Com informações do Estado de São Paulo
Em mais uma daquelas jogadas midiáticas, os índios brasileiros usam e abusam de sua condição de inimputáveis para fazer suas lambanças. casos e mais casos acontecem pelo país a fora, com a conivência da FUNAI e o apoio idiota de causistas de oportunismo.
Vejam meu colega cacique dos Cinta-Larga Marcelo posando com o rosto pintado e recebendo as chaves
de duas caminhonetes, mais ou menos como Cabral (o Pedro e não o Sérgio) fez com nossos antepassados trocando espelhinhos e badulaque por pau-brasil e ouro; numa permuta mais que suspeita por um termo de compromisso com a Viridor Carbon Services
num projeto de desmatamento evitado.
A Viridor é uma empresa especializada em comércio internacional de créditos de carbono, aquela enrolação de poluir o quanto quiser em um lugar e fazer falsas caridades ecológica em outro, de preferência bem longe de suas cidades. As pick up´s foram uma espécie de “adiantamento” pelo
negócio, cujo valor ainda não foi definido.
Prá quem não se lembra, os Cinta-Larga se fixam em quatro reservas indígenas em Rondônia e Mato Grosso, com destaque para a reserva Roosevelt, sabidamente conhecida como uma das maiores jazidas de
diamante do mundo, onde já ocorreram massacres de garimpeiros clandestinos; com área superior a 27 mil quilômetros quadrados, ou 18
vezes o tamanho da cidade de São Paulo.
Embora não se revele o valor, sabe-se que trata-se do “maior” projeto de desenvolvimento evitado -
Redd, no jargão nos debates das Nações Unidas sobre combate às emissões de
carbono - em comunidades indígenas, e a Viridor contou com diversos "parceiros" para financiar o projeto com os Cintas-Largas, recebendo por isso uma pequena "comissão" de 19,5% da remuneração total dos créditos de
carbono em qualquer tipo de negociação futura.
Com esse tipo de contrato, os
índio ficam impedidos de desenvolver suas atividades tradicionais, como a plantação
de roças e cortes de árvores sem prévia autorização da empresa, de forma semelhante ao que aconteceu recentemente com os os índios
mundurucus, do médio Amazonas que, por US$ 120, venderam direitos de acesso ao território indígena
e sobre benefícios da biodiversidade. Embora a FUNAI questione a legalidade do contrato,
resista em endossar o negócio e tenha notificado a empresa responsável e a
Associação Cinta Larga esclarecendo a "ilegalidade do contrato", nada fez de concreto para impedir essa invasão de território.
O contrato de 25 anos de validade assinado é preliminar e a empresa
deverá fazer um diagnóstico da área das reservas para levar adiante o negócio de crédito de carbono,
incluindo aí as minas de diamente e a presença maciça de biodiversidade para fins medicinais e cosméticos, outra incalculável fortuna.
Pela lei, os índios não são donos das terras, cuja
propriedade cabe à União, mas têm amplos direitos sobre a posse e o usufruto de
suas riquezas. Os administradores públicos, leia-se FUNAI, devem zelar pelo patrimônio da união e da soberania nacional, impedindo a todo custo nos tribunais internacionais esse vilipêndio.


















