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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cordelando 24: Corrupção Crime Hediondo



Começou o movimento,
Contra a corrupção.
E já teve passeata,
Ajuntando os irmãos.
Nas falas que se ouvia,
Em todo canto e lugar.
Não ser mais crime comum.
Hediondo se tornar

Pensando bem direitinho,
Errado tá mesmo não.
Pois é uma coisa que choca,
Todo mundo da nação.
Além de levar a grana,
Deixa seqüela prá trás.
Pois aquilo que roubou,
Beneficio não é mais.

Imagine o bandoleiro,
Que cuida dum hospital.
Compra coisa muito cara,
Paciente passa mal.
Pois não tem o importante,
Luva, linha e avental.
Atendido numa maca,
E coberto com jornal.

E o safado que mandou,
Fazer a tal bandaleira.
Fica tomando o whisky,
Deitado numa esteira.
Arrudeado de quenga,
Nem se lembra que tem filha.
Vai comprando até castelo,
Avião e sua ilha.

Quem rouba lá da saúde,
E que por lá mete a mão.
Esquece que no hospital,
Tá morrendo seu irmão.
Pois por lá falta doutor,
Nem que seja do geral,
O remédio e os exames,
Mesmo aquele mais normal.

Da saúde que falei,
Foi somente exemplo dado.
Safadeza e roubalheira,
Acontece todo lado.
Pense bem numa escola,
No bairro periferia.
A professora mal paga,
Falta água e energia.
Os bancos tão só o caco.
Pouco lhe tem serventia.

E o tal livro escolar?
Eita bicho enrolado.
Falando coisa de sexo,
E o idioma todo errado.
Conta não acerta uma,
Não entregam nem caderno.
E o ministro safado,
Vem dizendo que é moderno.

Fazem exame com erro,
Deixam que roubem o teste.
E o aluno coitado,
Não aprende nem com a peste.
ENEM é coisa do cão,
Não conseguem se acertar.
Passando cada estação,
Só tende a piorar.

Nas estradas, meu Jesus,
Parece assassinato.
As beiras cheias de cruz,
Desastre prá todo lado.
Não se faz mais nem projeto,
Orçamento de maluco.
Tem superfaturamento,
Na ponte e no viaduto.

Mas os ministros que botam,
Prá tomar conta de lá.
Tavam roubando no balde,
Dava nem prá acreditar.
Montaram um esquemão,
Cada um no seu lugar.
No trem ou no estradão,
Sobrou pouco prá aplicar.

Uma coisa que entendo,
De sistema de energia.
Tudo muito bem guardado,
Por seu Sarnei e famiglia
Anda por lá o Lobão,
Com seus cabelo bem negro.
Roubando e metendo a mão,
Tudo no maior sossego.

Vez em quando um apagão,
Já parece natural.
Culpa lá do seu Pedrão,
Que manda raio mortal.
Mas que tem a pontaria,
De acertar de uma vez.
Três linhas bem diferentes,
E acreditem vocês.

Fazendo minha homenagem,
Aos meus amigos do ar.
O comandante Barenna,
Que já largou de avuar.
Mas que conhece bastante,
Do lugar para pousar.
Aeroporto que falta,
Em tudo quanto é lugar.

Puxadinho, gambiarra,
Tudo que é feito é de lona.
Pois se fosse de concreto,
Ficava tudo uma zona.
Não dava tempo nem morto,
De aprontar bem direito.
E vai lascando a vida,
De tudo que é sujeito.

Como vê eu tenho assunto,
Prá escrever mais de um quartel.
Mas não posso me estender,
Se não acaba o papel.
Vou fazendo então por parte,
Corrupção prá valer.
Não pode ser crime comum,
Hediondo tem que ser.

2 comentários:

Sonia disse...

Aplaudindo de pé!!
*--------*
Corrupção é crime hediondo!! E é vergonhoso!!

Velvet Poison disse...

Já mandou o link pro Taques?