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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Cordelando 31 - Orlandão: Jogo de Um Tempo Só






De há muito se falava,
Do ministro Orlandão.
Dizendo que nos esporte,
Só dava corrupção.
Inventando umas lombras,
Prá gastar dinheiro em jogo.
Todo mundo já sabia,
Que tudinho era logro.


Um tal de Segundo Tempo,
Um programa bom danado.
Ajudar a criançada,
A no jogo ser virado.
Recebendo rede e bola,
Short, sunga e até raquete.
Prás meninas que quisesse,
Deixar de ser periguete.


Convém começar lembrando,
Que o amigo comunista.
Foi o mesmo que um dia,
Se meteu a ser artista.
Pagando uma tapioca,
Que custou um dinheirão.
Sem meter a mão no bolso,
Pagou com nosso cartão.


Mas voltando pro assunto,
Principal desse cordel.
Dessa vez o Seu Orlando,
Agarrou-se no pincel.
Pegaram ele com a mão,
Numa caixa da Adidas.
Cheia de dinheiro vivo.
A propina escondida.


Portador era PM,
Lutador de karatê.
Tinha dois local de luta,
Coisa mesmo de fu***.
Casa boa e ajeitada,
Com piscina e até gramado.
Muito carro na garagem,
Todo ele importado.


Pegava uma babita,
Da conta do seu ministro.
O que fazia com ela,
Não se fala era sinistro.
Mas entregou boa parte,
Na mão do PCdoB.
Prá tudo quanto é de lado,
Sem nem vergonha sofrer.


No meio da excursão,
Gibão e chapéu de palha
Abafando sem parar,
Ganhando muita medalha.
Preparando aquele show,
Prá fazer bem mais bonito,
Dona deelma lhe chamou.
Caprichando bem no grito.


A revista fofoqueira,
Como costumam chamar.
Publicou a reportagem,
Como sempre prá lascar.
Mostrou texto e retratinho,
Chamou tudo de ladrão.
E sem medo de processo,
Acusaram o negão.


O caboco indignado,
Fincou pé engrossou voz.
Invocou toda família,
Não escapou nem os avós
Desqualificou o cara,
Chamou até de bandido.
Prá mulher não bater nele,
Disse que não tem perigo.


Claro que deu confusão,
No palácio do planalto.
Voou celular e iPad,
Com a mulher gritando alto.
Antes dela avuar,
Pro lado do oriente.
Prá na África assinar,
Papel no nome da gente.

Por aqui ele ficou,
Foi na câmara e senado.
Fingindo que tava puto,
E também indignado.
Claro que tava cercado,
Dum monte de camarada.
Que não deixaram ninguém,
Lhe perguntar em quase nada.


Uma coisa me causou,
Uma grande confusão.
Diziam que comunista,
Em Deus num acredita não.
Pois não é que o ministro,
Durante seu aperreio
Esqueceu-se que era ateu,
E lá tacou Deus no meio.


Quase ia me esquecendo,
Do investimento de Orlando
Ajuntou a vida inteira,
Salário que ia ganhando.
Lá prá bandas de Campinas,
Mesmo com tubo enterrado,
Comprou um monte de mato,
Com o preço aliviado.




Tentando se aliviar,

Da pressão que já sofria.

Chegou até invocar,

Um ministro que havia.

E que agora governa,

O Distrito Federal,

Agnelo o nome dele,

Um safado sem igual.

Mesmo que caia ou que fique,

Orlandão já se ferrou.

Pois na Copa do Brasil,

Da cadeira escorregou.

Dona deelma já lhe disse,

Que lá não manda mais não.

Que com a FIFA e CBF,

Ela é quem bate o bastão.



Muita obra inacabada,
Compra feita e não entregue.
E os meninos jogam bola,
Entre galinhas e jegues.
Empreiteiro bem contente,
Coisa igual nunca se viu.
Escondendo no esporte,
Mais mentira do Brasil.

3 comentários:

CHUMBOGROSSO disse...

Sexta feita tem Cacique...
E eu ansioso a semana inteira
E de corrupção outros repiques
Em que ela "baixa a madeira"
Só não sei se o Cacique
Desmata a Amazonia inteira
Prá desmontar os trambiques

Não se preocupe Cacique
Se faltar madeira aí
Nóis manda "pau da Bahia"
Prô safado não dormi
E assim o grande Cacique
Salva o "pouco pau" que tem prá sí.

marciagrega disse...

Muito boa a cordelada de hoje!!!
Neguinho tenta se safar mas as evidências são mais fortes que qualquer blá, blá, blá...
Mais um pra galeria de "espertalhões" que se deu mal!!!!

Bom finds!

opcao_zili disse...

E o sinistro fica porque um "colega"disse que colabora com investigação. Assim não vale não.Excelente, cacique. Pena que o Brasil está entregue ao nada.