Read In Your Own Language

sábado, 14 de julho de 2012

Democracia Portenha. Ou, Chaveco Fazendo Escola


A governANTA Cretina Kirchner, carinhosamente chamada por este cacique de tamborim portenho, achou pouco controlar o tanto de dólares que os hermanos podem comprar se quiserem, e puderem, viajar aos ixtrangêru,  e agora mandou a Administração Federal de Ingressos Públicos - AFIP, a receita federal de lá obrigar as empresas de serviços públicos a informar mensalmente aos agentes do Fisco sobre os clientes que gastam mais de 1 mil pesos (US$ 220) em telefonia fixa, celulares, energia elétrica, gás e água; intensificando o controle sobre a vida econômica dos cidadãos.
Na cabeça insana da criatura, a medida é para "otimizar a função fiscalizadora" da receita federal, mas evidentemente trata-se de mais uma invasão à privacidade e a aceleração a passos largos para uma ditadura popular ao bom exemplo bolivariano de Chaveco, Evo, Rafael e dos petralhas daqui; tiranos que observam cada movimento de seus cidadãos, como o Big Brother de George Orwell.
No caso da compra de moedas estrangeiras, para realizar a compra, os argentinos devem fazer um pedido à AFIP, informando as datas de ida e volta da viagem e explicar detalhadamente os motivos da ida ao exterior, os lugares onde farão escala e onde ficarão.
Considerando o iluminismo que se pratica entre esses ditadores e os mandatários locais, logo logo teremos novidades em plagfas tupiniquins também.
A ver...

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Cordelando 71: 13 Dá Azar


Cassaram essa semana,
O cumpanhêru Dedé.
Parecia coisa séria,
Num senado de mané.
Mas só cassaram o coitado,
Porque era oposição.
Pois bem pior já se fez.
Naquele sujo rincão.

Tá certo que o carrequinha,
Com bicheiro se juntou.
Derrubando aquela fama,
Que há tempo conquistou.
De ser homem sério e probo,
De fazer oposição.
Bater forte nos safados,
Falar grosso de montão.

O termo mais moderninho,
Que se fala é bipolar.
Duas personalidades
No agir e no falar.
Eu só chamo safadeza,
Outro nome eu não acho.
Se mostrando o certinho,
Do bicheiro era o capacho.

Porém tem que se falar,
Que aberta porteira foi.
Cachoeira irrigou,
O curral de outro boi.
Todo partido levou,
Norte a sul desse Brasil.
Se só cassam o Dedé,
Vão prá potaquepareo.

Enrolou-se seu Cabral,
Seu Agnelo um quinhão.
O prefeito lá de Palmas,
Em Goiás tem um montão.
Então cabe perguntar,
A todos nessa nação.
Por que deixam escapar,
Esse monte de ladrão?

O retrato lá de cima,
É exemplo bom danado.
Num 13 que se aprovou,
Aumento pros deputado.
Sexta que é dia esquisito,
No congresso nacional.
Não se acha alma viva,
Pois a folga é geral.

E a dona governANTA,
Na bobagem que falou,
No congresso do adolescente,
Que o direito conquistou.
Disse que bom prá medir,
Progresso de uma nação.
Nada de usar o PIB,
Bom mesmo é enganação.

E o caboco Patriota,
No senado a explicar.
Toda aquela agilidade,
Do Paraguai expulsar.
Tirando do Mercosul,
Só porque Lugo saiu.
Prá enfiar o Chaveco,
Que tanto se preteriu.

O Botafogo cravou,
Uma grande contratação.
O atacante Seedorf,
Qua ainda joga um bolão.
Pois não é que o Dudu,
Tirou foto com o negão,
Aproveitando a chegada,
Prá usar na eleição.

Nem começou o semestre,
Muito escândalo surgiu.
Nem surpresa há,
Se tratando de Brasil.
Nação rica e poderosa,
Maltrada por ladrão,
Que desviam em causa própria,
O dinheiro da nação.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Sobre Caças e Caçadas


Os anti-ianques terão, no mínimo, que refletir sobre isso.
Li no Estado de São Paulo que estão em fase final, as negociações para que a EMBRAER passe a equipar os seus caça de ataque leve Super Tucano com sistemas de armas de avançada tecnologia da empresa Boeing Defesa, Espaço e Segurança.
A Embraer vem buscando reduzir sua dependência da aviação comercial. A maior aposta é no segmento militar, menos suscetível aos altos e baixos da economia global e com orçamentos mais estáveis de governos.

Serão usados equipamentos de ponta como o Joint Direct Attack Munition (JDAMS), espécie de kit que transforma bombas comuns nas chamadas "bombas inteligentes", usadas naqueles ataques de precisão que vemos na TV. Coisa de primeiro mundo.
Cada um desses brinquedinhos custa US$ 25 mil, e será acompanhado do JDAM Laser, um acessório que permite expandir o raio de ação e reduzir a margem de erro. O pacote contempla ainda as Small Diameter Bombs (SDB), modelos menores, mais leves, de última geração; sem que se perca o poder de destruição dos ataques, e conferindo maior alcance: 50 a 110 quilômetros. Cada uma sai por US$ 40 mil.
A Boeing foi selecionada pela Embraer para participar do plano destinado a adicionar novas capacidades ao turboélice A-29 Super Tucano (coisa de empresa privada. Se ainda fosse estatal deveria ser aquele lenga-lenga de licitação, cheia de vícios e corrupção).
Como os equipametos passarão a ser oferecidos de imediato em todas as ações de vendas internacionais do avião, a integração de sistemas vai influenciar a disputa para fornecimento de 20 aviões da classe do A-29, no valor de US$ 599 milhões, para a Força Aérea dos Estados Unidos, que os repassará à aviação do Afeganistão. A empresa brasileira venceu a disputa do programa da aeronave de Suporte Aéreo Leve, (LAS, na sigla em inglês) em dezembro de 2011. Finalista derrotada, a Hawker Beechcraft, iniciou um processo judicial contestando o resultado, influenciado, é claro por aquela "preferência"  do 9 dedos pelos caças Rafale francess.
Lembro que em fevereiro, antes da decisão da Justiça, a aviação dos EUA decidiu cancelar o contrato. Houve grande repercussão negativa. Pouco depois, um novo procedimento foi iniciado habilitando as duas corporações, solicitando novas informações.
Interncionalmente se sabe que o avião da Hawker ainda está em desenvolvimento e não se enquadra nos requisitos da LAS. Portanto, o Super Tucano, que já é usado por forças aéreas de sete países e acumula pouco mais de 130 mil horas de voo, das quais cerca de 18,5 mil cumprindo missões de combate; leva enorme vantagem. Toda a frota em atividade soma 150 turboélices de ataque e treino. A decisão do Pentágono só será conhecida no final do ano.
Para Donna Hrinak, presidente da Boeing do Brasil, o acordo "é uma consequência natural do bom relacionamento entre as empresas. Quando falamos com a Embraer é como se falássemos com nós mesmos".
Além do Super Tucano, que já foi selecionado por dez clientes em três continentes, a Embraer está desenvolvendo o cargueiro KC-390, seu projeto mais ambicioso no momento --que será o maior avião já fabricado no Brasil.

A Boeing também vai cooperar com o KC-390 por meio do compartilhamento de conhecimentos técnicos e avaliação de possível estratégia conjunta de vendas com a Embraer de aeronaves de transporte militar de médio porte.
Basta rezarem prá que os incompetentes do (des)governo não joguem areia no negócio ou insistm em cobrar propinas sobre eles.

terça-feira, 10 de julho de 2012

O SUS da Vida Real


O 9 dedos não vivia dizendo que o SUS é o melhor serviço de saúde do sistema solar? Não chegou a oferecer ao Obama para mandar nossos técnicos implantarem nos Istêites? Não chegou à heresia de dizer que dava até vontade de adoecer prá ser tratado pelo SUS?
Pois é...Fora do Sírio-Libanês a coisa é diferente e o buraco é mais em baixo.
Publico um tweet de minha amiga Madame Martins (@mmemartins) sem trocar nem uma letra, tamanha sua indignação comno foi tratada.

A VALORIZAÇÃO DA IGNORÂNCIA E DA BURROCRACIA ou COMO RECONHECER UM PEQUENO DITADOR ANALFABETO

Cheguei à UBS (Unidade Básica de SAÚDE) às 17:00. Fui direto para a farmácia retirar um medicamento de uso CONTÍNUO ao qual, pela letra da CONSTITUIÇÃO, todo cidadão TEM DIREITO.
Nesse ponto é bom que se explique que os médicos do INCOR têm o cuidado de ESCREVER após o nome de cada remédio a observação: “Uso ATÉ A PRÓXIMA CONSULTA” e, no topo do receituário, em letras maiúsculas, “MEDICAMENTOS DE USO CONTÍNUO”.
Convenhamos, nada do que o médico do INCOR escreve está em sânscrito, chinês ou russo. Tudo está em bom e correto português, digitado e impresso. Sendo assim, nem da letra do médico se pode reclamar, não é mesmo?
Convenhamos também que ninguém tem matrícula e tratamento contínuo no INCOR para cuidar de dor de cabeça, cólica menstrual ou unha encravada, concordam? Lá são tratadas DOENÇAS DO CORAÇÃO.
Ao final da página do receituário estão a assinatura, o carimbo e o número de CRM do médico, o que o faz responsável pelo que receitou. Certo até aqui? Prossigamos.
A atendente da farmácia da UBS olha para a receita e diz: “Nós só fornece o medicamento com receita de até seis mês” (SIC)
Pacientemente mostrei a ela os detalhes da receita (paciente crônico, medicamento de uso contínuo, uso até a próxima consulta, etc, etc). Em vão. A resposta foi: “Não fornece. Tem que MARCAR UM CLÍNICO PRA ELE SUBSTITUIR A RECEITA”.
Raciocinemos juntos:
1) Um clínico que jamais viu o paciente antes vai COPIAR a receita prescrita CORRETA E DETALHADAMENTE pelo médico DO INCOR, que acompanha o paciente há anos, e aí então essa receita passa a valer. FAZ SENTIDO????
2) Horário disponível para consulta com o clínico: FINAL DE AGOSTO. Até lá, faz o quê mesmo com a pressão arterial do paciente???
3) Como uma atendente de balcão de farmácia pode passar por cima do que determina um MÉDICO QUE ESTUDOU ANOS A FIO, TRABALHA NUM DOS MELHORES HOSPITAIS DA AMÉRICA LATINA E TEM RESPONSABILIDADE SOBRE O QUE FAZ???
A essa altura devo confessar que já estava sem paciência, embora ainda estivesse disposta a resolver o problema. Afinal, o remédio é muito mais importante do que a imbecilidade de uma atendente que não entende o que tenta ler.
Resolvi ir até a administração reclamar e, quando já ia saindo para subir as escadas, escuto o comentário da atendente para a colega: “Vai me dizer que essa mulher não tem dinheiro pra comprar esse remédio?”
Aí não prestou. Sim, o sangue subiu e subiu feio. Imediatamente me vieram à cabeça as cenas que vemos TODOS OS DIAS na televisão: roubalheira, desmandos, corrupção, bandalheira. Tudo isso federal, estadual e municipal. Tudo patrocinado PELOS NOSSOS IMPOSTOS, escorchantes e roubados de nós.
Perdi a linha, esqueci a educação e soltei o verbo. Comecei chamando a mocinha de ordinária. Sim, ordinária.
Ordinária porque não está ali para me fazer FAVOR algum. Fui até ali buscar o que é de DIREITO de qualquer cidadão, TENHA ELE DINHEIRO OU NÃO.
Ordinária porque mal sabe falar, mas sabe ofender e humilhar o CONTRIBUINTE, seu patrão!
Ordinária porque USA O PODERZINHO que alguém lhe outorgou para pisar em quem vai ali buscar - mais uma vez – UM DI-REI-TO.
Gritei e gritei MUITO ALTO. Vieram alguns funcionários com aquelas caras de “quem está desacatando a nossa querida coleguinha?” e os desafiei. Sim, desafiei. Perguntei quem deles estava disposto a ir comigo até a delegacia. Silêncio total.
Covardes. Ordinários. A lei prevê o desacato de um cidadão (CONTRIBUINTE) para um agente público mas NADA ACONTECE quando esses merdas incompetentes e semi-analfabetos nos destratam ou nos humilham.
Eu disse, sim, coisas inimagináveis para a educação que tive. Disse e repetiria uma a uma. DE-AS-CA-TEI sim. Eles sabem meu endereço. Tô doidinha que venham me buscar em casa. Ando querendo encontrar com um merda desses numa delegacia ou em frente a câmeras de televisão. Duvido que topem o encontro. Canalhas!
Saí dali SEM O REMÉDIO, mas com a alma lavada. Tenho certeza que disse o que MILHÕES de contribuintes têm vontade de dizer.
Fui direto a uma farmácia COMPRAR O QUE A CONSTITUIÇÃO – ESSA LETRA MAIS MORTA QUE VIVA – ME GARANTE.

Preciso comentar alguma coisa? Assino embaixo desse manifesto indignado.

O Exército de Brancaleone da CUT


Esclareçamos: Brancaleone apenas no que se refere à parte de maltrapilhos, não ao bom caráter.
NoçoPaís sempre foi palco de escândalos e denúncias de conchavos e tramoias. Mas nenhum foi tão espetacular quanto o mensalão.
Incapaz de transformar em aliado antigos adversários e alvos de ataque víz e baixos, os petralhas assalariaram parlamentares e administradores públicos com cargos, emendas e dinheiro vivo; para obter apoio a seu projeto de poder e dominação.
Divulgado o absurdo, loola apressou-se em negar o conhecimento numa entrevista fora do Brasil, fingindo surpresa e espanto para uma coisa absurdamente evidente e de enorme penetração na administração pública. E isso virou moda e regra dai por diante. Ou seja, institucionalizou-se a negativa e a cara de pau como forma de responder às seguidas aparições de denúncias de uma rubalheira institucionalizada.
A duras penas, o processo correu no Supremo e está em vias de ser julgado.
Pois não é que o líder da gang, o chefe de uma sofisticada quadrilha (no dizer dos Procuradores da República), José Dirceu anunciou que, em sua defesa vai  mobizar instituições nação afora em sua defesa. Acólitos financiados com dinheiro público como a finada UNE e a CUT correram em seu auxílio.
Estudantes profissionais que jamais se formarão em suas faculdades já realizam passeatas  atos públicos quanto a isso.
E ontem o o futuro presidente CUT, Vagner Freitas, 46 anos, que aparentemente comeu cocô escondido ou bebeu água que passarinho não bebe, andou dizendo na imprensa que vai "pressionar"  o STF para que o julgamento não seja político, pois se isso ocorrer, irá questionar e conduzirá sua trupe às ruas.
Uma pergunta li pelos blogs: no entender de Vagner, poderá haver condenações? Ou se acontecerem ele entenderá que o julgamento não foi técnico? Ou, dito de outra forma, o julgamento só não terá sido político caso todos os acusados acabem absolvidos?
A CUT tem como diretriz pressionar os ministros do Supremo? Assustá-los? Agradar seus patrocinadores à frente da CUT?
Historicamente, Vagner é um fiel discípulo do 9 dedos. Já que ele se deu o direto de aliciar os ministros e chantageá-los, por que Vagner não pode?
O que se espera é que JD vá espalhar essas ideias da defesa pelo País, principalmehte nas redes de relacionamento. Podem esperar um enxame de ativistas digitais, divulgando argumentos por sua absolvição e tentando conquistar formadores de opinião.
Junte-se a isso o fato de que Jei Dee tem estreitas relações com sindicalistas, artistas, intelectuais e organizações estudantis. Nos próximos dias, Dirceu participará de um encontro no Rio de Janeiro com intelectuais e gente do meio artístico. O caboco pretende transformar a reunião num ato público de apoio, insistindo na tese de que é alvo de um processo político e não jurídico. O discurso é antigo, e passará a ser entoado com mais força com a proximidade do julgamento no STF.
Outra frente será com seus cumpanhêrus da UNE, usando sua ação de direção antiga. haverá no próximo mês, uma reunião com o pessoal que foi preso juntos com ele durante o 30º Congresso da UNE em 1968, em Ibiúna.
Fato é que teremos "movimentos populares e democráticos"  nas ruas em defesa da corja que surgiu no caso. Sem falar nos que escaparam ou fizeram acordos judiciais.
A ver...

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Uma Possível Redução na Conta da Energia?


A energia elétrica é parte fundamental no crescimento e desenvolvimento de um país. Se em alguns setores da economia (os chamados eletrointensivos - aço, alumínio, siderurgia, petroquímica, papel e celulose, etc) ela é o Ó do borogodó pois representa até 60% do custo de produção, nas nossas casinhas não podemos passar sem o ar condicionado (ou aquecedor), televisões, cabos de internet, telefonia, etc; TUDO dependente da tomadinha de energia na parede.
De qualquer forma, na faixa de uso para a produção, energia significa custo, produtividade e competitividade. E energia no Brasil é caríssima. Nem vou falar dos usuários de gás em seus processo produtivos que o compram variando entre US$ 7,8/milhão de BTU (vindo da Bolívia) e US$ 10,8/milhão de BTU (produzido no Brasil) enquanto no Oriente Médio custa US$ 1/milhão de BTU. 
Pois o governo federal vai enviar ao Congresso duas novas medidas para reduzir o custo da energia elétrica no país.
No curto prazo, planeja retirar alguns encargos da tarifa (pagamos coisa de 45 a 50% dependendo do estado - brincadeira né?). A outra, de médio prazo, visa exigir preço mais baixo na renovação das concessões das distribuidoras, transmissoras e geradoras, que vencem até 2015 (vejam mais à frente um destaque sobre o tema).
Sabe-se a bocas nem assim tão miudas que muitos dos eletrointensivos têm cogitado transferir a produção para o Paraguai ou América Central, o que seria caótico do ponto de vista da economia, empregos e investimentos já realizados ou planejados para o setor energético e que ficariam encalhados, o que governo tem que evitar.
Dona deelma falou, naquela reunião com os empresários, diante dos ministros da área econômica, que tinha pressa para resolver a bronca e orientou sua equipe a formatar a proposta o mais rápido possível.
Com a agilidade de um elefante com caimbra, a parte técnica está praticamente fechada e deve ser submetida à gonernANTA na próxima semana.
As mudanças deveriam chegar ao Congresso antes do dia 17, início do recesso, mas o prazo deve ser estendido.
Na conta dos tributos e encargos que incidem sobre a energia estão a Reserva Global de Reversão (RGR), que é um fundo previsto para cobrir algum furo na transferência de concessões mal sucedidas (ver exemplo da CELPA no Pará, CELG em Goiás, e as distribuidoras federalizadas); a Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis (CCC) usada para compensar os custos mais elevados com a geração de energia à base de combustíveis fósseis, principalmente nos sistemas isolados situados basicamente na região Norte; a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), usada para bancar projetos estratégicos e de eletrificação rural. e uma coisa que margarina e miroca não têm controle nem poder sobre ela: o tributo que mais onera a conta de luz, o ICMS, de competência estadual e responsável por cerca de 25% do custo do insumo.
Em qualquer dos 27 estados ou do DF, o ICMS sobre a nergia é parte fundamental no orçamento. Duvi-D-O-dó que qualquer um dos governadores abra mão de 1 centavo que seja.
Se mexer apenas nos seus encargos, a arma que resta à tchurma cumprir a sua promessa de campanha é reduzir o custo da energia. Hoje, os 11 encargos representam mais de 8% dos R$ 100 bilhões arrecadados anualmente pelo setor elétrico. Usando a CCC e a CDE o governo mexeriam em 5% da tarifa, o que convenhamos, é muito pouco para a meta pretendida.
Falemos sobre a renovação das concessões.
As diretrizes básicas do processo de reestruturação do setor elétrico foram estabelecidas a partir da aprovação das Leis 8.987/95 (Lei das Concessões), de 14 de fevereiro de 1995, e 9074/95 (Lei de Outorga e Prorrogações das Concessões e Permissões), de 19 de maio de 1995, dispondo sobre o regime de concessão, regulamentando o artigo 175 da Constituição Federal. Se alguém quiser se aprofundar sobre o tema, AQUI tem um excelente artigo.
Todas as operadoras de geração, transmissão e distribuição, sejam públicas ou privadas, venceram leilões de serviços promovidos pela ANEEL ou receberam as concessões para venderem seus serviços e ganharam a concessão da união, a proprietária do insumo, em todos os seus estágios. Essa concessão tem dia e hora prá acabar. Os patrimônios e benfeitorias voltam para a união e são feitos novos leilões.
Se foram eficientes, as concessionárias pagaram seus investimentos durante a vigência de seu contrato. Portanto, seus ativos estão reembolsados e podem ser oferecidos mais baratos, ficando a tarifa livre de embutir a amortização desses custos, prevendo apenas novos empreendimentos.
Até 2015, 9 transmissoras, 47 distribuidoras e 67 geradoras terão os contratos expirados, a maior parte de empresas federais. Neste caso, espera-se que os leilões reduzam o preço da energia em até 12%.
Com sua eficiência de aloprados e repletos de apaninguados e afilhados, os concessionários de economia mista (as estatais) estão com a corda no pescoço e numa sinuca de bico: Se não oferecerem tarifas mais baixas perdem a concessão para a iniciativa privada; ou dito de outra forma, se colocam seus custos espetaculares na tarifa perdem o leilão. Se baixam a tarifa não cobrem seus custos e quebram.
Existe o risco latente, e bem próprio dos (des)governantes atuais, de prorrogar as concessões, mudando o dispositivo constitucional que rege a matéria. Nós bem sabemos que atuarão neste sentido.
Os grandes consumidores estão atentos e farão barulho; mas nada impede que os larápios façam algum conchavo e tratem o tema como incentivo à produção, facilitando as coisas apenas para a energia de produção industrial (e ainda assim, bem setorizada) deixando de fora os mortais que sustentam a bagaça com seus impostos.
Uma informação adicional e relevante: as centrais sindicais estão em campanha pela renovação e prorrogação das concessões. Veja por exemplo AQUI, AQUI e AQUI sobre o que estou falando. Sabem que as chances de estatais infladas de cumpanhêrus, com quadros preenchidos por concursos que selecionam mal e genericamente, criando empregados despreparados, acomodados e com espírito de funcionários públicos, e ainda com custos operacionais estratosféricos; vão ser engolidas por empresas privadas eficientes e enxutas e meio mundo vai prá rua mesmo.
Com essa ação de redução de custos isso pode ser neutralizado, mas estejamos atentos.

domingo, 8 de julho de 2012

Campos Magnéticos de Celular: Use Com Moderação


Fala-se muito de "terríveis campos magnéticos" vinculados a telefones celulares. Tecnicamente, tenho algumas restrições ao terrorismo que fazem, mas são campos intensos sim. Similares aos que ocorrem nos fornos de microondas. Carece, portanto, de cuidados no seu uso. vejam os filminhos a seguir.
video
video