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sábado, 14 de novembro de 2015
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Cordelando 135: Reproclamando a República
Deodoro meu querido,
Me desculpe, por favor.
Tenho que reproclamar,
O que você proclamou.
Não dá mais pra conviver,
Com a merda que surgiu.
Com a nação que se criou,
E que virou o Brasil.
Amuntado em seu cavalo,
Retirou imperador.
Um homem muito decente,
Que coisa boa criou.
Deu poder ao parlamento,
Ministério se formou.
Pois phodel o organismo,
Que em um monstro se virou.
Um monte de inçelença,
Carregada de direito.
Ao invés de servir certo,
Só querem tirar proveito.
Cada qual só com vantagem,
Sem cuidar do pagador.
Quem recolhe os impostos,
Esse povo sofredor.
Essa semana passada,
Num rompante bem safado.
Deixaram trazer de volta,
O dinheiro exportado.
Seja lá como foi ganho,
Com trabalho ou roubalheira.
Pagando pequena taxa,
Limparam toda lixeira.
Basta fazer um papel,
Dizendo de coração.
"Esse dinheiro é limpinho,
Já que eu não sou ladrão".
Paga quinzinho de IR,
Mais quinzinho pra ser multado.
E o dinheiro vai pra conta,
Perfeitamente lavado.
Enquanto isso o babaca,
Trabalhando igual a um cão.
Paga 27,5
Por muito menos quinhão.
Basta ganhar quatro contos,
Mais 664.
E la se vai um bom naco,
De seu dinheiro suado.
No mesmo dia do feito,
A dentuça sancionou.
Uma lei bem do jeitinho,
Que safado acobertou.
O direito de resposta,
Cheio de malemolência.
Bem pior que a ditadura,
E sua lei de imprensa.
Se um bacana se sentir,
Ofendido por alguém.
Tem direito de resposta,
Pra contar de seu desdém.
Sete dias pra julgar,
E mais 10 para responder.
Mesmo que quem publicou,
Possa provar pra valer.
Se der briga, o julgamento,
A coisa fica engraçada.
Quem reclama vai ligeiro,
Pela lei já aprovada.
Que tem prova vai normal,
A passo de tartaruga.
Nas trilhas dos tribunais,
Onde não consegue fuga.
Uma coisa lamentável,
De fazer chorar demais.
O rompimento da barragem,
Por lá nas Minas Gerais.
Um grave acontecimento,
Como sempre sem culpado.
Pois só surge na imprensa,
Com o caos já consumado.
Dinheiro correndo frouxo,
Negócio internacional.
Enganando com emprego,
O povinho animal.
Tudo cheinho de risco,
E sem fiscal pra cuidar.
Era certo que um dia,
A coisa ia espocar.
Rompeu-se duas barragens,
Um mar de lama escorreu.
Acabou com a vida toda,
Onde a enxurrada varreu.
Cheia de produto químico,
Sem vida poder gerar.
Não deixando condição,
Do sustento se tirar.
E nas estradas de novo,
Motorista campeão.
Organizando sozinhos,
Grande mobilização.
Sem sindicato pelego,
Sustentado e submisso.
Reclamam contra o governo,
Esse é seu compromisso.
A dentuça e Cardoso,
Ligeiro fazem ameaça.
Ou param com essa greve,
Ou vão sofrer a desgraça.
Vamos aumentar a multa,
Mudando legislação.
Pra acabar com a valentia,
E prender o caminhão.
Muita gente aplaudiu,
Pra cheirar calçola dela.
Esquecendo bem ligeiro,
Sua bunda na janela.
A milícia do governo,
Por Stedille mandada.
Pode fazer o capeta,
Sem nem ser incomodada.
Pra fechar a sexta feira,
E levantar a energia.
A cadeia da PF,
Já se encontra vazia.
Dr Sérgio à vontade,
Pra mandar prender mais gente.
Pra esquecer tanta desgraça,
E o povo ficar contente.
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Não Reclamem de Censura nos Governos Militares
Com a ira pela aprovação da lavanderia Brasília (ver post abaixo), quase deixo passar a sansão pela regovernANTA da nova lei de censura, bem acomodada na versão "direito de resposta".
Para parecer isenta, a soberana vetou o único senão que havia no texto; a possibilidade do "ofendido" responder pessoalmente no veículo de mídia televisiva ou radiofônica, ao vivo ou por meio de um vídeo ou áudio, no lugar do apresentador ou do locutor oficial da emissora. Seria tão imbecil que acharam que seria demais.
O texto estabelece que a pessoa, empresa ou entidade que se sentir ofendida por matéria da mídia, tem prazo de 60 dias, a partir da publicação, para apresentar ao órgão de comunicação o pedido de direito de resposta.
Acionada a justiça, o juiz tem 24 horas para acionar o veículo para que apresente seus argumentos e, depois, até 30 dias para dar a sentença. Se a decisão for favorável ao autor da ação, a publicação da resposta deverá ocorrer em até dez dias, sob pena de multa diária a ser fixada pelo juiz.
Até aí tudo bem... Ocorre que a lei diz que na ocorrência da "injúria" não será admitida a prova da verdade pelo orgão de imprensa e que o juiz, independentemente de resposta do veículo, pode nas 24 horas seguintes à citação do réu determinar o direito de resposta em até dez dias caso haja ‘prova capaz de convencer a verossimilhança da alegação.
Pra não ter dúvida do que escrevi, você leu direito: será injúria o que um juiz decidir que é, sem que a imprensa possa nem sequer se defender da alegação do “ofendidinho”. O nome disso é ditadura.
Pra não ficar muito escancarado, o veículo poderá recorrer ao tribunal da comarca onde a ação foi proposta, para tentar uma liminar que suspenda a necessidade de publicação da resposta até que se julgue o mérito da ação.
Justo né? negativo. Neste caso, o trâmite é o normal do Judiciário, e não no ritmo acelerado ´revisto na nova lei.
Na minha visão, d´ora por diante uma multidão de “ofendidinhos” vai entulhar as mesas e caixas de correspondência de jornalistas e dos departamentos jurídicos de rádios, TVs e jornais; que passarão muito tempo argumentando defesa de todas as publicações que ferirem as frágeis suscetibilidades de bandidos juramentados, mesmo que as matérias publicadas digam só verdades.
Saporra não passa de um meio de intimidação, que colocará nas cabeças de editores dúvidas se vale a pena arranjar a encrenca, gerando como consequência auto-abafas, que irão dissuadir a imprensa de fazer o seu trabalho de explicar e esclarecer; como caberia à liberdade de informação e opinião se aplica.
Pois bem... Acho que é o fim da imprensa livre no Brasil, como temos visto ultimamente.
Lavanderia Brasília - Uma Vergonha Internacional
Numa vergonhosa votação, resguardados aqueles que tiveram nojo da patifaria, a Câmara dos Deputados aprovou ontem, por 230 votos a 213 (com 7 abstenções e ausência de 20 de alguns covardes), o projeto de lei do executivo que autoriza a repatriação de dinheiro não declarado depositado no exterior e anistia diversos crimes fiscais, oficializando a maior lavagem de dinheiro desde o Big Bang. O texto agora segue para o Senado, onde será aprovado, sem dúvida, antes da sansão da regovernANTA.
Numa maquiagem de última hora, depois da votação do texto-base, çuas inçelenças aprovaram uma emenda que "proíbe políticos e seus parentes" de aderirem ao programa de repatriação de recursos.
Os especialistas estimam que haja cerca de 400 bilhões de reais que podem ser repatriados e que serão taxados em até 30% na forma de multa e Imposto de Renda, numa falcatrua denominada Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária - RERCT.
Na verdade, a proposta original, o governo previa uma taxação de 35%, na busca de alguma coisa entre 100 bilhões e 150 bilhões de reais, com a promessa de direcionar o valor a Estados e municípios, por meio dos fundos de participação (FPE e FPM).
Na minha visão, haverá anistia para crimes de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, pra dizer o mínimo, sem levar em conta a necessária comprovação da origem do dinheiro, que vai se limitar a uma "declaração do importador da grana", seja ela fruto de um fornecimento feito ou um serviço prestado no exterior de forma limpa, ou dinheiro proveniente de crimes como o tráfico de drogas, armas ou pessoas; legalizando todo tipo de falcatruas.
Outra crítica que faço é que a declaração do dinheiro não poderá servir de base para que a Receita Federal ou o Ministério Público investiguem a fonte dos recursos. Declarou, tá declarado e bem lavado.
O Ministério Público disse da imoralidade que é este projeto e a mim, bastaria isto para ver a indecência do que a Câmara votou.
Os crimes anistiados são:
- Evasão de divisas
- Lavagem de dinheiro
- Crime contra a ordem tributária
- Uso de identidade falsa para operação de câmbio
- Sonegação fiscal
- Sonegação de contribuição previdenciária
- Descaminho
- Falsificação de documento público
- Falsificação de documento particular
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Depois das Bandeiras Tarifárias, Pagaremos o Risco Hídrológico
Todo negócio tem risco. Todo risco se cobre com seguros. Seguro de vida, de acidentes pessoais, de responsabilidade civil, de quebra de safra, e por aí vai. Todos contratados e pagos pelo dono do negócio. É assim que funciona no mundo inteiro. Mas não no Brejil do PT.
Rejubilem. Temos mais um "seguro" dos outros para pagar: o risco hídrológico.
Mas o que poha é isso? As geradoras hidrelétricas receberão uma graninha extra, arrecadadas em nossas contas de energia, todas as vezes que os volumes de seus reservatórios não as permitirem atender os seus contratos de fornecimento e precisarem adquirir energia de terceiros.
A falácia ainda contempla se dizer que "mas quando houver excesso de chuva, haverá redução de tarifa". Poha nenhuma... Os contratos de fornecimento não preveem isso. O que se contrata é o máximo que se puder fornecer, o que pressupõe reservatórios cheios, portanto não havendo "sobras" não previstas.
A MP que regulamenta mais esta usurpação de nosso bolso foi aprovada ontem na Câmara Federal por 251 a 173 votos. Ou seja, pra mandar bala no nosso c*, o governo tem maioria, mas pra aprovar a reforma fiscal não consegue votos.
Claro que saporra ainda vai ao senado, mas a pressa é grande pois tem que ser publicada antes do leilão das hidrelétricas, previsto para o próximo dia 25/11.
A existência dessa garantia será mais um atrativo que o governo oferecerá para o tal leilão que venho prevendo aqui ser um fracasso há meses, pois estamos em época de crise, sem financiamento interno, sem credibilidade externa, numa insegurança institucional enorme e com pretendentes pra lá de desconfiados. Ah... E com os fundos de pensão, o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa falidos, não se podendo contar com o auxílio precioso deles como se fez no passado recente.
E o leilão prevê a entrada de 17 bilhões no caixa... Aquele mesmo caixa com um rombo de 110 bilhões.
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Auto-Homenagem: 1 Milhão de Reais em Época de Crise
Bom dia. Está nos principais portais da mídia nacional: ontem houve uma cerimônia no Palácio do Planalto para homenagear Augusto de Campos, poeta de segunda linha, mas petralha; e entregar a Ordem do Mérito Cultural a uns artistas meia boca como Arnaldo Antunes, Daniela Mercury, Rolando Boldrin e Marcelo Yuka, o cineasta Walter Carvalho, o maestro Adylson Godoy, o escritor Rui Mourão, o fotógrafo Luís Humberto e o mestre de capoeira João Grande, todos devidamente adeptos da seita da estrela vermelha e devotos da lei Rouanet.
Pois bem... Gastaram 1 milhão e cem mil reais nessa baboseira, somente com passagens e diárias de hotel; sem contar cachês, michês, gratificações, agrados e otras cositas mas.
Teve show de Caetano Veloso e tudo e, ao fim, o homenageado fez um eloquente discurso espontâneo de defesa da soberana e criticando os que querem o impeachment da dentuça, com frase de grande relevo como "sempre a vi como heroína na luta pela democracia nos abomináveis tempos da ditadura."
Porra. bastava dar uns minutos para a criatura na Rede NBR, aquela emissora que nos custa alguns milhões por ano e não serve para nada à nação.
Pra fazer valer as gafes normais à corja, o ministro da Cultura, Juca ferreira, deu uma ferrada no Levy, muito puto com o corte das verbas de sua pasta, projetando nas persianas, que se tornaram tela, um slide que dizia que " a cultura não pode se submeter às leis de mercado".
Ah... teve também uma "Índia" que fez discurso contra a PEC 215, que transfere da FUNAI para o Congresso a demarcação das terras indígenas.
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Repatriação de Dinheiro: Eu Não Me Calo
Ainda não deu certo o apunhalamento da moral, ética e legalidade; que poderá transformar o Brejil na maior lavanderia de dinheiro jamais vista desde o Big Bang ou a criação do mundo, conforme o pensamento de cada um sobre a origem da vida.
Na sessão de ontem na Câmara Federal, o governo retirou da sessão sua infantaria do mal e não se votou o projeto de lei que autoriza a repatriação de dinheiro enviado ilegalmente para o exterior. Na semana passada, a oposição conseguiu tirar a proposta da pauta.
A alegação de ontem foi "propiciar o debate sobre mudanças feitas no texto". Em verdade, bateram em retirada por medo de amargar nova derrota.
Não é só este silvícola fake que se rebela contra essa nojenta aberração. O próprio Ministério Público Federal entende que pessoas e empresas que mandaram ativos para fora sem comunicar ao fisco serão anistiadas dos seus crimes apenas pelo fato de pagarem Imposto de Renda e multa; coisa de somente 35% sobre o valor declarado, um tributo à impunidade. Em tempos de operação Lava a Jato e Zelotes, escancara aos investigados “uma verdadeira blindagem”.
Sem falar que o projeto original previa a declaração de procedência do recurso e limitava a aceitação a recebimento por serviços prestados ou bens vendidos e recebidos no exterior, além de outras receitas claramente lícitas e apenas não declaradas ao fisco brasileiro. Pois o relator da proposta, deputado Manoel Júnior (PMDB-PB), um aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, aumentou o rol dos crimes que poderiam ser anistiados.
Além de sonegação fiscal, descaminho e falsificação de documentos, entraram na lista delitos como lavagem de dinheiro, evasão fiscal, comércio ilegal de moedas estrangeiras por doleiro não autorizado a operar nesse mercado.
Tinha até dinheiro de caixa dois e a formação de quadrilha entre os crimes passíveis de anistia; mas até os bandidos do congresso acharam acintoso demais.
Manoel Junior acusa os críticos de desinformação . Segundo ele, "a mesma iniciativa vem sendo adotada em outros países, como França e Itália". A diferença é que, por lá, há outras formas de cercar a pureza da origem. Em meio a uma crise ética endêmica, não podemos aceitar uma aprovação deste absurdo.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
A Podridão dos Créditos Podres
Na sexta feira, o mercador livre Joaquim Levy, andou falando que, na insana e desenfreada busca de receitas adicionais, está com um pacote de "créditos podres" vinculados direta ou indiretamente ao governo federal; para lançar no mercado aberto.
O que poha é isso? São créditos de recebimento pra lá de duvidosos, estocados em dívidas da CAIXA, BB e outras estatais; programas como Minha Casa, Minha Vida; Minha Casa Melhor; FIES; , hoje estimados pelo MF em cerca de R$ 17 bilhões.
E pra que serve saporra? Vale dinheiro vivo na hora de pagar contas à união. Imposto de Renda, Seguridade Social; Tributos e Encargos, qualquer coisa. Ou seja: pra vender não vale poha nenhuma, pois devedor tem mais é que se lascar, mas na hora de pagar, vale o que está escrito na face, como manda o dogma do jogo do bicho.
O glorioso Levy só esqueceu de dizer que, historicamente, vendas deste tipo nunca ultrapassaram 3% do valor de face. Portanto, as barrinhas azuis aí de cima, do lado do banco (no caso, o governo federal) são bem fininhas.
Exemplo? Títulos de inadimplências da CAIXA vendidos caridosamente ao BTG, um banco pra lá de amigo, numa operação muitíssimo suspeita em que os "convidados" a participar desconhecem as propostas dos concorrentes, dado só disponível aos gabinetes de alta patente da estatal.
A administração da bandalheira tem dono: A Empresa de Gestão de Ativos - EMGEA; uma estatal (sim, tem estatal pra isso) que será responsável por colocar no mercado os títulos.
Tendo como referência as páginas de O Antagonista, sabe-se que há na EMGEA um çerumanu chamado Polyana Mitidiero, que vem a ser assessora do prsidente. A gloriosa Polyana é esposa de Carlos Gabas, amigo de alcova de Dércio Guedes de Sousa, sócio de.... José Dirceu na JD2 Consultoria. Só pra não ficar dizendo que são apenas ilações, o próprio Dércio já foi o superintendente-executivo da EMGEA. Não preciso avançar mais... Acho que meus leitores têm mais que 2 neurônios.
O fato é que "Créditos Podres" são ouro puro, nas mãos certas.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
A Famíglia Lula da Silva e as Telecomunicações.
€ 50.000.000,00 Vou escrever por "stencil": 50 milhões de euros. É o valor do pixuleco, a ser pago num banco de Macau; para que o governo de Brahma aprovasse a fusão da Portugal Telecom com a OI, acertado com 9 dedos e o glorioso e prisioneiro Dirça.
A grana teria origem em Angola e Venezuela, através da Andrade Gutierrez.
Essa informação, constante na página de O Antagonista, é matéria de capa do jornal português O Público. Claro que a mídia tupiniquim desconhece totalmente este fato tão sem importância.
O MP de Portugal investiga seu ex-primeiro ministro José Sócrates, amigo de alcova do eneadáctilo, com estreita colaboração do MP local.
Vamos ver onde vai boiar mais este avanço escandaloso sobre nossos impostos.
Só pra lembrar, foi no ramo das telecomunicações que lulinha iniciou sua fortuna, em negociatas com a Telemar.
Só pra lembrar, foi no ramo das telecomunicações que lulinha iniciou sua fortuna, em negociatas com a Telemar.
sábado, 31 de outubro de 2015
Algumas Contas dos Tubarões
Se alguma vez na vida, você precisou sacar mais de R$ 10.000,00 na boca do caixa para pagar, por exemplo, uma folha de salários ou os pedreiros e auxiliares que trabalham nos reparos e modificações em obras na sua casa, já sabe como é complicado.
Tem que avisar dois dias antes, correr o risco de ser vítima da famosa "saidinha de banco", assinar uma declaração de finalidade do saque e mais uma porrada de burocracias.
Aí eu sempre pergunto: como essa corja movimenta milhões e milhões, em contas e em espécie e NINGUÉM vê nada?
Pois é... Começou a aparecer alguma coisa.A revista Época mostra esta semana que os analistas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras - COAF, entregaram a seus superiores um Relatório de Inteligência Financeira de 32 páginas em que demonstram muitas transações bancárias, com fortes "indícios de irregularidades", envolvendo, entre outros, quatro dos mais badalados tubarões petralhas, que já estão sob os holofotes de investigações da PF, do Ministério Público e até mesmo do sempre silente Congresso: Antônio Palocci, Erenice Guerra, Fernando Pimentel e o próprio 9 dedos.
Para ser mais completo, devo destacar que a reportagem cita a análise de contas bancárias e as aplicações financeiras de 103 pessoas e 188 empresas ligadas ao quarteto petralha. As operações somam incríveis meio bilhão de reais, e envolvem transações financeiras incompatíveis com o patrimônio e saques em espécie de enorme monta, contemplando a inexistência de informações do motivo das operações e a incapacidade de comprovar a origem legal dos recursos.
Ao COAF não cabe fazer juízo sobre as operações. Somente relata movimentações financeiras suspeitas de acordo com a lei e regras do mercado, como saques de dinheiro vivo na boca do caixa ou depósitos de larga monta que não tenham explicação aparente, a partir das informações obrigatórias emitidas diretamente por bancos e corretoras, que alertam "operações atípicas" envolvendo seus clientes.
Assim, de posse das informações, é obrigação do COAF avisar as autoridades sobre as operações suspeitas de crimes, não lhe cabendo estipular se determinada transação é ilegal ou não, exatamente como fez no caso do quarteto fantástico. Cabe agora à PF, ao MP e ao Congresso trabalhar detidamente sobre as informações reveladas; e a nós ficarmos de olho nas consequências.
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