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sábado, 3 de setembro de 2011

Coisas da Amazônia: Lanchas Escolares

Quando eu falo das peculiaridades de nossa região, os menos atentos devem pensar que seja invenção desse silvícola aculturado. Aqui na Amazônia, rio é estrada ou rua e barco é carro, ônibus e caminhão.

Essa semana começaram a entregar em larga escala cerca de 600 lanchas escolares encomendadas pela Marinha do Brasil, para transportar crianças ribeirinhas nos interiores e arredores das capitais até as suas escolas. Já haviam algumas unidades operando em caráter experimental desde o começo do ano, agora se completam as flotilhas.

As lanchas escolares foram desenvolvidas para o programa “Caminho da Escola”, com o objetivo de renovar a frota de veículos escolares, garantir conforto e segurança aos estudantes, contribuindo para o acesso e permanência dos alunos na escola, em especial, às comunidades que margeiam os rios da região amazônica. A operação conjunta com a Marinha assegura seriedade e profissionalismo ao projeto.De acordo com o FNDE, na Região Norte do país existem aproximadamente 180 mil crianças que precisam de transporte fluvial para chegar às salas de aula. Muitas delas vivem nas regiões ribeirinhas e vão para a escola em barcos a remo, feitos artesanalmente, sem nenhum tipo de segurança. Muitas vezes, tem que resistir a chuvas, ventos adversos, chegando cansadas à escola. Mas com o novo modelo de embarcação, se poderá chegar em qualquer área, em velocidades maiores e com mais segurança.
Os barcos são construídos em alumínio naval; com 7,30m de comprimento, cobertura fixa, com itens de segurança tais como coletes salva-vidas, extintor de incêndio, sirene, motores principal e auxiliar, luzes de navegação e faróis auxiliares, rádio comunicador e defensas laterais contra impactos. Pode transportar até 20 alunos, sendo um assento reservado para portador de necessidades especiais
Esperemos que seja o início de um novo tempo. Aquelas crianças que seguiam para as escolas em barcos pequenos, frágeis e perigosos, merecem um meio confortável e seguro de transporte escolar. Elas chegarão à escola de forma digna. Isso é cidadania. Aplausos a quem de direito.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Cordelando 17: O Congresso do PT


Eu tava até bem quietinho,
Conversando na telinha.
Começou a circular,
Uma porrada de frazinha.
Dizendo que em Brasília,
A ilha da fantasia.
Teve um tal de congresso,
Juntando aquela turminha.

Fui procurar na imprensa,
Qualquer uma informação.
Que comprovasse a história,
Que me chocou de montão.
Dizem que o Zé Dirceu,
Chamado até de chefão.
Foi aplaudido de pé,
No meio da multidão.

Entrou que nem cavaleiro,
Quando volta da campanha.
Nove dedo e a denduça,
Se não se abaixa apanha.
Pois o povo combinado,
Lhe cantava num berreiro,
"Dirceu Guerreiro,
Do Povo Brasileiro"


Só não posso vomitar,
Porque me estraga o teclado.
Mas devo dizer que não posso,
Dormir em paz, sossegado.
Sabendo que no Brasil,
Essa tremenda nação,
Tão fazendo homenagem,
Prum ômi que é ladrão.


ATUALIZAÇÃO ÀS 21:21h: Acabei de receber essa foto pelo twitter. Dá prá perceber o escárnio do canalha sobre o nosso Brasil. Até o nove dedos está pasmo e a criatura fantocha parece se perguntar; "O que é que eu estou fazendo aqui".


Cordelando 14: O Julgamento da Jackie




Pode até ter ocorrido,
Coisa grande no país.
Deelma falando de meta,
Do povo todo feliz.
Inaugurando buraco,
Isso a tal mídia não diz.
Mas bom mesmo foi ter visto,
A inocência da Roriz.


Começando a sessão,
Disse lá o relator.
A muié pegou propina,
Teve gente que filmou.
Prá mostrar que num era engano,
A imagem ele mostrou.


O tal filme é uma afronta,
A todos que são do bem.
Jackie pega a babita,
Nem olha quanto lá tem.
Enfia dentro da bolsa,
Levando aquele vintém.


Isso que é confiança,
Sem medo de se enganar.
Com o safado que lhe deu,
A bufunfa prá guardar.
Pois se ele ao menos lhe enrola,
Mais tem o capeta prá dar.


O assessor bem ligeiro,
Bota na sacola a grana.
Pelo tamanho que tinha,
Era coisa de bacana.
Reebok, mormmai ou da Fila.
Isso de marca me engana.


Discurso teve de monte,
Um falatório danado.
Cantando de honestidade,
Eita povinho safado.
Mas na hora de apertar,
O pitoco em segredo,
Faltou um monte de voto,
Cagaram, morreram de medo.

Tinha que ter a metade,
Do total dos deputado.
Duzentos e cinqüenta e sete,
Era o tanto mais falado.
No final da votação,
Prá vergonha de vocês,
20 mijaram prá trás,
Fica cento e sessenta e seis.


Registrou-se a vergonha,
Como num havéra de ser.
A bandidona tá livre,
Prá legislar prá você.
Porque lá a bandalheira,
No aberto ou em segredo.
Só se vota a favor,
Pois lá quem tem C* tem medo.

Cordelando 15: O Escritório do Dirceu

Não faz nem uma semana,
Na revista arretada.
Mostraram uns retratinhos,
De uma corja da pesada.
Indo pr'uma reunião,
Com aquele camarada.


O sujeito que um dia,
Nomeou o procurador.
Foi o chefe da quadrilha,
No escândalo que passou.
Quando se distribuía grana,
Prá votar no que mandou.
Aquele dos nove dedos,
Que na cadeira sentou.


Pois não é que o Dirceu,
Nome pelo qual atende.
Instalou-se num hotel,
Que não é prá toda gente.
Tem mais estrela que o céu,
Porteiro lá é tenente.
Prá receber os que mandam,
Na nação de toda gente.


Teve lá o senador,
Presidente e deputado.
Empreiteiro e Servidor,
Gente vem de todo lado.
Prá falar com o senhor,
Do nariz bem alterado.
Desde que aqui chegou,
Se escondendo dos soldado.


Pergunto aquele que lê,
Essas frases que escrevo.
Quem que pode receber,
Gente em nome do governo?
Não será a governanta,
Ou ela só quer sossego?

Essa coisa de mandar,
Aqui no nosso Brasil.
Tá virando uma zona,
Como igual nunca se viu.
Uma hora é a dentuça,
Faxineira e serviçal,
Outra hora nove dedos,
aquele sujeito boçal.
E agora o meliante,
Exemplo do livro penal.


Minha santa Vó Alice,
Bem velhinha me dizia.
Panela que muito se mexe,
Ou ferve ou fica fria.
Muita gente põe o dedo,
Pensando que é normal,
Ou se insossa a comida,
Ou se exagera no sal.


O que se pode dizer,
Daquela tal reportagem.
Bom não havéra de ser.
Só me cheira a mutretagem.
Isso eu acho muito feio.
Dividirem o pudê.
Com o povo rodando no meio,
Só vai mesmo é se fud*


E ainda tem quem defenda,
Esse tipo de ensejo.
Dizendo que foi escondido,
Que filmaram o cortejo.

E que o repórter afoito,
Ainda teve o topete,
De pedir prá camareira,
Abrir o tal mequetrefe.
Prá ver o que tinha dentro,
Pois não teme quem não deve.


Nego pegou até santo,
Dizendo no parlatório.
Xingando a editora,
Por descobrir o escritório.
Onde corria de tudo,
Igual a confessionário.
Nego contando as fofocas,
Pro ômi igual um vigário.

Por aqui na minha tribo,
Não aceito isso não.
Prá conversório eu não ligo,
Num aceito corrupção,
Porque lugar de bandido,
É dentro de uma prisão.

Cordelando 16: Ressuscitando a CPMF

Durante as eleição,
Que teve ano passado.
A muié e o ancião,
Aquele do dedo cortado.
Diziam a todo mundo,
Enganando o eleitor,
Imposto novo não tinha,
Juro por Nosso Senhor.

Nem bem começou o mandato,
E na cadeira sentou.
Viu que a trolha era grande,
Remexeu mas não entrou.
Ela tinha pouca grana,
Prá cumprir o que foi dito.
E os dizê da campanha,
Ficou logo esquecido.

Uma coisa atravessava,
Os caminho da muié.
Teve lá uns piripaque,
Doença sei que não é.
Beber, ela bebe pouco,
Nem precisa de engov,
A ressaca que ela teve,
Chama Emenda 29.

Essa lei que inventaram,
Pro povo é natural.
Por deslocar prá saúde,
Um bocado de cacau.
Serve prá comprar remédio,
Fazer exame também,
Cirurgia refinada,
E até prá ter neném.

Hospital prá todo lado,
Gabinete de dentista.
Atendimento perfeito,
Que ninguém é masoquista.
E os dotô recebendo,
Aquilo que lhe é justo,
Sem abrir o contra-cheque,
E cair duro de susto.

Claro que ainda tem o risco,
De fazerem falcatrua.
Comprarem o que não precisa,
Ou com o preço nas altura.
Mas vem de lá TCU,
Que nos papel não varêia,
E joga todos ladrão,
Bem lá dentro da cadeia.

O problema como eu disse,
É que a grana acabou.
Pedir prá aumentar imposto,
Pode dar um bololô.
A gritaria é grande,
Mesmo tendo ao seu lado,
Aquele monte de pulha,
Que não se faz de rogado.

Prá fugir desse embaraço,
Uma idéia lhe ocorreu.
Chama lá qualquer palhaço,
Diz que é ele e não fui eu.
Que inventou a proposta,
Prá manter o seu emprego,
Ou aprova outra taxa,
Ou é presente de grego.

Voluntário lá não falta,
Prá cumprir essa missão.
Todo mundo cheira as calça,
Da presidenta Dilmão.
Que se dizia gerente,
Dos planos dessa nação.

Vacarezza todo prosa,
Saiu logo em socorro.
Dizendo a meia boca,
Por essa muié até morro.
Se for prá fazer a lei,
Que crie a taxa de novo,
Entrego a minha cabeça,
Jogue nos peito do povo.

Mas a coisa não tá fácil,
De passar pelo congresso.
Pois não é uma coisa nova,
É somente o regresso.
Da tal CPMF,
Que existiu uma vez.
E que o senado acabou,
Num movimento que fez.

Só digo uma coisa prá ela,
Alerta tô de montão.
Assim como também tá,
O restante da nação.
Prá aprovar essa poha,
Num vai ser moleza não.
Ela que fique esperta,
Porque vai ter multidão,
Gritando e levando faixa,
Na esplanada dos ladrão.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Suruba Sim. Mas com o C* dos Outros.

Desde algum tempo, acelerando-se ao longo dessa semana, que os líderes (???) desse (des)governo, no executivo e no legislativo, estão com a boca frouxa pra tratar da Emenda 29. Vira e mexe aparece um pulha desses dizendo alguma coisa parecida como "novas fontes" ou "fontes alternativas" para a implantação das obrigações dos orgãos executivos (federal, estaduais e municipais) nos sistemas de saúde.

Os temas fizeram parte da campanha da atual governANTA; tanto a definição de percentuais orçamentários quanto a não implantação de novos tributos, contribuições ou seja lá que nome tenham, portanto qualquer coisa fora disso é estelionato eleitoral.

Prá ser justo, dona deellma disse que ELA não mandará nada para o congresso nesse sentido mas "se os governadores ou os parlamentares quiserem, eu não posso fazer nada".

Pois a conversinha de ninar já começa a tomar força e forma. Ouviu-se em várias ocasiões vozes com a ameaça pairando sobre nossas cabeças, no congresso, nos governos estaduais e nos ministérios.

Ontem foi o líder Vacarezza que saiu com a cantilena de que "a presidente Dilma Rousseff e vários de seus ministros aceitariam a criação de um novo imposto para financiar a saúde, mas eu acho que a maior dificuldade que nós temos hoje, infelizmente, é a discussão do novo imposto no Parlamento", afirmou.
Claro que surgem cortinas de fumaça como aumentar impostos sobre cigarros e bebidas (que são anunciadas como medidas saneadoras), legalizar bingos e caça-níqueis e outras leseiras do gênero. Mas o que crepita nas frigideiras palacianas é a volta de contribuição sobre movimentações financeira, ao estilo da antiga CPMF, cujo domínio ficaria totalmente a cargo da união, pela natureza do encargo.

TROLHA NA CHAVASCA na certa. Olho vivo que lá vem merda.

"...Tudo Que Se Construiu, Desabou..."

A imagem aí de cima é do edifício-sede do Banco Central do Brasil, conhecido em tempos idos como Palácio da Inflação. Arquitetonicamente representa o estado da arte uma beleza rara e de grande presença como referência turística. Como obra de engenharia foi um enorme desafio pela presença de vãos colossais suportados lateralmente, associados à pitoresca leveza estrutural. As lajes de piso são finíssimas, quando comparadas às construções convencionais, o que obrigou a adoção de projetos específicos para móveis e equipamentos de escritório, face à necessidade de redução da carga sobre elas. Mas tudo isso casa soberbamente com a importância que repousa sobre a autarquia: gerir a política econômica, ou seja, garantir a estabilidade e o poder de compra da moeda e do sistema financeiro como um todo. Além disso cabe ao BC definir as políticas monetárias (taxa de juros e câmbio, entre outras) e aquelas que regulamentam o sistema financeiro. O banco faz isso interferindo mais ou menos no mercado financeiro, vendendo papéis do tesouro, regulando juros e avaliando os riscos econômicos para o país.
Para isso, é fundamental que tenha Independência das ações do governo para que, avaliando a conjuntura interna e internacional, possa definir as regras de bom viver entre os organismos financeiros.

O título desse post está entre aspas porque é trecho de um poema de Paulo César Pinheiro musicado por Eduardo Gudim chamado MORDAÇA, cuja execução pública durante os governos militares era proibida. Porém, hoje em dia, reflete toda a ação nefasta desse (des)governo que aí se instalou.
Ontem, contrariando todas as previsões dos analistas financeiros e especialistas em economia, o BC cortou a taxa de juros em 0,5 ponto percentual (de 12,5% para 12%) um movimento arriscado, interpretado como um sinal de que a diretoria da instituição cedeu a pressões. Segundo eles, a redução da Selic, mesmo com a inflação acima da meta oficial, faz crer que a autoridade monetária sucumbiu às investidas do governo, que está preocupado em evitar uma desaceleração muito forte da atividade econômica.
Na segunda feira margarina anunciou aquela baboseira de "aumentar reservas para o superavit primário"como sendo a panacéia solucionadora de todos os problemas do sistema econômico brasileiro. Na terça feira a governANTA ratificou a mesma lenga-lenga em meio às inaugurações de paredes e obras dos outros em Pernambuco. Ambos omitiram que os R$ 10 bilhões são titica perto do que vem por aí com gastos tão elevados e mal feitos por eles, além de terem sido feitos com base num aumento de arrecadação e não em redução de despesas. Só prá comparar, os incentivos do Programa Brasil Fudêncio chegam a R$ 25 bilhões.
Todos os expoentes da economia que li ou ouvi de ontem à noite prá cá, são unânimes em afirmar que há sinais claros de que a crise externa será forte e considera que BC fez uma aposta especulativa na piora do cenário internacional, considerando que os gastos estão muito altos e que não ha nenhum sinal de que se trabalha para reduzí-los.

Fica claríssimo a todos que a independência do BC está, no mínimo, arranhada, pairando fortes dúvidas que seja hoje um órgão auxiliar do Ministério da Fazenda, um grande retrocesso em relação ao que se conseguiu implantar e fazer valer ao longo de anos, com consequências negativas para o crescimento de longo prazo que depende muito da expectativa de estabilidade".
Embora as Otoridades neguem de pés juntos, a política fiscal vai continuar apertada, não só este ano, mas também no ano que vem.

O governo enviou essa semana sua versão do orçamento para 2012, já prevendo impactos enormes nos gastos correntes (despesas do dia a dia), principalmente em gastos com pessoal e Previdência, em função do mega-reajuste do salário mínimo, aprovado festivamente no congresso submisso.
O que está em jogo agora é a credibilidade do BC. Foi a maior das forças de resistência durante a crise de 2008. Há que se esperar a fundamentação técnica de sua decisão na ata da reunião do COPOM, para se avaliar se houve violação da independencia e autonomia do BC, sem ceder a pressões de quem quer que seja. Espero que não. Foi a grande conquista do Brasil desde quando seu presidente foi Armínio Fraga.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A Canalhada Não Tem Vergonha Na Cara Meeesmo

Mais uma exibição vergonhosa do espírito de corpo, (ou seria de PORCO?) dado por çuas inçelenças parlamentares, ontem à noite. Depois de juras de defesa da ética e da seriedade da casa, de declarações indignadas de reconhecimento da podridão do fato, etc, etc; o plenário Câmara dos Deputados absolveu nessa terça-feira, por 265 votos a 166 com 20 abstenções, a daputada federal Jackie Roriz (PMN-DF) do processo que pedia cassação de seu mandato.

Os cínicos deputados rejeitaram relatório do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que pedia a perda de mandato de Jaqueline, após a revelação de um vídeo em que ela aparece recebendo dinheiro do delator do mensalão ocorrido no DF, Durval Barbosa. A gravação foi feita em 2006, mas só foi divulgada no início deste ano.
Para que Jackie perdesse o mandato, seriam necessários 257 votos a favor do relatório, mais da metade dos 513 parlamentares da Casa. Pelos números acima, dá prá ver que foi justamente ao contrário.

Como a votação é secreta, tudo que se pregou nas comissões temáticas e no plenário caiu por terra na hora de "apertar o pitoco" em total solidão. Cambada de safados preservacionistas, como aliás disse o próprio adEvogado de Jackie em seu pronunciamento: "cuidado senhores e senhoras deputados. Hoje é a minha cliente, amanhã pode ser qualquer um dos senhores".

Jackie nem precisou chorar. Ao contrário, estampava um sorriso de canto de boca que tripudiava sobre o que tivesse um mínimo de vergonha na cara. Ao final da divulgação dos números várias manifestações se ouviram, de insatisfeitos claro, porém majoritariamente dos que vibraram com o "feito histórico". Só senti falta mesmo de Ângela Guadagnin; essa sim, autêntica ao comemorar com a dança da pizza a absolvição de João Magno.

Só me resta encerrar este post com uma citação de primeiríssima linha do @CHUMBO_GROSSO ontem no twitter: Congresso Nacional legisla que a partir de hoje prostituta pré eleitoral, ELEITA VIRA VIRGEM !!!

Ah...Jackie minha santa, me aguarde na sexta feira tá baby?????

Daryl Hannah É Presa Em Protesto

A atriz e ativista do meio ambiente Daryl Hannah foi presa durante um protesto em frente à Casa Branca, em Washington. A manifestação pedia ao presidente dos EUA Barack Obama que rejeitasse a construção do oleoduto Keystone, segundo um porta-voz do Greenpeace.
Blá, Blá, Blá...Blá, Blá, Blá...Blá, Blá, Blá...
O que interessa é que ela foi ALGEMADA viu Gilmar, Melo, Gracie, Peluso, etc...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Emenda 29 e PEC 300: Prá Uma tem KY e Prá Outra Óleo de Peroba

Duas encrencas danadas para o (des)governo correm no congresso nacional: a emenda constitucional 29, que prevê a vinculação dos orçamentos oficiais (federação, estados e municípios) a um valor obrigatório para aplicação em saúde; e a PEC 300, que estabelece um piso nacional para policiais e bombeiros militares, tendo como base o maior do país, praticado no DF. Em ambos os casos, é trolha na chavasca para o governo federal e estaduais, pois repercutirá nos orçamentos de forma muito pesada.

E tudo leva a crer que, mesmo com todo terrorismo que se está fazendo por governadores e pelo time nacional, essa coisa seja aprovada. Como çuas inçelenças não querem perder o comando da grana, gasta com "liberalidade e promiscuidade", já começa a se mexer para achar uma solução para o problema. Uma alternativa é facial e a outra anal. Senão vejamos.

A ministra que "neguceia", e que faz tempo que não dá um berro e que recentemente é só sorrisos, Ideli Ongueira Salvatti já está se manifestando assim como quem não quer nada. Soltou ontem uma daquelas frase que parecem bêbadas mas que levantam orelha na hora: "a discussão de criação de uma nova fonte para financiar a saúde é algo inevitável e tem que ser feita com os governadores e com o Congresso". Para a sinistra portanto, a pressão dos parlamentares pela aprovação da emenda 29, sem dizer de onde viriam os recursos, seria apenas "para sair na foto e não resolver o problema".

Está marcada para 28 de setembro a votação da bronca na Câmara Federal. Até lá vão achar um jeito. Já imaginam qual né? Os levantamentos feitos até agora mostram que pelo menos 14 dos governadores consultados são favoráveis à regulamentação da emenda com uma nova fonte de recursos. RED ALERT ON.
Embora dona deelma não tenha falado em ressuscitar a CPMF, fica muito claro que ela entende que um novo tributo está na agulha, mas ela não quer ser o autora de uma proposta de aumento de impostos e, por isso, transfere o debate ao Congresso e aos governadores. Lembrando que durante a campanha eleitoral, a coisa defendeu a regulamentação da Emenda 29 e negou com muita ênfase a volta da CPMF ou qualquer coisa assim.
Já no caso da PEC 300, Idelizinha falou que, nesse caso, criaria-se uma situação de gastos praticamente "insustentável" para todos os governadores e vai rolando com a barriga, afinal, isso não está no livro de promessas impossíveis da faxineira candidata.

Usina de Regulação Faz Outros Ganharem Muita Grana




Com informações da Folha de São Paulo, área de assinantes UOL/Folha.
A recente troca de diretores em Furnas Centrais Elétricas tem um fundo comercial pouco saliente a quem não é do setor elétrico. Fora superfaturamentos em obras e otras cositas más, existe uma gravíssima denúncia de que a empresa teria "viabilizado" na marra uma usina meia-boca a montante (o mais acima, no sentido em que o rio desce) para regular o volume de água no Rio São Marcos.

Usina de regulação significa aumentar a capacidade de armazenamento de água no sistema hidroelétrico para todas as usinas que ficam abaixo dela (jusante). Geralmente são as mais caras e difíceis de trabalhar e apresentam isoladamente a menor taxa de retorno do investimento.

Portanto, se a empresa tiver estudos de viabilidade malfeitos, obras que, por só só, já custam mais que o dobro do preço previsto, geram prejuízos imensos (no caso de Furnas, estimados em cerca de R$ 200 milhões).
As usinas de que trata a reportagem da Folha são as hidrelétricas de Batalha e Simplício. Em ambas, o TCU já apontou indícios de superfaturamento.
No estudo de viabilidade de Batalha, na divisa entre MG e GO, a obra estava orçada em R$ 460 milhões. Na licitação/contratação o valor pulou para R$ 868 milhões e, segundo dados da própria empresa, está em quase R$ 1 bilhão. Prá completar, a obra tem atraso de quase dois anos e ainda levará mais mais dois, com a ajuda de Santo Expedito das causas impossíveis. Nestas condições, a usina vai dar um prejuízo de, no mínimo, R$ 177 milhões, pelo cálculo mais recente das taxas de retorno que ela pode dar.
Batalha é uma típica usina reguladora. Ela fica na cabeceira do rio São Marcos. Abaixo desta usina foi construída uma outra, Serra do Facão, e há projeto para uma terceira. O reservatório de Batalha vai ajudar a dar mais água para essas usinas, que são 51% privadas e poderão, assim, gerar mais energia e lucrar mais.
O professor-diretor da COPPE, Luiz Pinguelli Rosa diz que "Batalha inunda muito, é pequena e absurdamente cara. Por si só, ela não se justifica. Furnas entra com o prejuízo para beneficiar uma empresa em que ela é minoritária". Em Simplício (divisa entre MG e RJ), a história não é diferente. O projeto, em valores atualizados, não passaria de R$ 1,2 bilhão. Os valores já estão em R$ 2,2 bilhões. Esse é na realidade um aproveitamento múltiplo, vinculado a uma outra UHE chamada ANTA (huuuum, lembrei de alguém).
A usina está atrasada e, segundo o TCU, há sobrepreços em contratos de pelo menos R$ 53 milhões. Nesse caso, o órgão determinou que Furnas cobre de volta valores pagos a mais.
A decisão de executar as obras de Batalha e Simplício com participação exclusiva de Furnas foi aprovada no conselho da empresa em dezembro de 2005.
Em função disso, dona deelma trocou meio mundo por lá. Acompanhemos o que ainda está por vir.

Engenharia de Saúde

Observando o uso intenso da escada rolante e pouquíssimo da escada convencional nas estações de metrô, um grupo de engenheiros na Suécia resolveu mudar a "preferência popular". E não é que deu certo...

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

É o Cachorro Amarrado e o Couro Comendo

Ministérios em polvorosa, escândalos a dar com o pau, zilhões de Reais sendo desviados dos cofres públicos para bolsos bem particulares, Jay Dee filmado em conluio com ministros e autoridades federais e a diarista vai prá Pernambuco inaugurar Call Center e assinar papel prá da ordem de obra para barragens que constam apenas no imaginário dos sofridos sertanejos à espera de água nas suas cidades.

Segundo o Diário de Pernambuco, o cerimonial da presidência e do governo do estado, detalharam a agenda da palanqueira naquele estado amanhã.
Consta no protocolo que foram convidados governadores do nordeste inteiro, bancadas federal e estadual de PE e prefeitos das cidades da zona da mata e agreste, embora se saiba que haverá caroço no angu, pois alguns temas polêmicos deverão ser abordados no almoço político previsto para Garanhus, como por exemplo, a divisão dos royalties do petróleo, a definição de investimentos em saúde e o soldo de bombeiros e policiais militares.
Em Pernambuco essa última proposta causaria um impacto aproximado de R$ 1 bilhão por ano. Uma cifra capaz de levar o estado a descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Outra encrenca e a preocupação dos governadores quanto à reforma tributária, em tramitação no Congresso Nacional, porque uma mudança na legislação pode prejudicar a política de atração de investimentos de vários estados, a exemplo de Pernambuco, que tem atraído indústrias através de compensações. Os gestores lutam também para o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ser cobrado no destino e não na origem, como ocorre hoje.
A organização dos eventos diz que a agenda de deelma é rígida, mas não causará surpresa se os assuntos chegarem a ser discutidos, até porque os temas estão na ordem do dia.

Oficialmente a agenda só será divulgada daqui a pouco às 14h30, durante entrevista coletiva, mas já se especula que siga o roteiro abaixo.
10h, em Cupira
A assinatura da ordem de serviço para a construção das barragens de Panelas II e Gatos. A agenda inclui ainda a assinatura de convênio do CPAC I

13h, em Garanhuns
Almoço com lideranças políticas da região, no Hotel Tavares Correia
15h, em Garanhuns
Participação da aula inaugural do curso de Medicina da UPE
18h, no Recife
Inauguração da nova sede da Contax S.A., no bairro de Santo Amaro
Traduzindo: CPAC é o sistema de contrapartida do estado às obras do PAC. UAI se a grana principal não existe, imagine a contrapartida? CONTRAX é um super Call Center comunitário, portanto não tem nada a haver com os governos federal e estadual. Mas o almoço no Hotel Tavares Correia deve ser bom. A cozinha lá é de primeira. Só não sei se as conversas que possam ocorrer dê congestão ou indigestão na governANTA.

A ver...

Cochichando ao Pé do Ouvido

Baseado em Artigo da Folha de São Paulo



Você faria uma anúncio de sua empresa de nível nacional, numa pequena rádio de interior? Imagine o impacto que teria um anúncio das Casas Bahia em Porto Velho(RO), Feira de Santana(BA) ou Cáceres(MT) onde as redes locais de eletro-eletrônicos têm maior penetração!
Pois esse é o caminho de lavagem cerebral que o marketing do (des)governo está adotando para chegar ao ouvidos menos avisados deçepaíz.
Percebendo que os escândalos que são divulgados em larga escala dia a pós dia, a governANTA redirecionou as diretrizes de sua "comunicação com a nação" para vender imagens positivas do governo.
A partir de julho o tempo que ela destinava a atender pequenas rádios regionais (da ordem de 17 minutos por mês) foi ampliado em mais de 10 vezes atingindo duas horas e 52 minutos onde fica tentando manipular os efeitos claríssimos da crise que assola a nação fazendo propaganda de vãos de cerca e prometendo obras e benefícios sociais aos ouvintes.
Claro que as falas no rádio obedecem direcionamento do Planalto, que escolhe as emissoras, prepara a agenda de perguntas, até chega a emprestar equipamentos e orienta os entrevistadores no uso de temas daquelas regiões.
O radialista Sérgio Gomes da possante Rádio Caiari AM de Porto Velho disse à Folha que "Passaram para nós que seria melhor usar as questões positivas. Dizer o que pode ser feito, e não o que nunca foi feito no Estado". Ele passou 21 minutos com a presidente na véspera da queda do ministro Alfredo Nascimento (Transportes), mas disse não ter tratado das suspeitas de corrupção na pasta por "falta de tempo".
No mesmo dia, Dilma participou de dois atos públicos e não quis falar com os jornalistas de veículos nacionais.
Para Gomes, a Caiari foi premiada por transmitir programas oficiais como o "Café com a Presidenta", às segundas-feiras. "A gente se aproximou do governo na época do Lula. Eles sabiam que podiam confiar na gente."
A experiência agradou e já foi repetida cinco vezes, em Alagoas, Ceará, Pernambuco, Paraná e no interior paulista. As rádios pequenas haviam sido ignoradas nos primeiros seis meses do governo Dilma.
Claro que os porta-vozes da presidência negam até a morte essa estratégia de desfazer os atos de corrupção e desmandos dos membros do gabinete de deelma, poupando-a de perguntas incômodas e que requereriam gaguejos e as comuns subidas em tamanca quando ele se senta acuada.
Segundo as transcrições das entrevistas obtidas pela Folha, fica claro que o automatismo dos entrevistadores e da entrevistada e o óbvio estilo de ensaio adotado pela diarista nas suas falas nessas rádios.
Quer um exemplo?: "É um prazer estar aqui com a senhora, e é bom a gente deixar claro que não é uma entrevista aqui. É uma conversa, é um bate-papo, não é? Tanto é que tem água aqui, tem café à vontade", disse Luiz Carlos Martins, da Banda B AM de Curitiba (PR). "É muito bom que seja uma conversa entre nós porque a gente esclarece melhor, né?", respondeu Dilma.
Pouco depois, o radialista anunciou uma pergunta "que muita gente gostaria de fazer": "A sra. está feliz?" "Quando eu lancei, por exemplo, o programa Brasil Sem Miséria, eu fiquei muito feliz", respondeu ela.
Este "bate-papo informal, bem típico de seus modos gentis e carinhosos tão conhecidos" ocorreu em 12 de julho, seis dias depois da demissão de Nascimento, cuja pasta foi alvo de acusações de corrupção. Deelma não havia falado sobre o caso com ninguém e assim permaneceu.
O caboco Luiz teria dito que não recebeu ordem da Presidência para evitar perguntas sobre a crise e que faz um jornalismo popular e simples para atingir a população menos esclarecida. Precisa dizer mais alguma coisa?
Outro exemplo de "enorme expontaneidade". Nas Alagoas de Renan e Collor, não por acaso dono da rádio Gazeta; pediram à gerentona que fizesse "uma mensagem à mulher alagoana". Quase às lágrimas, Marinete do planalto saiu-se com "Eu acho que a mulher alagoana tem uma característica que é da mulher brasileira: é uma guerreira". No mesmo dia estava em todos os grandes jornais mais um capítulo dos roubos no DNIT.
Imagine então Wagner Roçadeira passando a estrovenga no Ministério de Agricultura, o couro comendo nos jornais e na grande rede e a rádio Metrópole AM de São José do Rio Preto (SP) conversando com a bichinha palanqueira sobre um assunto que ela domina tão bem quanto eu entendo de Física Quântica: Futebol.
Cabe lembrar que, desde que sentou na cadeira emprestada pelo nove dedos, dona deelma não deu nenhuma entrevista coletiva tradicional, aberta a toda a imprensa, com liberdade de questionamentos e pauta livre, ficando limitada a respostas meia-boca àquelas perguntinhas rápidas entre a entrada e saída de eventos fantasmagóricos de inaugurações de placas e obras inacabadas.
É uma falta de pudor e respeito com qualquer um que tenha o mínimo de dicernimento e uma agressão àqueles que emprestam sua audiência às pequenas rádios desse país. VERGONHA...