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sábado, 4 de junho de 2011

Em Um Futuro Não Muito Distante...

Outro dia estava no mercado quando vi no final do corredor um amigo da época da escola, que não encontrava há séculos.

Feliz com o reencontro me aproximei já falando alto:
- Oswaldo, sua bichona! Quanto tempo!!!!

E fui com a mão estendida para cumprimentá-lo. Percebi que o Oswaldo me reconheceu, mas antes mesmo que pudesse chegar perto dele só vi o meu braço sendo algemado.

- Você vai pra delegacia! Disse o policial que costuma frequentar o mercado.

Eu sem entender nada perguntei: Mas o que que eu fiz?

- HOMOFOBIA! Bichona é pejorativo, o correto seria chamá-lo de grande homosexual.

Nessa hora antes mesmo de eu me defender o Oswaldo interferiu tentando argumentar:

- Que isso doutor, o "Marcão quatro-olhos" aí é meu amigo antigo de escola, a gente se chama assim na camaradagem mesmo!!!

- Ah, então você estudou vários anos com ele e sempre se trataram assim?

- Isso doutor, é coisa de criança!

E nessa hora o policial já emendou a outra ponta da algema no Oswaldo: Então você tá detido também.

Aí foi minha vez de intervir: Mas meu Deus, o que foi que ele fez?

- BULLYING! Te chamando de quatro-olhos por vários anos durante a escola.

Oswaldo então se desesperou: Que isso seu policial! A gente é amigo de infância! Tem amigo que eu não perdi o contato até hoje. Vim aqui comprar umas carnes prum churrasco com outro camarada que pode confirmar tudo!

E nessa hora eu vi o "Jairzinho Pé-de-pato" chegando perto da gente com 2 quilos de alcatra na mão. Eu já vendo o circo armado nem mencionei o Pé-de-pato pra não piorar as coisas, mas ele sem entender nada ao ver o Oswaldo algemado já chegou falando:

- Que porra é essa negão, que que tu aprontou aí?

E aí não teve jeito, foram os três parar na delegacia e hoje estamos respondendo processo por HOMOFOBIA, BULLYING e RACISMO.

Moral da história: Nos dias de hoje é um perigo encontrar velhos amigos!


Recebido por e-mail. Desconheço o autor. Mas o louvo muito pelo texto.

Dores nas Costas e Nos Braços: Ergonomia

Postura é tudo. Esse vídeo é muito didático.





Como Anda A Disputa Sobre Os Tablets e o Polo Industrial de Manaus

O Ronaldo Tiradentes publicou em seu Blog o bilhete acima em que dona deelma da uma afagada no governador Omar Aziz, recebido por ela em sua visita esta semana a Brasília para conversar com vários destaque do governo federal sobre a fabricação de tabletes no Brasil e seus impactos no Polo Industrial de Manaus.

Com esse manuscrito (diferente do EX, ela sabe escrever bem e a letra é caprichada) dona delma dá uma acalmada nos ânimos da bancada do Amazonas e no governador Omar Aziz pois "bocalmente" ela disse que "tivessem calma que as MP's que tratam dos tablets e afins não afetarão o PIM.

Como cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça, o turco deu a entender nas entrevistas que ele não acreditou muito nessa história e que estaria cansado das promessas do planalto, com a atual ocupante e seu antecessor.

O fato é que não deveria ter sido emitida a MP. Agora não adianta mais conversê nem pó-pó-pó pois prá mudar ou barrar a MP tudo depende mais das habilidaes e negociações no Congresso Nacional. E lá a coisa é mais fedida pois envolvem "outros interesses" e o mais provável é que hajam poucas ou nenhuma modificação. Sabe-se que a senadora Vanessa Onça Pintada Graziotin chegou a apresentar onze emendas em conjunto com o senador mocorongo Eduardo Braga (PMDB-AM). Mas daí a serem aprovadas a distância é longa, mesmo estando por perto das reuniões o líder de todos os governo, Romero Jucá (PMDB-RR). Vanessa também fez pronunciamento criticando as MPs 517, que dá incentivos à produção de modem, e a MP 534, que oferece tratamento fiscal que beneficia a produção de tablets em outros Estados, acrescentando que teme que televisores e celulares também se tornem bens de informática em função da multiplicidade e intercambialidade de uso desses equipamentos.
Acontece que as duas criaturas senatoriais do Amazonas (uma catarinense e um mocorongo) votaram a favor da MP 517 a mando do palácio do planalto. Mais uma razão pro turco por as barbichas de molho.

De olho e atentos.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Campeã Interplanetária de Grossura e Prepotência

Um espetáculo de grossura, prepotência, insolência, cara de pau, espírito ditatorial e mais tudo o quiser pensar que eu não vou ficar gastando de meu dicionário por aqui. Completem à vontade. Aconteceu nesta quarta feira na sessão plenária do senado federal, quando a martóxica suplício em sua cara mais esticada do que couro de tamborim assumiu toda sua insolência e desrespeitou todos os senadores presentes para mostrar sua otoridade e tentar calar os opositores.
Até alguns acólitos de plantão como a Marinor Brito-PA foi calada na marra pela namorada universal. Jucazinho, o líder de todos os governos, pediu tempo prá dar uma esfriada mas não adiantou. A muié estava possuída, como disse minha querida @pfuime. Antes de ver o filme, se benza.







Nem Prá Copiar Servem

Recentemente dona deelma e seus asseclas anunciaram que iriam implantar um monstrengo chamado Sociedade de Propósito Específico - SPE ( Vixe, parece nome de inseticida), para permitir a participação de empresas privadas na construção e operação de aeroportos no Brasil.

Vamos por partes, como diria Jack o Estripador.

Inventar essa tal de SPE é procurar uma forma politicamente correta de dizer PRIVATIZAR, ação correta e democrática de retirar o estado de funções que não são suas, mas que soam como palavrão nos ouvidos petralhas. A outra parte diz respeito à tal invenção.

Claro que é prematuro se tomar posição a essa altura do campeonato, uma vez que não se conhece a forma e conteúdo com que esse monstro irá ser posto no mundo.

Pelo que se sabe, a idéia é criar parceria de empresas privadas com a Infraero para gerir e operar o que já existe e cuidar de ampliações e reformas em conjunto.

Aí é que mora o perigo. Primeiro que começam errado ao confundir objetivo e forma com necessidade e premência.

A incompetência da Infraero extremamente politizada, corrompida e violentada para cuidar de suas instalações Brasil afora é inquestionável. Razão pela qual o caos se verifica em 99,9% dos aeroportos nacionais. Quando se põe na mira as necessidades imediatas de ação nos terminais aéreos, mormente aqueles das cidades-sede da Copa do Mundo, com destaque para o Rio de Janeiro pelas Olimpíadas; como o motivo central da operação, muda-se o foco da discussão e do problema real: as péssimas instalações que temos. A solução deverá estar completamente desvinculada dessas datas fatídicas para que realmente sejam levadas a sério e tocadas pelos que realmente querem fazer o serviço funcionar.

Outra coisa é: como vai se encaixar experiência e expetise dos técnicos da Infraero que realmente conhecem do ramo com a determinação e pragmatismo de empresários, clientes e usuários dos terminais? Quem manda em que e em quem? Fala-se em 51% privados e 49% da Infraero, mas como poder de voto iguais e poder de veto pela estatal. É claro que uma poha dessas não vai funcionar ou vai virar um antro de corrupção: você decide por mim e eu lhe pago por fora.

Quem se disporá a investir sacos de dinheiro em um empreendimento que outros vão controlar. Principalmente quando o "outro" é o governo. E aqui ressalto: QUALQUER GOVERNO.

Decisões técnicas de prioridades, cronogramas, etapas serem atropeladas pelo vereador da esquina é algo inadmissível, mas vai acontecer se o modelo for o que se anuncia.

Como a mãe pátria estará presente através de seu braço financeiro BNDES, o cacique se propõe a "tocar"o aeroporto Eduardo Gomes aqui em Manaus, cuja foto vemos acima.

Farei o reparo do que me incomoda como usuário: ampliação do terminal de passageiros com todas as facilidades de embarque e desembarque inexistentes e implantação de lojas que atendam os interesses dos passageiros e usuários e não dos administradores do aeroporto; ampliação dos pátios de aeronaves do terminal principal; do terminal de voos regionais (o chamado Eduardinho) e do terminal de cargas; ampliação das instalações de alfândega e fiscalização de cargas internadas e exportadas e suas áreas de armazenagem; ampliação e diminuição de preços do estacionamento; implantação do sistema de transfer próprio para acabar com a exploração dos taxistas exclusivos; dispor de melhor conforto de um modo geral para os frequentadores.

Agora minha parte comercial: o terminal de Manaus será o ponto de entrada de toda carga que venha das Américas Central e do Norte, bem como do Pacífico (Japão, Coreia, China, Singapura, etc) e dai recambiada para o resto do Brasil. Prá isso vou precisar de uma segunda pista.

Faço isso em 4 anos no máximo e prá atender os próximos 30 anos.

O Consumo de Energia na Alemanha, Ou Angela Merkel Blefou.

Na segunda feira 30/05 pp, a chanceler alemã Angela Merkel veio a público para dizer que a Alemanha iria encerrar a produção de energia em seu território a partir de reatores termonucleares até 2022. De pronto puxei o freio e recuei os flaps para nível zero. HEIN? Foi a primeira coisa que me veio à cabeça.
Como engenheiro eletricista custava-me crer que uma potência industrial como a Alemanhã tenha opções para fazer tal operação em tão pouco tempo, mesmo sem conhecer a matriz energética teuta.

Postei no twitter e alguns comentaram sobre o tema. Falei que ia estudar e aqui estou. Ao final citarei as fontes consultadas. Sigamos.

É certo que o consumo de energia na Alemanha vem diminuindo desde outubro de 2008, tomando como base as informações da Confederação Alemã das Empresas de Água e Energia. Nos primeiros três meses de 2009, o consumo de energia elétrica no país caiu cerca de 4%, enquanto o recuo no consumo de gás foi de 6%, sendo a queda motivada pela diminuição do consumo pela indústria, que responde por 40 a 45% do consumo total de gás e eletricidade no país, dentro das minhas espectativas desde o começo, pelo poder econômico do seu parque fabril, e tomando como referência o perfil brasileiro. Mesmo com a crise global, o consumo residencial e comercial pouco se alteram, pois suas infuências de oscilação estão mais ligadas a fatores climáticos e sazonais.

A matriz de energia alemã é composta basicamente de usinas termelétricas de fontes energéticas não renováveis: carvão mineral (50%), urânio enriquecido (26%) e gás natural (11%). A geração anual de energia elétrica está na casa dos 650 TWh. A titulo de comparação, com maior território e população, a produção brasileira é menor, em torno de 400 TWh anuais, ambos os dados de meados de 2008 (foi o que consegui de mais recente disponível para comparar, mas que não deve ter-se alterado desde então. Falo por experiência na matéria).Estamos pois falando de substituir 1/4 de tudo que se consome no país. E por qual fonte? Tentem imaginar isso no Brasil e dá prá se imaginar a encrenca que é.
Sabe-se que a Alemanha tem projetos arrojados em geração eólica, assim como os países escandinavos (Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia), o Reino Unido e a Holanda, aproveitando as fortes correntes de vento do Mar do Norte, tanto que planeja um gigantesco parque eólico offshore, com 30 usinas no Mar do Norte e no Mar Báltico com capacidade de até 25 mil megawatts até 2030, com as plantas instaladas entre 40 e 80 quilômetros do litoral, missão ousada já que em outros países, como na Dinamarca, a Holanda e o Reino Unido, as turbinas ficam a apenas poucos quilômetros da costa.
Lindo e ecológico não é? Só tem um pequeno problema: o projeto da instalação do tal parque eólico offshore representa também um grande desafio financeiro e tecnológico. Cada empreendimento custa 1 bilhão de euros e a instalação de cabos submarinos custa aproximadamente 1,5 milhão de euros por quilômetro. Os desafios tecnológicos e logísticos envolvem a instalação desses cabos no fundo do mar, a fixação das turbinas nas plataformas a mais de 25 metros de profundidade, as dificuldades de protegê-las da corrosão e garantir a operação e manutenção do parque em meio às constantes, violentas, traiçoeiras e imprevisíveis tempestades do Mar do Norte.

Sem contar o desenvolvimento das próprias turbinas. Os maiores fabricantes mundiais ainda engatinham em unidades onshore e têm acontecido inúmeros acidentes com suas unidades (leia AQUI), sem contar os efeitos sobre o meio ambiente. Para incentivar esses investimentos, o governo alemão elevou a tarifa paga aos proprietários de sistemas de energias renováveis fornecida à rede pública (feed-in tariff) para energia eólica produzida no mar de 9 para 15 centavos de euro, eliminando uma das barreiras para o seu desenvolvimento. Mas para garantir o mínimo de impacto ambiental, protegendo o ecossistema marinho e regiões de proteção ambiental, o investidor tem que submeter seu projeto a uma monitoração ambiental rigorosa durante mais de um ano para adquirir a licença de instalação.
Portanto esse caminho nem é fácil, nem rápido, nem barato.
Como a "fatia de vento" da pizza acima não deve evoluir tanto assim, vamos em frente nas outras.

A poderosa nação de Johann Sebastian Bach, emite em torno de 900 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono, sendo uma das campeãs. A União Européia espera que a Alemanha cumpra sua meta de reduzir esta produção em 21% em relação à linha de referência de 1990, logo a fatia carvão é impraticável de se aumentar, mesmo sendo ela detentora da maior reserva de carvão do continente, e mesmo assim através de importação da Polônia (23%), África do Sul (22%) e Rússia (20%).
No setor de gás natural, a sua produção atende apenas 20% da demanda nacional para geração de eletricidade e o país importa GN da Rússia, Noruega e Holanda, para atingir em torno de 100 bilhões de m3 por ano, com o país de Piotr Ilitsh Tchaikovsky representando quase 50%, o que irá requerer enormes negociações diplomáticas e comerciais e futuras dependências insuperáveis, o que não condiz com o perfil alemão. Some-se também as dificuldades ecológicas, tecnológicas e financeiras para a construção de novos gasodutos.

Desnecessário é trabalhar em cima dos 9% restantes da pizza.

Logo, a determinação e euforia de dona Angela deverão esbarrar em coisas sobre as quais o domínio não é completo e o poderio alemão pode se esvair.
Resta ainda uma saída "limpa": deixa o couro comer na produção de energia por carvão e compra créditos de carbono de países emergentes como o Brasil, por exemplo.

Eita: que coincidência. Estamos em vias de aprovar um novo código florestal no país. E como tem ONG européia brigando por isso né?


Obras no Itaquerão A Pleno Vapor

E as obras no Itaquerão, Fielzão, ou Gambazão, como queiram, o estádio do SC Corinthians Paulista vão de vento em popa. Toda tecnologia e dedicação disponíveis não adiarão a entrega da obra.






O Núcleo, O Exército e O Dever de Dizer Não



Recebi por e-mail esse texto de autoria de Antônio José Ribas Paiva, qualificado ao final. É longo, mas excelente. Foi publicado em 26/05/2011 no Blog Alerta Total a quem peço vênia por alterar o vídeo que toca a trilha sonora.

Em 1889 o Brasil tinha cerca de 14 milhões de habitantes, absolutamente alheios, como hoje, ao Sistema de Governo. Tratavam da própria vida, no ritmo dos trópicos, espalhados por 8,5 milhões de km².
O Império do Brasil era a segunda potência econômica e militar do mundo. O Maranhão, à época, grande produtor de algodão, era a 5ª potência econômica do mundo.
As Forças Armadas Imperiais tinham cultura de combate, adquirida na Guerra do Paraguai. A Marinha Imperial, 2ª do mundo, dominava o Atlântico, a projeção de poder do Brasil Imperial alcançava a África e o extremo oriente; cenário preocupante para a maior potência militar: o Império Britânico.
De repente, em 15 de novembro de 1889, aparentemente atendendo aos anseios de algumas centenas de republicanos e, supostamente em retaliação ao Visconde de Ouro Preto, Ministro do Império, Deodoro da Fonseca, com uma “barretada”, lançou o Império do Brasil no 3º Mundo.
A decadência permanente do período posterior à proclamação da República, levanta suspeitas e impõe uma análise histórica sob ângulos diferentes dos abordados habitualmente.
O Brasil, após 15 de novembro, “despencou” do 2º lugar como potência militar e econômica do mundo, para um modesto 46º lugar em 1964, quando houve uma “repescagem” econômica com os governos militares e o país, em 1973, ascendeu ao 8º lugar, como potência econômica.
A decadência continuou e, atualmente, o Brasil, apesar de ser a 7ª potência econômica mundial é, apenas, a 60ª potência militar e sua educação ocupa a 88ª posição.
Essa decadência foi atípica, porque o Brasil é uma potência natural, com território, população e recursos naturais. Não fossem os colaboracionistas, teria se desenvolvido como os irmãos dos Estados Unidos da América fizeram. E não se fale em povo, porque o povo nunca fez nem soube de nada; nem cá e nem lá.
Voltando a 1889, não é verossímil, que algumas centenas de republicanos, tenham empolgado o Exército Brasileiro a proclamar a República e, no aproveitamento do êxito, massacrado os oponentes da Marinha Imperial.
Para concluir basta perguntar: A quem aproveitou o fim do Império do Brasil?
Certamente ao Império Britânico, que como afirmou Eric Hobsbawm (historiador britânico), em a Era dos Impérios, tinha a América do Sul como parte informal de suas possessões.
A conclusão é dolorosa, mas deve ser feita. Foi apenas um Núcleo de Oficiais do Exército Brasileiro que, talvez inadvertidamente, garantiu o êxito do Império Britânico. Isso até se explica, porque Benjamin Constant, líder do movimento, não era guerreiro, era um professor de matemática, que tudo fez para não ir para a Guerra do Paraguai.
Estranhamente, o Exército Brasileiro, proclamou a República, mas não a implantou, limitando-se a algumas intervenções superficiais na Política, sem contudo, aprimorar as Instituições e garantir a Democracia.
A “classe política”, desde 1889, vem assenhoreando-se do Brasil, como coisa deles, e o Exército não vem cumprindo o seu exclusivo dever de dizer não.
Será que o Núcleo de Oficiais, que proclamou a República, ainda controla politicamente o Exército Brasileiro, suscitando um falso corporativismo, que procura manter os brasileiros fardados alheios à coisa política?
Esse alheiamento vulnerabilizou o Brasil, que sofre ataques de Guerra de 5ª Geração, sem qualquer reação. Nossas ferrovias foram destroçadas, de Norte a Sul, de Leste a Oeste; o Lloyd Brasileiro foi extinto; a guerrilha campesina atacou o agronegócio, financiada com dinheiro público e internacional; minérios estratégicos são exportados fraudulentamente, por preços vis; nossa indústria bélica, que garantiu o poder de fogo do Iraque e da Líbia, foi fechada; nossas hidrovias permanecem inexploradas; a logística tem “gargalos”, que entravam o desenvolvimento; tudo sem que o Exército dissesse não, apesar do evidente solapamento da Soberania.
Tudo leva a crer, que o Núcleo de oficiais, que lançou o Império do Brasil no 3º Mundo, perenizou-se e atua de forma intertemporal, sufocando, talvez inadvertidamente, nossas potencialidades. Seu papel não é complicado, basta impedir o Exército de dizer não. Assim foi na criação da Reserva Raposa Serra do Sol, também de interesse do Império Britânico, muito se falou, até com certa veemência, mas o Exército Brasileiro não disse NÃO (em 1904 a Guiana Inglesa nos tomou 19.000 km², na mesma região),
Essa omissão, do DEVER DE DIZER NÃO, possibilitou que os poltrões e traidores de gravata “cumprissem sua missão”. Para o Império Britânico a continuação do golpe já praticado em 1904 está em andamento! É preciso cumprir o DEVER DE DIZER NÃO!
Revisitando a história, observa-se que o primeiro ato da 1ª Guerra Mundial foi a Proclamação da República no Brasil.
A Princesa Izabel casou-se, em aliança monárquica, com o Príncipe Gastão de Orléans, Conde d’Eu, dinasta francês das Casas Bourbon Orléans e Saxe-Coburg-Gotha, forjando a aliança do Império do Brasil, com o Império Português, com o Império Francês e com o Império Austro-Húngaro e Alemão. O Austro-Húngaro corresponderia atualmente à Áustria, Hungria, República Checa, Eslováquia, Eslovénia, Croácia, Bósnia e Herzegovina e as regiões da Voivodina na Sérvia, Bocas de Kotor no Montenegro, Trentino-Alto Ádige e Trieste na Itália, Transilvânia e parte do Banato na Roménia, Galícia na Polónia e Ruténia (região Subcarpática) na Ucrânia).
Sem a proclamação da República no Brasil a 1ª Guerra Mundial não teria ocorrido.
A Marinha Imperial Brasileira dominava o Oceano Atlântico e as alianças monárquicas do Império do Brasil impediriam a formação da Tríplice Entente - a aliança militar realizada entre a Inglaterra, a França e o Império Russo após a assinatura da Entente Anglo-Russa em 1907. A Aliança Franco-Russa de 1871, juntamente com a Entente Anglo-Russa de 1907 e a Entente Cordiale de 1903, formaram a Tríplice Entente, entre a França, o Império Britânico e a Rússia.
Bem sucedido no Brasil, sem disparar um único tiro, graças ao Núcleo de oficiais existente no Exército Brasileiro, o Império Britânico deu andamento ao seu planejamento.
Em 28 anos, de 1889 a 1917, o Império Britânico destroçou 7 (sete) impérios: o do Brasil, o de Portugal, o Otomano, o Francês, o Russo, o Austro-Húngaro e o Alemão. O Império Otomano existiu entre 1299 e 1922 e, no seu auge, compreendia a Anatólia, o Médio Oriente, parte do norte de África e do sudeste europeu. O Império Russo existiu de 1721 (Czar Pedro I) até a Revolução Russa, de 1917 (Czar Nicolau II). Em seu ápice, em 1866, se estendia da Europa do Leste, percorria toda a Ásia e chegava à América do Norte. O Império Alemão governado pela Casa von Hohenzollern. Existiu desde a sua consolidação como Estado-nação em 1871 até 1918, após a derrota na 1ª Guerra Mundial.
Na história da humanidade não existe registro de tal “sucesso” em apenas 28 anos. Nem os Romanos conseguiram tal proeza.
Esse brilhantismo político-estratégico, que nos vitimou e, vitima, deve ser objeto de estudos adequadamente dirigidos, que ajudarão a sobrestar os 121 anos de decadência do Brasil.
Acima de tudo, o Exército Brasileiro precisa encapsular esse Núcleo de falso corporativismo, que vem impedindo o cumprimento do dever de dizer não.
Encapsulado o núcleo, o Brasil se autodeterminará automaticamente e a missão desta geração de brasileiros estará cumprida, sem qualquer ruptura, sem violência, basta, apenas, o Exército Brasileiro passar a cumprir o seu intransferível dever de dizer não.
Antônio José Ribas Paiva, Advogado, é Presidente do grupo de estudos União Nacionalista Democrática – UND. Texto enviado, em carta protocolada, no dia 4 de abril de 2011 a todos os Generais de Exército, membros do Alto Comando do EB.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Brasí Caboco

Dando continuidade à divulgação da obra de Zé da Luz, cujo Poema As Flô de Puxinanã publiquei AQUI, segue outro cordel chamado Brasí Caboco, conforme prometido.

Brasí Caboco

O qui é Brasí Caboco?
É um Brasi diferente
do Brasí das capitá.
É um Brasi brasilêro,
sem mistura de instrangero,
um Brasi nacioná!

É o Brasi qui não veste
liforme de gazimira,
camisa de peito duro,
com butuadura de ouro...
Brasi caboco só veste,
camisa grossa de lista,
carça de brim da “polista”
gibão e chapéu de coro!

Brasi caboco num come
assentado nos banquete,
misturado cum os home
de casaca e anelão...
Brasi caboco só come
o bode seco, o feijão,
e as veiz uma panelada,
um pirão de carne verde,
nos dias da inleição
quando vai servi de iscada
prus home de posição.

Brasi caboco num sabe
falá ingrês nem francês,
munto meno o português
qui os outros fala imprestado...
Brasi caboco num inscreve;
munto má assina o nome
pra votar pru mode os home
Sê gunverno e diputado

Mas porém Brasi caboco,
é um Brasi brasileiro,
sem mistura de instrangero
Um Brasi nacioná!
É o Brasi sertanejo
dos coco, das imbolada,
dos samba, dos vialejo,
zabumba e caracaxá!

É o Brasi das vaquejada,
do aboio dos vaquero,
do arranco das boiada
nos fechado ou tabulero!
É o Brasi das caboca
qui tem os óio feiticero,
qui tem a boca incarnada,
como fruta de cardoro
quando ela nasce alejada!

É o Brasi das promessa
nas noite de São João!
dos carro de boi cantano
pela boca dos cocão.
É o Brasi das caboca
qui cum sabença gunverna,
vinte e cinco pá-de-birro
cum a munfada entre as perna!

Brasi das briga de galo!
do jogo de “sôco-tôco”!
É o Brasi dos caboco
amansadô de cavalo!
É o Brasi dos cantadô,
desses caboco afamado,
qui nos verso improvisado,
sirrindo, cantáro o amô;
cantando choraro as mágua:
Brasi de Pelino Guedes,
de Inácio da Catingueira,
de Umbelino do Texera
e Romano de Mãe-d’água!

É o Brasi das caboca,
qui de noite se dibruça,
machucando o peito virge
no batente das jinela...
Vendo, os caboco pachola
qui geme, chora e soluça
nas cordas de uma viola,
ruendo paxão pru ela!

É esse o Brasi caboco.
Um Brasi bem brasilero,
sem mistura de instrangêro
Um Brasía nacioná!
Brasi, qui foi, eu tô certo
argum dia discuberto,
pru Pêdo Arves Cabrá.

Vicinal na Amazônia Tem Essas Surpresas

Um amigo passando numa estradinha vicinal próxima à rodovia de acesso à mina de estanho do Rio Pitinga, município de Presidente Figueiredo, a cerca de 200 quilômetros de Manaus, avistou esse casal de gatinhos à beira da estrada. Você levaria leitinho prá eles?