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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Cordelando 48: Ilhas; As Boas e As Más



Aprendi bem desde cedo,
No livro de geografia.
Terra cercada de água,
No mundo todo existia.
Chamaram isso de ilha,
Nome curto e bem macio.
Cada qual uma maravilha,
Seja no mar ou no rio.

Aqui mesmo no Brasil,
Tem um monte bem legal.
Tem até maior do mundo,
Chamada de Bananal.
Tem Noronha coisa bela.
Bem na pontinha do mar.
Tem também o romantismo,
Da famosa Paquetá.

Só de capital tem 3,
No nordeste, meio e sul.
São Luiz, Vitória e Flor,
No meio do mar azul.
Mas parece que a beleza,
Que tem do lado de cá.
Não impede muita gente,
Pro Caribe viajar.
Principalmente se for,
Prá em Cuba passear.

Essa paixão é antiga,
Vem desde a revolução.
Que derrubou o Fulgêncio,
E fez mandar capitão.
Aquele lá da barbicha,
Que na cadeira sentou.
Faz mais de 50 anos,
Nunca mais poder deixou.

Matou prá mais de 100 mil,
Que ousaram rebelar.
Contra os mandos que dizia,
Ninguém mais quis contestar.
Fosse do branco ou do preto,
Discussão não mais se ouviu.
Quem ousou falar mais alto,
Foi passado no fuzil.

Entrou ano e saiu ano,
Pela Rússia sustentado.
Enfrentou americano,
Mesmo estando bloqueado.
Ousou até instalar,
Uma base nuclear,
Cheia de foguete atômico,
Pros ianques assustar.

Deu uma confusão da poha,
Quase o mundo se acabou.
Se não fosse o conversê,
Entre os embaixadô.
Retiraram os foguetes,
Deixaram só a balinha..
Até que lhe derrubaram,
Lá dos russos a boquinha.

Mais ou menos nesse tempo,
Foi que por aqui voltou.
Palavra na boca do povo,
Todo mundo então falou.
Até quem pegou em arma,
Prá enfrentar batalhão.
Dizendo que só queria,
Fazer o bem prá nação.

E não é que um belo dia,
Esse povo se instalou.
No palácio do planalto,
E a coisa toda mudou.
Arranjaram na campanha,
Grana que veio da ilha.
Ganharam a eleição,
De nossa terra querida.

Foi aí que resolveram,
Os barbudos ajudar.
Pegando nossos impostos,
Prá com os cubanos gastar.
Começaram a fazer portos,
Com a empreiteira camarada.
Dinheiro de nosso banco,
Sem licitação nem nada.

Nuncaantisneçepaíz,
Se pôs tanta grana num porto.
Nem mesmo nos que deixaram,
Num estado que faz desgosto.
Itajaí destruído,
Igualzinho a Tubarão.
Paraguaçu nem se fala,
Engarrafa os caminhão.

Santos é só plataforma,
Sem estrutura nem nada.
No Pecém fizeram festa,
Mas pararam a balada.
Aqui no norte, tá feio,
Belém, Manaus e Santana.
Não tem estrutura prá nada,
Não se exporta nem banana.

Mas esse mal se estende,
A países mais vizinhos.
Empresta grana da gente,
Sem fazer nem um beicinho.
Tudo a fundo perdido,
Grana que não volta não.
Fica faltando prá gente,
Dessa querida nação.

Mas a muganga se faz,
Grana que vai ser perdida.
Igual verba que se gasta,
Em casa de rapariga.
Tudo prá mostrar que é rico,
Que gasta a qualquer instante.
E ficar fazendo afronta,
Pros amigos dos ianque.

No caso com os dissidentes,
Que ainda insistem em falar.
GovernANTA e 9 dedos,
Não quiseram se encontrar.
Deixando os pobres coitados,
Ver a esperança cair.
Botando culpa no visto,
De lá do Itamaraty.

Sem falar que pro azedume,
Das visitas piorar.
Teve morte em todas duas,
De alguém a protestar.
Numa grande prova viva,
Quem tem coragem prescreve,
Deixar-se morrer de fome,
Na prisão fazendo greve.

O ministro encarregado,
Do negócio exterior.
Teve o desfrute danado,
De falar sem sentir dor.
Por lá direitos humanos,
Não é questão de vontade.
Pois lá na ilha dos Castro,
Não é uma prioridade.

A dentuça nem piscou,
E já largou no ladrido.
Quem joga pedra nos outros,
No seu telhado tem vidro.
Não vou entrar na questão,
Pois não quero misturar.
Prisão mesmo é Guantanamo,
Que fica na banda de lá.
Do lado americano,
Esses mandam torturar.

Prá todos nós que sobramos,
Pagando bolsa a valer.
Ficou somente a vergonha,
Vontade de se esconder.
Pois a imprensa se cala,
Pouca coisa se falou.
Oposição não existe,
Somente o blog restou.

Esse daqui não se cala,
Nem muda seu vaticínio.
Igualzinho tem um monte,
Tem que recebe patrocínio.
Meu compromisso é com o bem,
Com as pessoas de valor.
Que não se curvam às mentiras,
Desse monte de cocô.

6 comentários:

Sonia disse...

Nossa!!
Passo um tempinho sem ler um cordel e me surpreendo... O.o
A evolução, o amadurecimento, a facilidade de construir rimas perfeitas parece fluir com uma naturalidade cada vez maior... e eu me sinto, realmente, orgulhosa! *o*
E, o tema, como sempre, escolhido a dedo e desenvolvido com perfeição, sabendo explorar cada detalhe das (imeeeeensas) falhas desse DESgoverno das trevas.
Parabéns é pouco pra vc, meu afilhado!
Beijão!

Leo Fernandes disse...

E o tal Brasil do futuro que enfiaram e nossa mente
Parecia tão bonito igual uma aquarela
Foi então que chegou um barbudo bem demente
Levantou a Nação com as suas falsas sementes
E assim se desenha uma pátria sem futuro e coerente
Ele ficou com os olhos e nós com as remelas...

marciagrega disse...

São todos uns montes de estrumes!!!!
A titia tenta enganar dando uma de durona, de faxineira, mas vai lá fora gastar nosso dinheiro sem nos consultar...FORA DENTUÇA!!!!!!!

moimemei disse...

Cacique...como consegues fazer isto?!?!?

Parabéns forever!

@Filonescio disse...

Fabuloso...

Grande Chefe,

Esses seus cordeis são registro histórico. Espero que esteja guardando todos em algum outro lugar. Daria um excelente livro pra contar a história desses nossos dias. E poderia (é só uma ideia que me passou agora) trazer link para noticias com o intuito de explicar as estrofes para os brasileiros de 2050, como no caso da passagem "Quem joga pedra nos outros, No seu telhado tem vidro."


Parabéns!!!

opcao_zili disse...

Excelente idéia do Filonéscio.Dou a maior força. Tem mesmo que guardar.Vai que algum indecente resolve bagunçar seu blog...
Excelente cordel, meu amigo.Mas, será que eles não estão devolvendo o dindim da campanha? rsss Dá pra pensar.