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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Cordelando 102: Fatiando o Chester


Nem no tempo do Natal,
Não temos sossego não.
Desprezando seu Noel,
Vai surgindo mais ladrão.
Pois além de não parar,
A trama da Lava a Jato.
Aparecem os ministros,
Que deelma vai ter ao lado.

Loteando a esplanada,
Como a muito já se faz.
Fatiando ministérios,
Para quem promete mais.
Compromisso com valor,
Competência ou coisa assim.
Só sobe no elevador,
Um monte de gente ruim.

Do povo da economia,
Não preciso mais falar.
Pois foram lá colocados,
Para a onda segurar.
Levy, Barbosa, Tombini,
Vão botando pra fuder,
Protegendo a governANTA,
Dando a cara pra bater.

Para dois que disputaram,
Eleição estadual.
Levando couro nas urnas,
Na Amazônia Ocidental.
Dudu Braga e Barbalhinho,
No conluio são dotô.
E na pesca e energia,
Vão tocar o seu horror.

Mestre Aldo novamente,
Colocaram num lugar.
Onde não entende nada,
Como pode se achar.
E até projeto dele,
Proíbe contratação.
De programa que reduza,
Vaga por toda nação.

No campo reina soberba,
Senadora que mudou.
De ferrenha adversária,
Cheira-calçola virou.
Desagradou como encanto,
Empregado e produtor.
Dona Kátia não se iluda,
Vai causar um bololô.

Foda mesmo é o que se vê,
Na grande contradição.
Cid Gomes vai virar,
Ministro da Educação.
Ele mesmo que um dia,
Na greve de professor.
Falou que salário é pouco,
O importante é o amor.

Vindo de lá da Bahia,
Jaquisvagui se instalou.
Na cadeira da defesa,
Onde Amorim se sentou.
Cada um que entenda menos,
Da pasta tão importante.
Já que nas Forças Armadas,
Se respeita o comandante.

O maior feladapota,
Que surgiu lá no listão.
Foi prefeito de São Paulo,
Até fundar partidão.
Que dizia não saber,
Se era direita, de centro,
Esquerda talvez um dia,
Fosse de fora ou de dentro.

Tem um monte de indicado,
Que boiaram sei de onde.
Um monte de meio famoso,
Que não perderam o bonde.
Os partidos reclamaram,
Sua cota no butim.
Cada um que perseguisse,
o "dá um pouquinho pra mim".

Fugindo um pouco do tema,
Mudando pra Petrobras.
Venina deu entrevista,
Que nas redes deu virais.
Reiterou que tudo disse,
Pra gerente e diretor,
Sobre toda roubalheira,
Que na empresa se instalou.

Quase que de imediato,
Veio retaliação.
Lá mostraram documento,
Manchando reputação.
Falaram de uns contratos,
Que teria seu marido.
De parecer por escrito,
Dizendo não ter perigo.

Venina ficou chocada,
Lolo, logo se arretou.
Entregou ao ministério,
Todo seu computador.
Onde constam todas provas,
Que eles precisam saber.
Pra abrir até inquérito,
E processar o poder.

E ainda tem mais uma semana,
Pra encerrar este ano.
Mesmo de férias na praia,
A mulher tá governando.
Pode sair outra lista,
Antes do mês se findar.
Fato é que todo jeito,
O povo vai se lascar.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Feliz Natal


Mais uma vez é Natal. Ou, como diria a Simone, Então é Natal.
Pra falar a verdade, eu não gosto do Natal. Fico triste e angustiado por terminar mais um ano e não ver uma porrada de sonhos e desejos não concretizados e metas não atingidas. E mais ainda por ver que a cada ano o verdadeiro espírito do Natal é engolfado por papais noéis, pinheiros, guirlandas e coisas do gênero. Além de caixas e caixas de presentes. Pouco se vê de incenso e mirra e muito se vê de ouro.
De qualquer forma, desejo a todos os queridos amigos, virtuais e reais, um Feliz Natal; daqueles em que o Recém-Nascido seja efetivamente celebrado em Sua Grandeza e Glória.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Larga de Meu Pé, Chulé


Assistindo o JN ontem de noite, tomando uma cervejinha, assistindo Venina, Graça e a regovernANTA e, depois de ler as postagens do Quinzão no twitter, tive um insight do que poderia ter sido a intenção da dentuça quando disse que iria consultar o MPF para definir seu sinistério.
A merda está muito feia, sem dúvida. Mas, independente de tudo, a base alugada está mordendo o pescoço dela para arrancar ministérios e cargos.
Até o PT iniciou uma varredura de cargos de segundo e escalões menos cotados, para ocupar. Segundo a criatura nefasta Falcão, "deixaram escapar trocas por técnico de carreira sem comprometimento político".
Isto posto, acho que não foi por acaso, por ingenuidade, por leseira, por qualquer outro motivo que não seja MERCANDISING dirigido por João Göebels Santana; que a deelma fez questão de dizer, durante um café da manhã com a fina flor da imprensa nacional, que questionará o Ministério Público para saber se os nomes indicados por partidos aliados têm algum grau de envolvimento com os escândalos de corrupção que brotam da operação Lava a Jato. Na minha modesta opinião silvícola, a imperatriz teve claramente a intenção de criar constrangimento para ministeriáveis citados, declarados, pretendidos, empurrados ou negociados.
Se eu estiver certo, as expectativas pessoais ou corporativas ou partidárias nas indicações de nomes que estejam sendo investigados ficam em banho maria e ela pode por os apaniguados supostamente mais leais e mais dóceis.
Diz-se que, ao longo do dia de hoje, ela indicará mais alguns ministros. Gente que já está sentado ou que não boiaram nas manchetes. Enquanto isso, deelma aproveitou o café da manhã com as estrelas do jornalistas no Palácio do Planalto para fazer uma ação preventiva para blindar o seu segundo governo de um quase certo escândalo nos primeiros meses com a nomeação de ministros investigados na Operação Lava Jato.
Ponho ficha na minha aposta, embora não entenda tanto assim de política e seja apenas um indiozinho curioso.
A ver...  

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

MP 656: Regulamentou de Parto de Macaca a Atracação de Navio

A Medida Provisória 656 aprovada no início da semana pelo Senado ganhou notoriedade no noticiário porque contemplou a correção da tabela do Imposto de Renda a vigorar em 2015 num percentual de 6,5%, contrariando a vontade da regovernANTA que tinha prometido 4,5% no dia 01/maio passado, como parte de seus pacotes de bondade da eleição.
Claro que ela se-esqueceu-se da validade da MP que caducaria e a a tabela não seria corrigida, retendo o governo nosso salário e, claro, nunca mais devolvendo. A base alugada bobeou e corrigiram a facada.
Tudo bem, diriam os incautos. Que felicidade, diriam os tontos. Mas não foi só isso. 
Só para dar base ao post: o texto original da MP previa a concessão de Incentivos fiscais para a importação de peças e componentes para aerogeradores, visando reduzir o custo de usinas eólicas e disponibilizar energia mais limpa. Até aí tudo bem... 
Acontece que a estrovenga agregou uma porrada de contrabando, como se chama no jargão do congresso. Foram incorporados ao texto, e consequentemente aprovados, outras coisas que não tinham nada a ver com o objetivo principal. Claro, que beneficiando os afilhados do poder e metendo a mão no nosso bolso. Senão vejamos...
Começa com uma facada na CHESF - Companhia Hidrelétrica do São Francisco, supridora de energia do Grupo Eletrobras, que foi obrigada a engolir a revisão do artigo 22 da Lei 11.943/2009, onde se regula os contratos de fornecimento de energia elétrica celebrados entre concessionárias e consumidores finais. 
Esses contratos só vigorariam até o dia 30 de junho de 2015, quando a CHESF poderia praticamente triplicar o custo de energia de empresas chamadas de eletrointensivas como GERDAU, BRASKEM e VALE, ajudando o caixa da empresa mas praticamente inviabilizando a operação das indústrias.
Hoje o custo da energia dessas empresas é de aproximadamente R$ 100/MWh, enquanto no mercado de curto prazo, para venda em 2015, oscila atualmente ao redor de R$ 380/MWh, o que implicaria um enorme salto de custos caso as indústrias tivessem de substituir o acordo atual com a CHESF por novos contratos de compra e venda.
Se buscassem novos contratos de longo prazo, as indústrias dificilmente encontrariam energia disponível com preço médio inferior a R$ 150/MWh. 
Essas empresas contratam energia junto à CHESF, em um contrato particular que não se configura em fornecimento a partir das distribuidoras, tampouco em um acordo direto entre consumidores e geradoras. Por isso, as indústrias conseguiam acesso à energia a um custo mais competitivo.
No mesmo balaio de gatos, çuas inçelenças encaixaram uma benesse à bancada da bola: o parcelamento das dívidas dos clubes brasileiros junto à seguridade social (INSS e FGTS) em 240 vezes sem contrapartidas, uma manobra vergonhosa do deputado Jovair Arantes e do senador Romero Jucá. Uma medida como essa continua pavimentando o caminho para o abismo, distanciando cada vez mais o futebol brasileiro do profissionalismo e da modernização; pois,. além de refinanciar as dívidas das entidades esportivas em 20 anos, o benefício concede reduções de 70% nas multas, de 30% nos juros e de 100% em encargos.
Também enfiaram no meio a criação de um novo modelo tributário para o setor de bebidas frias (água, cervejas, refrigerantes e isotônicos) a pedido da industria do ramo e a ampliação da desoneração da folha de pagamentos para outros 12 setores, como audiovisual, balas e chocolates, café solúvel, serraria e madeira e material gráfico.
E podia ser pior.
Ronaldo Caiado conseguiu retirar o item que estabelecia a federalização da inspeção de carnes e outros produtos de origem animal da Medida Provisória 656/2014. A chamada “emenda Friboi” impediria a fiscalização de estados e municípios, mudando a regra consolidada no país para inspeção de carne e produtos de origem animal. Essa nova norma só beneficiaria o JBS que quer o monopólio da carne no País.
Outra vitória da oposição foi a exclusão do item que permitia a desapropriação imediata de terras sem passar pela necessidade de decisão judicial, numa clara violação à Constituição, naqueles tradicionais arroubos de tirania, próprios do PT e seus acólitos.
O que era pra fazer eles não fizeram: ipedir que seja obrigatório o emplacamento de máquinas agrícolas, o que vai onerar o custo de produção no campo, principalmente para os pequenos e médios agricultores.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Cordelando 101: Fim de Mandatos e "Novos Começos"


Vai chegando o fim do ano,
E tudo tem que mudar.
Fim do primeiro mandato,
Segundo vai começar.
Fora o povo do dinheiro,
Que a dentuça nomeou.
Não vingou mais nenhum nome,
Pois confusão já causou.

Comprometida com a base,
Renovando o aluguel.
Tem lá tanto candidato,
Que não cabe no papel.
Sem falar no xeque mate,
Que só causa restrição.
Pelos nomes envolvidos,
No rolo do Petrolão.

E o juiz Sérgio Moro,
Recebeu mais um listão.
Onde aparece mais gente,
Que abuletou seu bilhão.
Dessa vez já aparece,
O nome de autoridade,
Agora que eu quero ver,
Como vai ser de verdade.

Tem Humberto, Lindbergh,
Gleisi, Delcídio e Renan.
Roseane, Jucá, Raupp,
Vai sair mais amanhã.
Palocci já está no meio,
Sérgio Cabral tá também.
Acho que pra ser ministro,
Não vai sobrar mais ninguém.

A dentuça mesmo disse,
Conversando com Cristina.
Que no Brasil é difícil,
Que o gabinete defina.
Pôs a culpa até no face,
Que nomeou de maldito.
Pois lá se fala das coisas,
Que põem ela no perigo.

No que se refere a Graça,
Que manda na estatal.
A pressão está enorme,
Pra acabar o carnaval.
Se tira diretoria,
9 dedos anunciou.
Isso é problema da deelma,
Foi ela que nomeou.

Olhando na foto acima,
Me veio a inspiração.
Disse Toffinho no discurso,
Terceiro turno tem não.
Como pode o magistrado,
Duma corte eleitoral,
Descartar contestação,
.Duma coisa imoral.

Por conta desse diploma,
Discursou a governANTA.
Falou de todo sucesso,
Que seu governo alcança.
Disse que ela inventou,
A recente operação.
Pois é meta que ela tem,
Acabar corrupção.

Um outro fato marcante,
Feita em tom de despedida.
Foi o grande Ribamar,
Chorando sua saída.
Colocou-se como vítima,
Ao falar do Maranhão.
Pois segundo o que ele pensa,
Teve grande progressão.

Outro buxixo danado,
Que surgiu lá no plenário.
O bate boca da poha,
Bolsonaro com Rosário.
Ela chamou estuprador,
Ele diz que não merece.
Pois não vai ter que estuprar,
A ela que não merece.

Encerrando-se também,
Todas duas CPI´s.
Fizeram dois relatórios,
Se por os pingos nos I´s.
Marco Maia até tentou,
Dar uma de acusador.
Mandando investigar,
O bagrinho que boiou.

Lá em cima nuzistêites,
O Obama avermelhou.
Estendendo sua mão,
Ao cubano ditador.
Por um lado até foi bom,
Pois acaba a armadilha.
Da esquerda idiota,
Sobre o boicote na ilha.

Encerrando o cordel,
Falando de amenidade.
Lá na ilha do Havai,
Não faltou publicidade.
Numa praia conhecida,
Pelas ondas entubadas,
Medina não conseguiu,
Dar sua comemorada.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Cordelando 100: Centúria é Pra Festejar


Em julho de 2011, minhas queridas amigas @moimemei e @online_boo (na ocasião, @sonia_lv) deram uma corda danada pra eu começar a fazer poesia. Sem a menor habilidade para tal, resolvi fazer um cordel, brincadeira de terraço de casa de praia com meus irmãos e amigos.
Deu certo, tomei gosto e passaram a sair os cordéis cômico-político-ácido-sacaneáticos desta Tribo dos Manaós, que tento postar nas sextas feiras, comentando sobre os fatos da semana.
Mas um marco centenário não se pode gastar com as canalhices deste (des)governo, o mote principal dos versos. Vou usá-lo para fins mais nobres e celebrar esta referência importante e histórica.
Grato aos leitores pelo que me aturam em meus desabafos rimados. Vamos rumo aos 200...

Como é bom comemorar,
Uma data importante.
Afinal inteirar 100,
Não se faz a todo instante.
Usando aqui o espaço,
Pra criticar coisa ruim.
Tenho feito muito amigo,
O que é muito bom sim.

Cada sexta que se passa,
Mais gente comparece.
Sei que leem o que escrevo,
Pois na contagem aparece.
Poucos deixam comentário,
Isso até me faz bulir.
Custa nada me dizer,
Se gostou do que escrevi?

Quando estou pondo meu texto,
Na tela em frente a mim.
Rio feito um corsário,
Comemorando o butim.
Parece que vem no peito,
Revanche do que passou.
Pouco posso reparar,
Mas barato não ficou.

Leio no face ou twitter,
Risada grande que só.
O que até me consola,
Pois doido eu não estou só.
Quando repassam pra frente,
Atraindo mais um leitor,
Até ouço o aplauso,
Pois foi mais um que gostou.

No meio da caminhada,
Apareceu encomenda.
Fazer um cordel prum amigo,
Vontade me incrementa.
Teve a rádio do seu dino,
O bistrô do Edgard.
Aniversário de monte,
Fiz cordel pra agradar.

Engenheiro bem ligado,
A construir e montar.
De repente me percebo,
A numa tela versar.
E não é que fica bom,
Depois de tudo rimado.
Faço verso criticando,
O roubo de todo lado.

Devo aqui agradecer,
Ao povo lá da dentuça.
Pois motivo não me falta,
Pra lhe por dedo na fuça..
Fazem merda de montão,
Asneira que não acaba.
Deixando este cacique,
Na rima desembalada.

Tem até uns personagens,
Que aqui sempre aparecem.
E não é por implicância,
Mas eles que se oferecem.
Eu não posso é perder,
Nenhuma ocasião.
Ponho logo no cordel,
E causo a tal confusão.

Vamos em frente meu povo,
Tem 4 anos na frente.
A Tribo não vai deixar,
De apoiar nossa gente.
Batendo em quem se precisa,
Elogiando se puder.
E aqui sem preconceito,
Seja lá homem ou mulher.

100 versos se completou,
Vai ter mais 100 se vier.
Agradeço só a Deus,
Se saúde Ele me der.
Pois coragem não me falta,
Na rima tenho valor.
Vou fazendo meu trabalho,
No bandido dou calor.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Cordelando 99: Verdade Verdadeira?


Que imagem comovente,
Escolhi para postar.
Igualzinha a crocodilo,
A dentuça a lagrimar.
Tudo apenas pela causa,
E não só por vaidade.
Ao sair o relatório,
Da comissão da verdade.

Prepararam encadernado,
Calhamaço do grandão.
Entregaram pra dentuça,
Na solene reunião.
Disseram que investigaram,
Lá desde 48.
Na verdade o que fizeram,
Foi dourarem o biscoito.

Julgaram e já condenaram,
Quase todos generais,
Uns PMs contratados,
Não ficou nada pra trás.
Esqueceram de buscar,
Quem morreu do outro lado.
Inocente que tombou,
Por causa do atentado.

Tiroteio em plena rua,
Bala voando no banco.
Sequestro de embaixador,
Isso varreram pro canto.
Importante é garantir,
Pra muitos grande pensão.
Uma grana do gunverno,
Quer merecesse ou não.

Tá certo que teve gente,
Que apanhou pra valer.
Um que nem sabia nada,
Outro fez por merecer.
Um que desapareceu,
Outro que sumiu do mapa.
Botando lá sempre a culpa,
No torturador de capa.

Voltando ao outro lado,
Onde tudo se aceitou.
Se dizendo democratas,
Uma luta se formou.
Só sei que o que diziam,
Diferente se fazia,
O objetivo mesmo,
Foi matar democracia.

Na sua cabeça insana,
Que dentro só tem jujuba.
Queriam só transformar,
O Brasil na grande Cuba.
Tava tudo arranjado,
Acertado com Fidel.
Brasil virava comuna,
Ia ser sopa no mel.

Agora passado tempo,
Anistia concedida.
Apaga todas as culpas,
Encerra toda intriga.
Volta quem tava exilado,
Perdoa quem sequestrou.
Militar foi reformado,
Bandido regenerou.

OAB achou foi pouco,
Recorreu até supremo.
Tortura não se perdoa,
Tem que bater com o remo.
Os ministro discordaram,
Aprovada estava a lei,
Todo mundo anistiado,
Era palavra de rei.

Tão logo se abuletaram,
Na cadeira do poder.
Os comunas revoltados,
Fizeram prevalecer.
O desejo recolhido,
De se vingar dos milico.
Por terem perdido a guerra,
Sem nela nem terem ido.

Criaram a comissão,
Pra apurar o que se passou.
E o resultado que deu,
Quase a todos agradou.
Canonizaram de santo,
Bandido sequestrador.
Puseram em cima do altar,
Quem a bomba detonou.

Com o perdão de quem sofreu,
Realmente por tortura.
Isso eu mesmo não aceito,
Fica aqui a minha jura.
Mas fazer apuração,
Das desgraças só de um lado.
Me parece sacanagem,
Tendência de algum safado.

Ou se pune a todo mundo,
Que a lei desobedeceu.
Ou deixa lá como está,
Respeitando quem morreu.
Chororô que seja sério,
Pela mãe, esposa, filha.
Seja de verde ou vermelho,
Não vamos botar mais pilha.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Cordelando 98 ANTA; regovernANTA - 036: Licença Para Matar


Ocorreu esta semana,
Uma grande votação.
Que libera a governANTA,
Pra gastar um dinheirão.
O projeto 36,
Revoltou toda nação,
Pois quebrou regra do jogo,
Que tem tempo de montão.

Uma Lei bem no jeitinho,
Pra esconder a confusão.
A bagunça que virou,
O orçamento da União.
Depois que gastou um monte,
Seja correto ou não.
Apaga tudo que fez,
E não deixa rastro não.

Gasto se faz com responsa,
Isso agora se acabou.
Quando tá chegando a hora,
O ano que se findou.
Esquece o investimento,
Deixa pra lá isenção.
O importante é mostrar,
Que tudo tem correção.

Muito mais que 100 bilhões,
Há que desaparecer.
Pra poder fechar a conta,
Tudo pode se fazer.
Se não cabe pelo bem,
Faz-se de toda mutreta.
Fecha a porra do balanço,
Nem que seja na marreta.

Mas a coisa não foi fácil,
Pois tinha a tal lei fiscal.
Mandou-se então pro congresso,
Um chuncho fenomenal.
Mudando em tudo o limite,
Aumenta o consentimento.
Contanto que se abafe,
A explosão do orçamento.

A base bem alugada, 
Não se curvou logo não.
Aproveitou a sacada,
Pra empurrar um pacotão.
No momento que se vive,
Mudança no ministério,
Pediram um carguinho e outro,
Pra valer o adultério.

Achando pouco o butim,
Parlamentar já aumentou.
A cota das tais emendas,
Que no passado colou.
"Queremos alguns milhões,
Pra indicar pra o que quiser.
Setecentos cada um,
Dê a merda que lá der".

No afã de se livrar,
De um crime federal.
A dentuça topou logo,
Começou o carnaval.
Cada um que lá falasse,
Defendia com ardor.
O projeto de poder,
Que o PT implantou.

Oposição até tentou,
Segurar o pacotão.
Fizeram sim muito esforço,
Usando a obstrução.
Conseguiram pelo menos,
Segurar uma semana.
Pra não deixar entrar frouxo,
No nosso cu a banana.

Mas não teve jeito não,
No dia que foi marcado.
Todo mundo no plenário,
Um fuzuê arretado.
Começou pela tardinha,
Mas logo se percebeu.
Que a galeria cheinha,
No bolo já se meteu.

Começaram caladinhos,
Como prevê regimento.
Mas duma hora pra outra,
Surgiu o constrangimento.
A galera gritou algo,
Deputada duvidou.
O que era "Vai Pra Cuba",
Vagabunda já virou.

Puta merda só lhe digo,
Foi grande o arranca-rabo.
A puliça interviu,
Porrada pra todo lado.
Cabeleira se meteu,
E mandou esvaziar.
Por pouquinho a dona Ruth,
Escapou de se esganar.

Dia seguinte retorna,
A vergonha nacional.
Acocorou Congressista,
Na ordem passional.
"Vota Saporra na marra",
Ordenou a presidentA.
Façam a parte de vocês,
Que o resto aqui nóis aguenta.

O babado foi enorme,
Demorou o dia inteiro.
Entrou pela madrugada,
Como se fosse puteiro.
Aprovaram o bagulho,
Do jeito que se mandou.
Desde já eu adivinho,
A zona aqui se implantou.

Só me diga meu amigo,
Quem é lá que vai querer.
Cumprir o seu orçamento,
E nunca mais se eleger?
Cada um que gaste mais,
Não interessa em que for.
Pois lá no final do ano,
O pecado se acabou.

Não é só o executivo,
Que vai fazer isso não.
Vai ser nos tais 3 poderes,
Gastança no caminhão.
Descontrole do cacete,
Sujeira pra todo lado.
Um retrocesso no tempo,
A volta do descalabro.

Uma coisa é já bem certa,
Findou estabilidade,
A moeda vai virar,
Um item de caridade.
Previsão que se fazia,
Valendo pro ano inteiro.
Não chega no fim do dia,
Para todo brasileiro.

Grana vai ser pouca não,
Pra cobrir o grande rombo.
Todos sabem a origem,
Nosso bolso sente o tombo.
Novos impostos e taxas,
Já começam a renascer.
Nosso salário já sente,
Que começa a se fuder.

Pena mesmo que não possa,
Dar um tapa num safado.
Na hora que o bicho pega,
Só sobra pro nosso lado.
Eles sempre tão de boa,
Pois na hora do aperreiro.
Aumentam seu pagamento,
Sem ter medo nem receio.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Lista do Toma-Lá-Dá-Cá


Aqui temos a lista dos que foram contra e a favor da aprovação do PLN 36, a Lei do Chuncho, ou a Lei do Calote, como preferirem. Sintam-se à vontade para mandar e-mail para os congressistas.












Há Uma Luz No Fim do Túnel - Há Espartanos no Congresso


Bom dia.
Há luz no fim do túnel.
Mesmo tratorados por uma maioria berrante e escandalosa, os que hoje são oposição lutaram bravamente ao longo do dia, tarde, noite e madrugada uma batalha desigual, fomentada por muita grana no futuro, através das emendas, cargos e favores.
Usando toda a experiência e competência inequívoca, senadores e deputados dos partidos que irão contrapor aos vexames dos súditos da regovernANTA, manobraram por quase o tempo de um dia inteiro contra o volume desproporcional de agressões, mentiras, infâmias e vilipêndios ao vernáculo e à gramática; com uma garra espartana; mesmo contra valores de porte, ainda que operem apenas do lado a favor de governos, desde os idos de Tomé de Sousa, como Renan Cabeleira Calheiros e Romero Eterno Líder Jucá.
Cenas dantescas se sucederam por toda sessão. Chocou-me sobremaneira a tentativa de vitimismo das parlamentares comunistas Jandira e Vanessa (não completo com sobrenome a propósito), que insistiram em se declararem ofendidas pela galeria no dia anterior, mesmo comprovadamente tendo usado homofonismos de "Vai Pra Cuba" com "Vagabunda", assim como todos aqueles que a elas se solidarizaram, usando o fato como bandeira de guerra e cavalo de batalha e, descarada e despudoradamente, vinculando a hipótese da ocorrência ao senador Aécio Neves, como se ele fosse o mentor do falso evento.
Ainda sobre o senador Aécio, ficou claro o caminho a ser adotado pela corja vermelha durante a próxima legislatura. Para desqualificar o processo de oposição, serão usados brutalmente os termos "candidato derrotado" e "descer do palanque"; aqui registrando este silvícola o conselho para que os partidos de oposição já desenvolvam um antídoto para tal
Não vou citar nome para não ser injusto por omissão de alguém, mas um time de muito bom nível técnico se montou. E ainda tem reforços a caminho. Temos alguma chance de nos fazer representar. 
Do outro lado, a submissão e vassalismo se renovaram numa incrível manutenção do mau-caratismo, incompetência linguística e argumentação pífia. Claro, tudo isso turbinado pela ostensiva gana por poder a todo custo, obsessão ilimitada por verbas e cargos e acentuado instinto de cheira-calçolas da horda que compõe a base alugada.
Apostemos mais um pouco na oposição antes de corrermos para as colinas.