o anuncio sensacionalista divulgado no Brasil e espalhado pelos quatro cantos do planeta. Na verdade ao que parece, o Ministro confundiu e alardeou, na melhor das hipóteses, uma vaga intenção como um fato consumado. Nada nem de longe parecido com as declarações do falastrão Mercadante . Aqui no nordeste chamamos esse tipo de "bucho de piaba". Não existe nada de concreto de que a Apple e a Foxconn vão produzir o computador tablet iPad no Brasil, por enquanto. O ministro improvisado afirmou aos jornalistas num sonho delirante, de que até o final de novembro já estaria no mercado os primeiros tabletes produzidos no Brasil, pela Foxconn. A produção de iPads deveria começar a ser feita com a estrutura que a Foxconn já mantém no país, a partir de componentes importados. No delírio de Mercadante os investimentos da Foxconn poderiam gerar 100 mil novos empregos no Brasil. Fosse verdade, estariamos com um problemão: teriamos de no períod de cinco anos, especializar essa multidão de técnicos e pelo menos 20 mil engenheiros da área de eletronicos, apta a assumir esses fictícios postos de trabalho. Kenneth Rapoza, no seu Blog especializado em questões dos países emergentes, no portal da revista Forbes, vai direto ao ponto dizendo que “Mercadante, um ex-senador e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, é conhecida por exagerar.” Vejam como saiu a nota da Foxconn sobre o assunto: “O Brasil é um país rico em recursos naturais, com um enorme mercado consumidor e tremendo potencial de desenvolvimento econômico. Está também estrategicamente posicionado para atender às necessidades de mercados crescentes na América Latina. “ Guiados pela estratégia de "estar onde o mercado está", temos há muito estudado oportunidades de investimento no Brasil. Estamos no momento no processo de explorar oportunidades nesse importante mercado e realizar uma análise substantiva do ambiente geral de investimentos do país”. Em relação à confirmação de quaisquer projetos de investimentos específicos, a política da Foxconn é de apenas fazer um anúncio depois de receber as devidas aprovações do conselho de administração de nossa empresa e de quaisquer autoridades cabíveis”. Repórteres da Reuters, depois de lerem o comunicado oficial da Foxconn, concluiram que o texto, como se viu, “ não forneceu quaisquer detalhes ou a confirmação de investimentos estrangeiros diretos de qualquer magnitude para o Brasil no futuro próximo.” – comenta ainda Kenneth Rapoza, no Blog da Forbes.

O complemento do texto de Toinho pode, e deve, ser lido AQUI.