رماد إلى رماد ، والغبار إلى الغبار
Ashes to Ashes, τη σκόνη στη σκόνη
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Nesses 100 anos de luta pelos direitos da mulher, cuja representação máxima é esta data, 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, conquistas importantes foram alcançadas. Mas muito se perdeu e se confundiu, em meio a tal objetivo. Eu não seria eu, esta mulher, se não fosse, hoje, pela contramão do usual, do comum, do "normal" neste dia.
O comportamento feminimo está muito masculino e não se pode debitar da conta dos homens. As mulheres são as primeiras a suspirar e estremecer sonhadoramente as pestanas por um homem que goste de cozinhar, e faça isso com certa habilidade, ao tempo em que torcem o nariz para a amiga que diz que vai... cozinhar. Se ela disser que fará isso para o seu homem, pior ainda. Há algumas gerações, o encanto, a poesia, a peculiaridade melhor de ser mulher tem quase que ser escondida, virou sinônimo de fraqueza, submissão.
Fruto da ditadura do discurso da liberação - muito diferente de liberdade - sexual. Que originou uma guerra de sexos, e não travada entre homens e mulheres, mas defendida e definida por mulheres que fazem questão de negar essa condição feminina. E se tornam mais parecidas com os homens do que muitos deles. Em nome da luta contra a discriminação da mulher...
Para mim, a forma como esses "revolucionários progressistas", bradam pelo dia Internacional da Mulher, dá a ele uma cara de luta armada. Nada me faz sentir mais discriminada como mulher, e mais diminuída em minha condição de ser humano do que isso: segundo os papas do esquerdismo, Marx e Engels, na família moldada pelos "capitalistas", o homem é o burguês e a mulher representa o proletariado. Não seria possível, portanto, segundo tal ditame, a emancipação dos trabalhadores sem a libertação das mulheres. Essa é uma causa que não me toca. São ideias que não me representam. Proletária sou do estado, que a esquerda tanto gosta e defende, pois trabalho quase meio ano para sustentá-lo, sem nada obter em troca.
O mundo precisa amulherar-se. Uma parte dele precisa, a parte composta pelas mulheres. Mas só as que nasceram sob o sexo feminino, pois há um tipo de mulher que tem até representante no Planalto Central, que nem intervenção Divina faz parecer mulher. O mundo feminino precisa feminilizar-se. Talvez incorporar a moda imposta aos homens, o tal "metrosexualismo". É isso, a mulher precisa ser metrosexual: gostar muito de si, gostar de se cuidar. Perder o medo de ser "sensível". Usar cremes maravilhosamente perfumados, comprar lingerie de primeira - algumas práticas outras simplesmente deslumbrantes - usar decote com calça comprida, calçando sapatilha. Jeans skinny com a camisa branca do namorado. Modelar a sobrancelha e caprichar no bikini brazilian wax. Abusar da saia e do scarpin, mas sair de cabelo molhado de manhã, que o vento trate de secar. Esmalte e batom vermelhos, mas pagando suas próprias contas. Receber flores, muitas, sendo cortejada. E lutar krav maga.
Quanto aos homens... ah, sim, precisam perder o medo de serem homens. De assumir o diferencial, o poder que a condição do gênero lhes confere. Há um monte de mulheres que são tão fortes e seguras (e femininas), que se sustentam, a si e à sua família, que não precisam nem querem ser submissas, que sabem muito bem qual é o valor de um homem. Um homem... macho.
Torça o nariz, quem quiser. Se for preciso, eu explico, sem medo de incluir palavras proibidas no dicionário politicamente correto que nos patrulha, a todos, mulheres e homens: aqui quem fala é uma mulher: fêmea, dama, donzela, amante, moça, adulta, velha, menina, matriarca, senhora, dona. Matrona, viúva, gata, esposa, dômina, beldade, avião, cidadã, flor, nobreza, delicadeza. Flamenguista e Cruzeirense. Diva, fada, bibelô, peixão - sereia!
Aqui quem fala é uma mulher. Que não precisa, não quer e não deseja a nenhuma sua amiga, um dia internacional. Quer, e deseja, todos.
Ilustração: A Mulher Com Brinco de Pérola, de Vermeer
Amanhã é o lançamento oficial da Campanha da Fraternidade 2011 com o tema "Fraternidade e a vida no planeta" e o lema "A criação geme em dores de parto", numa continuidade de 47 anos desse período de reflexão, auto-avaliação e conversão pessoal e comunitária.
Mais uma edição da sensacional paródia que vai ao ar todas as sextas feiras na Rádio CBN no programa Jornal da CBN.
Mais de R$ 1 bilhão já gastos e a ponte não concluída, e sem previsão para tal, que permitirá um dia a travessia do Rio Negro em Manaus só serve de paisagem prá foto.