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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

DilMapinguari

O Mapinguari seria uma criatura coberta de um longo pêlo vermelho vivendo na Floresta Amazônica. Segundo a lenda, Não tem utilidades nem vícios, matando apenas para comer e se satisfazer. Aparenta uma criatura horrenda, que anda envergada e só se estica quando ataca (qualquer semelhança não é mera coincidência). Entontece suas vítimas com o seu cheiro horrivel para pegar com facilidade com sua boca que se estende do peito até a barriga. Só é vulnerável no umbigo.
Assemelha-se ao Lobisomem ou Caipora de outras regiões do Brasil, só que suas aparições independem de horário do dia, berrando alto, gritos soltos, curtos, horríveis, que deixam suas vítimas atordoadas, sem ação.

Resumida a lenda, voltemos ao dia a dia cróeu desta Taba.

É fato que a área de excessão gerada pela Zona Franca de manaus desde 1967, criou condições para a possibilidade de crescimento da região.
No início apenas um enorme comércio importador, único no Brasil onde se podia "desfrutar" do que havia de mais glamoroso no mundo dos eletro-eletrônicos, onde irmãos de todas as partes do país vinham se abastecer de novidades e até unicidades, criou uma muito falsa impressão de que era apenas uma cidade de contrabandistas apadrinhada pelos militares.

Ledo engano. Calcou-se numa legislação coerente e futurista, a necessidade de que os importadores e os fornecedores fincassem suas bandeiras por estas plagas e aqui implantassem suas fábricas, tornando o atual Polo Industrial de Manaus - PIM; e não mais Zona Franca de manaus - ZFM; um dos maiores produtores mundiais de eletro-eletrônicos, duas rodas, medicamentosos, etc, etc, etc e, gostaria de destacar, o único lugar do sistema solar onde se produz o xarope de Coca Cola fora de Atlanta, em todos os seus ingredientes, exceto claro o pó de pirlimpimpim. A cada ano, recordes de produção, faturamento e exportação são batidos em valores cada vez maiores, permitindo geração real de emprego e renda.

Um dos pilares desse Polo são os produtos "telados": televisores, monitores, celulares, pagers, painéis de controle e.....TABLETS.

Na viagem da governANTA à China, o sinistro merdandante veio com um pacotão em baixo do braço para as fábricas do equipamento se instalarem por plagas tupiniquins. Correu e logo consegui uma das maiores para Jundiaí/SP, já pensando na sua futura campanha para governador (prá mim cravará o terceiro vice, igual ao Vasco). Na sequência, começaram a pipocar dezenas de pleitos para a implantação de outras unidades e a dupla de dotôres deelma/merca se apressaram a mandar uma MP para o congresso, aprovada a c* de calango como sempre, autorizando a que a implantação das unidades se fizesse em qualquer lugar.

Os parlamentares daqui, que quase (e bota quase nisso) todos já são uns bundões genuflexos e submissos em vários temas, cairam de quatro e foram atropelados pela avalanche de votos dos demais estados. Foi um dedo no suspiro (esse blog é de família, senão escreveria outra parte do corpo) da industria de telados. Por pouquinho não se incluia no pacote os celulares, TV's e equipamentos similares. Consegui-se incluir limitação de 10 polegadas ao tamanho da tela, acesso apenas por touch-screen e ausência de controle remoto.

Na mesma balada e ritmo de maratona, corre uma PEC que isenta de impostos a produção de mídia digital (CD's, DVD, BlueRay, etc). Músicos e artistas famosos correm a ligar aos seus parlamentares pedindo aprovação. Isso irá ferir de morte a indústria local do produto. Cerca de 10.000 empregos serão extintos do dia prá noite.

Os parlamentares cheira-calçolas locais estão correndo da sala prá cozinha. Tem apenas um que consegue alguma coisa. O maior feito foi evitar a votação na sessão prevists prá essa semana na Câmara Federal. Mas vai dar mer**.

Mais tarde na inauguração da ponte de R$ 1,3 bilhão, mas que não tem ciclovia, dona deelma deverá entregar o "prometido presente"'que anunciou começo do mês quando aqui esteve prá "lançar" o midiático projeto Bolsa Floresta que vai distribuir 300 contos por semestre aos ribeirinhos. Deverá ser (e depois do evento atualizarei este post com a informação completa) o decreto de prorrogação dos incentivos e a expansão do PIM para a região metropolitana; um pouco de mel na chupeta dos canalhas que a cercarão nos mega-shows planejados.

Pobre de minha tribo, sistematicamente enganada por essa curriola. Fico triste, mas não largo minhas armas nem a pintura de guerra.

Atualização às 11:20 - Não teve surpresa nenhuma. Os presentes foram exatamente os que já citei. Quanto cinismo.

Atualização em 25/10 às 1840 - o jornal A Crítica publicou que muitos políticos (inclusive do PT e da base alugada federal) e empresários consideraram as medidas inócuas se não forem mantidos os pilares da competitividade do modelo. O governador também achou um presente de grego. E mais, a nova ameaça ao polo de duas rodas pela fábrica de motos chinesa em Pernambuco. Não deixem de ler.

342 Anos desta Manô dos Mil Contrastes

Hoje é o aniversário de nossa Manaus, a Manô dos Mil Contrastes, como dizia Gil, antigo e falecido colunista social. Cidade bonita, acolhedora e cativantes; cheia de mazelas e problemas comuns às grandes metrópoles, mas querida e admirada pelos seus filhos, nativos ou adotivos.

Nascida com o nome de Lugar da Barra, em 1669, durante a construção da Fortaleza de São José da Barra com o objetivo de conter as invasões dos holandeses e espanhóis, inimigos da Coroa Portuguesa, magestosamente situada na "esquina" dos rios Solimões e Negro, pujante economia; e que já viveu apogeus e quedas de grandeza amazônica, já foi a Paris das Selvas, pelo esplendor que teve durante o ciclo da borracha.
Numa de suas quedas, perdeu importância quando o governo português determinou em 1775 a criação da Capitania de São José do Rio Negro, instalada inicialmente em Mariuá (hoje a cidade de Barcelos), mas em 1804 a sede da Capitania volta a ser transferida para o Lugar da Barra.
Em 1832, o Lugar da Barra é elevado à categoria de Vila, passando a se chamar Nossa Senhora da Conceição da Barra do Rio Negro; até que, em 24 de Outubro de 1848, a Vila da Barra é elevada à categoria de Cidade. Finalmente, em 05 de Setembro de 1856, a Cidade da Barra do Rio Negro, contando com quase 1.300 habitantes, passa a denominar-se Manáos, A Mãe dos Deuses.

Hoje será inaugurada a ponte sobre o Rio Negro. Obra importante, é claro; mas absolutamente prorrogável. Que seja um símbolo de transposição de grandes obstáculos por todos nós que amamos esta cidade.

Com tanto o que fazer, este cacique homenageia sua Taba e afirma que vai sempre lutar por sua melhoria e de sua população guerreira.

domingo, 23 de outubro de 2011

Faixa de Pedestres: Um Espaço Seguro

Vietnam era mais seguro na época da guerra.


Mais Uma Beleza da Matemática

Todos nós já ouvimos falar no número Pi. É o irracional infinito mais famoso da história, com o qual se representa a razão constante entre o perímetro de qualquer circunferência e o seu diâmetro (equivale a 3,14159265358979323846264338327502884197169399375... e que é resumido "carinhosamente" como 3,1416).
Mas ainda temos outra lenda: o número Phi que corresponde a 1,618. O número Phi (letra grega que se pronuncia "fi") apesar de não ser tão conhecido, tem um significado muito mais interessante.
Durante anos o homem procurou a beleza perfeita, a proporção ideal.
Os gregos criaram então o retângulo de ouro. Era um retângulo, do qual havia-se proporções: do lado maior dividido pelo lado menor e a partir dessa proporção tudo era construído. Assim eles fizeram o Parthenon... A proporção do retângulo que forma a face central e lateral. A profundidade dividida pelo comprimento ou altura, tudo seguia uma proporção ideal de 1,618. Os egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides: cada pedra era 1,618 menor do que a pedra de baixo, a de baixo era 1,618 maior que a de cima, que era 1,618 maior que a da 3ª fileira e assim por diante. E durante milênios, a arquitetura clássica grega prevaleceu.
O retângulo de ouro era padrão, mas depois de muito tempo veio a construção gótica com formas arredondadas que não utilizavam o retângulo de ouro grego.
Então, em 1200, Leonardo Fibonacci um matemático que estudava o crescimento das populações de coelhos criou aquela que é provavelmente a mais famosa seqüência matemática, a Série Fibonacci.
A partir de 2 coelhos, Fibonacci foi contando como eles aumentavam a partir da reprodução de várias gerações e chegou a uma seqüência onde um número é igual a soma dos dois números anteriores: 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89 ... e assim por diante
1+1=2
2+1=3
3+2=5
5+3=8
8+5=13
13+8=21
21+13... e assim por diante.
Aí entra a 1ª "coincidência": a proporção de crescimento média da série é... 1,618. Os números variam, um pouco acima às vezes, em outras um pouco abaixo, mas a média é 1,618 - exatamente a proporção das pirâmides do Egito e do retângulo de ouro dos gregos. Então, essa descoberta de Fibonacci abriu uma nova idéia de tal proporção a ponto de os cientistas começarem a estudar a Natureza em termos matemáticos e começarem a descobrir coisas fantásticas.
- A proporção de abelhas fêmeas em comparação com abelhas machos numa colméia é de 1,618;
- A proporção que aumenta o tamanho das espirais de um caracol é de 1,618;
- A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais sementes de um girassol é de 1,618;
- A proporção em que se diminuem as folhas de uma árvore a medida que subimos de altura é de 1,618;
E não só na Terra se encontra tal proporção. Nas galáxias, as estrelas se distribuem em torno de um astro principal numa espiral obedecendo à proporção de 1,618. Por isso, o número Phi ficou conhecido como A DIVINA PROPORÇÃO.
Por que os historiadores religiosos descrevem que foi a beleza perfeita que Deus teria escolhido para fazer o mundo?
Por volta de 1500, com o retorno do Renascentismo, a cultura clássica voltou à moda.
Michelangelo e, principalmente Leonardo da Vinci, grandes amantes da cultura pagã, usaram essa proporção em suas obras. Da Vinci, entretanto, foi ainda mais longe: como cientista, ele utilizava cadáveres para medir a proporção do corpo humano e descobriu que nada que existe no mundo segue tanto a DIVINA PROPORÇÃO do que o corpo humano, obra prima de Deus ! Por exemplo :
- Meça sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até o chão; o resultado é 1,618.
- Meça seu braço inteiro e depois divida pelo tamanho do seu cotovelo até o dedo e o resultado é 1,618.
- Meça seus dedos, ele inteiro dividido pela dobra central até a ponta ou da dobra central até a ponta dividido pela segunda dobra. O resultado é 1,618;
- Meça sua perna inteira e divida pelo tamanho do seu joelho até o chão. O resultado é 1,618;
- A altura do seu crânio dividido pelo tamanho da sua mandíbula até o alto da cabeça. O resultado 1,618;
- Da sua cintura até a cabeça e depois só o tórax. O resultado é 1,618;
Considere sempre erros de medida da régua ou fita métrica, que não são objetos acurados de medição.
Tudo, cada osso do corpo humano é regido pela Divina Proporção. Coelhos, abelhas, caramujos, constelações, girassóis, árvores, arte e o homem; coisas teoricamente diferentes, todas ligadas numa proporção em comum.
Então até hoje esta é considerada a mais perfeita das proporções. Meça seu cartão de crédito, largura / altura, seu livro, seu jornal, uma foto revelada.
(Lembre-se: considere sempre erros de medida da régua ou fita métrica).
Encontramos ainda o número Phi em sinfonias famosas como a Nona Sinfonia de Beethoven e em outras obras.
E aí ? É tudo uma mera coincidência ? Chocante... como hoje diriam os jovens.

sábado, 22 de outubro de 2011

Ai Se Sêsse - por Zé da Luz

Já publiquei AQUI e AQUI poesias de Zé da Luz, uma paraibano cabra da peste, cordelista e contista. Recebi essa por e-mail da @marciagrega e publico prá manter o registro desse fantástico artista.



Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse

de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse

te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse

pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse

Arma Anti-Tanque

Guerra no deserto tem disso. Tanque é importantíssimo nos avanços. Prá defesa? Armas anti-tanques...Morteiros, mísseis, projéteis pesados e os mortais mísseis de fósforo branco. O que você verá a seguir é um blindado sírio sendo atingido por este pequeno, porém poderoso, míssil israelense com lançador portátil, guiado a laser, capaz de penetrar uma blindagem de 45 mm em aço de alta resistência. É operado apenas por dois soldados e a sua utilização deve ser autorizada obrigatoriamente por um oficial superior com um mínimo de 10 anos de serviço militar e experiência em guerra no deserto. O blindado foi intervir num dos assentamentos de Israel. Outros quatro blindados, que também seguiam para a mesma intervenção, estavam a cerca de um quilômetro deste. Quando viram o que ocorreu com o primeiro, recuaram antes de chegar à área pretendida. É possível ver na imagem a trajetória do míssil e o exato momento em que ele encontra o alvo! Para os soldados sírios que conduziam o tanque, foi praticamente uma cremação em questão de segundos. Assim: curto e grosso.


Pequena Aula de Português Para Alemão



Em homenagem aos meus amigos e amigas de origem alemã, alguns verbetes úteis daquele dificílimo idioma para nossos amigos prussianos. ABRENDA VALAR, ALEMON


APELHA - (s.f.) - Inseto foador que faprica o mel. Fife em golméias. Muito berrigossas, bois quando bicam tóe pastante. Alguns xente bõem querozene ou mixam em tzima, bara alifiar a veroada. O mel é muito abreciado bara vazer remédios, em toces ou brá golocar no gachassa.
BALHA - (s.f.) - Casca te milho, muito utilizada em cicaros ou bara limpar o punda.
BALHERO - (s.m.) - Cicaro feido com balha te milho. Os mais felhos costumam cuardar o balhero em cima ta orelha, que fica com um coloraçon amarelada e fetorenta que non sai mais. Pode tomar quantos panhos quisser, que non sai.
BIBOGA - (s.f.) - Comida que fem to milho, é vrito em panha e sal.
BEIDO - (s.m.) - 1) Emisson non controlata te gases. Resultado ta ingeston te quantidades generosas te piar, rebolho e rapanete em conserva ou linqüiça. 2) Ato foluntário, cheralmente por puro prazer ou bara diverzon em lucares púplicos, como pailes com pandinha e pares. N.E. - No Alemanha não egziste o palavra BEIDO. Alemoada ussa expresson "Cás de punda".
CARETA - (s.f.) - Expresson to cara que transforma o rosto ta pessoa. Cheralmente quem xá é feio fica ainda mais feio. 2) Certo caro puxado por xuntas de pois ou cafalos.
CATOFLA - (s.f.) - Patata. Geralmente preparada assada, cozida ou vrita.
DXÁ - (ad.) - Logo, agora, neste momento.
CICARO - (s.m.) - Tubo te papel ou balha, recheado te fumo picado, que se acende num ponta e chupa no otra.
CRITA - (v.) - Ato de critar, perar, aumentar o volume ta voz, cheralmente quanto vala com surdo ou quando se pede algo bara peper ao garçon.
DOALHA - (s.f.) - Coisa te pano. Tem fários tipos: bara colocar no mesa, bara se secar depos to panho, bara secar bartes íntimas, tepois te vazer fuck-fuck.

FUSSPAL - (s.m.) - Esborte muito abreciado, em que se usa uma pola te couro, tois times com onze te cada lado, tuas coleiras e alguns curis bara puscar as polas, quando são chutadas bara longe. Quem conseguir colocar mais polas dentro ta coleira do outro, é o canhador.
JUDERAS -(s.f.) - Zapato te couro, utilizado bara a brática to fusspal.
GACHASA - (s.f.) - Aguardende. Depois to piar, é a pepida mais consumida por alemoada. Cheralmente servida bura ou misturada com limon.
LOMPINHO - (s.m.) - Carne te porco muito abreciada. É servida assada ou vrita.
PAGAXI - (s.m.) - Fruta esbinhenta, muito abreciada bura ou com otrasfrutas, tais como bera, maçan, mamon, melon e ufa. Os mais gachaceiros fazem um oco no pagaxi e tentro bõem o Gachasa. Depois, sugan com pomba te chimaron ou canutinho.
PANDA - (s.f.) - É um crupo te amigos, que se xunta bara fazer música. Norrmalmente, tem tê bor nome na pandinha.
PAR - (s.m.) - O mesmo que botega, policho, armacem que serve pepidas e tira-gosto, como toresmo, quecho, mortadela, ofo cozido, etc.
PARACO - (s.m.) - Habitaçon pobre, humilde, sem água, sem luxa, sem borra nenhuma.
PARALHO - (s.m.) - Xogo de cartas. Muito abreciado nos pares e casas te família.
PARANCO - (s.m.) - Encosta no beirra to estrada. Serve parra achar ninho do xon-pôbo ou facer cocô.
PIAR - (s.f.) - No Brrasil também conhecida por lourra ou xelada. É um pepida veita a bartir do cevata, muito abreciada em pares e vestas.
PIÇAR - (v.) - Caminhar no grama, caminhar no calçada; Ex.: Non piça no minha crama, vagapundo! 2) ( g.) - Piçar no domate, icual a facer cagada.
PIZICLETA - (s.f.) - Meio te transporte te dois rodas, com traçon humana. Tem bedais e coreia.
POI - (s.m.) - Touro castrado, sem saca. Sem saca, non trépa. Non trepando, engorda. Gorrdo, é matado tom mareta.
POLZA - (s.f.) - Pjeto que serve bara caregar vários coisa. Tem vários dipos: polza te mulher, polza bara lixo, polza te subermercado e polza te açons financerras (que non sei o que é).
REBUCHO - (s.m.) - Eveito ta maré, depos te bater no praia, os ondas voltam bara o mar.
TIARÉIA - (s.f.) - Distúrbia dos tripas. Muito comum para quem come panana com gachasa e toresmo com chimaron, ou bebe piar xelada com linqüiça guende. É tão ruim o tiaréia, que deixa o xente suato e amarelo. O xente diz pros mais íntimos: tô mixando pelo punda, rapaiz!
XAROBE - (s.m.) - Remédio cheralmente feito te ervas ou com mel e agrion. Muito inticado nos resvriados fortes, com muita tosse. 2) Intíviduo chato, que gosta te imbortunar, ou algo que não se goste. Ex.: A rádio ta Frida só toca música xarobe!
XOTA - (s.m.) - Técima letra to alfabeto.
XUNTO - (adj.) - Acompanhado te algo ou alguém. Facer alguma coisa com alguém. 2) - (v.) - Ato te xuntar alguma coisa. Ex.: O Fritz xuntô a carta do paralho da chon.
ZIM - (ex.) - O que diz pessoa que concorrda, aceida, deixa. Pessoa que sempre diz zim é conhecida bor concordino.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Cordelando 31 - Orlandão: Jogo de Um Tempo Só






De há muito se falava,
Do ministro Orlandão.
Dizendo que nos esporte,
Só dava corrupção.
Inventando umas lombras,
Prá gastar dinheiro em jogo.
Todo mundo já sabia,
Que tudinho era logro.


Um tal de Segundo Tempo,
Um programa bom danado.
Ajudar a criançada,
A no jogo ser virado.
Recebendo rede e bola,
Short, sunga e até raquete.
Prás meninas que quisesse,
Deixar de ser periguete.


Convém começar lembrando,
Que o amigo comunista.
Foi o mesmo que um dia,
Se meteu a ser artista.
Pagando uma tapioca,
Que custou um dinheirão.
Sem meter a mão no bolso,
Pagou com nosso cartão.


Mas voltando pro assunto,
Principal desse cordel.
Dessa vez o Seu Orlando,
Agarrou-se no pincel.
Pegaram ele com a mão,
Numa caixa da Adidas.
Cheia de dinheiro vivo.
A propina escondida.


Portador era PM,
Lutador de karatê.
Tinha dois local de luta,
Coisa mesmo de fu***.
Casa boa e ajeitada,
Com piscina e até gramado.
Muito carro na garagem,
Todo ele importado.


Pegava uma babita,
Da conta do seu ministro.
O que fazia com ela,
Não se fala era sinistro.
Mas entregou boa parte,
Na mão do PCdoB.
Prá tudo quanto é de lado,
Sem nem vergonha sofrer.


No meio da excursão,
Gibão e chapéu de palha
Abafando sem parar,
Ganhando muita medalha.
Preparando aquele show,
Prá fazer bem mais bonito,
Dona deelma lhe chamou.
Caprichando bem no grito.


A revista fofoqueira,
Como costumam chamar.
Publicou a reportagem,
Como sempre prá lascar.
Mostrou texto e retratinho,
Chamou tudo de ladrão.
E sem medo de processo,
Acusaram o negão.


O caboco indignado,
Fincou pé engrossou voz.
Invocou toda família,
Não escapou nem os avós
Desqualificou o cara,
Chamou até de bandido.
Prá mulher não bater nele,
Disse que não tem perigo.


Claro que deu confusão,
No palácio do planalto.
Voou celular e iPad,
Com a mulher gritando alto.
Antes dela avuar,
Pro lado do oriente.
Prá na África assinar,
Papel no nome da gente.

Por aqui ele ficou,
Foi na câmara e senado.
Fingindo que tava puto,
E também indignado.
Claro que tava cercado,
Dum monte de camarada.
Que não deixaram ninguém,
Lhe perguntar em quase nada.


Uma coisa me causou,
Uma grande confusão.
Diziam que comunista,
Em Deus num acredita não.
Pois não é que o ministro,
Durante seu aperreio
Esqueceu-se que era ateu,
E lá tacou Deus no meio.


Quase ia me esquecendo,
Do investimento de Orlando
Ajuntou a vida inteira,
Salário que ia ganhando.
Lá prá bandas de Campinas,
Mesmo com tubo enterrado,
Comprou um monte de mato,
Com o preço aliviado.




Tentando se aliviar,

Da pressão que já sofria.

Chegou até invocar,

Um ministro que havia.

E que agora governa,

O Distrito Federal,

Agnelo o nome dele,

Um safado sem igual.

Mesmo que caia ou que fique,

Orlandão já se ferrou.

Pois na Copa do Brasil,

Da cadeira escorregou.

Dona deelma já lhe disse,

Que lá não manda mais não.

Que com a FIFA e CBF,

Ela é quem bate o bastão.



Muita obra inacabada,
Compra feita e não entregue.
E os meninos jogam bola,
Entre galinhas e jegues.
Empreiteiro bem contente,
Coisa igual nunca se viu.
Escondendo no esporte,
Mais mentira do Brasil.

E a Ponte Não Tem Ciclovia...

A ponte sobre o Rio Negro, um sonho desde os tempos de meu homônimo, o grande cacique Ajuricaba, está um vias de sair do papel. Depois de quase 5 anos de obras, muitos óbices e contradições sobre sua real necessidade e quase R$ 1,3 bilhões de dinheiro gasto, e por muitas razões suspeitos de terem sido mal gastos; será inaugurada dia 24 próximo, o aniversário da cidade, com a presença da governANTA, que prometeu um "presente especial" . A ver...

Só prá deixar um escândalo no ar, pois muitos ainda vão aparecer, a bendita ponte NÃO TEM CICLOVIA.

Bicicleta...Um meio de transporte e lazer tremendamente utilizado em todo canto e a ponte não tem ciclovia? Hoje ouvi uma entrevista da diretora do DETRAN dizendo que seria proibido o tráfego das "magrelas" nas faixas de trânsito e na via de pedestres.

Penso como se sentem os grupos de ciclistas locais que já estava planejando seus passeios dominicais até o outro lado do rio...

Como a grita vai ser grande a partir de agora, podem esperar que algum aditivo milionário será feito ao contrato para implantar a facilidade.

#CiFuDê

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Bolsa Floresta é Golpe Publicitário, Por Arthur Virgílio

O programa Bolsa Floresta, lançado no governo Eduardo Braga, é mero golpe publicitário. Atinge apenas cerca de seis mil famílias, que recebem quantia mensal irrisória, supostamente para não devastarem a mata.
Mais dinheiro que o investido no Programa foi aquele destinado à propaganda nos grandes órgãos de comunicação do País. Repito: mero golpe publicitário.
É falsa a ideia de que o Bolsa Floresta teria algo a ver com os baixos índices de desmatamento no território amazonense. Estes se devem ao Polo Industrial da Zona Franca de Manaus que, em seus efeitos indiretos financia o interior do estado, e a mais nada.
Os grandes inimigos da floresta detêm forte capital. Não é o caso do pescador, do agricultor ou daquele que caça para sobreviver com sua família.
Inverdades que bombardeiem a cabeça das pessoas insistentemente terminam sendo aceitas como se inverdades não fossem. Os regimes totalitários costumam fazer isso. E mesmo a democracia abre espaço para campanhas massivas, semeadoras de falácias. É do jogo, infelizmente.
Uma coisa é inegável: se a floresta amazônica, na parte que toca ao Amazonas, dependesse das seis mil bolsas, idealizadas por Braga, para se manter de pé, de pé ela não mais estaria. Outro dado negativo é que desvia a atenção do papel que a Zona Franca cumpre em defesa do verde. E, com isso, de certa forma, enfraquece a luta em defesa do nosso Polo Industrial.