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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Cordelando 98 ANTA; regovernANTA - 036: Licença Para Matar


Ocorreu esta semana,
Uma grande votação.
Que libera a governANTA,
Pra gastar um dinheirão.
O projeto 36,
Revoltou toda nação,
Pois quebrou regra do jogo,
Que tem tempo de montão.

Uma Lei bem no jeitinho,
Pra esconder a confusão.
A bagunça que virou,
O orçamento da União.
Depois que gastou um monte,
Seja correto ou não.
Apaga tudo que fez,
E não deixa rastro não.

Gasto se faz com responsa,
Isso agora se acabou.
Quando tá chegando a hora,
O ano que se findou.
Esquece o investimento,
Deixa pra lá isenção.
O importante é mostrar,
Que tudo tem correção.

Muito mais que 100 bilhões,
Há que desaparecer.
Pra poder fechar a conta,
Tudo pode se fazer.
Se não cabe pelo bem,
Faz-se de toda mutreta.
Fecha a porra do balanço,
Nem que seja na marreta.

Mas a coisa não foi fácil,
Pois tinha a tal lei fiscal.
Mandou-se então pro congresso,
Um chuncho fenomenal.
Mudando em tudo o limite,
Aumenta o consentimento.
Contanto que se abafe,
A explosão do orçamento.

A base bem alugada, 
Não se curvou logo não.
Aproveitou a sacada,
Pra empurrar um pacotão.
No momento que se vive,
Mudança no ministério,
Pediram um carguinho e outro,
Pra valer o adultério.

Achando pouco o butim,
Parlamentar já aumentou.
A cota das tais emendas,
Que no passado colou.
"Queremos alguns milhões,
Pra indicar pra o que quiser.
Setecentos cada um,
Dê a merda que lá der".

No afã de se livrar,
De um crime federal.
A dentuça topou logo,
Começou o carnaval.
Cada um que lá falasse,
Defendia com ardor.
O projeto de poder,
Que o PT implantou.

Oposição até tentou,
Segurar o pacotão.
Fizeram sim muito esforço,
Usando a obstrução.
Conseguiram pelo menos,
Segurar uma semana.
Pra não deixar entrar frouxo,
No nosso cu a banana.

Mas não teve jeito não,
No dia que foi marcado.
Todo mundo no plenário,
Um fuzuê arretado.
Começou pela tardinha,
Mas logo se percebeu.
Que a galeria cheinha,
No bolo já se meteu.

Começaram caladinhos,
Como prevê regimento.
Mas duma hora pra outra,
Surgiu o constrangimento.
A galera gritou algo,
Deputada duvidou.
O que era "Vai Pra Cuba",
Vagabunda já virou.

Puta merda só lhe digo,
Foi grande o arranca-rabo.
A puliça interviu,
Porrada pra todo lado.
Cabeleira se meteu,
E mandou esvaziar.
Por pouquinho a dona Ruth,
Escapou de se esganar.

Dia seguinte retorna,
A vergonha nacional.
Acocorou Congressista,
Na ordem passional.
"Vota Saporra na marra",
Ordenou a presidentA.
Façam a parte de vocês,
Que o resto aqui nóis aguenta.

O babado foi enorme,
Demorou o dia inteiro.
Entrou pela madrugada,
Como se fosse puteiro.
Aprovaram o bagulho,
Do jeito que se mandou.
Desde já eu adivinho,
A zona aqui se implantou.

Só me diga meu amigo,
Quem é lá que vai querer.
Cumprir o seu orçamento,
E nunca mais se eleger?
Cada um que gaste mais,
Não interessa em que for.
Pois lá no final do ano,
O pecado se acabou.

Não é só o executivo,
Que vai fazer isso não.
Vai ser nos tais 3 poderes,
Gastança no caminhão.
Descontrole do cacete,
Sujeira pra todo lado.
Um retrocesso no tempo,
A volta do descalabro.

Uma coisa é já bem certa,
Findou estabilidade,
A moeda vai virar,
Um item de caridade.
Previsão que se fazia,
Valendo pro ano inteiro.
Não chega no fim do dia,
Para todo brasileiro.

Grana vai ser pouca não,
Pra cobrir o grande rombo.
Todos sabem a origem,
Nosso bolso sente o tombo.
Novos impostos e taxas,
Já começam a renascer.
Nosso salário já sente,
Que começa a se fuder.

Pena mesmo que não possa,
Dar um tapa num safado.
Na hora que o bicho pega,
Só sobra pro nosso lado.
Eles sempre tão de boa,
Pois na hora do aperreiro.
Aumentam seu pagamento,
Sem ter medo nem receio.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Lista do Toma-Lá-Dá-Cá


Aqui temos a lista dos que foram contra e a favor da aprovação do PLN 36, a Lei do Chuncho, ou a Lei do Calote, como preferirem. Sintam-se à vontade para mandar e-mail para os congressistas.












Há Uma Luz No Fim do Túnel - Há Espartanos no Congresso


Bom dia.
Há luz no fim do túnel.
Mesmo tratorados por uma maioria berrante e escandalosa, os que hoje são oposição lutaram bravamente ao longo do dia, tarde, noite e madrugada uma batalha desigual, fomentada por muita grana no futuro, através das emendas, cargos e favores.
Usando toda a experiência e competência inequívoca, senadores e deputados dos partidos que irão contrapor aos vexames dos súditos da regovernANTA, manobraram por quase o tempo de um dia inteiro contra o volume desproporcional de agressões, mentiras, infâmias e vilipêndios ao vernáculo e à gramática; com uma garra espartana; mesmo contra valores de porte, ainda que operem apenas do lado a favor de governos, desde os idos de Tomé de Sousa, como Renan Cabeleira Calheiros e Romero Eterno Líder Jucá.
Cenas dantescas se sucederam por toda sessão. Chocou-me sobremaneira a tentativa de vitimismo das parlamentares comunistas Jandira e Vanessa (não completo com sobrenome a propósito), que insistiram em se declararem ofendidas pela galeria no dia anterior, mesmo comprovadamente tendo usado homofonismos de "Vai Pra Cuba" com "Vagabunda", assim como todos aqueles que a elas se solidarizaram, usando o fato como bandeira de guerra e cavalo de batalha e, descarada e despudoradamente, vinculando a hipótese da ocorrência ao senador Aécio Neves, como se ele fosse o mentor do falso evento.
Ainda sobre o senador Aécio, ficou claro o caminho a ser adotado pela corja vermelha durante a próxima legislatura. Para desqualificar o processo de oposição, serão usados brutalmente os termos "candidato derrotado" e "descer do palanque"; aqui registrando este silvícola o conselho para que os partidos de oposição já desenvolvam um antídoto para tal
Não vou citar nome para não ser injusto por omissão de alguém, mas um time de muito bom nível técnico se montou. E ainda tem reforços a caminho. Temos alguma chance de nos fazer representar. 
Do outro lado, a submissão e vassalismo se renovaram numa incrível manutenção do mau-caratismo, incompetência linguística e argumentação pífia. Claro, tudo isso turbinado pela ostensiva gana por poder a todo custo, obsessão ilimitada por verbas e cargos e acentuado instinto de cheira-calçolas da horda que compõe a base alugada.
Apostemos mais um pouco na oposição antes de corrermos para as colinas.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Black Friday no Brasil: Uma Chantagem Escancarada - Mais Um Crime da RegovernANTA.


O que se lê acima é um decreto da regovernANTA publicado no Diário Oficial da União em 28 de novembro passado, uma sexta feira negra (Black Friday), que no mundo inteiro buscava o bem, com reduções brutais de preços em produtos nas lojas e que aqui se transformou numa vergonhosa chantagem escancarada dos parlamentares para aprovarem o PNL 036/2014, a lei do calote, a lei do chuncho, a lei da gastança; que permitirá aos canalhas que nos governam (???) abater da meta fiscal os gastos hiper-faturados do PAC e as benesses eleitoreiras de renúncia fiscal que reduziu ou eliminou impostos ou taxações em produtos e serviços também para ajudar a fazer o diabo e ganhar as eleições.
A aprovação desta excrecência permitirá, num primeiro momento ao governo federal e, na sequência, a todos os níveis de governo e a todos os administradores públicos, nos três poderes, descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, um dos marcos da estabilização de nossa economia.
Será a liberação da gastança desenfreada e sem limites, o fim do compromisso de respeitar receitas e despesas num patamar decente e responsável no Brasil; do mesmo jeitinho que você faz na sua casa. Só se gasta no limite do que se recebe. É assim  que deve ser.
Como diria aquele locutor esportivo, PELO AMOR DE SEUS FILHINHOS, faça algo realmente concreto contra este absurdo. De nada adianta ficar "berrando" nas redes sociais. Naqueles ambientes, todos conhecem sua opinião. Use seu teclado mais ativamente. Use seus dedinhos com mais poder.
Ligue para 0800.619.619 (Câmara) ou 0800.612211 (Senado) e deixe seu recadinho de descontentamento para os congressistas.
No link disponibilizado pelo Coronel do Blog, tem o mailing de todos os deputados e senadores. Clique aí em cima, copie, cole e mande sua mensagem pra eles. 
Se estiver em Brasília, vá na manifestação em frente ao congresso hoje à tarde.
Faça alguma coisa.....

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Cordelando 97: Pibinho, Pibinho Meu... Existe Algum País Mais Mal Administrado Que Eu?


Outra semana arretada,
Acontece no país.
Canalhice acontecendo,
Em frente a nosso nariz.
Por isso assunto não falta,
Pra fazer o meu cordel.
Isso é benção de Deus,
Coisa de Papai Noel.

Começou com Renanzinho,
Que até cabelo implantou.
Forçou uma barra danada,
Mas o projeto gorou.
Mesmo sendo relatado,
Pelo Romero Jucá.
Não vingou lei do calote,
Que a dentuça quer implantar.

Levou uma surra danada,
No congresso nacional.
Mendoncinha lhe meteu,
Numa bronca federal.
Com o dedo no focinho,
Igual briga no buteco.
Chamou ele de vergonha,
Da governANTA boneco.

Sobre o tema principal,
Que deu o nome ao cordel.
O pibinho foi quase zero,
Igualzinho a carrossel.
Gira e não sai nem do canto,
No centrinho se concentrou.
Crescimento que é bom,
Foi o que o gato cagou.

E os escândalos da moda,
Que não param de surgir.
Desta vez até os manos,
Que também sabem bulir.
Pras bandas do Mato Grosso,
Terra farta da união.
Ministro da agricultura,
Meteram mesmo o mãozão.

Nas grotas lá de São Paulo,
Marília cidade grande.
Onde o prefeito roubou,
Da saúde foi bastante.
Mas a surpresa maior,
Que se mostrou no caminho.
Foi o fato de ser mano,
Lá do Ministro Toffinho.

Teve dia de visita,
Na polícia federal.
Gente bacana vestida,
Tudo na beca legal.
Mas não puderam levar,
Lanchinho de bacalhau.
Só sabonete e pros dentes,
Um dentifrício normal.

Finalmente anunciada,
O time da governANTA.
Que vai cuidar do dinheiro,
E controlar a gastança.
O trio ja foi indicado,
Mas não tomou posse não.
Deixando pros atuais,
A atual confusão.

Mas falaram com firmeza,
O que pretendem fazer.
Aumentando o horizonte,
Para se fazerem crer.
Botaram num papelzinho,
Data, maneira e valor.
Mostrando pra todo mundo,
Que a putaria acabou.

Interessante esse tema,
Vindo de lá do PT.
Que é contra o conservismo,
Como costuma fazer.
Botando pra comanda,
A grana dessa nação.
Um conservador da porra.
Que tem na mão tesourão.

Pra não faltar o assunto,
De aumento pro povão.
Aumentaram combustível,
Energia e o Buzão.
Causando grande surpresa,
Quem na campanha enganou,
Mas agora é tarde nêgo,
Pois nela você votou.

Votei nele então reclamo,
Pois sumiu o mineirinho.
Couro come no congresso,
E ninguém vê o bichinho.
Aparecer vez em quando,
E fazer fala legal.
É pouco pra oposição,
Que tem que largar o pau.

Quem segurou mesmo o tchan,
Na hora do bate boca.
Com Renan e com Jucá,
Foi uns caras bom da gota.
Pegando no microfone,
Porrada pra todo lado,
Pauderney, Nilson Leitão,
Mendonça, Izalci e Caiado.

Mas a guerra não findou,
Ainda falta a sessão.
De todos parlamentares,
Do congresso da nação.
Deve ser segunda feira,
Em dezembro o dia dois.
Vamos ter que atuar,
Pois pode não ter depois.

Mande e-mail, ligue, xingue,
Do jeito que melhor lhe for.
Cobre dos cabras safados,
Mostre que você tem seu valor.
O que não pode ocorrer,
É virar um carnaval,
A dentuça querer fugir,
Da Responsabilidade Fiscal.

NOTA DO AUTOR:
Neste LINK, você encontra o e-mail de deputados e senadores. Invista 5 minutinhos, copie e cole na lista de destinatários e envie com seus comentários e queixas. O telefone grátis do congresso é 0.800.619.619 
Lembrem-se: estão tratando com "autoridades". Sejam gentis e polidos, mas sejam firmes.
Vamos encher o congresso com nosso protesto contra a libertinagem fiscal que vai retornar a nosso país.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Empalamento Coletivo


Com pompa e circunstância, deverá ser indicado oficialmente o glorioso Joaquim Levy para o ministério da fazenda. Provavelmente serão divulgados junto os nomes do novo ministro do planejamento e dos presidentes do Banco Central, Banco do Brasil e Caixa Econômica, para "acalmar o mercado".
Fato é que, com o simplesmente cênico ministro atual apenas esquentando a cadeira, Levy já deve começar a se mexer de imediato e não haverá o lance de transição, comum nas trocas e governos.
O tema de primeira ação é o tal de ajuste fiscal, o freio de arrumação das contas insanáveis do governo, basta ver a loucura que se passa no congresso para aprovar a lei do chuncho (ou do calote, ou da anistia da gastança, como preferir), mas isso é outra canalhice, que trataremos depois.
Para quem administra ao menos uma mesada que seja, sabe, que para restabelecer uma tabela desequilibrada de receitas e despesas, só tem como solução aumentar a primeira e diminuir a segunda.
De novo invocando a aprovação iminente da Lei do Chuncho, fica claro e evidente que a regovernANTA não tem a mínima intenção, e muito menos autonomia para reduzir despesa nenhuma. Diria este silvícola prepotente, ela vai é aumentar, sufocada pela pressão cada vez maior do peso do aluguel de sua base no congresso e pelo exorbitante custo da máquina aparelhada e inflada. Logo, só lhe resta mandar o incauto do Levy, caso aceite o cargo mesmo, iniciar seu ajuste pelo lado do aumento de impostos.
Agora há pouco ouvi a Míriam Leitão falando da redução imposta pela ANEEL sobre o valor máximo a ser cobrado das distribuidoras pelo megawatt-hora (MWh) no mercado spot de energia de R$ 822,00 para R$ 388,00. Isto é, vai se transferir o prejuízo das distribuidoras para as geradoras.
Como tudo que vem do gunverno, é mais uma falácia e enganação. Essa redução será apenas para diminuir o rombo dos caixas das distribuidoras e será pago por nós, pobres mortais, Ou você acha que não.
Com os reservatórios muito abaixo dos limites mínimos, as caras usinas termelétricas rodarão a todo vapor (ou queima de gás, óleo combustível e óleo diesel, para ser mais preciso) a um custo médio de R$ 1.128,00; isso se aguentarem o repuxo, pois estão operando no máximo de sua capacidade há muito tempo e não foram, em sua maioria, concebidas para isso.
Já tem até nome o PNC que vão nos enfiar: Encargos de Serviços do Sistema - ESS. Será uma taxinha a ser incluída nas nossas contas de energia, variando com nosso consumo e que alimentará um fundo para cobrir o rombo das geradoras. Outro fator de variação do diâmetro e do comprimento do PNC será a localização geográfica; por exemplo, o norte-nordeste tem uma participação maior das térmicas na matriz energética, logo o ESS será maior nestas regiões.
Pensa que acabou? Nã Nã Ni Nã Não.... Isso valerá a partir de 01/01/2015, pós-posse da regovernANTA.
Ainda tem a bagatela de 28 bilhões (40 bilhões, na versão das distribuidoras) decorrente de empréstimos que as empresas tiveram que fazer para se segurar depois da "bondade" da dentuça em reduzir as contas por decreto e pressão.
Pensa que acabou? BOBINHO(A).....
Está na agulha também o retorno da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - CIDE a ser aplicada sobre os combustíveis, que não só vai impactar nos tanques de nossos carros mas também nos transportes públicos e de carga, além, é claro, no combustível das usinas térmicas citadas aí em cima, num efeito espiral de ENORME impacto sobre a inflação.
Podem por no rol de preocupações também a volta da Contribuição Provisória Sobre a Movimentação Financeira - CPMF, que a corja nunca engoliu ter sido extinta no congresso.
Çuas Inçelenças parlamentares estão articulando um aumentinho em seus salários na ordem de 26%, extensivo ao executivo. O povo da toga vai na sequência; então teremos mais surpresas pela frente.
Considerando ainda que a tabela de tributação da renda, na fonte ou na declaração de ajuste, divulgada com esplendor de chegada de imperador de Roma pela GORDA CAGADA no dia do trabalhador desse ano numa MP que, deixada ao relento e por sua própria conta e risco, vai caducar logo ,logo e, portanto, não será efetivada; podem imaginar o volume do FALO a ser inserido ânus adentro do sofrido contribuinte brasileiro a partir do ano que vem.
Só posso tentar atenuar a dor dos amigos.....


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Uma Vergonha Sem Par. Um Total Desrespeito à Lei


O que aconteceu ontem à noite na Comissão Mista de Orçamento foi uma vergonha jamais imposta pelo executivo sobre o congresso nacional. Na marra, sem o menor escrúpulo e superando todos os limites da canalhice, a base alugada do governo tratorou a oposição e conseguiu aprovar o projeto de lei que "flexibiliza" a meta do superávit primário, permitindo que, o que deveria ser um deficit de cerca de 116 bilhões, possa vir a se tornar um superavit de 10 bilhões, o que naprática vira uma anistia à gastança desenfreada feita pela regovernANTA para garantir sua vitória n eleição.
Agora, o projeto será debatida no plenário do Congresso Nacional, último passo antes da dentuça receber o cheque especial e abater integralmente os gastos com o superfaturado e incompleto PAC e as desonerações de impostos de alguns setores doadores da economia para o pagamento dos juros da dívida pública.
Duvido que tenham agilidade de fazer isso hoje ainda (25/11) mas, com a pressa em se livrar desse abacaxi e cobrar a conta da deelma, pode até ser. até porque tem uns 40 vetos presidenciais na fila de votação, o que bloqueia a pauta. 
Será a hora da oposição fazer o seu papel democrático e voar com os dentes expostos assim tipo, "oposição voraz", do mesmo modo que aquele pequeno e corajoso grupo de manifestantes que gritou durante toda a sessão da CMO palavras de ordem como "fora PT" e "estão metendo a mão", pra ser mais leve no tratar.
Destaco a ação dos deputados , Izalci, Ronaldo Caiado, Mendonça Filho e Pauderney Avelino que enfrentaram com garbo e determinação a postura ditatorial e prepotente do presidente Devanir e do relator Jucá, que ignoraram solenemente suas alegações. Basta ver que TODAS as 39 emendas e destaques forma rejeitadas por Jucá sem ao menos dar satisfação do porquê. Nem a discussão  foram disponibilizadas.(DEM).
A linha de argumentação da corja é que o importante é que sejam concluídos "programas e ações" executados por deelma, Estados e municípios, além da "situação internacional delicada", de modo que poucas economias estão praticando superávits primários. 
Na modesta opinião deste silvícola, os "aliados" da regovernANTA indicaram que, poderão aprovar o projeto de lei que autoriza o descumprimento da meta fiscal de 2014, mas vão querer uma sinalização sobre o butim do ministério, com a definição do espaço de cada partido no segundo mandato. 

sábado, 22 de novembro de 2014

Uma Chantagem Escrachada e Criminosa


É um verdadeiro escárnio, uma chantagem desavergonhada, um terrorismo escrachado e outros adjetivos de pior qualidade; o que os ministros, principalmente o irrevogável Merca e Miroca Belchior, alguns senadores e deputados alugados, como a onça pintada Vanessa Grazzziotin e Rui Falcão, e a própria regoverNANTA; estão fazendo com a nação, ao dizerem que, se não for aprovado o crime fiscal de revogação da Lei de Responsabilidade Fiscal para acobertar a gastança desenfreada feita pelo governo este ano (e com certeza nos anos anteriores) para assegurar a reeleição da dentuça. O diabo mesmo, como disseram que iam fazer.
Anunciam aos 4 ventos que, caso o congresso não aprove esta poha, será necessário cortar os gastos nas obras (superfaturadas, diga-se de passagem), alguns programas sociais, o repasse às emendas parlamentares (pra facilitar empurrarem goela abaixo nos canalhas congressistas), algumas desonerações e incentivos fiscais a setores industriais privilegiados, não pagamento de empreiteiros e fornecedores por eventos passados e por aí vai.
Decorrente ainda da forçada transgressão inegável e óbvia da Lei, argumentam falsamente os porta-vozes do (des)governo que haverá desemprego em massa, redução do bolsa família, desabastecimento, aumento da inflação e outras tragédias.
Em nenhum momento, falam do lado negro da força: a total irresponsabilidade dos gastadores em sua inconsequência administrativa e transgressão da Legislação vigente.
Como sempre terceirizaram a inconsequência. Alegam que "esse negócio de superavit primário é coisa de terceiro mundo e só existe no Brasil. O mundo todo nem trata deste tema", alegam. Também dizem que a necessidade do derrame de dinheiro nas ações do governo se deu pela "crise" mundial que acabou com todas as economias, mesmo a de países poderosos como Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos; ainda que todos os números sérios apresentados por organismos responsáveis de repercussão internacional digam ao contrário.
Relegam ixpertamente os canalhas que, nestes e outros países, quem gasta o que não tem vai pra cadeia, com lei ou sem lei de responsabilidade, com superavit definido ou não. por aqui, basta mudar o limite e pronto. Pelo menos é o que querem os safados.
A oposição ameaça com a sua arma mais ao alcance: OBSTRUÇÃO das matérias nas casas. É pouco. Têm, e temos todos nós, que recorrer a outros meios: berreiros nas praças públicas, denúncias internacionais, audiências públicas, entrevistas coletivas convocadas especificamente para este fim; TUDO mesmo para ameaçar com execração generalizada qualquer um que ouse se postar contra os interesse da nação para acobertar as merdas da corja vermelha.
Provavelmente na próxima terça feira o tema voltará a ser tratado na Comissão de Orçamento e, na sequência, no Plenário conjunto senado-câmara. Temos que ficar atentos e, durante estes dias até lá, enviarmos e-mails, darmos telefonemas, conversar com os parlamentares que encontramos por aí, enfim, FAZERMOS O DIABO, pra que não se aprove este absurdo.
Ligue para 0 800 619 619 e se manifeste contra. Vão votar essa porra provavelmente na terça feira. Use e abuse do telefone acima. Não podemos deixar que se quebre este pilar da estabilidade econômica, a Responsabilidade Fiscal

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Cordelando 96: O Fenômeno do Empobrecimento Relâmpago


Muita coisa espantosa,
Acontece no Brasil.
A que temos mais recente,
Foi dinheiro que sumiu.
Das contas dos empresários,
Muito ricos, isso é fato.
Só porque foram enquadrados,
Na turma do Lava a Jato.

Quando a Justa foi olhar,
Na conta deles no banco.
Não tinha nenhum dinheiro,
Tava zero, tava branco.
Como vão ter que pagar,
Tudo na ponta do lápis.
Com certeza vão pedir,
Um adEvogado grátis.

Mas não foi só desse bando,
Que sumiu o patrimônio.
Teve também deputado,
Que também viu o demônio.
Eleito como mais rico,
Na eleição que passou.
Requereu gratuidade,
No processo que micou.

Lá pras bandas do oeste,
No estado de Rondônia.
Também teve operação,
Que causou grande vergonha.
Foi preso governador,
Que ganhou reeleição.
E também foi encanado,
Quem lhe fez oposição.

Danado foi ser citado, 
No meio da confusão.
Pois o nome que escolheram,
Pra dar na operação.
Se não for ficar atento,
E nem tiver um chilique.
Foi que batizaram ela,
Com o nome do cacique.

Enquanto isso a mudança,
Na turma de economia.
Acontece tanta coisa,
Que até careca arrepia.
RegovernANTA pediu,
Trabuco fez de rogado.
Ministério da Fazenda,
Disse não, muito obrigado.

Também convém destacar,
Notas de falecimento.
Pois destaque aconteceu,
Que causa algum tormento.
Morreu o Samuel Klein,
Homem de bom coração.
Que fundou Casas Bahia,
Pra atender população.

Aumentou o crediário,
Vendeu a vista e a prazo.
Fez carnê pra quem não pôde,
Comprovar nem o salário.
Ajudou a muita gente,
Fez tudo por caridade.
Foi um homem muito bom,
Que vai nos deixar saudade.

Por outro lado também,
Passou dessa pra pior.
O famoso adEvogado,
Poderoso que nem Thor.
Tomás Bastos escapou,
Da ponta da baioneta.
E foi logo se sentar,
Lá no colo do capeta.

De lascar foi a mensagem,
Que chegou lá congresso.
Mandada pela dentuça,
Na moral foi um regresso.
Depois de jogar no lixo,
O controle da inflação.
Quer derrubar o pilar,
De um marco da nação.

A Lei que disciplinava,
Todo gasto com limite.
Responsável que tornava,
Quem tentasse algum trambique.
A dentuça que gastou,
Muito mais do que podia.
Fez o diabo na eleição,
Quase tudo à revelia.

Pois agora no finzinho,
Na hora do vamos ver.
Quer mudar regra do jogo,
Fazer desaparecer.
Os gastos que superaram,
Toda arrecadação.
Aumentando mais que o teto,
A gastança da união.

Uma cena deplorável,
Surgiu lá na comissão.
Que controla o orçamento,
E gerou a confusão.
Aprovaram na porrada,
A lei errada e infame.
Nem deixando que falasse,
Quem era contra o vexame.

A gritaria foi grande,
Relatou toda imprensa.
Ninguém de bem aceitou,
Da moral esta ofensa.
Tentado fazer calar,
A revolta da nação.
Empurraram uma semana,
Prorrogando a votação.

Fato é que no Brasil,
Surgiu grande aliada.
Um novo agente da lei,
A delação premiada.
Querendo tirar da reta,
E se livrar da prisão,
Se tem prova apresenta,
Diminui a punição.

Resta agora à PF,
Nosso órgão apurador.
Que continue o acocho,
Seja peão ou doutor.
Pegue, interrogue e apure,
Ponha tudo no papel.
Encaminhando à justiça,
Pelo fim desse cartel.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O Cheque Especial da regovernANTA


Absolutamente incrível e inadmissível o que aconteceu ontem no congresso nacional. A comissão de orçamento, liderada pelo relator, o glorioso senador Romero Líder Eterno Jucá, com o apoio do presidente do poder legislativo, Renan Cabeleira Calheiros, aprovou na marra, na truculência, na força, na porrada e coisas afins, o projeto de lei encaminhado pela regovernANTA que lhe permitirá descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e apresentar as contas do ano sem cumprir as metas de superavit primário, o que, em última análise, representa a concessão de um cheque especial para a dentuça pagar a exorbitante gastança que teve que realizar em 2014 para se reeleger.
Pelo projeto, serão retirados das contas, como se nunca tivessem existido, a super-benevolentes concessões de dinheiro a setores industriais, pelas renúncias fiscais que não adiantaram porra nenhuma a não ser endividar o povão e o próprio governo; e os gastos com as obras superfaturadas, inacabadas e inacabáveis do PAC.
Ou seja, um cidadão chamado José, administra sua cota no banco o ano todo. Com ele paga supermercado, aluguel, luz, água e outras despesas domésticas. No meio do ano, resolve fazer um puxadinho no barraco pra atender a Maria e levar a mãe dela pra morar com eles.  Pede dinheiro ao gerente no cheque especial, contando com um abono e um aumento prometido pelo chefe. 
Vendo que a coisa tá correndo frouxa, arranja uma amante e promete uma mesada pra ela também. Chega em novembro, o aumento e o abono gorou, a amante lhe meteu um chifre e ele está endividado até os cabelos.
O super Zé vai no banco e diz pro gerente pra ele esquecer o empréstimo pois a sogra morreu e a amante lhe deixou.
É mais ou menos assim que a regovernANTA quer que o congresso haja e nós aceitemos.
A meta de superávit primário do setor público estabelecida na LDO é de 167,4 bilhões de reais, ou cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Mas com os descontos já permitidos, o governo estava perseguindo uma meta de 99 bilhões de reais neste ano, equivalente a 1,9% do PIB.
Se aprovado, na prática, o projeto desobriga o Executivo de realizar um superávit, já que de janeiro a setembro os gastos com o PAC somam 47,2 bilhões de reais e as desonerações chegam a 75,7 bilhões de reais, segundo dados do Tesouro. E esse montante total de 123 bilhões de reais deve subir até o fim do ano.
De janeiro a setembro, o resultado primário do setor público consolidado --governo central, Estados, municípios e estatais-- ficou negativo em 15,3 bilhões de reais, o primeiro na série histórica do Banco Central, iniciada em 2002.
Claro que a minoria dos parlamentares da oposição apresentaram 80 emendas, mas o relator rejeitou todas, mantendo o texto do governo com apenas uma alteração sensacional, que ele próprio sugeriu. Jucá trocou a no texto do governo a expressão “meta de superávit” por “meta de resultado”. Isso porque não se sabe se 2014 fechará com déficit ou com superávit primário, sendo mais provável um vermelhão no balanço.
No texto, o Jucá diz que a meta de resultado primário não é imutável ou rígida. Para ele, fixar ou modificar o número tem o propósito básico de trazer ao conhecimento e ao debate as consequências do conjunto das decisões adotadas no campo econômico e fora dele.
O senador canalha defende a aprovação do projeto por considerá-lo importante para o equilíbrio fiscal. De acordo com ele, o governo está tratando a questão de forma transparente e com respeito. “Quanto mais rápido o país puder sinalizar para o equilíbrio fiscal e para a ausência de conflito nessas questões, melhor será a sinalização para os mercados interno e externo e, quanto mais conflituoso for o processo, pior será a leitura”, disse Jucá.
A coisa é tão grave que o presidente do TCU chamou a nefasta manobra de improvisação fiscal. Os efeitos podem se repetir d´ora por diante e será o fim da Lei da responsabilidade Fiscal e a volta da instituição da zona nos gastos públicos nas três esferas ee nos três níveis do poder. Será a volta da gastança desenfreada e sem limites de todo mundo. Um retorno de 20 anos no tempo, pra falar o mínimo.
Em 2013, pelo menos tiveram o cuidado de fazer uma maquiagem menos ostensiva e inventaram até um noco termo, a Contabilidade Criativa, colocando contas de chegar nos itens orçamentários. Este ano escracharam mesmo.
Claro que chantagem de todo lado. O grande irrecorrível Mercadante já largou um "a culpa será do congresso se as contas não fecharem e não serão liberadas as emendas dos parlamentares; mas nada justifica o abafa que vi ontem na sessão inesquecível de abafamento na casa de parlar, dialogar, debater.

ATUALIZAÇÃO: 
Transcrevo a descrição da cena feita pelo Josias de Souza, que foi mais ou menos o que eu vi.... VERGONHOSO..


Passava de 23h. Transmitida ao vivo pela internet, a sessão da Comissão de Orçamento, a mais nobre e importante do Legislativo, já durava três horas e meia. Um tempo que havia sido 100% consumido em manobras regimentais, puxadas de tapete, palavras em riste e descortesias. Armada do regimento, a oposição tentava protelar a decisão. Os governistas tinham pressa.
De repente, o relator do projeto, senador Romero Jucá (PMDB-RR), e o presidente da comissão, deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), decidiram fechar a conta. Interessados em postergar a deliberação, os líderes da oposição postam-se defronte da dupla, para bloquear-lhes a visão.
— Sai da frente, gritou o líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), para os colegas de oposição que se postavam defronte da mesa diretora da Comissão de Orçamento do Congresso.
— Não saio! Se vocês querem estabelecer a zona, a gente não vai respeitar, respondeu o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).
Devanir pediu ao relator que apresentasse o seu relatório. Jucá respondeu que a matéria, já sobejamente conhecida, dispensava apresentações. E sugeriu que fosse realizada a votação.
“Os senhores parlamentares que forem a favor da aprovação permaneçam como se acham”, declarou Devanir. Mesmo sem enxergar a reação do plenário, o deputado proclamou o resultado: “Aprovado”. Em pouco mais de três minutos, a fatura estava liquidada. A proposta seguiu para o plenário do Congresso.