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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Cordelando 139: Supremacia Mariana


Como pode se mudar,
Tudo de um dia pro outro.
Numa corte que devia,
Não fazer nenhum aborto.
Onde devia existir,
Magistrado com nobreza.
Mas na hora de votar,
Só mostrou a safadeza.

Num dia chega o Fachin,
Faz um voto arrumadinho.
Dizendo que deputado,
Tinha feito direitinho.
Que podia ser secreto,
Escolher a comissão.
E que podiam ser duas,
Pra poder ter eleição.

Param um pouco a descansar,
E tudo vira de mão.
Quando juntos vão sentar,
Surge muita objeção.
Os togados não gostaram,
Do que o par apresentou.
Quando foram se expressar,
Decisão se transformou.

Entendendo diferente,
Do que o novato mostrou.
Foi que çuas inçelenças,
O recurso aceitou.
Deixando os comunistas,
Bem felizes outra vez.
E com cara de babacas,
Os de bem: eu e vocês.

Voto secreto eu entendo,
Que valha só pra escolher.
Dos que vão nos governar
Nos três níveis de poder.
Ou que vão se assentar,
Pra escrever legislação.
Pra que no pobre eleitor,
Ninguém vá fazer pressão.

Mas se um parlamentar,
Que tem até imunidade.
Se tremer quando votar,
Não merece caridade.
Ponha a bunda na janela,
Se mostrando ao eleitor.
E mostrando no placar,
De que lado ele ficou.

Perguntinha desse índio,
Que não sabe o que é votar.
Se não tiver duas coisas,
Como pode se optar?
O Partido escolhe a chapa,
Inicia a votação.
Se só pode votar em um,
Como vai ter eleição?

Então como, magistrado,
Que sabe legislação.
Pode assim determinar,
Que se forme comissão.
Somente pelos partidos,
Se ninguém pra se opor.
Se não tem alternativa,
É coisa de ditador.

O pior de todo evento,
Foi mudar concepção.
De quem vai determinar,
O fim da situação.
Quando era o colorido,
Sentado lá como réu.
Ao senado caberia,
Só passar o seu chapéu. 

Pois agora o Cabeleira,
Tem poder de comandar.
No senado a sessão,
Que até pode rejeitar.
Todo processo corrido,
Ali na Casa do Povo.
Rejeitando o ocorrido,
Sem nem apurar de novo.

Uma manobra perfeita,
Na atual situação.
No senado tem guarida,
Pra quem governa a nação.
MenAs gente pra pagar,
A cota do mensalão.
Melhor taxa de sucesso,
E segura o cadeirão.

Fato é que o tribunal,
Mais supremo do Brasil.
Produziu um tsunami,
Como aqui nunca se viu.
Mudou a regra do jogo,
Com a bola ainda correndo.
Enquanto isso o povo,
Na rua vai se fud**do.

Lama escorreu morro abaixo,
Igual nas Minas Gerais.
Destruindo os anseios,
De quem já não aguenta mais.
Pagar imposto de monte,
Ver o dinheiro sumindo.
Cofre aberto na nação,
E o povo todo bulindo.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Eu Decreto, Mas não Numero


O babado de hoje é a carta do marido da Marcela para a governanta. Chique no úrtimo. Com direito a título em latim e tudo, igual a encíclica papal.
Verba Volant, Scripta Manent.
Isso porque ela tinha mandado recado pra ele, que estava em São Paulo com agenda carregada (encontro com industriais e reunião com Alckmin); voltasse correndo a Brasilia para uma reunião à noite com ela.
O maridão, mesmo acostumado a receber ordem, arretou-se e, além de não ir no Alvorada, mandou a tal carta.
Isso num dia chave: a composição da comissão processante do processo do impeachment na câmara federal.
A mando do ministro da propaganda, João Göebels Santana, a regovernANTA danou-se a aparecer na mídia para repetir o mantra do GOLPE.
Ontem chegou ao cúmulo de ajuntar 30 "juristas" para tentar defenestrar a excelente peça do Hélio Bicudo + Miguel Reale + Janaína Paschoal. Em todos as manifestações, usaram e abusaram do termo golpe, de vingança de Dunha, de falta de sustentação, de incoerência na argumentação, etc... Só lare-lare de admiradores e/ou filiados ao PT.
Eu não domino a ciência das leis, mas, se me coubesse julgar o processo, ficaria restrito a um único item, pra mim, o mais grave e cheio de dolo de todos: a emissão de Decretos para regularizar os gastos descobertos no orçamento.
E não foi pouca coisa não... Ela teve o desfrute de autorizar gastos superiores a R$ 18,4 bilhões por meio de decretos ilegais, emitidos até sem numeração, para dificultar a atuação de órgãos fiscalizadores.Este absurdo é um crime contra a Lei Orçamentária (art. 10 da lei 1.070, de 1950), a prova mais contundentes dos crimes que constates no pedido de impeachment que está sendo julgado.
Para se ter certeza do completo e consciente dolo da soberana, ela usou a estratégia sem-vergonha tanto em 2014 quanto em 2015.
Com a edição desses decretos, a dentuça gerou “excesso de arrecadação” de forma falsa, simulando superávit para escapar dos ditames da Lei de Responsabilidade Fiscal.Como os decretos foram publicados quando as Leis Orçamentárias de 2014 e 2015 já estavam em vigor, isso é mais do que prova da má fé e do dolo de deelma.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A Pressa é SIM, Inimiga da Perfeiçao


A corja que cerca a dentuça quer que seja cancelado o recesso parlamentar e que se toque a c* de calango o julgamento do processo do impeachment; seja na comissão processante, seja no plenário.
A desculpa de amarelo é que "o Brasil não pode ficar paralisado por uma tentativa de golpe".
Poha nenhuma. A clara intenção é tentar manter na câmara os votos que ainda detêm na base dos cargos e emendas, alguma coisa da ordem de 258 votos, bem acima dos 171 mínimos que precisam para evitar a aprovação.
Quanto mais se retardar o andamento dos trabalhos, a tendência é que se vá perdendo votos; seja pela pressão interna da categoria (deputados) seja pela pressão das ruas e redes sociais.
A dentuça sangrará lenta e gradualmente até cair... 
Sem falar no que pode acontecer no TSE. SE aceleram a "absolvição" da soberana, o TSE será intimidado a derrubar a eleição fraudulenta da chapa dilma-temer.
Por falar no marido da Marcela, a expetativa de poder mexe com ele (e com ela também).
Há que se lembrar que, mesmo que Eduardo Cunha seja exonerado da presidência ou até mesmo cassado, o processo de impeachment seguirá, classifiquem como golpe ou não. 
Por falar nisso, 9 dedos e João Göebels Santana orientaram a dentuça a avuar Brasil afora repetindo o mantra "eu não tenho conta na Suíça" e "eu não cometi nenhum delito"; com o objetivo de se vitimizar e colocar o resto do país como "elite branca"e tentando neutralizar a "imprensa golpista".
Isso vai acontecer principalmente no nordeste, onde ela diz que os governadores assinaram manifesto a seu favor, mesmo que ninguém tenha visto nada.
Com esta tática, tentarão derrubar as mais sólidas teses jurídicas de crimes das mais diversas ordens contra a constituição, com o contraponto do vitimismo.
Na silvícola opinião do blogueiro, é exótico mas não funcionará.
A dentuça vai cair....
Que a oposicinha brigue para não cancelar o recesso e use este tempo para minar ainda mais a posição do PT

sábado, 5 de dezembro de 2015

Começou de Novo o Nós Contra Eles


Os 'movimentos sociais" MST, MTST, CUT, UNE, UBES e outros menos famosos já convocam suas agitações para a ruas, para defender a regovernANTA do impeachment.
O objetivo é o mesmo de sempre: tumultuar, dificultar a vida de quem trabalha e produz, degustar seus sandubas de mortandela, receber seus abençoados 50 reaus que garantem e celveja do fim de semana e aparecer na gRobo, sempre acólita a mostrar a "violência policial" contra cidadãos no exercício de seu direito de se manifestar.
O mote dessa vez é transformar a imaculada dentuça numa puríssima vítima carmelita do malvado e satânico Eduardo Cunha, que inventou um golpe para derrubar o governo progressista e democrata da soberana.
Omitem que a origem do pleito constitucional de requerer o impedimento da presidentA é a presença da multidão de milhões, repetida e periodicamente nas ruas, em centenas de cidades Brasil afora, contestando as insanidades cometidas pelos governos do PT, desde os idos tempos do 9 dedos, brahma, barba, traíra.
Esquecem, estrategicamente, que as ações populistas que desenvolveram para enganar o povo, navegando no sucesso do Plano Real e sua estabilidade econômica, bem como no ciclo de ouro de crescimento da economia mundial, com destaque da China, que se tornou um gigantesco consumidor de tudo o que se produzia no Brasil.
Permitiram-se os governantes, enfiar as mãos ávidas de poder e fortuna nos cofres e gavetas da república, seja em estatais, seja em repartições e autarquias, desde que tivessem orçamentos milionários.
Não titubearam em dar guarida a apaniguados incompetentes aos milhares, sustentar organizações falsas e fazer derrames incontroláveis de dinheiro nos cofres de milícias urbanas e rurais, que usaram para aterrorizar as pessoas de bem e destruir propriedades privadas chamadas por eles de "usurpações capitalistas".
Omitem que, num determinado instante, a casa caiu fragorosamente. Aquela fartura acabou. O orçamento minguou. O caixa secou. A lealdade cega acabou.
Mas, principalmente, as tramas secretas vazaram e foram descobertas. Os bilhões roubados em "tenebrosas transações" começaram a chegar às páginas de jornais e telas de TV e, através deles, aos olhos e ouvidos dos antigos admiradores; os mesmos que passaram a admirar Sérgio Moro, o japonês da federal, procuradores desconhecidos e os negros carros da Polícia Federal, "muito escuras viaturas".
Com isso, pensam que, estando na mídia como "manifestantes" (e não como terroristas) demonstrarão aos nobres parlamentares que "o povo está do lado da dentuça", pressionando-os a recusarem a aplicação da punição a tantos erros e descumprimentos legais.
Do lado do bem, cabe-nos fazer a nossa parte, demonstrando ao mesmo colegiado congressista que eles devem sim, retirar a dentuça da cadeira e nos conceder o retorno aos bons tempos pré-petista.
Há também manifestações nacionais programadas para o dia 13, às 13 horas, para derrubar o 13 maldito.
Mas é muito longe. Até lá, a canalha já terá feio muito barulho e destroços. Pode ser que os parlamentares s deixem levar mais pelas porradas da polícia que pelas destruições da bandidagem.
Nesse meio tempo, vaos encher as caias de e-mail deles com nossos protestos. Alguns vão dizer que eles não leem. Concordo. Mas alguém lê e diz a eles: Ó chegaram 100, 1000, 5000 e-mails. Isso eles saberão.
No link aí de baixo tem um modelito da própria câmara federal. É preencher e mandar. Leva uns 5 minutos, para os menos ágeis. Mande para quem você votou e pra mais uns 3.
Tem um telefone "de grátis" também. Se preferir, use e deixe sua mensagem. Mas faça alguma coisa.
Não dá mais pra esperar pela abnegação de meia dúzia. Temos que continuar a ser milhões.




sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Cordelando 138: Impicharam a Dentuça


A semana foi danada,
Parecia ter 10 dias.
Tanta coisa aconteceu,
Que em sete não cabia.
Brasília virou um circo,
Ao mesmo tempo Savana.
De tanto tiro que teve,
Vindo de um cara sacana.

Começou com um conchavo,
Tu me cuida, eu te protejo.
Na praça dos 3 poderes,
Ficou grande o cortejo.
No atravessar de rua,
Teve muito enviado.
Com recadinho da dentuça,
E também do Eduardo.

Um fugindo da degola,
Outra de ser impichada.
Cada um que bem tentasse,
Ter cadeira assegurada.
Fizeram tanta promessa,
De ter amizade eterna.
Um com medo que o outro,
Tentasse passar a perna.

Falsidade não faltava,
Só sorriso amarelo.
E no fim não deu foi outra,
Para os dois foi um flagelo.
Lá na comissão de ética,
 Cunha um réu já se tornou.
E pra não deixar barato,
O impeachment aceitou.

Corre-corre foi geral,
No palácio do planalto.
Teve tanto do berreiro,
Que pensaram em assalto.
A mulher veio na tela,
Pra fazer declaração.
Dizendo que o seu Cunha,
Além de tudo é ladrão.

Começou então guerrilha,
Invocaram o tinhoso.
Cada um que assim dizia,
O outro era mentiroso.
E não falavam sozinhos,
Tinham até porta-voz.
Um monte de assessores,
Pra ver que não estavam sós.

E lá se vai a semana,
 Cada um em seu calvário.
Cunha lá na comissão,
E deelma lá no plenário.
Os dois cavando por votos,
Pro momento adequado.
Pra mostrar que tem mais gente,
Que pode ser aliado.

Cada um que mire um número,
Que procura completar.
Cunha busca ter um 11,
Com quem se possa contar.
A deelma precisa mais,
Quando contar pra valer.
Tem que ter 171,
Senão pode se fud**.

Fato é que vão cair,
Cada um pro seu ladinho.
Nenhum dos dois vai cumprir, 
Seu mandato inteirinho.
Cunha volta lá pro Rio,
Deelma volta lá pro sul.
O que importa pro Brasil,
É que os dois tomam no c*.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Petrobras: É trolha Pra Todo Lado


Pobre Petrobras. A desmoralização técnica e administrativa é incrível. A cada dia se mostra um novo desandar em seus negócios...
Roubaram descaradamente seus cofres, desautorizaram sua competente equipe de técnicos e engenheiros, deixaram tomar suas propriedades da Bolívia e agora deixam que seja submetida a chantagem por governos estrangeiros.
O Paraguai, em seu esforço de retomar seu crescimento, depois da desastrada administração bolivariana do padre papão; está chantageando a empresa de todo jeito.
Primeiro proíbe a empresa de comprar Nafta no mercado, para que possa produzir sua própria gasolina e diesel. Desta forma, a Petrobras tem que comprar no mercado (a fornecedora é a Petropar - a estatal deles) a preço superior ao que lhe permita operar em condições comerciais justas.
E a desastrada, incompetente e inoperante diplomacia brasileira deixa a empresa entregue à própria sorte e aos caprichos do vizinho...
A Petropar está ferrada também e busca se safar de qualquer jeito. Por exemplo, com os antigos favores da parceria Chaves-Lugo, deixou pendurada na Venezuela 280 milhões de dólares.
É claro que a diretoria da Petrobras não dá um pio sobre o caso, muito menos a embaixada em Assunção ou o Ministério das Relações Exteriores.
olha que a nossa petroleira sempre foi caridosa por lá, baixando costumeiramente os preços dos combustíveis nas bombas...

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Cordelando 137: Bléqui Fraidêi


Parecia pesadelo,
Quase uma caricatura.
Chegando no Golden Tulip,
Uma escura viatura.
Pra prender um senador,
Coisa que nunca se viu.
Na história da república,
Dos estados do Brasil.

E o japa da PF,
Mais famoso que Gabeira.
Tava de novo na foto,
 Pondo nuzôto a coleira.
Levou para a detenção,
Carceragem da puliça.
Povo que acorda cedo,
Pra prender não tem preguiça.

O motivo é até gozado,
Quase coisa de cinema.
Alguém gravou a conversa,
Que revelou o sistema.
Seu Delcídio revelou,
Na conversa informal.
Que pra roubar a nação,
Todo ato é normal.

Disse lá o senador,
O que eu quero eu escolho.
Pra retirar da prisão,
O diretor que é caolho.
Eu só quero um favorzinho,
Que nem dá um copo cheio.
Na hora que abrir a boca,
Tire meu nome do meio.

Se puder dar ajudinha,
Pode omitir também.
O nome de um banqueiro,
Já que ele lhe quer bem.
Vai lhe dar uma mesada,
E pagar um avião.
Pra lhe mandar pra Espanha,
Onde vai ter um vidão.

E o senhor senador,
Não se fez nem de rogado.
Disse que no tribunal,
Também mandava um bocado.
Ia falar com Tofinho,
Com Teori e Gilmar.
Se precisasse Fachin,
Que gosta bem de ajudar.

Nessa hora deu chabu,
Uma revolta danada.
E a turma do supremo,
Se zangou com a cachorrada.
Mandou prender o bocudo,
Na horinha sem demora.
Pois não podia deixar,
Eles com a bunda de fora.

Fato é que deu babado,
No senado federal.
Como se ia abafar,
Essa confusão geral?
Tentou-se votar secreto,
Escondendo assim o rosto.
Mas a pressão do povão,
Ia lhes causar desgosto.

Começou o falatório,
Uns contra, uns a favor.
Tentando arrumar um jeito,
De salvar o senador.
Não deu certo a manobra,
O couro foi bem grandão.
50 votos a 13,
Delcídio foi pra prisão.

Foi ele, foi o banqueiro,
Juntou-se o assessor.
Agregou-se o adevogado,
Nesse rolo compressor.
Cada qual preso num canto,
Mas todos na federal.
Para o povo brasileiro,
Uma notícia legal.

Tá se fechando o cerco,
Pro lado de São Bernardo.
9 dedos tranca o c*,
Pois sabe que tá ferrado.
Tá chegando perto dele,
Uma hora alguém entrega.
E ele vai pra cadeia,
E é por lá que perde a prega.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Operação Abafa Nos Fundos de Pensão


Com informações do Estado de São Paulo

É sabido em todas as rodas de dominó das praças de todas as cidades que o PT e seus acólitos e submissos usaram e abusaram dos bilhões de reais dos fundos de pensão das estatais para fazer "investimentos" em buracos sem fundo das mais diversas naturezas.

Já boiou o rombo do Postalis dos Correios, que convocou contribuintes, aposentados e pensionistas a enfiarem a mão nos bolsos pra cobrir o rombo e tentar salvar alguma coisa. Esperava-se que dia-a-dia fossem brotando novos casos, mas, pode haver luz no fim de vários túneis.

Com tudo obscurecido pela prisão do Delcídio, ontem o Conselho de Nacional de Previdência Complementar, uma autarquia meia boca que ninguém dá atenção até que dê uma merda, nma reunião fechada, sem testemunhas que mereça crédito, aprovou a mudança de critérios e regras para que sejam considerados solvente os fundos de pensão.

Atualmente, os fundos de pensão podem apresentar um déficit de até 10% do patrimônio líquido, sem precisar pedir aportes extras de seus participantes ou patrocinadoras. Com a nova regra, o limite do déficit passa a ser, em média, de 8,3% do patrimônio líquido. O prazo para cada fundo será calculado pelo tempo que tem para pagar as aposentadorias, chamado tecnicamente de "duration", menos quatro anos.
Hoje, caso ultrapassasse o limite de 10%, o fundo tinha de se reequilibrar, elevando contribuições de participantes e patrocinadores. Quando um plano ficava no vermelho por três anos consecutivos, mesmo sendo inferior a 10%, também era obrigado a fazer novos aportes. Com a regra nova, essa exigência cai por terra. 
Agora, será preciso equacionar apenas o que ultrapassar o novo teto. E como calcula saporra? Agora, o cálculo a partir do qual os participantes e patrocinadores são obrigados a injetar recursos para cobrir desequilíbrios passa a ser de acordo com o horizonte médio dos prazos de pagamentos dos benefícios. Também acabou a regra que obriga fundos que registram três anos consecutivos de déficit a adotar medidas para liquidar o rombo. Ou seja, cada uma faz sua conta e não tem que dar satisfação a quase ninguém. Se os associados não ficarem de olho, quando se espertarem não têm mais grana pra se aposentares ou vão perder o que recebem.
Os planos fecharam 2014 com déficit de R$ 23 bilhões, sendo 80% desse total formado por dez planos de benefícios definidos, dos quais nove são patrocinados por estatais.
Segundo o tal conselho, a medida tem como objetivo fazer com que as entidades optem por investimentos de longo prazo. Hoje, as entidades preferem investimentos com liquidez, baixo risco e, consequentemente, baixo retorno.
Do jeitinho que a corja quer: pega a grana dos incautos, investe em projetos Power Point semelhantes aos do Eike Batista e deixam pra dar a merda anos depois.

Repito Mais Uma vez; A Conta de Energia Vai Subir


Venho escrevendo aqui na Tribo há uma porrada de tempo que a conta de energia ainda tem muitos motivos para subir. É só o leitor ter um pouquinho de paciência e andar pra trás no tempo, correr as postagens mais antigas do blog e ver a enorme quantidade de artigos relatando tais razões.
Só errei quanto ao sucesso do leilão das hidrelétricas realizado ontem. Eu achava que ia gorar, por falta de ofertas, pois não haveria dinheiro de investidores interessados, o BNDES não tinha pra emprestar e os fundos de pensão foram falidos pelo PT, mesmo com as benesses oferecidas com as novas regras de elaboração e oferta do preço de venda da energia, a chamada Receita Anual Prevista - RAP.
Deu até muito bem certo. Todos os lotes foram vendidos, com arrecadação de 17 bilhões de reais; que considero muito boa. O pagamento é de 65% na assinatura do contrato (30/12) e o resto em até 180 dias, uma compra praticamente a vista.
Outra coisa alvissareira é o fato de não ter havido uma invasão chinesa no parque gerador como eu previa ser a alternativa. Não havendo ofertas, eles comprariam tudo na bacia das almas. Graças a Deus errei.
Os chinas levaram "apenas" o maior e melhor dos lotes, o Complexo de Urubupunga, com as UHEs Jupiá e Ilha Solteira, orgulho da engenharia nacional, num total de 5.000 MW, por R$ 2.381.037.417,00; apenas R$ 1,68 a menos que o teto fixado no leilão para o lote. Só cabe destacar que os chinas eram os únicos participantes com grana em caixa para bancar a compra, daí terem ralado o valor teto sem ninguém reclamar nem se mexer.
A maioria das demais usinas foram recompradas por suas antigas concessionárias, as rebeldes CESP, CEMIG e COPEL, todas de estados governados pelo PSDB e que não aceitaram aquele lenga-lenga de reduzir as tarifas imposto pela soberana há quase 3 anos.
Houve também lotes comprados pela Eneel Green Power, italiana acionista da AMPLA, atual concessionária de distribuição do estado do Rio de Janeiro.
Voltando ao assunto benesses aos adquirentes, na véspera do leilão, o senado aprovou a toque de caixa, uma alteração na regra de concessão de usinas hidrelétricas feita sob medida para empurrar o negócio em alguém e me desmentir na minha previsão de dar chabu.
A alteração se deu na forma de pagamento da Bonificação da Outorga (o nome chique para o valor da venda). Antes, o vencedor oferecia um valor para a tarifa que multiplicado pela capacidade de geração média e pelo tempo da concessão dava o valor ofertado. Este valor de tarifa obrigava as geradoras a entregar a energia produzida para as distribuidoras que vendiam "no varejo" para seus clientes, nós...
Com a liberação para que as geradoras "reservem" parte de suas capacidades para vender no mercado livre ao preço que acharem mais conveniente e pela possibilidade de transferir aos consumidores o risco hidrológico (a eventual perda de receita por secas em seus reservatórios), é claro que o preço da tarifa de produção (e consequentemente de venda) vai subir. E quem paga: OS IDIOTAS DE SEMPRE.
Os especialistas de mercado de energia estima que um custo extra de R$ 2,74 bilhões de reais ao ano deve ser repassado às tarifas.
Como as usinas já tinham seus investimentos remunerados, as concessionárias vendiam a energia a uns R$ 30,00 por MWh.
Os novos donos, para pagar seu investimento, deverão vender a R$124,88 por MWh. Em 30 anos de concessão, a conta é de R$ 80 bilhões pra nós.
Ou seja, a energia que deveria baixar, vai aumentar...
Dos 17 bilhões de reais arrecadados, NADA vai ser investido no setor elétrico e vai apenas para pagar a gastança do governo da soberana.
Cabe o registro que TODAS as usinas foram pagas com dinheiro do povo brasileiro; sejam construídas pelo governo federal ou pelas empresas estaduais.

NA: a imagem que abre o post é da UHE Ilha Solteira. Uma homenagem....

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Um Momento Histórico - Parte 2: As Votações no Senado


Para registro da votação dos senhores senadores quanto às tratativas do caso Delcídio do Amaral Gomez. Será bom para comparações futuras.

Pela utilização da votação secreta, que fatalmente beneficiaria o senador com o manto sombrio do anonimato, votaram os seguintes senadores:

1-Ângela Portela (PT-RR)
2- Benedito de Lira (PP-AL)
3- Donizetti Nogueira (PT-TO)
4- Douglas Cintra (PTB-PE)
5-Edison Lobão (PMDB-MA)
6- Fernando Collor (PTB-AL)
7- Gleisi Hoffman (PT-PR)
8- Humberto Costa (PT-PE)
9- Ivo Cassol (PP-RO)
10- Jader Barbalho (PMDB-PA)
11- João Alberto de Souza (PMDB-MA)
12- Jorge Viana (PT-AC)
13-José Pimentel (PT-CE)
14-Lindbergh Farias (PT-RJ)
15- Paulo Rocha (PT-PA)
16- Regina Souza (PT-PI)
17- Telmário Mota (PDT-RR)
18- Valdir Raup (PMDB-RO)
19- Vicentinho Alves (PR-TO)
20- Zezé Perrela (PDT-MG).

OBS: Eunício Oliveira - PMDB-CE se absteve

Contra a manutenção da prisão determinada pelo STF, votaram:

1- Telmário Mota PDT-RR
2- João Alberto Sousa PMDB-MA
3- Roberto Rocha PSB-MA
4- Angela Portela PT-RR
5- Donizeti Nogueira PT-TO
6- Gleisi Hoffmann PT-PR
7- Humberto Costa PT-PE
8- Jorge Viana PT-AC
9- José Pimentel PT-CE
10- Lindbergh Farias PT-RJ
11- Paulo Rocha PT-PA
12- Regina Sousa PT-PI
13- Fernando Collor PTB-AL

OBS: Edison Lobão -PMDB-MA se absteve