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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Quem Entende de Lucro é Banqueiro


Nada de amadorismo, nada de improviso, nada de ações desbaratadas.
Se o problema da Petrobras é fechar o balanço, põe um banqueiro que a josta fecha, nem que seja na marreta.
Sabem aqueles 88 bilhões que foram expurgados das contas da empresa e que a Price Waterhouse Cooper - PwC se recusou a endossar? Pois bem... O glorioso Aldemir Marchiori Bendine vai justificar com todos os dígitos que não se usou o valor no balanço simplesmente porque não era possível definir quanto da bufunfa sumiu por corrupção e quanto vinha de fatores banais e corriqueiros como, por exemplo, "falhas em projetos e planos".
Não é simples?
Como se tem dúvida se roubaram ou queimaram por incompetência, esquece a bronca e voilá...
E ainda se acalma a regovernANTA que pariu uma jaca quando a graciosa falou da babita nas entrevistas.
Achou pouco? Então segura na peruca: Bendine ainda diz que, além de sumir com a "verba da propina", até aqui contabilizada como investimentos, a empresa vai "ajustar" seus ativos, coisa de uns R$ 300 bilhões, a "valores mais reais, que realmente representem com clareza e transparência" o valor da estatal. Isso sim é coisa de profissional...
Mais uma cosita: como as reações à sua nomeação para uma empresa, da qual entende tanto quanto eu de navegação cósmica, foi terrível, no afã de demonstrar que tem autonomia suficiente pra fazer suas tarefas, como requer o mercado, afirmou que ela lhe foi dada pelo Conselho de Administração da empresa, que referendou a "indicação" da dentuça e que os seis anos à frente do BB o credenciam ao cargo. Claro que pulou aquele lance da grana viva pra comprar apartamento mesmo sendo funcionário de carreira em banco e a cessão de créditos sem garantia pra gostosona de sua intimidade.
Tá. Até aí é blá-blá-blá e nhem-nhem-nhem.
O que quero tratar é: a diretoria vai pedir ao Conselho de Administração que renove, sem licitação, o contrato com a PwC por mais dois anos, pela bagatela de R$ 47 milhões; quase 150% sobre o valor do contrato anterior (perto de 20 milhões entre 2012 e 2014). Na visão da diretoria, é preciso "alinhar" o contrato da consultora para valores mais próximos ao de mercado.
Isso vai à reunião do conselho no dia 27 e já tinha sido apresentada pela belezura da Graça Foster com a justificativa de que "nenhuma outra firma de auditoria toparia assumir a situação agora".
Só lembrando: a Petrobras tem que enviar o balanço anual auditado aos organismos de controle brasileiro e americano (CVM e SEC) até 30 de abril, quando vence o prazo para que o balanço seja apresentado a credores, sob risco de desencadear o vencimento antecipado de dívidas da estatal e lance a pá de cal na empresa.
Agora fica a dúvida: vão aprovar ou não a contabilidade criativa do bonitão?

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Cordelando 108: Desgraçaram a Graça


Como é bom ser cordelista,
Neça poha de Brasil.
Assunto nunca me falta,
Não preciso ser servil.
É só abrir uma página,
De um site ou de jornal,
E o mote brota de monte,
Mais fácil que carnaval.

Teve posse no senado,
Escolha de direção.
Coisa muito natural,
Fazer a composição.
Tem a regra do rateio,
Dos cargos na proporção.
Mas se na mesa se senta,
O Renan, não vale não.

Mudou a regra do jogo,
Só botou o povo seu.
Pra controlar os processos,
Oposição se phodel.
Teve também bate boca,
Ofensa de parte a parte.
Ficando até a impressão,
De quem morde nunca late.

Na outra casa, no entanto,
Outro líder se apossou.
Aceitou requerimento,
E CPI instalou.
Deu uma grande rebuliço,
Mal estar já se formou.
O PT desesperado,
Requisição lá mostrou.

Só queriam encher a pauta,
Pesquisar só coisa besta
Tendo em conta o limite,
Que não deixar encher a cesta.
Não deu certo a jogada,
CPI vai começar,
Agora tem que aguardar,
Que é que vai comandar.

E no prédio quadradinho,
Que tem lá na rua Chile.
Teve lá um alvoroço,
De fazer vomitar bile.
Dormiram não acordaram,
Os diretores por lá.
Mesmo com a Graciosa,
Com a governANTA acertar.

Renunciou todo mundo,
Desocuparam o moitão.
Não sobrou ninguém nem mesmo,
Para fechar o portão.
Como pode uma empresa,
Que era orgulho nacional.
Ficar do dia pra noite, 
Sem seu comando central.

Gostei de ver o mandado,
Pra buscar o tesoureiro.
Na terra, no ar, no mar,
Mesmo que fosse em puteiro.
O cabra até arretou-se,
Tentou fazer confusão.
Aquietou-se com a PF,
Pulando sobre o portão.

Por outro lado a crise,
De água e de energia.
Coisa que o brasileiro,
Pensava que não existia.
Vai o racionamento,
Compre logo camburão,
Pra juntar a sua água,
E prepare o lampião.

Compre gelo, Compre lata.
Crie espaço de montão.
Pra ter certo seu direito,
De guardar a refeição.
Como se fosse há 100 anos,
Tempo lá do meu avô.
Mesmo que seja No Sense,
Acontecer com o senhor.


E as contas do Brasil,
Só vão de mal a pior.
Mesmo com o seu Levy,
Mandando borogodó.
Nosso balanço final,
Do que saiu e entrou.
Deu um vermelho da poha,
Que jamais se registrou.

Mas teve fato engraçado,
E aconteceu aqui.
Tal qual o Vasco da Gama,
Moça não soube engolir.
Num concurso de beleza,
Ser vice não aguentou.
E da grande vencedora,
A coroa arrancou.

Sendo mesmo bem sincero,
Ainda me causa espanto.
Quando vejo a roubalheira,
Surgindo de todo canto.
Como pode um partido,
Achar que pode demais.
Passar por cima da lei,
Deixando tudo pra trás.

Dos valores nem se fala,
O valor me entonteia.
Pois é tanto zero junto,
Que dá uma linha cheia.
Seja na meia ou cueca,
No armário e até no chão.
Não tem dinheiro de pinga,
Só se trata de bilhão.

Só nos resta uma esperança,
De acabar com a confusão.
Ter no fim desse processo,
Carro preto no portão.
Muita gente algemada,
Tamanho de um batalhão.
Acabando com essa raça,
Festa por toda nação.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Novas Térmicas no Sudeste: Não Vai Resolver


Leio hoje no GLOBO, que o gunverno está projetando lançar um leilão emergencial de "energia nova" em termelétricas para reforçar a geração de energia elétrica na região Sudeste num prazo de construção e montagem aproximado de 18 meses. 
As unidades serão movidas a gás natural e de partida rápida por serem do tipo Aeroderivadas, sendo instaladas ao redor dos principais centros de consumo, como Rio, São Paulo e Belo Horizonte, disponibilizando aumento na capacidade de atendimento nos horários de pico de demanda.
Não foi ainda divulgada na reportagem a capacidade a ser contratada e já se está tentando agilizar a liberação das licenças ambientais, assim como a orientação é que fiquem do ladinho das instalações atuais para reduzir perdas custos com as linhas de transmissão.
A expectativa é compensar as dificuldades de transferência de energia das usinas do Norte, onde ainda se tem condições de geração com hidrelétricas, acima dos 5.000 MW médios de energia, por restrições das linhas e as restrições das UHEs do sudeste por queda dos volumes dos reservatórios. 
Num primeiro momento, considerando que seja verdade que o problema alegado é apenas a disponibilidade de energia no horário da ponta de carga, a solução é perfeita: máquinas rápidas, instalações baratas e de mobilização curta; levando em conta ainda que a energia será de reserva e de uso regional, reduzindo custos para a micro-região, em tempos de "bandeiras tarifárias". 
A partir daí cabem algumas ponderações.
Máquinas Aeroderivadas usam turbinas de avião modificadas para geração de energia. Originalmente projetadas para operar a 30 mil pés de altura onde a temperatura é de 40 graus negativos, passarão a trabalhar a 30 graus positivo. De cara, já dá pra ver que não vão render nem durar a mesma coisa. Devem se restringir a girar SOMENTE durante as poucas horas da ponta de carga sob o risco de serem destruídas muito rapidamente.
Um segundo ponto é o porte das unidades. As maiores turbinas disponíveis na praça (da GE, da Rolls Royce e da Pratt &Whitney-Mitsubishi) permitem montagens entre 40 e 100 MW por unidade, dependendo do arranjo, que precisam incluir caros e sofisticados sistemas de refrigeração adicional (SPRINT - Spray Intercooler Turbine).
Considerando uma unidade mais comercial, montada com uma turbina LM6000 da GE, pode-se obter cerca de 40 MW por conjunto. Neste caso, até chegar nos 5.000 MW de déficit de ponta, dever-se-ia ter umas 140 unidades disponíveis, considerando uma reserva de 10%, tecnicamente aceitável. A um custo de 30 milhões de dólares cada uma, chega-se a uns 4 bilhões de dólares de investimento. 
Com uma tarifa embandeirada de R$ 2.000/MWH e um tempo de venda de 4 hora por dia, o retorno do investimento se dará em cerca de 4 anos. Tem quem aposte?
É claro que tudo se passa se for verdade que o problema é apenas na ponta de carga, coisa que eu duvido muito, considerando o nível dos reservatórios das hidrelétricas. Meu sentimento é de que não há geração disponível na base.
Neste caso, é imperioso que se acelerem as obras das hidrelétricas do norte e das térmicas Heavy Duty, tanto em obra quanto as projetadas; bem como as novas interligações Norte-Sul, para suportar a carga de base e garantir o crescimento do país. 
Vamos ver...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Cordelando 107: Temos Agora o Dia do Milho


Lá na Grécia se sabia,
Pertinho a coisa se dá.
Numa hora tem tragédia,
Outra hora comédia há.
Num Brasil tão enrolado,
Que maltrata todo filho,
A governANTA criou,
O nosso dia do milho.

Como não posso brincar,
Tempo todo no cordel.
Vou levando a vida a sério,
Pois aqui não é o céu.
Como sempre comentar,
Usando rima bacana,
Como essa corja vermelha,
Nos trata como banana.

Finalmente apareceu,
Da Petrobras o balanço.
Mostrando que a companhia,
Vai caindo do barranco.
Outra vez foi transformado,
Prejuízo em lucro ganho.
Com a contabilidade,
No auditor dando banho.

Esconderam no papel,
Todo chuncho ocorrido.
88 bilhões,
Pelo ralo escorrido.
No final da conta feita,
Sem ninguém pra conferir.
Deu 3 BI que lá sobrou,
Mas não vão distribuir.

O valor da companhia,
Despencou ladeira abaixo.
Se juntar o patrimônio,
Não enche mais nem um tacho.
Assustou todo mercado,
Matou o investidor.
Quem tinha grana na empresa,
Tranquilo não mais ficou.

E o problema da seca,
Brotando de sul a norte.
Não era só em São Paulo,
Que estava na hora da morte.
Todo mundo escondeu,
Por causa da eleição.
E o preço da besteira,
Que paga é o povão.

Vamos ter racionamento,
Em toda grande cidade.
Não interessa o partido,
Não importa a vaidade.
Mesmo sabendo que tem,
No meio espertalhão.
Que ainda vai querer ter,
Um lucro na confusão.

Fura poço, colhe chuva,
Dessaliniza o mar.
Junta a água da saída,
Lá da máquina de lavar.
Tem fiscal pra todo lado,
Igualzinho aos do Sarney,
Só pra ver quem tá gastando,
E esnobando igual um rei.

E as medidas que tomou,
A dentuça mentirosa.
Não agradando ninguém,
Sindicato em polvorosa.
Reclamam lá do seguro,
E do corte da pensão.
Da viuvinha sofrida,
Que vai passar privação.

Outro fato que chocou,
Toda a nossa nação.
As contas que não fecharam,
E acabou num vermelhão.
Isso não acontecia,
Desde o Pedro Cabral,
Mesmo assim os serrergonhas,
Acharam a coisa normal.

E vocês aí bocudos,
Falando da governANTA.
Que não foi lá em Davos,
Pra não congelar a pança.
Ela foi pra Costa Rica,
Prum encontro do peru,
A patota do Caribe,
E da América do Sul.

Mas podem ficar tranquilos,
A coisa vai piorar.
Não vai nem dar uma trégua,
Quando o carnaval chegar.
Tem cidade cancelando,
O nosso grande festão.
Pelo medo que estão tendo,
De se gerar confusão.

Um fato vexaminoso,
Que assola a nação.
A comissão da verdade,
Sempre dona da razão.
Quer mudar todos os nomes,
Que lembrem nomeação.
De personagens ligados,
Com o que foi revolução.

Como sempre digo aqui,
Assunto não vai faltar.
Sempre vou ter minha rima,
Pra juntos apreciar.
Esse povo só faz merda,
Sempre causa confusão.
Deixando para o cacique,
Registrar a emoção.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Mais Uma Nota Baixa da Pátria Educadora


Um dos grandes destaques do discurso de posse da napoleoa regovernANTA foi a declaração universal da educação no Brasil, a ponto de mudar seu slogan de placas de "País Rico é País Sem Pobreza" para "Brasil, Pátria Educadora".
E olhe que esta lenga-lenga já vinha lá da campanha enganorial, quando prometeu o nêgo e o cachimbo em recursos para a educação, contando, é claro, com o ovo no cu da galinha popularmente chamado de preçau.
Como todo o estelionato contido em seu programa de campanha, produzido única e exclusivamente pelos milagres midiáticos do ministro da propaganda João Göebels Santana, este se materializou como um grande engodo pra pegar bestas fanáticas que votam no PT.
Primeiro, cortou linearmente o orçamento sem poupar a educação, a ponto do gênio Cid Gomes reclamar nos corredores e ficar procurando desculpas e explicações para assegurar que nada seria modificado nos planos de metas.
Sem alarde, "deixou de pagar" mais de 1 bilhão de reais aos centros de formação do Sistema S (SENAI, SENAC, SENAT, SENAR, SEST, SESCOOP, SEBRAE) deixando pendurados no pincel estes estabelecimentos, que promovem cursinhos de curta duração e de pouco valor profissionalizante ditos como redenção da sustentabilidade familiar, componentes do falado e cantado PRONATEC, aquele da economista de 57 anos do debate eleitoral.
Agora, descobre-se que o buraco é maior que o lago seco da Cantareira. O alvo em pauta é o conjunto de instituição de ensino superior que tocam o FIES - Fundo de Financiamento Estudantil.
Primeiro entendamos como é praticado este engodo. As universidades particulares disponibilizam para o governo as vagas excedentes e disponíveis, aquelas que não conseguiram ocupar com seus exames de seleção, nem com aquelas promoções que vemos todos os dias na TV. O governo paga o valor cheio para colocar nelas os selecionados em seu programa de financiamento...
SIM... Financiamento que será pago no futuro pelo aluno beneficiado, quando da conclusão do curso, com juros subsidiados, IGUALZINHO como existia na época dos governos militares e que se chamava CRÉDITO EDUCATIVO. Mas a corja vermelha ignora este detalhe e diz ser criação do governo do 9 dedos e seus intelectuais canalhas.
Mas esta boquinha vai acabar, sem alarde, como convém aos métodos da corja. O pagamento era feito religiosamente a cada 30 dias e agora vai mudar "um pouco". Agora serão feitos a cada 45 dias, com os acúmulos decorrentes "escorregando" pro ano seguinte. Feitas as contas, dentro do mesmo ano só serão pagos os meses de janeiro a julho.
Perguntinha silvícola: algum empresário vai topar esta arrumação? Imagine o que se passa na cabeça de qualquer pessoa de bom senso: Oxe... Se eles estão dizendo que vão cortar orçamento e reduzir despesas, quando eu vou receber pelo meu serviço prestado?
Ou seja, micado o PRONATEC, agora vai micar o FIES; derrubando a formação de níveis médio e superior... PHODEL...
Estamos falando de um calote de cerca de 14 bilhões no mercado da educação, tão badalada pela dentuça. Coisa de quase 2 milhões de contratos de financiamento.
Do lado dos estudantes, também na maior surdina, o gunverno aumentou as exigências para aprovação do crédito: sobe a nota mínima no ENEM e retiraram-se as escolhas seletivas para as carreiras de mercado saturado, 
Ou seja, ao contrário de aplicar os recurso de forma dirigida às áreas de maior necessidade de mão de obra preparada, vão inundar a praça com o que conseguirem pagar. PHODEL de novo...
Portanto, os eleitores da napoleoa têm tudo pra se revoltarem. Ainda mais que nem conseguem se inscrever no FIES pois o site vira-e-mexe está fora do ar.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Cordelando 106: Brasil - País que me Seduz


Tinha uma grande marchinha,
Tocando no Carnaval.
Dizendo que lá no morro,
A coisa só ia mal.
Por naquela favela,
Tem algo que me seduz.
De dia, lá falta água.
De noite, lá falta luz.

Não é que aqui no Brasil,
O marcha virou verdade.
Com a coisa acontecendo,
Em quase toda cidade.
Botando a culpa no santo,
Que cuida da chuva mandar.
Esquecendo o governante,
Que esqueceu de planejar.

Em metade do Brasil,
Teve outro apagão.
Com a falha da usina,
Que causou a confusão.
Pior foi ter que ouvir,
Do ministro a explicação.
Um defeito numa peça,
No meio do sistemão.

Lorota maior já ouvi,
Vindo da corja vermelha.
Vocês também vão lembrar,
Caiu do céu a centelha.
Acertou ao mesmo tempo,
3 linhas de transmissão.
Uma bem longe da outra,
E chuva não teve não.

Fora isso outro evento,
Teve por lá na Suíça.
Encontro do povo rico,
Não só pra comer linguiça.
Foram lá pra discutir,
Do mundo a evolução.
Mas a nossa soberana,
Lá não deu as caras não.

Preferiu subir os Andes,
Pra posse do índio louco.
Que tomou refinaria,
E ficou também com o poço.
Vestido de Atahualpa,
Com roupa bordada a ouro.
Que custou foi 10 mil contos,
Pagos pelo nosso povo.

Continuou-se a saga,
Das mentiras da campanha.
Eles fazem suas merdas,
E o povo é que apanha.
Gastam tudo que podiam,
Em contrato ou cartão.
Uns se fingem que escondem,
Outros nem ocultam não.

Fato é que o tesou ro,
Diferente dos piratas.
Estão num baú furado,
Pouco maior que uma lata.
Não tem mais de onde tirar,
Isso só causa desgosto.
Por acabam aumentando,
Pra tudo um novo imposto.

Acostumada a pagar,
Toda conta de vizinho.
Nossa adorada monarca,
Cedeu bem mais um pouquinho.
Pra ajudar a Cretina,
A imperatriz portenha,
Vai comprar a energia,
Embora por lá não tenha.

Enquanto isso em Sampa,
Do prefeito enrolado.
Vai chegado secretário,
Na eleição derrotado.
Com a belas ciclovias,
Garoa já não se viu.
Obra de grande importância,
Do prefeito Suvinil.

Os ministros que assumiram,
Jurando evolução.
Dizem que essa promessa,
Esse ano não sai não.
Juro só vai para cima,
Imposto, Taxa, IOF.
Pibinho que se repete,
Salário que é bom esquece.

Combustível já subiu,
Empurra tudo pra cima.
Transporte, gás, energia,
Assim a história ensina.
Crédito vai despencar,
Comércio não se aguenta.
Povo não compra mais nada,
E a recessão se assenta.

E seguindo a vergonha,
No nível internacional.
Desrespeitando o Barão,
Passado sensacional.
Hoje o Itamaraty,
Igual mendigo largado,
Não paga água nem luz,
Fica tudo abandonado.

Toda imprensa mostrando,
Vergonha pra todo lado.
Só quem fala é mequetrefe,
Tudo meio amarelado.
regovernANTA sumiu,
Dela não se ouve falar.
Esperando e rezando,
Pra confusão se acalmar.

Esqueçam tudo que eu disse,
Na semana que passou.
O importante pro país,
BBB que começou.
O povo já se manifesta,
Por um ou outro irmão.
Esquecendo dos problemas,
Que ocorrem na nação.

Falta menos de um mês,
Pra chegar o carnaval.
Ai é que a coisa vira,
Uma festança geral.
Só sofre quem tem juízo,
E curte preocupação.
Pois sabe que vai pagar,
A conta da confusão.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Apagou Tudo. Tchan, Tchan, Tchan, Tchan...


Era inevitável. Como todas as demais mentiras ditas na campanha eleitoral, o sistema elétrico brasileiro NÃO é nem um pouco ROBUSTO, como afirmavam deelma e o Lobão. E isso eu escrevo aqui há uma porrada de tempo.
Ontem, por determinação do ONS - Operador Nacional do Sistema, cerca de 3.000 MW foram deliberadamente desligados para manter a estabilidade do sistema como um todo.
Para fazer ideia,da grandeza, estamos falando de desligar duas cidades iguais a Manaus, uma metrópole de 2,3 milhões de habitantes ou 40% da carga da grande São Paulo, ou perto de 8% da carga total do país. É MUITA COISA.
Pelos dados disponíveis, já que a explicação do ONS foi simplória e só visou blindar a dentuça, que proibiu até o ministro Eduardo Braga de falar muito, para o apagão não chegar perto dela; estivemos muito perto da falha total.
A informação oficial: a falha de um Banco de Capacitores - BC restringiu o despacho de energia no sentido norte-sul. Com isso houve queda na frequência do sistema e provocou desligamento da usina de Angra I e, seguidamente, mais 7 geradoras de porte. Como a carga estava subindo, o ONS determinou que as distribuidoras ativassem MANUALMENTE o Esquema Regional de Alivio de Carga - ERAC, desligando as cargas não prioritárias de modo a equilibrar a reação geração x consumo.
Esclareço que, se não fosse feito o corte, o ERAC ia atuar no automático e a bronca poderia ser muito maior ou até mesmo total, pois também haveria atuação da proteção pelo lado da geração num efeito dominó.
Os Comentários: Não sei em que ponto se deu a tal falha dos capacitores; mas tem que ter sido, digamos assim, uma dor no primeiro e segundo molares, tamanha a importância que se deu a ela. 
A função dos BCs é evitar fluxo de energia não produtiva nas linhas de transmissão. Porém, para levar à tal alegada queda de frequência no sistema, a ponto de começar a derrubar usinas, teria que ser um super-banco, o que não existe. Estes equipamentos são modulares e perder todos os módulos de uma vez só, é mais difícil que aqueles três raios que acertaram as três linhas simultaneamente uns anos atrás. Até porque, para linhas de carga muito pesada, além dos bancos de capacitores, usa-se compensadores série, mais eficientes e de ação mais rápida.
Observando os mapas indicativos dos estados atingidos e comparando com o mapa eletro-geográfico do sistema interligado, permito-me supor que o defeito ocorreu em alguma instalação próxima da subestação de Serra da Mesa, já que houve um isolamento do sub-sistema norte-nordeste e o corte se restringiu aos sub-sistemas sudeste-sul-centro oeste.
Sobre os desligamentos sequenciais das usinas, a queda de frequência alegada sinaliza que havia um empate na disponibilidade de geração frente às condições de carga. O "fiel da balança" estava bem no meio; quase sem reserva, como se recomenda, pelo lado da geração. A proteção de velocidade dos geradores os faz desligar.
Daí a necessidade de se comandar o imediato corte seletivo de carga, para reequilíbrio do sistema, sendo esta a atuação técnica correta.
Reitero o que já citei aqui: os reservatórios das hidrelétricas, que respondem por cerca de 75%, contém apenas 19% de sua capacidade de armazenamento. Usaram a água além do ponto de equilíbrio devido, para evitar o aumento do prejuízo das distribuidoras com a geração mais cara das usinas térmicas. Usina térmica, mesmo as unidades Heavy Duty, não foram feitas para gerar a toda carga o tempo inteiro. As nossas vêm trabalhando assim há muito tempo. Logo começarão a dar defeito.
Não tenho a menor confiança de que se siga corretamente os programas de manutenção preventiva e preditiva dos equipamentos auxiliares como transformadores, disjuntores, chaves, etc. Basta ver os tais bancos de capacitor que falharam agora.
Portanto, recomendo que mantenham em dia os estoques de pilhas alcalinas nas lanternas, a conta corrente no fornecedor de gelo para conservação de alimentos e comprem leques para atenuar o calor, porque a coisa vai piorar ainda...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Cordelando 105: Um Olho no Sérgio Moro, Outro no MP


Voltando lá da Inglaterra,
Onde whisky foi comprar.
Foi preso o tal diretor,
Que muito tem que contar.
Sobre as grande roubalheiras,
Que houveram na estatal.
Que explora o petróleo,
Um tesouro nacional.

O caboco sabe muito,
Das sacanagens de lá.
Pois teve muito padrinho,
Para o cargo ocupar.
Fato é que no Planalto,
E Congresso Nacional,
Muito nêgo tá tremendo,
Pois sabe que vai pro pau.

E segue a saga medonha,
Do calote eleitoral.
Tudo que madame disse,
Na campanha vai bem mal.
Já se tinha divulgado,
Mudança lá das pensões.
Obrigando as viuvinhas,
A recontar seus tostões.

Vai ter aumento de impostos,
Quem falou foi o Levy.
Dizendo que só nas bolsas,
É que ele não vai mais bulir.
Mas não se confie bem nisso,
Porque outras já mudou.
Veja Bolsa Desemprego,
Que ele dificultou.

Da tabela do imposto,
Não se quer ouvir falar.
Pendura de reajuste,
De sessenta mais pra lá.
Pra quem recebe salário,
Sabe e conhece bem.
Dinheiro que vai não volta,
Por correção nunca tem.

Sobre estabilidade,
Que dizia do país.
Foi outra grande mentira,
Sem nem crescer o nariz.
Aumentou o combustível,
Subiu conta de energia.
Até abono do PIS,
Coisa que ninguém mexia.

E sobre as tais delações,
Que a justiça premiou.
Onde muito bacanão,
Natal e Ano passou.
A cada dia que passa,
O cerco vai aumentando.
Porque roubo foi do grande,
Moro não está alisando.

A Caixa privatizada,
Coisa lá de seu Aécio.
Como dizia a dentuça,
Quando estava no seu ócio.
Pra comprar a sua casa.
Subiu juros a baranga.
Esqueceu comercial,
Com a Camila Pitanga.

E o nosso conterrâneo,
Preso lá no oriente.
Foi voar de asa delta,
Cheia do pozinho quente.
Por lá o negócio é sério,
Lá não tem refresco não.
Vai encontrar o capeta,
Na frente do pelotão.

Mandaram monte de carta,
Cutucaram embaixador.
Pedindo pela clemência,
Pro tal fulano infrator.
Duvido que eles arreguem,
E topem abrir o trinco.
Pois junto com Marco Archer,
Vão fuzilar outros cinco.

No perfil oficial,
De nossa regovernANTA.
Publicaram reportagem,
Que não passou de lambança.
Dizendo que combatia,
Com fervor a inflação.
Desenharam uma capa,
De heroína no dilmão.

Por aqui eu vou ficando,
Prometendo mais depois.
Assunto nunca me falta,
Como 4 é dois mais dois.
Esse povo no governo,
Traz muito entretenimento.
Por isso faço cordel,
Pois se for sério num guento.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A Petrobras Roubou a Petrobras?


Pra começar, minha total solidariedade ao cumpanhêru Ricardo Pessoa, presidente da UTC. Em detrimento de quaisquer falcatruas ou chunchos cometidos, ninguém merece vestir um blazer 3 números menor. A gloriosa Polícia Federal deveria ter um Personal Stilist para cuidar de seus prisioneiros ou conceder-lhes 15 minutos para escolher a roupa da prisão. O çimpático Rick não merece aparecer dia após dia em todos os jornais como uma rolha de champagne mal arrancada da garrafa. #FicaDica

Agora vamos ao ataque....

Uma das manchetes nos principais jornais, portais e blogs foi a argumentação da defesa da UTC sobre o papel da empresa no "Clube dos Empreiteiros" que domina a Petrobras no período dos governos do PT. 

Em essência, a empreiteira se baseia no fato de que quem montou o esquema de desvio de dinheiro na petroleira foi a própria petroleira. Segundo o advogado da empresa, a Petrobras "tenta fugir de suas responsabilidades dizendo-se vítima de ações isoladas e independentes de seus diretores, que atuariam no interesse de seus padrinhos políticos puxando cada um, a brasa para sua sardinha".

Acontece que as decisões no prédio de blocos intercalados são colegiadas e as grandes obras envolvem até o conselho de administração. Além disso, pelas regras em vigor, a Petrobras, sozinha, organizava as licitações, convidava as concorrentes e sugeria o preço final.

Desta forma, se cartel houve, seu principal operador seria a Petrobras, sendo o tal clube apenas um instrumento de sua operacionalização de bandalheiras. 

Isto posto, a UTC se sente prejudicada por ter sido excluída de novas licitações da Petrobras. 

Ademas, a latumia da UTC acrescenta aos documentos protocolados na justiça federal, que a decisão foi baseada numa delação premiada de sua concorrente Toyo Setal e, portanto, não se pode levar em conta a isenção do delator.

Exceto pela parte final da argumentação (a que se refere à qualidade da delação, que reputo inatingíveis, pela condução do Dr. Sérgio Moro), o dotô adEvogado da UTC está coberto de razão (ops... isso não os exclui de suas culpas e penas...).

Quem comandava o clube de ladrões era o contratante dos ladrões, logo TODOS os envolvidos nas licitações, incluindo aqui secretárias-digitadoras, copeiros das salas de reunião e PRINCIPALMENTE membros do Conselho de Administração, diretores, gerentes executivos, gerentes de contrato, gestores de obra, TODOS que conheciam o processo, têm que ser responsabilizados e punidos, no mínimo, por prevaricação, com a grana que se puder recuperar devolvida aos cofres da empresa.

É o veredito silvícola.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Nóis Pega o Peixe. Ou, Machadão Estava Correto


Aí pelos idos de Maio de 2011, o governo do PT brindou o país com uma daquelas milhares de pérolas com que costuma promover.
Soube-se que, dentro do Programa Nacional do Livro Didático - PNLD, seria adotado em milhares de escolas públicas o livro paradidático "Por Uma Vida Melhor", escrito a vários pares de mãos por "linguistas" da mais alta capacidade vinculados ao partido, a ser aplicado na educação de jovens e adultos.
Além da babita que distribuíram aos apaniguados, absolutamente nada acrescentou ao vernáculo, ao contrário, derrubaram a qualidade, fazendo valer a máxima vigente entre os membros da corja vermelha, se ão conseguimos elevar o nível de qualquer coisa, nivele-se por baixo. Dai resultar em sistemas de cotas porque pobres, negros e pardos não conseguem vagas universitárias; ao invés de investir no ensino público, por exemplo; ou mesmo baixar as notas de corte e acesso em concursos gerais, incluindo ENEM, SISU e assemelhados.
O manual considerava, entre outras aberrações que a linguagem coloquial falada, com todos os seus vícios, erros, imperfeições e modismos; poderia e deveria ser usada na linguagem escrita sem que se entendesse como incorreções.
Na ocasião, foi dito que um jovem usar a expressão "nóis pega o peixe" seria aceitável, posto que essa é a forma como ele se comunica na comunidade que o cerca e que os ajudaria a se sentirem incluídos.
Dezenas de debates e polêmicas depois, fruto da indignação de especialistas e leigos amantes do idioma, a profecia de destruição da língua pátria se confirmou.
Ontem, 13 de janeiro, divulgou-se o resultado do ENEM. DESASTRE: de um universo de 6 milhões de participantes, mais de 529 MIL estudantes tiraram nota ZERO na redação e APENAS 250 cravaram nota DEZ e 35 mil conseguiram atingir pontos entre 900 e 999. De um modo geral, as otas foram 10% inferiores quando comparadas ao ano passado (2013).
A nota da redação se registra entre 0 e 1000 pontos. Parte-se da premissa de que um bom texto deve contemplar cinco competências, cada uma influenciando em 200 pontos, a saber:

1) Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita.
2) Compreender a proposta do mote e e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
3) Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações.
4) Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos.
5) Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado.

Junte-se a isto outros eventos memoráveis na sequencial agressão à língua portuguesa como a "simplificação dos textos de Machado de Assis"; cujo academismo parecia inacessível aos mortais; permitindo que fossem lidos pelos energúmenos atuais sem ter que usar o dicionário; ou os escalafobéticos discursos da regovernANTA e do 9 dedos.
O resultado do ENEM reforça a revolta dos amantes do belo idioma com a proposta dos analfabetos que comandam este país desde 2003. É urgente que se faça uma intervenção séria e duradoura no sistema nacional de ensino na tentativa hercúlea de se reverter este quadro.
Mas como ter alguma esperança com um ministro da educação que diz que professor deve esquecer o salário e trabalhar por amor?
Obrigado Dona Ester e Professor Alfredo por me colocarem no caminho certo....