Read In Your Own Language

sábado, 19 de março de 2011

UHE Sayano Shushenskaya - Russia

Esse foi um case de estudo de um grupo que participo. Recebi as fotos e filme logo após o acidente (coisa de uns 4 a 6 meses), embora estejam na internet. Fui catar os arquivos e mais algumas informações para o texto e montar o post. Prá relaxar, estava ouvindo a cítara de Ravy Shankar, mas até hoje fico chocado.

A foto acima mostra a usina antes do acidente e as que se seguem depois do acidente.






Como sou do ramo, me permito dizer que, em épocas de críticas exageradas às Usinas Termo-Nucleares, convém mostar esse acidente numa Usina Hidrelétrica na Russia (sempre lá...).
Em 17/08/2009 na usina de Sayano-Shushenskaya no rio Yenisei, localizada na região siberiana de Khakassia, ocorreu um dos maiores acidentes com uma barragem para geração de energia.
Uma usina enorme, com 6.400 MW de potência instalada (Tucuruí, a maior usina totalmente nacional, tem 8.000 MW) e responsável por garantir o suprimento a uma vasta região e ao maior produtor mundial de alumínio a United Company RUSAL.
A gigantesca barragem tem 245 metros de altura, 110 metros de espessura e um quilômetro de comprimento (1066 m) e foi inaugurada em 1978, alojando 10 unidades geradoras.
O acidente foi registrado e mostra o exato momento em que a casa de força é parcialmente destruída por uma enorme onda que se projeta por vários metros de altura. A grande quantidade de água inundou toda a casa de força matando quase 100 dos operários que lá estavam.
Muitas podem ter sido as causas, porém as mais prováveis são:

a) A turbina destruída pode apontar para um dano mecânico maior, como a quebra de várias travessas do pré-distribuidor (um grande objeto estranho admitido na tomada d'água, por exemplo) que pode ter causado a parada repentina da turbina e um consequente calço hidráulico (obstrução repentina do fluxo de água) no conduto forçado (tubulação que leva a água para a turbina) que pode ter-se rompido causando a inundação.
b) A ocorrência de um enorme curto-circuito (nós chamamos curto-circuito franco) em um dos elementos do transformador da unidade geradora, que levaria a uma gigantesca rejeição de carga e teria causado o travamento do gerador. Neste caso o gerador teria bloqueado a turbina que por sua vez teria levado ao calço hidráulico que destruiu a parte final do conduto forçado.
c) Também se especula que uma explosão no transformador poderia ter causado a ruptura da parede do conduto forçado e dai ter desencadeado a inundação da casa de força.
d) Sobre-velocidade (pela rejeição de carga) da unidade geradora também é uma hipótese. Neste caso o comando e o funcionamento do distribuidor, componente que regula o fluxo de água na turbina, deve ter falhado levando a unidade a uma altíssima rotação com sua conseqüente destruição, bloqueio d’água e calço hidráulico.
e) A mais remota hipótese é de sabotagem, que foi veementemente descartada pelas autoridades russas.

O fato é que foi um desastre de proporções nunca vistas (assim com o de Tóquio) e digno de registro, como se pode ver nas fotos acima e nos filmes que se seguem.




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Observem que, mesmo com a magnitude da barragem, ela poderia ter vindo abaixo e destruído tudo a jusante (abaixo) dela. Portanto, essa coisa de ficar em pânico com UTN não procede. Postarei amanhã (20/03) sobre um acidente numa turbina eólica (movida a vento) tão defendida pelos puritanos energéticos.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Bolsa Gay: O Fim da Picada

Por favor, ouçam o pronunciamento do deputado Jair Bolsonaro sobre o "Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais".
Como diz o deputado, depois de implantar as famigeradas cartilhas pornográficas, agora a pretenção é acabar com os valores morais, éticos e familiares.
Bolsa de estudos, cotas em universidades, cotas para professores, bolsa família para gays; é o fim do mundo.

Redescobrindo a Blogar

Grande paródia da música Brincar de Viver.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Blackout na Ponte Rio-Niterói

Leio em vários portais sobre uma falha geral no sistema de energia da Ponte Presidente Costa e Silva, a famosa e maravilhosa Ponte Rio-Niterói.
Uma das fantásticas obras da engenharia brasileira, a ponte, que é operada por uma concessionária (CCR Ponte S.A.); tem extensão total de 13,29 km, dos quais 8,83 km são sobre a água, e 72 m de altura em seu ponto mais alto. Embora já tenha sido ampliada, a ponte está operando em seu limite de capacidade, e tem um fluxo de perto de 145 mil veículos. Já se estuda alternativas de complementação por novas vias ou metrô subaquático.
Uma vez que seu uso é pago, é inadmissível que a instalação permaneça por mais de 30 horas sob corte de energia . A Concessionária diz que a previsão é que o problema seja resolvido nas próximas 24 horas. Para evitar acidentes, a concessionária preparou uma operação especial com reboques extras, mais veículos de inspeção, painéis eletrônicos de mensagens móveis e outros recursos de operação e controle de tráfego. A Polícia Rodoviária Federal dá auxilio ao esquema.
Ao que se sabe, a bronca começou na madrugada da quarta-feira, com um curto-circuito na subestação de número cinco, da própria Ponte, que distribui energia para o trecho da via entre a Ilha de Mocanguê e a proximidade da Praça de Pedágio. Ainda durante a madrugada, outro incidente ocorreu na subestação principal de entrada de energia da Ponte, ponto de alimentação da Light, localizada no pátio do Cais do Porto, o que interrompeu totalmente o fornecimento de energia e deixou a rodovia às escuras.
Segundo a Light, o fornecimento de energia até a subestação está acontecendo normalmente. O problema acontece na distribuição da subestação para a via. Apesar de a energia ser fornecida pela Light, os responsáveis pela solução do problema são técnicos da própria concessionária que administra a via.

Nefastos

Post que nos foi enviado por Nélio Roças Pinheiro Alves

Os senadores Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) e Jorge Viana (PT-AC) apresentaram nesta terça-feira (15/03), requerimento de realização de audiência pública junto à Comissão de Meio Ambiente, para que o Ministério de Minas e Energia dê explicações sobre a política nuclear brasileira, principalmente a construção de usinas nucleares.
Segundo o senador Antônio Carlos Valadares, inicialmente o convidado seria o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Mas, depois houve o entendimento que seria melhor a presença de um técnico, o presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva.
Interessante é que 99% dos senhores senadores dessa tal comissão, provavelmente mal sabem fazer sem máquina de calcular as quatro operações aritméticas. Como explicar a essas ANTAS políticas nucleares? Não seria mais inteligente por parte desses IMBECÍS propor que o governo convidasse profissionais especializados e de notório saber e conhecimento acadêmico para discutir tais práticas?
É, mas eu esqueci que não vivo na Suécia.......
Esse tipo de solicitação visa criar uma cortina, uma penumbra, onde o "babaca do povo" é confinado, de forma a deixar a área limpa para a execução das "bandalhas" que esses animais costumam promover.
Isso não é uma neurose conspiratoria criada por minha mente doentia, como diria qualquer PETRALHA de bosta. Isso é o resultado de observações que faço há muito.
Esse lamentável episódio ocorrido no Japão, servirá por muitos dias para que os corruptos, desonestos, mal intencionados, canalhas dos nossos senadores (segundo meus cálculos 88,9% deles), se sintam absolutamente isentos dos refletores e das observações críticas que vez por outra costuma pegá-los com a mão na coisa pública, usando e abusando do meu, do seu, do nosso dinheiro (peço licença ao Anselmo para usar o jargão).
Eu não posso crer que mais uma vez sejamos massa de manobra para prática tão conhecida. Não é admissivel que não tenhamos amadurecido o suficiente para entender que esses irresponsáveis nada querem na verdade em relação a nossa segurança ou o que o valha, pois no primeiro indício de qualquer problema em relação à segurança do projeto nuclear brasileiro, que na verdade mais parece uma “maria fumaça” em relação aos avanços mundiais no setor, os senhores senadores, seus asseclas e comparsas já estarão a bordo dos jatinhos de seus amiguinhos e parentes, com destino a algum paraíso bem mais seguro do que os limites então considerados.
Sem ilusões, não é a segurança do país que move esses RATOS do grande bueiro chamado Brasilia. O que move esses elementos desprezíveis é a possibilidade de estarem longe de nossas miras. Mas acho que podemos mudar esse cenário. Basta para isso, que não nos engajemos no bonde dos politicamente e ecologicamente corretos (seres patéticos) e não entremos na "marola" que provavelmente se criara diante dos fatos que a mídia normalmente se encarrega de veicular. Digamos não aos microfones que esses analfabetos usaram para desviar a atenção dos menos "maldosos" como eu.
Enquanto isso, no "maravilhoso mundo de Bob" a roubalheira continua......

Nélio Roças Pinheiro Alves (Nélio Roças), nascido em 15/07/1960 e morando no Rio De Janeiro, é Analista de Sistemas. Trabalhou de 1982 a 2000 no Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro); de 2001 a 2003 na IBM do Brasil; de 2003 a 2007 na Bradesco Seguros (RJ); e até hoje presta consultoria a diversas empresas no seguimento de IT. Recomendo seguí-lo no Twitter @neliorocas. Contato neliorocas@hotmail.com

quarta-feira, 16 de março de 2011

Prepotência e Insensatez Aumentam o Risco

15/03/2011 às 16:03 - Sanatório Geral - Augusto Nunes - Veja On Line
Brasil Maravilha
“Não temos nenhuma necessidade de revisão em nada a não ser aprender com o que ocorreu no Japão. As dificuldades que as usinas de lá tiveram as nossas não terão. As nossas têm uma proteção maior. Nós não temos razão nenhuma para preocupação maior. Vamos prosseguir com o nosso programa”.
Edison Lobão, vulgo Magro Velho, fantasiado de ministro de Minas e Energia, sobre as explosões ocorridas em usinas nucleares japonesas afetadas por terremotos e um tsunami, explicando que o Brasil Maravilha do cartório está muito mais preparado que o país mais desenvolvido do mundo em matéria de prevenção de desastres naturais.
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Transcrevi essa matéria do Augusto Nunes para calcar esse post.
Até já comentei no twitter sobre as UTN's de Angra 1 e 2, inquirido por alguns amigos e amigas sobre o tema, por ser presumivelmente um conhecedor da área, já que militei no setor e estudei sobre o assunto, no nível acadêmico e profissional.
Conheço ambas as UTN's, numa visita feita com um grupo de engenheiros e técnicos do setor elétrico há alguns anos atrás, sendo portanto um acesso com muita profundidade presencial e liberdade de informações, resguardadas algumas de caráter operacional e restrito.
Tivemos acesso a todas as áreas mais importantes da instalações, fora aquelas proibidas até para a maioria dos funcionários locais, como o núcleo dos reatores e áreas de confinamento, por questão de segurança.
Nenhuma pergunta deixou de ser respondida ou foi escamoteada, pelo menos aparentemente, o que seria possível de acontecer, mas difícil de não se perceber pelo nível dos visitantes.
Na ocasião, pudemos observar que as instalações são excessivamente seguras, com os "coeficientes de cagaço", como chamamos os exageros no dimensionamento; muito elevados.
Todos os sistemas dispõem de redundância (alternativas de atendimento) dupla, tripla, quadrupla e até superiores em alguns itens mais críticos. Essa condição de projeto permite a ocorrência de contigências simultâneas na mesma razão de sua existencia.
Existe risco? Claro que existe.
Como existe em outras instalações em que as exigências de segurança são de suma importância como um avião, por exemplo.
Em qualquer instalação de engenharia; existem limites muito definidos de níveis de segurança. Alguns são tão comuns que são tabelados. Outros, mais específicos, são calculados de per si.
Para cada benefício existe um custo, logo, o balanço entre eles determina algumas condições de contorno (limites técnicos).
Mas daí ao magro velho dizer que nossas instalações são tão seguras como nuncaantisnaistoriadessemundo, a distância é muito grande.
Até porque novos fatos surgiram e levam a novas análises e recomendações, em qualquer área da vida.
E dizer que uma UTN é perigosa não basta. Também são perigosas as grandes represas de hidrelétricas, pelos enormes volumes de água contidos; e as usinas térmicas convencionais, pelos estoques ou linhas de alimentação de combustível inevitáveis, até porque o grau de exigências de segurança é menor.
Diante de tais informações, penso não haver motivo para pânico. Mas cabe, e muito, uma inspeção detalhada das instalações de Angra 1 e 2, com a cabível análise e atualização dos procedimentos de operação e segurança, bem como de suas instalações de prevenção e ação em contingências, não apenas por serem nucleares, mas pelo seu gigantismo, assim como fazem os fabricantes de avião a cada grande acidente.
Também acho que a unidade Angra 3 deva ser construída. Já está paga e se gasta muito dinheiro para fazer sua preservação. É óbvio que sem que se permita falcatruas nas licitações e com a devida atualização tecnológica, coisa absolutamente possível.
Até porque o compartilhamento de instalações baixa custos, reduz riscos e aumenta a eficiência dos sistemas de segurança.
Sobre a continuidade do programa de expansão de instalações termo-nucleares não quero me pronunciar pois não tenho informações suficientes ainda. Vou ler mais e posto posteriormente.
Sobre a prepotência e insensatez aumentarem os riscos; é só se lembrarem dos filmes de tragédias e animais horrendos: sempre tem um magro velho prá dizer ou fazer merda e provocar a tragédia até o herói chegar e resolver tudo. Mas na vida real nem sempre é assim.

Celebrando 4 Sentidos

terça-feira, 15 de março de 2011

Festa Popular?

Assim como o desfile das escolas de samba no Rio de Janeiro, o Festival Folclórico de Parintins, que existe há 46 anos, é um evento de fortíssimo apelo popular. As agremiações Caprichoso e Garantido apresentam suas evoluções em três dias, como uma ópera a céu aberto em três atos, contando as estórias e histórias da Amazônia.
São julgados quesitos obrigatórios como as danças do Pajé, da Cunhã Poranga (a moça mais bonita da tribo), da Sinhazinha da Fazenda; a evolução das tribos (alas) que compõem o conjunto, a cadência e ritmo das batucadas, a beleza e pertinência das alegorias, a celebração do ritual indígena, entre outros.
Um dos quesitos mais importantes é a manifestação da galera (torcida) de cada um dos bumbás.
Um fato pitoresco é que, enquanto um boi se apresenta, sua torcida deve participar de forma o mais ativa possível inclusive seguindo a coreografia desenvolvida pelos guias postos na arena com essa finalidade; enquanto a torcida contrária(os fãs de um boi não pronunciam o nome do outro) devem permanecer em absoluto sigilo durante as 3 horas de apresentação do outro.
O bumbódromo inaugurado em 1988, tem espaço para 35 mil pessoas, sendo portanto um imenso espaço público, dos maiores do Brasil. São reservados 5% dos ingressos para distribuição gratuita à agremiações com a finalidade de garantir a presença da população local, os verdadeiros fundadores e amantes da festa.
Para os demais ingressos, os preços são salgados. Os bilhetes começaram a ser vendidos nesta segunda-feira em lojas da Tucunaré Turismo em Manaus e em Parintins, com valores 10% mais caros que em 2010. O Festival está marcado para os dias 24, 25 e 26 de junho.
Os preços para as três noites são de:
Cadeira numerada - R$ 400
Arquibancada especial - R$ 540
Camarotes variam entre R$ 8,4 mil a R$ 50 mil
Sem que contar que os pacotes de translado e hospedagem são proibitivos.
Recomendo que adquiram maiores informações sobre o festival no site oficial.
Notem que fiz o link bicolor para não ferir suscetibilidades. A coisa é tão séria que em Parintins deve ser o único lugar do mundo onde se vende latas azuis.

E Colombo Era Solteiro

Colombo era solteiro!!!
Recentes pesquisas científicas comprovam que Colombo só descobriu a América porque era solteiro!
Se ele fosse casado, seria obrigado a ouvir coisas assim e teria desistido:

- E por que é que você tem que ir? Por que não mandam outro?
- Você não conhece nem a minha família e quer ir descobrir outro mundo?
- E só vai homem nessa viagem? Acha que sou idiota?
- E por que eu não posso ir, se você é o chefe?
- Desgraçado, não sabe mais o que inventar pra sair de casa?
- Se cruzar esta porta, eu vou embora para a casa da minha mãe!
- Quem é Pinta? E quem é essa tal de Nina? E essa Maria, filha da p., que ainda se diz Santa?
- Tinha tudo planejado, né?
- Já me disseram que você vai mesmo é se encontrar com umas índias! Pensa que me engana?
- A rainha Isabel vai vender suas jóias para você viajar? Acha que sou idiota ou o quê? O que é
que você tem com essa piranha velha?
- Pode tirar seu cavalinho da chuva. Você não vai a porra de lugar nenhum!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Saúde Boa é a dos Outros

Vejam esse artigo de José Roberto de Toledo no Estado de São Paulo

Imagine se o cozinheiro do restaurante onde você almoça não comesse ali por preferir ingredientes de primeira. Se o mecânico que conserta seu carro levasse o dele a outra oficina, mais confiável. Ou se o gerente da sua conta aplicasse o próprio dinheiro em outro banco, onde é mais bem atendido. O que você faria?
Pois quem administra o sistema público de saúde prefere ter um plano complementar para receber atendimento, provavelmente melhor, em hospitais e clínicas particulares. É um direito deles, inalienável.
O único senão é que você também paga para que funcionários do Ministério da Saúde tenham um sistema de assistência médica particular, que lhes permite serem tratados em instalações mais bem equipadas, com menos filas do que as públicas.
Apenas em 2010, o Ministério da Saúde desembolsou R$ 99,3 milhões em pagamentos à GEAP Fundação de Seguridade Social, a título de “assistência médica aos servidores, empregados e seus dependentes”.
Supondo-se que os serviços médicos, hospitalares, odontológicos e laboratoriais tenham sido prestados a todos os servidores do ministério, a fatura ficou em R$ 1.885 por cabeça.
O Piso de Atenção Básica à saúde, um dos pilares financeiros do Sistema Único de Saúde (SUS), usa como referência o mesmo valor de despesas por habitante desde 1996: R$ 10. Proporcionalmente, os gastos com a GEAP são 188 vezes maiores.
Fundada em 1945, a GEAP é uma operadora de saúde sem fins de lucro. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a entidade funciona na base da “autogestão multipatrocinada”.
Multipatrocinada de fato. Os funcionários da saúde não são os únicos beneficiados pela benemerência governamental com o seu, o meu, o nosso.
Nada menos do que 49 órgãos federais -de universidades ao Ministério do Esporte, passando pela Presidência da República e até um hospital universitário- fizeram pagamentos à GEAP pela prestação de serviços a seus servidores em 2010.
Somando tudo, o governo federal desembolsou R$ 223 milhões para pagar por serviços privados de saúde a funcionários públicos federais via GEAP. Isso apenas no ano passado.
Entre 2004 e 2010, a GEAP recebeu a bagatela de R$ 1,8 bilhão dos cofres federais. Foi a segunda entidade sem fins lucrativos que mais recebeu dinheiro público nesse período.
Enquanto o governo tenta cortar gastos e equilibrar as contas, é de se imaginar o que os dirigentes das instituições federais que gastam com a GEAP fariam com centenas de milhões de reais a mais em seus orçamentos. Talvez nem precisassem penalizar a imensa maioria da população cortando outros programas.
É um privilégio ter um plano médico particular em um país onde a saúde é historicamente o setor mais mal avaliado do serviço público. Mas o governo pagar para que quem toca o SUS não use o SUS melhora ou piora o serviço?
Há mais de uma década o Tribunal de Contas da União questiona a legalidade dos contratos entre a GEAP e o governo, sem muito sucesso. Em 2010, o Ministério Público solicitou que os órgãos públicos federais sustassem os pagamentos à fundação.
O imbróglio jurídico se deve à concorrência, supostamente desleal, com outros planos de saúde. Lei de licitações à parte, a novela GEAP x TCU lembra mais uma disputa comercial do que de princípios.
Há uma questão anterior, mais importante: a cultura dos privilégios a poucos com dinheiro de todos. Se há um sistema teoricamente único e público de saúde, por que a União dispersa seus recursos pagando por serviços privados concorrentes? É único só para os outros?
Quando a elite funcional, econômica ou política deixa de usar um serviço público ele só tende a piorar. É assim com a educação, com o transporte e com a saúde.
Se o governo investisse esse dinheiro na rede pública, talvez mais hospitais fossem tão bons quanto o Sarah Kubitschek de Brasília. A Associação das Pioneiras Sociais, gestora da rede Sarah, é a entidade sem fins lucrativos que mais recebe verba federal: R$ 3,4 bilhões desde 2004. Seu serviço é público, gratuito e auditado pelo TCU.
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Comento: Cantado em prosa e verso pelo EX como a coisa mais próxima da perfeição que já existiu desde a chegada de Pedro Álvares Cabral; o sistema de saúde do Brasil é uma vergonha e um atentado contra seus usuários, seja pela deficiência do atendimento seja pelas condições sub-humanas que se faz passar o povo necessitado.
Hospitais, clínicas e postos de saúde caindo aos pedaços; médicos e profissionais da área sem as mínimas condições de trabalho; vagas e espaços completamente incompatíveis com o volume de paciente, e por aí vai.
Suas inçelenças públicas deveriam ser obrigados a usar os serviços públicos de saúde e educação. Aí veríamos melhoras significativas.

domingo, 13 de março de 2011

Primeiro Domingo da Quaresma

Transcrito de Apresentação Power Point enviada por e-mail by Edna Ziliani - @opcao_zili
O Meu Caminho para a Quaresma

Jejuarei de julgar os outros;
Descubrirei o Cristo que vive neles.
Jejuarei das palavras que ferem;
Direi frases que curam.
Jejuarei do egoísmo;
Viverei na gratuidade
Jejuarei da inquietude;
Procurarei viver com paciência.
Jejuarei do pessimismo;
Encher-me-ei de esperança.
Jejuarei de preocupações;
Confiarei mais em Deus.
Jejuarei das queixas;
Darei Graças a Deus pela maravilha de minha vida.
Jejuarei da angústia;
Rezarei com mais frequência.
Jejuarei da amargura;
Praticarei o perdão.
Jejuarei da importância que dou a mim mesmo;
Serei compassivo com os outros.
Jejuarei da preocupação com minhas coisas;
Comprometer-me-ei com o anúncio do Reino.
Jejuarei do pessimismo e desalento;
Encher-me-ei do entusiasmo da Fé.
Jejuarei de tudo aquilo que me separa de Jesus;
Tentarei viver mais perto Dele.

Pratique a Quaresma

Impostos em Serviços de Telefonia

É grana. E muita grana que o (des)governo arrecada em impostos sobre as contas de serviços de telefonia. Coisa de 42% de impostos diretos sem contar os embutidos como taxas de fiscalização da ANATEL.
Ouçam o que diz Eduardo Tude, consultor na área de telecomunicações e presidente da consultoria Teleco.

Impostos em Serviços de Energia

Continuando a descrição sobre a tramoia na cobrança de impostos, agora é sobre os serviços de energia. De novo, é muita grana arrecada em impostos sobre as contas de serviços de energia. Coisa de 42% de impostos diretos de novo, sem contar os embutidos nas atividades de geração e transmissão. E vai aumentar viu...
Ouçam o que diz Claudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil.