Ser torcedor do SPORT Recife é traduzir paixão e alegria; mas também sofrimento e apreensão. Tudo sempre chega com muita agonia. Mas acontece. Uma hora acontece.
Depois de uma grande safra de alegrias, sequência de títulos e realizações, um pacote de constrangimentos: uma desclassificação traumática na Libertadores, o rebaixamento prá série B, a perda do hexa-campeonato, uma saída prematura da Copa Brasil, um desempenho sofrível no campeonato brasileiro e, aos trancos e barrancos, chega-se na última rodada dependendo apenas do resultado próprio. Era só ganhar do Vila Nova, já rebaixado, jogando com um time misto, embora em Goiania, mas era uma missão "tranquila".
Depois de uma grande safra de alegrias, sequência de títulos e realizações, um pacote de constrangimentos: uma desclassificação traumática na Libertadores, o rebaixamento prá série B, a perda do hexa-campeonato, uma saída prematura da Copa Brasil, um desempenho sofrível no campeonato brasileiro e, aos trancos e barrancos, chega-se na última rodada dependendo apenas do resultado próprio. Era só ganhar do Vila Nova, já rebaixado, jogando com um time misto, embora em Goiania, mas era uma missão "tranquila".
A torcida invade a capital de Goiás. Quase 6.000 enlouquecidos apaixonados.
Mas nada com o SPORT deixa de causar palpitações. O jovens jogadores do Vila resolveram engrossar o caldo. Faz parte do show. O nosso time vai prá cima e ameaça, bolas na trave, grandes defesas do goleiro e a sensação de que tudo se resolverá já, já.
De repente cai o céu no sequíssimo centro-oeste do Brasil. O campo alaga, acaba o futebol e começa um desespero. Os adversários em outros jogos começam a fazer gols. O tempo vai passando e nada...
Quase os 30 minutos do segundo tempo, aquele mesmo goleiro que estava fechando o gol, leva um frangaço e voltamos a ocupar a quarta vaga. Agonia por 15 minutos, embora sem nenhuma ameaça, e chega-se a pelo menos um dos objetivos do ano: voltar à Série A do campeonato brasileiro. A torcida invade o gramado com o consentimento do policiamento e a festa começa por lá mesmo.
Se na ida 2.000 loucos torcedores foram ao aeroporto dos Guararapes, imagine o que acontecerá hoje à tarde no retorno. A INFRAERO e a PM/PE já montaram um esquema especial. Mas a loucura vai ser grande.
Comedida, mas apaixonadamente, este cacique está muito feliz. Até colocou sua bandeira na varanda. 
Cantemos uma canção por esta centenária paixão: SPORT - Uma razão Para Viver
Comedida, mas apaixonadamente, este cacique está muito feliz. Até colocou sua bandeira na varanda. 






