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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Raios: Belos, Mas Muito Perigosos

Baseado em matéria da BBC, publicada no Estado de São Paulo
Como engenheiro eletricista, admiro demais o fenômeno das descargas atmosféricas. É um espetáculo belíssimo embora assustador. Aqui em plagas manauaras os raios são imensos (acima de 10 mil amperes) e os níveis ceráunicos (dias de trovoada por ano) são dos maiores do mundo. Embora plásticamente bonitos, a chance de acidentes com raios é altíssima e ainda maior na Região Norte do Brasil. Em 2011, 25% das mortes por raios aconteceram nos estados da região, segundo um estudo inédito do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Em números absolutos, das 81 pessoas que morreram ao serem atingidas por raios em 2011, 20 estavam aqui no Norte.
Mas existem certas precauções que podem ser tomadas para reduzir estes acidentes, tanto que o ELAT elaborou uma cartilha do que fazer - e o que não fazer - em caso de tempestades com raios.
E isso não pode ser "copiado" de outros países pois cada caso é um caso. Deve-se analisar as principais situações em que há fatalidades e elaborar as recomendações de acordo com a realidade brasileira.
No Brasil, a circunstância que mais mata por raios é praticar atividades agropecuárias ao ar livre, como cuidar de animais em descampados e trabalhar em plantações com enxadas, pás, facões e instrumentos semelhantes. A segunda causa que mais provoca mortes é ficar próximo a veículos como carros ou andar de moto ou bicicleta.
Também há os casos de mortes em áreas abertas, especialmente em praias, campos de futebol ou próximo a árvores e cercas. Ficar perto de objetos que conduzem eletricidade, como telefone com fio ou celular conectado ao carregador, também está entre as principais causas desse tipo de morte.
O melhor abrigo para evitar os raios é permanecer em um carro, com portas e janelas fechadas, sem encostar na lataria até o fim da tempestade. No Brasil, não há registro de mortes dentro de veículos fechados.
Mas e quando se está em uma área descampada, longe um carro? Uma das alternativas é se refugiar em prédios ou outras construções propriamente ditas.
No entanto, essa pode não ser uma opção viável e o recomendável é ter um sistema de alerta de raios, especialmente em parques e até em grandes fazendas. É possível se ter um equipamento no próprio local ou, uma opção mais sofisticada, receber o alerta de instituições meteorológicas.
Assisti esses dias num destes canais alternativos um excelente documentário sobre o desenvolvimento de um sistema que, embora sofisticado tecnicamente, é de extrema simplicidade construtiva e operacional; e pode contribuir sobremaneira na prevenção de acidentes.
Ah...Embora esteja se desenvolvendo no interior de São Paulo, será implantado principalmente no nortão deste país. Acompanhemos.

Cuidados Com A Saúde

Esta mulher tem 51 anos.
Ela é a guru de saúde da televisão, Gillian McKeith, defendendo uma abordagem holística para a nutrição e saúde, promovendo exercício, uma dieta vegetariana rica em frutas e vegetais orgânicos. Ela recomenda dietas desintoxicantes, lavagem gástrica e suplementos.

Esta outra mulher também tem 51 anos.

Ela é Nigella Lawson, uma cozinheira da televisão que come carne vermelha, manteiga e sobremesas.

Caso encerrado!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Agricultura: Brasil X USA



BRASIL IGUAL AOS ESTADOS UNIDOS ?
Por Fernando Penteado Cardoso*

Participei dias atrás da solenidade de formatura das várias turmas de bacharéis da ESALQ-USP. Lá estava Da. Marina Silva como patrona dos formandos em silvicultura.
Ao saudá-los, a ex-ministra , após divagações e palavras estimulantes, disse que esperava que o Brasil se tornasse no século 21 a potência agrícola que foram os EUA no século 20, repetindo, assim, a previsão do laureado Norman Borlaug anos atrás.
Mas ela não explicou que para chegarem lá os gringos removeram a sombra de milhões de hectares a na região leste onde a terra era fértil e produtiva. Por ser mal conformado para o trabalho mecanizado, esse solo é ocupado hoje por pastagens onde é criada, em pequenos rebanhos, grande parte dos bezerros que amparam eficiente pecuária de corte daquele país.
Mesmo em outras regiões, como Iowa por exemplo, além das campinas nativas (prairies), existiam florestas que foram removidas para dar lugar às culturas. Quem quiser saber mais, sugiro visitar os museus históricos de Syracuse/NY e Des Moines/IA.
Anos atrás, ao percorrer o estado da Virginia em companhia do agrônomo Collin McClung (pesquisador do IRI-Brasil, Medalha World Food Prize-WFP, 2006), que pesquisou cerrado no Brasil nos anos 1950, ele me explicou que as florestas primárias haviam todas sido cortadas para fornecer madeira para construir as grandes cidades como Nova York, Washington e outras. As Montanhas Azuis haviam sido posteriormente reflorestadas com outras espécies, pois não eram agricultáveis.
A imprensa noticiou que ao perguntarem se havia nos EUA algum político defensor de reservas florestais compulsórias em áreas particulares agricultáveis, responderam: “não temos, pois jamais seriam eleitos se defendessem tais ideias”.
Agora estamos mistificados pela florestamania. Temos 400 milhões de ha de mata amazônica, sendo em grande parte inundada, montanhosa, pedregosa ou muito remota. Classificam como pecado ambiental aproveitar os 100 milhões de ha de terras altas, bem conformadas, agricultáveis e bem localizadas, além de beneficiadas por chuva, sol, calor e transporte fluvial, parte das quais já foi aberta.
Alegam que iria alterar o clima porque as chuvas vêm da floresta. Grande bobagem, pois o clima é condicionado pelos oceanos, pelo sol e pela rotação da terra, como explicou o saudoso agrônomo climatologista, Ângelo Pais de Camargo em artigo publicado pelo Instituto Agronômico de Campinas-IAC. Estão confundindo causa e efeito: as florestas existem porque chove e não ao contrário.
Será que 300 milhões de ha de terras impróprias para agricultura, recobertas de florestas não seriam suficientes para promover os alegados benefícios? Criaram o mal definido conceito de “preservar os recursos naturais”. De que adianta dispor desses recursos se não forem aproveitados em benefício do homem? É praticamente o mesmo que preservar recursos naturais localizados em Marte ou na Lua.
É uma loucura planejar uma agricultura onde 80% das propriedades ficam ociosas, dispersando lavouras e habitações e aumentando distâncias, o que virá a elevar custos, além de dificultar o transporte, a assistência escolar e de saúde, bem como a garantia de segurança e justiça.
Mesmo nas áreas de mata de transição, - ditas “cerrado de pau reto”, com arvoredo leve e de fácil remoção,- reservar 35% representa um desperdício injustificável, em uma região de MT onde os riscos climáticos são reduzidos. O que seria de Sorriso e Lucas do Rio Verde em MT se seguissem essa limitação nos anos 1980?
Possivelmente teriam sido desperdiçadas a garra, a diligência e o empreendedorismo da gauchada valente, responsável pela notável produção de hoje e por cidades com IDH superior a 0,80. Elas não existiriam.
O que seria deste país caso não tivesse havido desmatamento para cana, café, cereais, citros, etc. etc.? Certamente não estaríamos por aqui para estas considerações e não haveria leitores para elas.
Para efeito histórico, científico e prazeroso bastam áreas florestais limitadas, a serem desapropriadas e administradas pelo poder público. Seriam oportunos igualmente incentivos e prêmios para bosques particulares voluntários com a mesma finalidade. Umas e outras conservariam a biodiversidade da coleção de espécies animais e vegetais.
Quanto ao vozerio internacional sobre florestas e clima, ha que lembrar o empenho da União Nacional de Produtores-NFU, dos EUA, defendendo a tese das “fazendas aqui(EUA), florestas lá(Brasil e outros)” para reduzir uma possível concorrência agrícola dos países tropicais.
Assim mesmo vamos crescendo e desenvolvendo dentro do preceito: “quando o direito ignora a realidade, a realidade se vinga do direito”. Tal verdade explica nosso convívio com leis inexequíveis, como sejam leis que “pegam” e leis que “não pegam”.
Nossos legisladores sabem disso, mas estão presos à preocupação com imagens, aparências e a cabeça dos eleitores, origem vaga da expressão “politicamente correto”. Pouco se importam com a estratégia de crescimento condicionada ao fato de que a terra desmatada hoje leva 20 ou mais anos para ser plenamente cultivada após a decomposição dos troncos e tocos, empecilhos da mecanização.
Os profissionais da mídia, por seu lado, -no afã de produzir matéria atraente para seus leitores e espectadores-, descuidam-se da realidade e dos fundamentos tecno-científicos dos fatos em suas divulgações sobre o assunto.
Se a complexa, obscura e desiderativa legislação ambiental rural “não pegar”, talvez viremos a alcançar os 100 milhões de ha ora cultivados nos EUA**. Fora disso, face às atuais dificuldades de expansão, alcançar o nível dos Estados Unidos, como deseja a ex- Ministra ora urbanita, será apenas um sonho de noite de verão.

*Fernando Penteado Cardoso é Engenheiro agrônomo sênior, ESALQ-USP 1936 –Fundador e ex-presidente da Manah S.A (fertilizantes e pecuária) e da Fundação Agrisus- Agricultra Sustentável. Produtor e criador em Mogi Mirim/SP
**Milhões ha: soja-30; milho-37; trigo-23; outras-10.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Educação É Dote; Tem Quem Pode

Quando eu e você queremos viajar, metemos a mãozinha no bolso e pagamos a tarifa cobrada pelas transportadoras. Mas não é assim para os sempre atarefados ministros.
Por exemplo, o glorioso judiador de estudantes Fernando Malddad, gosta tanto de voar que usou jatinhos da FAB até para viajar com a mulher e a filha entre Brasília e São Paulo.
E não foi assim, digamos, esporádicamente não. Consta que foram 129 deslocamentos entre janeiro de 2010 e dezembro de 2011. Ou seja, pelo menos uma viagem de ida e volta por semana. Em 97 voos, estavam juntos o então ministro, a mulher e a filha menor. Em alguns casos, houveram carnas para outras autoridades e servidores públicos, mas foram 48 voos exclusivos, para o grande educador.
Com o cinismo que é peculiar dessa corja, Malddad afirmou "não ver problema no transporte de seus familiares em jatos do governo", pois precisava ir quase todos os finais de semana para São Paulo porque o filho, que tinha 15 anos, passou a morar lá. "A minha menina tinha sete, e eu não iria deixar os dois sem convivência. E, quando pedia carona, eu perguntava se tinha três lugares: para mim, a Estela e a Carolina, que eu não ia deixar em Brasília sozinha".
À FAB não cabe fiscalizar quem está nos voos que realiza, sendo essa uma responsabilidade do ministério que solicita o transporte.
Que beleza para uma oposição que porventura existisse neçepaíz.

Pinque & Floide

Another Brick In The Wall - Ultimate Version
O baterista pos o Nick Mason no bolso. Só pode estar possuído. rsrsrs
E consta que são aqui da taba. Que Iara nunca os ouça e Tupã os perdoe.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Evapo-Transpiração: Um fenômeno da Taba

Esse fenômeno é o efeito da evapo-transpiração da floresta. O calor e a umidade se juntam para formar este típico nevoeiro da região. É belíssimo. É possível se ver e sentir na pele quando está se formando e caindo sobre a cidade; sim, pois não ocorre apenas sobre a floresta.

Mal Entendido é Um Perigo




Cortes de Cabelo Ao Longo do Tempo



sábado, 11 de fevereiro de 2012

Frio Acirra Disputa por Energia na Europa

A manchete-título é de um artigo de Jamil Chade correspondente do Estado de São Paulo em Genebra.
Sabe-se que a extemporânea e anômala onda de frio já provocou mais de 500 mortes na Europa nos últimos dez dias. Com isso, os requisitos de energia subiram vertiginosamente, o que obrigou os governos a reverem suas políticas energéticas e acendeu (desculpem o trocadilho infame) enormes disputas diplomáticas entre eles.
Eu escrevi AQUI na Tribo ano passado que tia Angela Merkel estava blefando quando, logo depois do acidente de Fukushima, anunciou que a Alemanha iria desativar suas usinas nucleares até 2022. Disse que seria impossível em tão curto tempo face à imprtância dos termoreatores na matriz energética teuta. Leia para ver mais detalhes.
Pois Berlim decidiu ontem religar oito usinas nucleares que estavam fora de serviço, das 17 existentes. Sem a matriz nuclear em total operação, as empresas alemãs de energia alertaram que poderiam ter problemas para o suprimento da enorme demanda.
Prá tirar as broncas, as operadoras alemãs anunciaram que retornar com as usinas para o sistema foi apenas prevenção.
Os e o-xiitas pularam igual pipoca ao retomarem o argumento de que a Europa não tem uma alternativa viável para substituir as usinas nucleares, o que corrobora o artigo deste cacique em 2011. Entidades como o Greenpeace consideraram a atitude de Merkel uma "traição" e um sinal de fraqueza diante do lobby da indústria nuclear.
O frio já fez o consumo de energia bater recordes em países como França, Espanha e Suíça. Em países menores como a Bulgária, chegou-se a ter mais de 130 cidades sem energia nesta semana. Em vários lugares os exércitos chegaram a assumir a distribuição de alimentos, para evitar saque e tumultos. Em vários lugares regiões inteiras estão isoladas.
Ainda não foi "posto nos jornais", mas o preço de energia vai disparar. As comodities õleo e gás tiveram altas significativas nas bolsas de valores; ainda mais gravado pela recente retomada da insana ameaça iraniana e suas usinas nucleares, face à posição da Europa em apoiar a imposição de sanções aos Ayatolás.
No meu post tratei também da enorme dependência da Europa (principalmente a Alemanha) do gas russo e o frio evidenciou ainda mais este fato, tanto que uma das maiores empresas russas do ramo, a Gazprom anunciou que havia reduzido em um terço o envio de gás para a Europa, já que precisaria atender sua própria população.
Pertinho de querer ser dono da nova Rússia, o primeiro-ministro Vladimir Putin, ainda chegou a "pedir" que a Gazprom fizesse o necessário para atender os parceiros europeus, mas sem aumentar a exportação.
Os demais líderes europeus reunidos no parlamento da comunidade em Bruxelas, acharam que as declarações de Putin estariam beirando a ameaça, numa demonstração de quanto a Europa é dependente dele. As reduções estão girando na faixa de 12 a 15% do volume de gas circulante no extensos gasodutos do leste e norte da terra de Stalin.
Portanto, um grande e grosso pino espera dona Angela em sua cadeira de chanceler. Nâo dá prá tocar o país com gases exclusivamente gerado pelos PUNS oriundos do chucrute. Sente com calma, reflita sobre suas palavras e consulte seus especialistas antes de fazer média mundo afora, como uns e outros que (des)governam ao sul do Equador.

Poupe a Floresta. Recicle Papel.

Uma campanha da Tribo dos Manaós.