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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Dinheiro Literalmente Torrado


Via Estado de São Paulo

Nas noites de 48 quintas-feiras do ano de 2011, líderes de 25 partidos vão ocupar redes nacionais de rádio e televisão para fazer propaganda de seus próprios feitos. Metade dessas legendas terá ainda direito a mais 40 aparições de 30 segundos em todas as emissoras do País. Essas exibições custarão zero para os políticos e R$ 217 milhões para os conjunto dos contribuintes brasileiros.
Outros R$ 201 milhões em recursos públicos serão destinados para o custeio de despesas de partidos com viagens, aluguel de imóveis e pagamento de funcionários, entre outras.
No total, o financiamento público dos partidos - não confundir com o de campanhas, ainda um projeto em discussão - terá um impacto de R$ 418 milhões, o equivalente ao que o programa Bolsa-Família gasta, em média, para atender durante um ano a 430 mil famílias, ou mais de 1,6 milhão de pessoas.
Esse valor vai se multiplicar caso o futuro Congresso aprove, na discussão da reforma política, o financiamento público das campanhas eleitorais - uma bandeira do PT que encontra simpatizantes tanto entre governistas quanto em oposicionistas.
Benefício tributário. Atualmente, o custo total dos partidos não se mede apenas pelo que sai dos cofres públicos, mas também pelo que deixa de entrar. As emissoras de rádio e televisão, como compensação pelo tempo destinado à propaganda das legendas, têm um desconto em parte de seus impostos ao governo federal. Essa renúncia fiscal - que é maior em anos eleitorais - chegará a R$ 217 milhões em 2011, segundo o projeto do Orçamento Geral da União encaminhado ao Congresso.
Os partidos grandes são mais "caros" para os contribuintes, mas não há relação exata entre a representatividade eleitoral das legendas e seu custo.
O PT, por exemplo, teve 2.446 vezes mais votos que o PCO na eleição para a Câmara em 2010, mas seu custo anual - somando-se Fundo Partidário e propaganda obrigatória - será apenas 16 vezes superior ao da microlegenda no ano que vem.
Para o cientista político Carlos Melo, professor do Insper Istituto de Ensino e Pesquisa, não há, em princípio, problemas na utilização de recursos públicos para custear atividades partidárias. "A democracia tem um custo. A questão é analisar qual a relação entre custo e benefício", afirmou. "Não há sentido em financiar com dinheiro do Orçamento a existência de partidos de aluguel, que servem a interesses que nem temos condições de identificar, já que mudam a cada eleição."
Distorção. Atualmente, todos os chamados partidos "nanicos" ganham uma fatia de recursos desproporcional ao seu eleitorado. As dez menores legendas, somadas, tiveram apenas 3% dos votos na eleição para a Câmara e elegeram 1,5% dos deputados, mas seu custo chega a 7% do total despendido com os partidos.
Em valores absolutos, PT do B, PTC, PSL, PRTB, PRP, PSDC, PTN, PSTU, PCB e PCO custarão R$ 29,4 milhões em recursos públicos no próximo ano.
A distorção pró-nanicos seria menor se os termos originais da última Lei dos Partidos Políticos tivessem sido mantidos. O texto restringiria a atuação das pequenas legendas a partir de 2006 - as que não obtivessem 5% dos votos para a Câmara, distribuídos por um mínimo de nove Estados, perderiam acesso a 99% dos recursos do Fundo Partidário e teriam apenas dois minutos na TV por semestre. Mas o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional essa chamada cláusula de desempenho.

Recomprando Mais Caro

Via Estado de São Paulo

Que vantagem pode ter uma empresa que vende determinada participação numa refinaria de petróleo por menos de US$ 500 milhões e, alguns anos mais tarde, a recompra por US$ 850 milhões? Nesse período, a capacidade de produção da refinaria aumentou 46%. Mas o preço da recompra é pelo menos 70% maior do que o da venda. Este é um dos aspectos intrigantes da recompra, pela Petrobrás, dos 30% que a espanhola Repsol detinha na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), instalada no município gaúcho de Canoas.

Do ponto de vista societário, a saída do grupo espanhol parece conveniente para as duas partes. Há cerca de dois anos, a Petrobrás e a Repsol viviam uma situação de desconforto na Refap. Apesar das fortes oscilações da cotação do petróleo, os preços dos combustíveis no mercado interno permaneceram praticamente inalterados, por decisão do sócio principal da refinaria - a Petrobrás -, o que incomodava a Repsol. A empresa espanhola, em contrapartida, vinha criando obstáculos aos investimento na expansão da Refap, especialmente no programa de grande interesse da Petrobrás, de retirada do enxofre do óleo diesel ali produzido, para atender às exigências da legislação ambiental.

Do ponto de vista financeiro, porém, os números conhecidos mostram nítida desvantagem para o sócio brasileiro na operação. A participação privada na Refinaria Alberto Pasqualini a partir da janeiro de 2001, que levou à constituição de uma nova empresa, a Alberto Pasqualini Refap S. A., resultou de uma troca de ativos entre os dois sócios. A empresa brasileira cedeu participação em contratos de concessão de áreas de exploração de petróleo e 30% na Refap e, em troca, recebeu uma rede de postos de combustíveis na Argentina.

Em relatório publicado em 2002, a Petrobrás revelou que, nessa troca, a Repsol pagou US$ 500 milhões pela participação na Refap e por 10% no Campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos. Agora, em comunicado enviado à Bolsa de Valores de São Paulo, a Petrobrás informou que, pela recompra, pagará US$ 350 milhões à Repsol e absorverá US$ 500 milhões de dívida da antiga sócia, totalizando os US$ 850 milhões da operação. Mas a operação não envolve a devolução da participação da Repsol no Campo de Albacora. Ou seja, na realidade, a Petrobrás está pagando um ágio superior a 70% na recompra.

Mesmo se levado em conta o aumento da capacidade da Refap, que passou de 130 mil para 190 mil barris diários, o negócio continua desvantajoso para o comprador. Considerados os valores pagos pela Petrobrás, a Refap vale US$ 2,84 bilhões. Assim, cada barril refinado por dia corresponde a um investimento de US$ 14.927, bem mais do que a média dos negócios realizados no mundo nos últimos dois anos, de US$ 4.700 por barril.

Estranhamente, a conclusão da recompra foi informada pela Petrobrás primeiro para um grupo de políticos gaúchos que haviam formado uma frente parlamentar pela retomada do controle pleno da Refap pela estatal. Esse grupo divulgou a informação imediatamente. Só no dia seguinte a empresa enviou comunicado formal à Bovespa, como exigem as normas que regem as relações entre uma companhia com ações negociadas em bolsa, como é o caso da Petrobrás, e os investidores em geral.

Nenhum desses números e fatos, que tornam a recompra de 30% da Refap um negócio intrigante, preocupa um grupo de brasileiros que, nos últimos meses, com o apoio de políticos gaúchos - liderados pelo deputado estadual petista Raul Pont -, vinha exigindo a saída do grupo privado da refinaria. São os dirigentes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), ligada à CUT.

Em nota, a FUP considerou a retomada do controle total da Refap pela Petrobrás uma "vitória dos petroleiros para o Brasil". Para eles certamente é, pois sabem do poder de pressão por melhores salários e por mais vantagens que podem exercer sobre a direção da estatal, o que não era possível fazer com a presença de um sócio privado. Mas o Brasil nada ganha com isso.
Comento: Faz-se toda sorte de falcatruas com o dinheiro público e ninguém faz absolutamente NADA.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Vai Um Aumentinho Aí?

Poucos, mas valorosos, amazonenses foram ontem pela manhã à Praça do Congresso manifestar sua indignação pelo auto-concedido aumento de quase 62% de suas inçelenças parlamentares.
O percentual, o montante atingido e os argumentos apresentados por sí só já se configuraram um atentado à moral e aos bons costumes vigentes, como diria o poeta; mas o pior foi a forma como isso se deu.
Em sessões sem interstício, entre 10:00 e 16:00 h, foi aprovado na Câmara dos Deputados E no Senado Federal tal reajuste concedido a deputados, senadores, ministros ao presidente e vice da república, num acinte à inteligência e à percepção da sociedade.
Essas manifestações deveriam ter ocorrido país afora, mas calou-se o Brasil, calaram-se os estudantes, cuja entidade representativa maior a UNE, foi abafada por irresponsável e não menos vergonhosa adesão irrestrita, obtida por uma cessão de apenas R$ 44 milhões para a construção de uma nova sede.
Bom, pelo menos alguém fez alguma coisa. E eu pude fazer alguma coisa. Agradeço aos organizadores pela oportunidade que me deram.

Tutaméia....

Uma das mais lindas músicas que já ouvi. Nessa montagem, absolutamente ESPETACULAR.
A mim encaminhado por uma sensacional amante da arte da música @LiaAmora


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Um Convite: Católicos, Voltem Prá Casa

É época de Redenção pela celebração do nascimento do S.alvador. O filme a seguir diz tudo.
CATÓLICOS: VOLTEM PRÁ CASA.

Engenheiro Eletricista Não Ganha Presente de Natal

Depois de todos esse anos, descobri porque Papai Noel não dá presente prá engenheiro eletricista. Por isso sou fã de linhas subterrâneas. Quero meus presentes de volta.

Alemão Aprendendo Português

Alemão sempre tem muita dificuldade em aprender nossa língua. Variações de gênero, palavras multivalentes, enfim, uma língua difícil e que requer muita dedicação em sua aprendizagem. Com o apoio de nosso amigo Hanz Schubert, montamos um pequeno dicionário para auxiliar nossos amigos teutos na conversa do dia a dia.

APELHA - (s.f.) - Inseto foador que faprica o mel. Fife em golméias. Muito berrigossas, bois quando bicam doe pastante. Alguns xente bõem querozene ou mixam em cima, bara alifiar a feroada. O mel é muito abreciado bara vazer remédios, em doces ou brá colocar no gachasa.
BALHA - (s.f.) - Casca te milho, muito utilizada em cicaros ou bara limpar o punda.
BALHERO - (s.m.) - Cicaro fetido com balha te milho. Os mais felhos costumam guardar o balhero em cima ta orelha, que fica com um coloraçon amarelada e fetorenta que non sai mais. Pode tomar quantos panhos quisser, que non sai.
BIBOGA - (s.f.) - Comida que fem to milho, é vrito em panha e sal.
BEIDO - (s.m.) - 1) Emisson non controlata te gases. Resultado ta ingeston te quantidades generosas te piar, rebolho e rapanete em conserva ou linqüiça. 2) Ato foluntário, cheralmente por puro prazer ou bara diverson em lucares púplicos, como pailes com pandinha e pares. N. E. - No Alemanha não egziste o palavra BEIDO. Alemoada ussa expresson 'Cás de punda'.
CARETA - (s.f.) - Expresson to cara que transforma o rosto ta pessoa. Cheralmente quem xá é feio fica ainda mais feio. 2) Certo caro puxado por xuntas de pois ou cafalos.
CATOFLA - (s.f.) - Patata. Geralmente preparada assada, cozida ou vrita.
CHÁ - (ad.) - Logo, agora, neste momento.
CICARO - (s.m.) - Tubo te papel ou balha, recheado te fumo picado, que se acende num ponta e chupa no otra.
CRITA - (v.) - Ato de critar, berar, aumentar o volume ta voz, cheralmente quanto vala com surdo ou quando se pede algo bara peper ao garçon.
DOALHA - (s.f.) - Coisa te pano. Tem fários tipos: bara colocar no mesa, bara se secar depos to panho, bara secar bartes íntimas, tepois te vazer fuck-fuck.
FUSSPAL - (s.m.) - Esborte muito abreciado, em que se usa uma pola te couro, tois times com onze te cada lado, tuas coleiras e alguns curis bara puscar as polas, quando são chutadas bara longe. Quem conseguir colocar mais polas dentro ta coleira do outro, é o canhador.
JUDERAS -(s.f.) - Zapato te couro, utilizado bara a brática to fusspal.
GACHASA - (s.f.) - Aguardende. Depois to piar, é a pepida mais consumida por alemoada. Cheralmente servida bura ou misturada com limon.
LOMPINHO - (s.m.) - Carne te porco muito abreciada. É servida assada ou vrita.
PAGAXI - (s.m.) - Fruta esbinhenta, muito abreciada bura ou com otrasfrutas, tais como bera, maçan, mamon, melon e ufa. Os mais gachaceiros fazem um oco no pagaxi e tentro bõem o cachasa. Depois, sugan com pomba te chimaron ou canutinho.
PANDA - (s.f.) - É um crupo te amigos, que se xunta bara fazer música. Norrmalmente, tem gue bor nome no pandinha.
PAR - (s.m.) - O mesmo que botega, policho, armacem que serve pepidas e tira-gosto, como toresmo, quecho, mortadela, ofo cozido, etc.
PARACO - (s.m.) - Habitaçon pobre, humilde, sem água, sem luxa, sem borra nenhuma.
PARALHO - (s.m.) - Xogo de cartas. Muito abreciado nos pares e casas te família.
PARANCO - (s.m.) - Encosta no beirra to estrada. Serve parra achar ninho do xon-pôbo ou facer cocô.
PIAR - (s.f.) - No Brrasil também conhecida por lourra xelada. É um pepida veita a bartir do cevata, muito abreciada em pares e vestas.
PIÇAR - (v.) - Caminhar no grama, caminhar no calçada; Ex.: Non piça no minha crama, vagapundo! 2) ( g.) - Piçar no domate, icual a facer cagada.
PIZICLETA - (s.f.) - Meio te transporte te dois rodas, com traçon humana. Tem bedais e coreia.
POI - (s.m.) - Touro castrado, sem saca. Sem saca, non trépa. Non trepando, engorda. Gorrdo, é matado tom mareta.
POLZA - (s.f.) - Pjeto que serve bara caregar vários coisa. Tem vários dipos: polza te mulher, polza bara lixo, polza te subermercado e polza te açons financerras (que non sei o que é).
REBUCHO - (s.m.) - Eveito ta maré, depos te bater no praia, os ondas voltam bara o mar.
TIARÉIA - (s.f.) - Distúrbia dos tripas. Muito comum para quem come panana com gachasa e toresmo com chimaron, ou bebe piar xelada com linqüiça quende. É tão ruim o tiaréia, que deixa o xente suato e amarelo. O xente diz pros mais íntimos: tô mixando pelo punda, rapaiz!
XAROBE - (s.m.) - Remédio cheralmente feito te ervas ou com mel e agrion. Muito inticado nos resvriados fortes, com muita tosse. 2) Indíviduo chato, que gosta te imbortunar, ou algo que não se goste. Ex.: A rádio ta Frida só toca música xarobe!
XOTA - (s.m.) - Técima letra to alfabeto.
XUNTO - (adj.) - Acompanhado te algo ou alguém. Facer alguma coisa com alguém. 2) - (v.) - Ato te xuntar alguma coisa. Ex.: O Fritz xuntô a carta do paralho da chon.
ZIM - (ex.) - O que diz pessoa que concorrda, aceida, deixa. Pessoa que sempre diz zim é conhecida bor concordino.
À medida que Hanz for se enturmando mais com nossa língua ampliaremos o conteúdo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ele Não é Pesado; Ele é Meu Irmão

Conheço música prá caramba, mas desconhecia a origem dessa; ainda que como lenda, como tantas que circulam por aí. Partindo do princípio que seja verdade, a beleza da poesia e da canção se ressaltam.
Reza a estória que, certa noite na sede da entidade beneficente "Missão dos Órfãos", em Washington/DC; um padre plantonista ouviu alguém bater na porta. Ao abrí-la deparou-se com um menino coberto de neve, com poucas roupas, trazendo em suas costas, um outro menino mais novo.
A fome estampada no rosto, o frio e a miséria dos dois comoveram o padre. O sacerdote mandou-os entrar e exclamou:

– Ele deve ser muito pesado.

O que carregava disse:

– Ele não pesa, ele é meu irmão (He ain't heavy, he is my brother).

Eles não eram irmãos de sangue realmente. Eram irmãos da rua.

O autor da música soube do caso e se inspirou para compô-la, e da frase fez o refrão.

Os dois meninos, foram adotados pela instituição.

A seguir: a bela música com letra em tradução livre.

A Sanidade Ainda Existe

Miriam Leitão, O Globo

Um Congresso que não consegue ter um relator para o Orçamento aprova um aumento salarial de 62% para os parlamentares e de 130% para ministros e presidente da República. Este é o resumo desse final de legislatura. O Orçamento está no terceiro relator e os três enfrentam o mesmo tipo de dúvidas: emendas que beneficiam entidades às quais estão ligados seus parentes ou assessores.

Qualquer aumento de salário de parlamentar vai sempre provocar reações na opinião pública, mesmo quando forem justificáveis. Mas, no caso, o Brasil desconhece reajustes de preços em percentuais tão altos desde que derrubou a hiperinflação. Nenhum trabalhador conseguiria seu objetivo se pedisse reajuste de 60% a 130%.

Os deputados e senadores brasileiros têm vários outros benefícios dos quais a imprensa tem falado com frequência. Auxílios para transporte, para correspondência, verba de representação, benefícios frequentemente usufruídos de forma ilegítima. Tantas notícias sobre os desvios no uso dessas verbas, e os escândalos, foram esgarçando a confiança dos eleitores nos deputados e senadores.

Aí, no final de uma legislatura tumultuada, quando não se sabe se haverá relatoria para o Orçamento, os deputados aprovam um decreto legislativo legislando em causa própria, dos ministros, da próxima presidente e, indiretamente, para deputados estaduais do país todo. No mesmo dia, numa agilidade desconhecida em outras matérias, o Senado também aprova o projeto.

Fazem neste 15 de dezembro por truque, e não por falta de tempo. Logo virá o recesso e, no ano que vem, assumirá novo Congresso. Esse, que está velho, ficará com o desgaste. A aposta geral é que a reclamação não virá porque será esquecida nas festas de fim de ano.

Melhor é que o Congresso tivesse argumentos para defender o reajuste dos seus salários no início da Legislatura. Pior é a maneira como se faz: a 15 dias do fim do ano, vota-se que o tema é "urgente" e, em seguida, aprova-se o mérito em votações simbólicas, porque assim não se sabe quem votou ou deixou de votar.

A tese para justificar o aumento também não faz sentido algum: a de que é para que todos tenham "isonomia" em relação aos ministros do Supremo Tribunal Federal. Eles, por sua vez, estão com novos pedidos de aumentos para o Judiciário também na casa dos 50%, num país em que 5% é inflação alta.

O risco de um reajuste com esse motivo é de novo consagrar aquela corrida do passado. Na hiperinflação, os funcionários do Banco do Brasil pediam aumento alegando que era para ter isonomia com os funcionários do Banco Central. Aí os funcionários do Banco Central conseguiam outro aumento e começava de novo a rodada.
Via Diário do Amazonas:

Brasília - Na reunião realizada nesta quarta-feira no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), o governador reeleito do Amazonas, Omar Aziz, expôs à presidente eleita, Dilma Rousseff, os problemas enfrentados pelo Estado do Amazonas com as obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014. Se o contrato para a construção do novo estádio de futebol, que sediará os jogos em Manaus, não for assinado até o próximo dia 31, será preciso reabrir o procedimento de licitação, com risco de atraso de pelo menos seis a oito meses no início das obras.

Segundo a senadora eleita Vanessa Graziotin (PCdoB/AM), que relatou o conteúdo da conversa entre o governador e a presidente, Dilma não tinha conhecimento da extensão do problema. Um suposto rigor excessivo na fiscalização das obras pela Controladoria-Geral da União (CGU) tem impedido a assinatura dos contratos, segundo Graziotin. "Há questões de sobrepreço que são discutíveis. Ao invés de resolver o problema, a CGU emperra", disse.

Na semana passada, o governador Omar Aziz reuniu-se com o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, que acenou com uma solução para o problema para ainda este ano. Tudo indica que o órgão vá liberar a assinatura do contrato para a construção do estádio com cláusulas restritivas. Além do novo estádio, as obras de infraestrutura para a Copa no Amazonas envolvem a construção de monotrilho e de novas linhas de ônibus.

A presidente eleita afirmou que virá ao Amazonas logo após sua posse, em janeiro. A garantia foi dada ao governador Omar Aziz e aos senadores eleitos Eduardo Braga e Vanessa Grazziotin, durante o encontro em Brasília.

Na reunião de mais de uma hora, que também contou com a presença do futuro ministro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, Dilma reafirmou compromissos assumidos com o Amazonas, a exemplo da prorrogação da Zona Franca de Manaus, investimentos na Região Metropolitana, em infraestrutura urbana, entre outros projetos apresentados por Omar Aziz, que vão precisar da parceria com o Governo Federal para serem executados.
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Algum dos leitores vê alguma novidade na matéria acima? Aqui no Amazonas ou em qualquer lugar do Brasil? A conta é nossa. Alegremo-nos.