
Poucas monarquias foram tão avassaladoras com as classes efetivamente trabalhadoras como as francesas. Reis-sóis, O estado sou eu, brioches e coisas assim floresciam entre os poderosos de então. Um dia ia estourar; e assim aconteceu.
Mas nos paralelos abaixo (e até um pouco acima) do Equador coisas muito mais escabrosas acontecem e poucos se dão efetivamente conta.
Variações tupiniquins da filosofia Panis Et Circenses estão cada vez mais em voga, com nomenclaturas bem mais sugestivas como seleção de futebol, flamengo, corintians, copa do mundo, legados olímpicos, bolsa-qualquer-coisa...Monsieur Joseph-Ignace Guillotin não desperdiçou seu tempo com o invento. Coisa de 15 mil pescoços a enfrentaram e ouviram o sílvo final da queda da lâmina.
Hoje em dia haveria problemas para conseguir a licença ambiental para a cerimônia pois sangue em grande profusão poderia contaminar os lençóis freáticos, gritos lancinantes perturbariam a lei do silêncio e não haveria aterros sanitários suficientes para acomodar uma volume tão grande de crânios.
Mas seria uma forma rápida e rasteira de nos livrarmos de tanta safadeza. Eu já não os aguento mais.
Pelo que tem de muito bom na França hoje, nossa homenagem pelos tempos ruins que passaram, com a esperança que tenhamos coragem de seguir os nossos próprios estandartes contra a tirania.
Um comentário:
Passei por aqui. Não vou comentar, porque meus neurônios neurastênicos estão exaustos, nesse momento. Eu nem deveria comentar esse não-comentário. Mas registrei presença. O post é perfeito, a propósito!
Salve, Cacique!
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