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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Ressuscitando o Cordel


A Tribo estava isolada do mundo desde 08/07/2016; por problemas de nosso cacique com alguns homens brancos exploradores e opressores.
Anteontem, a pedido de meus amigos queridos @jjcarlossouza e @RadioRockPuro; e de minha madrinha @OnLine_Boo (esta é a culpada por eu ter me atrevido a iniciar minha carreira pública de cordelista), durante o reconhecimento do Cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro; resolvi ressuscitar a Tribo dos Manaós; por enquanto para retomar o antigo Projeto Sexta é Dia de Cordel, mais à frente, quem sabe, na atualização das notícias que aqui tratávamos.
MAS VAMOS AO CORDEL...
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Dezessete na Roleta

Tanto tempo não se tinha,
Um agito tão legal.
Como o que está se vendo,
Nesse tempo eleitoral.
No passado eram dois polos,
Um tucano e a estrelinha.
Mas se fosse cavucar,
Eram os dois mesma farinha.

De repente aparece,
Um guerreiro atrevido.
Fala grosso e altaneiro,
Desbocado e destemido.
Uns o acham grosseirão,
Outros só destemperado.
Dizem até incompetente,
Tosco e despreparado.

Pois não é que o capitão,
Vai subindo pouco a pouco.
Igual uma lagartixa,
Se esgueirando no reboco.
Chega a 10, mas acham pouco.
Não dá nem pra começar.
Não empolga nem um pouco,
Logo, logo irá murchar.

Chega a 15 e isso é teto,
Dizem logo os apressados.
Desse ponto ele não passa,
Vai ficar engarrafado.
Quem gosta de cozinhar,
E faz bolo com prazer.
Sabe que a massa só cresce,
Se não parar de bater.

Vai subindo até 18,
Isso é só empolgação.
Vai desabar qual barranco,
Pois não tem televisão.
Como uma grande ajuntada,
Na mesma coligação.
Tudo bandido envolvido,
Na bronca do petrolão.

Tentam até por vias tortas,
usando de emboscada.
No meio da multidão,
Mandam lhe dar uma facada.
O guerreiro até padece,
Fazem nele operação.
A faca não perfurou,
A moral do capitão.

Sem poder comparecer,
Na TV ou no comício,
Os do contra vão dizer,
Que caiu no precipício.
Pois então foi diferente,
Numa grande emoção.
Carreata Brasil todo,
Sem ele no caminhão.

E vai subindo o IBOPE,
Aumentando a confusão..
Saporra não tem mais jeito,
Vai subindo igual balão.
Tocando horror no partidos,
Na mídia, só comoção.
O Jair evoluindo,
C*s que piscam de montão.

28 é impossível,
Esse povo é idiota.
Tem candidato melhor,
Com mais gente na patota.
Tem santo, tem tartaruga,
Tem pastor e cangaceiro.
Mas o povo tá querendo,
É alguém mais justiceiro.

Dia sete tá chegando,
Pra na urna se votar.
Quem for podre que se quebre,
A cuíca irá roncar.
Dezessete na cabeça,
Para toda opção.
Presidente Bolsonaro,
Vai comandar a nação.


3 comentários:

Sonia Venturini disse...

Meu Deus!! Quanto orgulho!!!
Eu já estava com saudade dessa emoção, ansiedade boa de esperar o cordel na sexta-feira...
Sou uma madrinha mais que orgulhosa, sou até "exibida", como se diz aqui no sul...
Passou o tempo, mas quem é rei não perde a majestade, está mais afiado do que nunca. E vou compartilhar. Não pare mais de escrever, por favor. Um grande beijo, e todo o carinho de sua madrinha.😘

Denis Cicote disse...

Que maravilha isso, muito bem vindo e muito oportuno ter de novo o grande talento do cacique de novo

Marcia Gatto disse...

Gostei muito da historia de Ajuricaba, muito informativa. Pena que você não honre o nome desse indígena, votando num capitão-do-mato que os chama de preguiçosos. Você teria muito a aprender com Ajuricaba e outros grandes guerreiros da História do Brasil.