Read In Your Own Language

sábado, 6 de novembro de 2010

O coadjuvante do espetáculo do cinismo volta ao palco como papagaio de pirata


Poucos poderiam escrever tão Bem.



Três convidados e três sem-convite dividem com Dilma Roussef a foto que mostra o começo do primeiro discurso como presidente eleita. Por solicitação da candidata vitoriosa, posam para a posteridade o vice Michel Temer, o companheiro José Eduardo Dutra e o acompanhante José Eduardo Cardozo. Os outros são penetras. Valeram-se de empurrões, cotoveladas e pontapés para alojar-se no espaço sempre diminuto reservado a essa maravilhas da fauna política nativa: o papagaio de pirata.
Infiltrada entre Temer e Dilma, a prefeita Luizianne Lins capricha na expressão severa de quem veio de Fortaleza para testemunhar a leitura dos Dez Mandamentos. Espremidas no fundo, há duas metades de rosto. O homem da face esquerda é Magno Malta, senador reeleito pelo PR capixaba, pastor evangélico e pecador juramentado, ficou nacionalmente conhecido no escândalo dos sanguessugas. O parceiro da face direita é enigma só mais tarde decifrado: se só se candidata a qualquer papel em qualquer novela, o que é que faz nessa foto o ator José de Abreu?
Ele mesmo resolveu esclarecer o mistério com um texto publicado no blog do Xexéo. O título é tão intrigante quanto a aparição em Brasília: Piratas, Papagaios, Torturas e Torturados. O primeiro parágrafo registra o desconforto do articulista com a chuva de piadas que inspirou. “A pior, exatamente de um humorista, o Gregório Duvivier,lançou meu nome (ainda bem que foi apenas o nome, não eu) para o Ministério da Figuração, logo eu que vivo fazendo novela das oito”, resmunga.
Com uma alusão cifrada a Dilma Rousseff, Abreu insinua em seguida que ficou na ribalta a pedido da estrela: “A verdade é que, naquele momento, quando tiraram os outros papagaios do palco e eu ia descer, uma mão firme me segurou, um olhar carinhoso cruzou com o meu e me senti estimulado a ficar. E fiquei”. E entãio entra em cena o combatente triunfante:
Eu estava entre amigos, lutadores, como eu, da boa luta. E vitoriosos numa batalha onde golpes baixos eram lançados a toda hora, um aborto na canela, uma homofobia nas partes pudendas, um bispo protetor de pedófilo pisando no dedão… Terrorista, ladra, assassina, era o que se dizia dela, minha companheira de luta contra a ditadura, que de branda nada tinha. E tome machismo, preconceito, baixarias. Estava feliz e emocionado, a lembrar dos censurados, dos torturados, dos assassinados pelo terror de Estado.
E pensei:
— Melhor ser papagaio de pirata que pirata sem papagaio.”
Foi a segunda atuação de José de Abreu como coadjuvante de comédias políticas de péssimo gosto. A estreia ocorreu no espetáculo do cinismo encenado em agosto de 2006 na casa do ministro Gilberto Gil no Rio de Janeiro. Sentado na primeira fila de cadeiras da sala de visitas, o presidente Lula, convidado de honra, ouviu o resumo da ópera feito pelo produtor de cinema Luiz Carlos Barreto. “A política é um terreno pantanoso, a ética é de conveniência”, disse Barretão. “Se o fim é nobre, os fins justificam os meios. O que eu acho inaceitável é roubar. Mentir é do jogo político. Não é roubo”.
Em campanha pelo segundo mandato, Lula sentiu-se entre companheiros. Sentiu-se entre cúmplices com a fala inicial do ator Paulo Betti: “Não vamos ser hipócritas: política se faz com mãos sujas”, recitou o ex-galã. “Não estou preocupado com a ética do PT”, solfejou o músico Wagner Tiso. “Acho que o PT fez um jogo que tem que fazer para governar o país”. O epílogo ficou por conta de José de Abreu, a quem coube estender o braço solidário do elenco aos companheiros José Dirceu, José Mentor e José Genoino. Todos Josés, como o ator. Um quarteto e tanto.
O Dirceu foi acusado de chefiar a “organização criminosa sofisticada” do mensalão. O Mentor ampliou notavelmente o prontuário como relator da CPI do Banestado e comparsa de Marcos Valério. O Genoino, uma das estrelas do maior escândalo da história da República, evadiu-se da presidência do PT depois que o assessor do irmão foi capturado com dólares na cueca. Abreu, o quarto José, mereceria ser boicotado pelos critérios da decência se já não tivesse sido condenado à obscuridade.
A exemplo do papagaio de pirata, os demais participantes da apresentação obscena são dependentes de patrocínios extorquidos de empresas estatais e favores concedidos pelo governo. Artistas e intelectuais estatizados se preocupam demais com as incertezas do futuro. É por isso que tantoa deles envelhecem mal. Ou nem envelhecem: passam , sem escalas, de moços a velhacos.

Democracia ou Ditadura

Democraticamente copiado de Veneno Veludo em http://venenoveludo.blogspot.com/

Conversando com uma amiga, que dizia não entender o porquê de tanto receio ao risco de um ditadura, já que vamos votar e eleger os novos governantes e, portanto, não estamos submetidos à ditadura, eu argumentei o seguinte:
- Você tem razão, ainda não vivemos uma ditadura propriamente dita.
Mas não se pode fazer vista grossa para o fato de que o conjunto dos movimentos destes que estão no poder apontam inevitavelmente para tal. Vejamos:
. as tentativas de se estabelecer o "controle social da imprensa", ou seja, censura;
. o (CNJ) Conselho Nacional de Jornalismo que se pretendeu implantar, mais censura;
. a ANCINAV que também se tentou criar pra controlar a produção cultural;
. a clara intenção do partido único e hegemônico;
. a mais absoluta ausência de discernimento quanto ao que é governo e ao que é partido, quanto ao que é exclusivamente público e ao que é privado;
. o aparelhamento do Estado levado às últimas conseqüências, com objetivos muito claros e pouco republicanos, isso pra não dizer de seus efeitos deletérios na qualidade dos serviços públicos, da corrupção etc;
. o desrespeito e mesmo desprezo pelas instituições que dão corpo e alma à Democracia;
. a reiterada (e até debochada) transgressão às regras Democráticas e do jogo eleitoral;
. a utilização da mentira mais deslavada pra enganar a população em geral e os eleitores em particular;
. a desonestidade intelectual ao negar tudo o que os outros presidentes fizeram;
. a apropriação indébita das realizações dos outros presidentes como se suas fossem;
. o populismo messiânico que se busca estabelecer;
. a volta do personalismo tão retrógrado e que se julgava coisa do passado;
. a intolerância à divergência;
. a incitação à violência;
- a tentativa maniqueísta de dividir o país entre pobres e ricos, jogar uns contra os outros gerando ódio na população;
. o desejo explícito do extermínio das oposições;
. a utilização da máquina estatal, inclusive informações confidenciais, para fins eleitorais e de perseguição política.
. no plano internacional, as “afinidades eletivas” do atual presidente (e dá que se elegeu) com ‘governantes’ com clara vocação autoritária tais como: Hugo Chávez, Evo Morales, Fidel Castro, Cristina Kirchner e Mahmoud Ahmadinejad;
Enfim, todo esse conjunto de ações apontam para o quê? Democracia? Não, apontam claramente para uma ditadura totalitária, com o perdão da redundância.
É assim que eu vejo a situação hoje em nosso país. Por isso que eu digo: o que está em jogo é uma opção (ou não) pela manutenção da Democracia e das liberdades a ela inerentes.

Dia do Nordeste - Participe

Vai lá no facebook e faz um comentário. Chega de sectarismo. O Brasil é um só.

http://www.facebook.com/ajuricabat#!/event.php?eid=172242442788139

Pingos Nos I's

Escandalosamente copiado de Pitacos Políticos. Leia matéria completa em http://pitacos-politicos.zip.net/

De repente bateu um surto ultra oposicionista em comentários neste opinativo.
Alckmin falar com Dilma é a suprema traição aos paulistas. Aécio procurar uma relação institucional com a situação e o governo o faz equivaler ao pior dos cabalares. Anastasia defender a CPMF é trair cada um dos votos e passar de armas e bagagens para a arca de Noé da criatura eleita.
Não é, nem de longe, o que este opinativo pensa.
Em primeiro lugar, vamos explicitar o que entendemos por oposição.
Oposição é aquela tropa que tem um ideário, propostas e posturas diferentes da situação. Parece óbvio lulante, mas é bom repetir. A oposição é minoria e não tem força para impor a votação e aprovação de sua agenda, porque é minoria, a não ser quando consegue dividir a situação. Ou quando a situação se divide e ela soma para o lado do bem, vamos tachar assim.
Oposição é aquela tropa que se opõe a tudo que não concorda e não fica procurando pelo em ovo para aderir.
Oposição é aquela tropa que age em bloco e não deixa nada passar. Se o presidente agride a República, tome representação no STF, por exemplo. Ela se opõe nas menores e nas maiores questões e não deixa passar nem vento fraco.

Final de Semana do GP Brasil de Fórmula 1

Mais um final de semana de Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1.
Emoção? Faz tempo que não tem.
Depois de gênios como Emerson, Senna e Piquet; nada mais de interessante apareceu. Nem mesmo o supercampeão Schumacher, que tem a sorte de surgir numa geração sem concorrentes humanos nem de máquinas capazes de acompanhar sua Ferrari.
O esporte é lindo, mas sem brasileiros prá torcer de verdade, nem de longe se faz o que fazia para acompanhar as corridas: acordar de madrugada, cancelar compromissos, montar esquemas alternativos...
Lamento nunca ter ido ao autódromo. Um dia vou.
Fica para registro, a considerada melhor volta de todos os tempos numa corrida.
Ayton Senna da Silva, GP da Europa 1993.
Desliguem o som pois o Galvão Bueno é dose.
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Um Coral de Mudos. Emocionante

Não é possível? Diga Isso a eles.

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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A Caramboleira Deu Frutos







Minha caramboleira começa a dar seus primeiros frutos. E ela só tem dois anos. Na floragem do ano passado, o jardineiro fez o favor de podar. Achei que ela tinha ficado estéril, mas não.



O Nordeste Que Recebe a Todos de Braços Abertos


Foto: Rafael Medeiros


Desculpem, mas não dá para se sentir inferiorizado aqui, em Porto de Galinhas, diante das piscinas naturais escavadas, pela natureza, nos arrecifes.

Vi isso por visita a Toinho de Passira - http://thepassiranews.blogspot.com/

Encontro das Águas é Patrimônio Intangível da Nação


Definitivo o tombamento do Encontro das Águas, em Manaus

Pronto. Conseguiu-se interromper uma barbárie ecológica e paisagística. Vitória da natureza.


O Globo
O Encontro das Águas dos rios Solimões e Negro, fenômeno que forma o rio Amazonas, foi tombado em decisão unânime dos 22 membros do Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira.
Segundo a decisão, ficam protegidos os dez quilômetros contínuos do encontro das águas pretas do rio Negro e das barrentas do Solimões. A proposta de tombamento foi baseada no caráter de excepcionalidade do fenômeno e em seu alto valor paisagístico.
Em abril deste ano, a Justiça já tinha determinado o tombamento do Encontro das Águas e a suspensão imediata do licenciamento ambiental do chamado Porto das Lajes, terminal portuário que seria construído em área próxima.
A decisão judicial determinou ainda que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) suspendesse o processo de licenciamento ambiental do Porto das Lajes até que o Iphan concluísse o tombamento.
A liminar determinou também que o Ipaam impedisse que a Lajes Logística S/A, empresa responsável pelo projeto do porto, realizasse qualquer ato relativo ao porto.
A construção do terminal portuário na altura do Encontro das Águas, um dos pontos turísticos mais importantes da Amazônia, era motivo de polêmica na capital amazonense.
De um lado, uma grande empresa de logística defendia a obra. De outro, ambientalistas e moradores de um bairro da cidade queriam o porto em outro lugar.

Abaixo-Assinado Contra a CPMF


Leia, assine e divulgue. Contra esse absurdo, só nossa mobilização.

Que se cortem os gastos exagerados e absurdos desse governo e os 150 mil cargos da cumpanherada.


Manifesto contra a volta da CPMF, segue para assinatura e RT dos que não querem sua volta! http://bit.ly/cNA5sv Bom dia.

Ponte Sobre o Rio Negro Vai Atrasar (De Novo)


Fatores climáticos e a falta de insumos – que podem ter se perdido com o desabamento do Porto do Chibatão – irão adiar a conclusão dos trabalhos, uma vez que peças e componentes sob a responsabilidade da Camargo Correa estariam em conteiners vitimados no acidente no local.
Por outro lado, a estrutura foi submetida a testes naturais de grande valia já que, no período de sua construção foi submetida aos esforços adicionais de uma mega-enchente e nas tempestades extraordinárias mais recentes, a ventos de até 120 km/h, descargas monumentais e arrastamentos das vazantes.
Outros fatores de atraso poderão ser as alçadas de acesso em ambos os lados da ponte, uma vez que as chuvas vêm atrapalhando sua boa execução.
Para quem esperou desde sempre, um pouco mais não fará diferença.
DESTACO: Eu sempre fui contra essa ponte. O quase 1 bilhão de Reais gasto não justifica sua implantação.


PRESIDANTA É MELHOR?

Presidenta? Mas, afinal, que palavra é essa? Por José Bones

Bem, vejamos:

No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...

Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do gênero, masculino ou feminino. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".

Um exemplo (negativo) seria:

"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta. "
Comento: se você tiver uma terrível dor de dente vai fazer questão de ser atendido por uma dentista ou um dentisto?

Nem Bem Começou...

Nem bem começou oficialmente sua participação na transição de governo, exceto pela composição de uma equipe, inicialmente composta por Antônio Pallocci, José Dutra e Eduardo Cardoso; e a quem foi imposta pelo eticíssimo PMDB a presença do vice Michael Temer; e as traquitanas armadas na campanha já se desmontam.
D. Dilma jurou, prometeu, escreveu, discursou e tudo isso consta em imagens e textos fartamente divulgados e registrados; que não aumentaria a carga tributária, que era contra e que "ela não encaminharia nada ao Congresso nesse sentido".
Ora, mas nada se falou sobre uma "pressão dos governadores" a que ela se referiu; cobrando dela o retorno da CPMF ou equivalente, rebatizada de CSS - Contribuição Social para a Saúde.
Já se manifestaram a favor os governadores de Pernambuco e Ceará (ambos do PSB - base aliada) e, inacreditavelmente o das Minas Gerais, Antonio Anastasia, em cuja campanha se chegou a pregar um tal voto Dilmasia, relegando a campanha do seu próprio candidato José Serra. Logo, é um tucano traíra de antiga plumagem, nada confiável.
Claro que essa jogada é uma artimanha para sair de boa oça e dividir com os governadores a pressão sobre um congresso fortemente aliado ou adesista, para empurra goela abaixo essa conta nos bestas.
Claro que figuras de destaque oposicionista como Geraldo Alckmin, Raimundo Colombo, Álvaro Dias, Beto Richa, Rosalba Ciarlini, Demóstenes Torres, entre outros; fizeram seus depoimentos contrários a esse absurdo. Mas, cabe lembrar que discursos agora pouco ou nada valerão, se não fizermos uma mobilização no sentido contrário.
Copie e ponha em seus e-mails o selo de Xô CPMF aí do lado. É o mínimo que você pode fazer.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Vídeo Motivacional

Muitos amigos e amigas falam em dietas e exercícios para emagrecer.
Na busca de ajudá-los, apresento esse vídeo motivacional. divirtam-se.
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Os Governadores Laranja


04/11/2010às 15:36
A CPMF e os governadores laranjas
O mandato de Dilma Rousseff nem começou, e já temos os governadores laranjas. “Não pretendo enviar um projeto recriando a CPMF, mas tenho visto mobilização de governadores nessa direção”. A afirmação é da presidente eleita. É mesmo? Foi o bastante para que o Estadão desse hoje uma manchete e tanto (o negrito é meu): “Dilma aceita discutir nova CPMF com governadores”.
ACEITA??? Que presidente tolerante e maleável essa Dilma Rousseff, não é mesmo? Ela não quer dinheiro extra para a Saúde, mas, dada a pressão, vocês sabem como é, uma democrata sempre acaba cedendo… Essa discussão agora é o fim da picada! Definitivamente, é fazer a sociedade de besta. Dilma conhecia o caminho do paraíso na saúde. E, pelo visto sabia onde estava o dinheiro. Até afirmou que pretendia diminuir a carga tributária.
Por Reinaldo Azevedo

Oposição Faz Parte do Governo, Sim...

A legitimidade das eleições é inquestionável. Repito: das eleições. Assim, considero o ato do povo se dirigir às urnas e teclar o número de seus candidatos.
Equipamento moderníssimo, seguro; elogiado e copiado mundo afora.
Os muitos meses que antecederam este evento é que são discutíveis.
Escândalos e crimes eleitorais se sucederam num volume nuncaantisvistonaistoriadeçepaiz.
Listas de desejos e anseios apresentados como se fossem obras, lançamentos de placas de instalações como canteiros de obra prestes a iniciar, pedras fundamentais solenemente inauguradas como unidades de prestação de serviço, tapetes vermelhos estendidos sobre o barro bruto para conduzir a cafés da manhã e acepipes saboreado por autoridades e seus convidados a eventos imaginários. Tudo levando a custos estratosféricos, evidentemente transferidos aos parcos cofres públicos, abastecidos com uma carga tributária que beira a insanidade e o assalto.
O Presidente da República travestido de cabo eleitoral, com uma agenda oficial escandalosamente preparada para conviver com a da sua candidata, transfigurado e vociferando em palanques, carrocerias de caminhão ou palcos ostensivos para os padrões de pequenos e singelos vilarejos.
Usando e abusando de uma suposta rudez de seu linguajar operário, de modo a fazê-lo mais próximo do povo; conclamou as "multidões" atraidas por sanduiches de mortadela e tubaínas e, não raro, transportado e financiado por poderes estaduais, municipais e empreiteiros contratados, como largamente registrado em imagens e aúdio.
Ofendeu, xingou e estimulou a ocnfontros.
Tribunais coniventes e letárgicos ajudaram sobremaneira tais ocorrências.
Muito bem; findo o processo, eleita a D. Dilma Roussef, é hora de se reposicionar as forças.
Que apoiou, que vá lá cobrar os acertos, conchavos e acordos. Que exija os cargos e favores pré-determinados e combinados. Se engalfinhem com isso. Pouco me interessa.
Exceto pelo sagrado dever, e ao mesmo tempo direito, de cobrar as promessas de campanha e impedir que sejam esquecidas por mais eventos que obscureçam as falcatruas que fizeram.
Nada de levar a sério as palavras do Sr. Presidente da República que pediu que a oposição seja educada, pacífica e ajude; não trabalhando com o fígado e sim com a cabeça. Nem de se deixar intimidar com suas ameaças veladas de retaliação, como deixar transparecer aos governadores e políticos de oposição eleitos, que se não se curvarem sofrerão as consequências.
Aos que foram eleitos com essa função, de se oporem ao governo em curso e ao futuro, façam valer os votos que tiveram.
Vamos daqui estar cobrando.
O que aconteceu recentemente nos Estados Unidos demonstra que se os que têm cargo de parlamentares e executivos não exercem seus papeis, a população se mobiliza e os empurra para frente ou tira da frente.
Olho vivo, como o banner aqui do lado.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Briga de Branco

Por Pitacos Políticos - http://pitacos-politicos.zip.net/

A Presidente eleita Dilma não vive no paraíso nos primeiros dias após a sua vitória. É como se ela estivesse debaixo de fogo amigo, vindo de todas as direções. Seu condomínio faz pressão de todo lado, para ver quem manda mais no pedaço. O PT, julgando-se dono da cocada preta, tentou controlar totalmente o comando da transição. Desdenhou todos os aliados, inclusive o “parceiro-mor”, o PMDB. De bobo, o partido de Sarney e de Renan não têm nada. Deu um chega prá lá e conseguiu emplacar o nome de Michel Temer na equipe de transição.

A função do presidente do PMDB tem um quê de rainha da Inglaterra, no plano formal. José Eduardo Dutra, presidente do PT, disse que ficará em suas mãos os “contatos políticos”, para saber a demandas dos partidos aliados. Palocci cuidará da “parte técnica da transição”. Ué, o que fará Temer? Aceitará uma "coordenação geral" tão etérea que, na prática, Dutra e Palocci irão ignorar?

Ele e os profissionais pemedebistas que o cercam não são dados a fazer figuração. Já existe uma espinha atravessada na garganta destes caciques em função de terem sido jogados para escanteio na coordenação da campanha, onde Moreira Franco - do PMDB- estava lá só para constar. Concretamente ele foi uma peça ornamental na coordenação da candidatura de Dilma, sem função e sem força. Temer se disporá a ser isto? Dificil acreditar.

Este é apenas um ato de uma briga de branco, da qual a oposição não tem nada a ver. Deve assistir de camarote. O pano de fundo em torno de tanto “arranca-rabo” é sobre a definição de quem dará as cartas no futuro governo e se Dilma será dona do seu próprio destino, ou se ficará de mãos atadas diante de tantas pressões e contrapressões.

São vários contenciosos a serem administrados. O primeiro deles diz respeito a qual será o exato papel de Lula, que de uma tacada só, “sugeriu” a continuidade da equipe econômica – Guido Mantega e Henrique Meireles – e mais as de Fernando Haddad e Nelson Jobim, além da sua sugestão, que tende a ser acatada, de mandar Palocci para o Ministério da Saúde. Lula não quer que Palocci corra o risco de atrair os holofotes para a Casa Civil e passe ainda por uma fase de “transição”, para sua reabilitação total em face do “caso Francenildo”.

É difícil crer que Lula aceite ser apenas um “conselheiro”, que de vez em quando é consultado pela presidente. Isto não é da natureza dos caudilhos e muito menos do próprio Lula. No seu figurino, a eleição da candidata que ele indicou está mais próxima da Argentina do fim da ditadura de Lanuse (1973), quando a assunção do peronista Hector Câmpora expressou a fórmula “Câmpora no Governo, Perón no Poder”.

Evidente que se esta fórmula for aplicada ao Brasil de 2010 (Dilma no governo, Lula no poder), ela será fonte de crises continuadas, em função da dualidade que criará. O problema de Dilma é que ela não pode ser ingrata com seu criador, mas tem que afirmar sua autoridade desde já, para que não se consolide a imagem de que quem manda de fato é o caudilho responsável por sua eleição.

No rol de brigas, nas quais a oposição não deve meter o bedelho, está a disputa entre os partidos aliados em torno da ocupação dos cargos, sobretudo os Ministérios e as estatais estratégicas. Os peemedebistas já mandaram seu recado, através de Eduardo Henrique Alves, líder do partido na Câmara: “O PMDB não cederá um só milímetro dos seus direitos”. Leia-se, exige o que já tem no governo Lula, mais os “avanços” fruto da aliança privilegiada com Dilma.

Vem briga grossa por aí, pois o PMDB se julga com o direito de ser uma das partes na administração do condomínio lulopetista. É a tal história clamada por Temer antes da eleição de “vamos partilhar o pão.” Além de querer manter sua cota ministerial, exigirá um Ministério lotado no Palácio do Planalto, para participar das reuniões diárias do núcleo do poder. E já deixou claro que deseja a “porteira fechada”, ou seja, a posse de um ou mais ministérios de cabo a rabo, indicando até o porteiro do prédio.

Por falar em partilha, partidos aliados, como o PSB, que no governo Lula contentou-se com migalhas, querem agora uma participação maior no bolo ministerial. O PSB, que elegeu seis governadores e 35 deputados, já anunciou que quer dois ou três ministérios alguns dos quais “com capilaridade para aumentar a interlocução no Norte e Nordeste”. Por fatores aleatórios, foram nestas duas regiões onde o PSB elegeu um maior número de governadores. Já o PDT, outro partido do “bloquinho de esquerda”, já anunciou que pleiteia a ampliação do seu espaço no governo, hoje limitado ao Ministério do Trabalho. O PP acaba de proclamar-se da “base”, leia-se, quer lugar na fotografia. Ou seja, a soma das exigências é maior do que o bolo dos ministérios e estatais “estratégicas”. Alguém se sentirá diminuído ou jogado de lado. E ainda tem o PT propriamente dito, que fez concessões a rodo na composição da arca de Noé, que foi a candidatura de Dilma. O partido agora quer mais, o que julga ser de direito.

Não se iludam. O PMDB vai querer ter o comando das duas casas do Congresso Nacional – Câmara e Senado – nos dois primeiros anos de governo. Talvez esta seja a grande dor de cabeça de Dilma, logo no início de fevereiro e a depender do desfecho da disputa entre PT e PMDB, podem ocorrer sérias fraturas na base aliada.

Taticamente, é possível que o PMDB deixe esta guerra para fevereiro, quando ocorrerá a eleição, até para assegurar primeiro o tamanho que reivindica no governo Dilma, o comando de nada mais, nada menos do que seis ministérios. Se pensarmos nos trinta e cinco ministérios e secretarias especiais criados por Lula, até que não é exagero. Se pensarmos que o desejo é o filé, a coisa muda de figura.

Para conter os ímpetos dos peemedebistas na Câmara, o PT vem acenando com um acordo estratégico com os partidos do bloquinho (PDT, PSB e PC do B), que deixaria o PMDB a ver navios e fora do comando da Câmara Federal por quatro anos. O problema é que os caciques peemedebistas são profissionais ao extremo e podem causar sérios transtornos para a maioria que Dilma terá no futuro Congresso Nacional.

Ainda é cedo, aliás muito cedo, para saber se Dilma se afirmará ao ponto de se legitimar para disputar a reeleição, o que transformaria Lula em uma espécie de “consultor”, sem poder de mando. Está para nascer o caudilho que aceite, pacificamente, ficar de fora. Ela ainda não sentou na cadeira presidencial, mas já declarou que não vê porque não poderia tentar a reeleição. Acha natural o mandato de fato de oito anos, com um pebliscito no meio, para decidir a continuidade.

Dilma já está colocada à prova, em termos de sua relação com seu criador e o vastíssimo e díspare condomínio que a elegeu. A oposição observa de camarote.

É como dizem os mais sábios: “quem pariu Mateus, que o embale".

Sem Tirar Nem Por

Ou: A Fantástica Fábrica de Chocolate 2


Adaptando o Carro


Fiz algumas adaptações no meu carro. Acho que ficou legal.

A Evolução do Equilíbrio de Votos


Pode-se ver nos mapas acima, a evolução do equilíbrio dos votos obtidos pelos partidos que formam a aliança alugada do PT versus os votos daqueles ditos 4% que acham o (des)governo ruim ou péssimo.
A área física muito maior transparece uma superioridade que na realidade não se verifica. A imensidão amazônica engana. Aqui a densidade demográfica é baixíssima. Cabe portanto, colocar os número reais de votos obtidos.
Ao setor vermelho, foram conferidos 55.752.529 de votos; correspondendo apenas a 41% dos 135 milhões de eleitores do Brasil. Essa é a aprovação recorde do Presidente Lula ... Nada mais que isso.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A Indução ao Sectarismo


Uma das coisas mais bonitas de nosso país era a pluralidade, diversidade e harmonia de seus pensamentos, de seus gostos, suas convicções políticas, seus sotaques, suas religiões, suas peles e suas condições sociais. Tudo convivia e se acomodava com uma capacidade espantosa; elogiável e admirável. Quando começou a jogar... ricos contra pobres; brancos contra negros; sulistas contra nortistas, esquerdas contra direitas o Noço Líder, invocando uma "decisão plebiscitária - Nós contra Eles, como prega desde 2008, quando lançou sua candidata; desencadeou uma nova disposição ao separatismo e sectarismo comonuncaantisnaistoriadeçepaiz.
Ao longo dessa campanha, incentivou aos berros e descabelamentos tais posições, e deu no que deu: brigas de rua, agressões, ofensas digitais, Tags regionalistas em disputa no Twitter.
Para dar exemplo do que comentei:
“A agressividade dos tucanos à companheira Dilma eu imaginava que já tivesse terminado. Fui candidato 5 vezes, perdi 3, e nunca me viram com agressividade”.
Lula, que chamou Sarney de “ladrão” em 88, Collor de “corrupto” em 89, Fernando Henrique “estelionatário eleitoral” em 94 e 88, Serra de “capacho” em 2002, Alckmin de “oportunista” em 2006 e Serra de “mentiroso” em 2010.
Pena. Temos que acabar com isso ou vamos nos desrespeitar mais e mais até não sobrar mais nada do puro brasilianismo.
Pulsa Brasil.

Seu Lunga Aprendendo a Fazer Trilha

Sabe como é; no começo tem que pegar leve.
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Retomando a Atividade

Passada a ressaca da eleição no domingo, e já que os dias de ontem e hoje (até agora) foram meia-boca; abri a Time Line do Twitter; e vi muita gente do bem retomando a conversação e interação à toda.
Quem me lê falando em twitter deve me achar o Ó. Porra nenhuma, estou aprendendo nem tem 3 meses. É muito divertido e enriquecedor.
Algumas personas mais experientes retomaram seus blog e produziram textos de primeiríssima liha; seja em conteúdo, seja em forma.
Daí me inspirei a retomar esse projeto, bem nascido mas mal criado.
Até comentários haviam sobre umas bobagens que ousei colocar para fazer os testes iniciais.
Até que eu aprenda, tenham paciencia comigo.