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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Racionalização X Racionamento


Andei fazendo uns exercícios sobre a composição do consumo de energia usando os dados do Operador Nacional do Sistema - ONS, Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, Câmara de Comércio de Energia Elétrica - CCEE, Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico - CMSE e outros órgãos afins; que fui conseguindo com a ajuda do São Google.
Cheguei à conclusão assustadora que, se forem feitos enormes e caríssimos esforços educacionais e de mudança de hábitos por todas as concessionárias junto a seus clientes, hoje uma economia de energia que seja substancial para permitir ao frágil sistema elétrico brasileiro atender a carga em condições mínimas de segurança, sem apagões, depende mais do consumo nas residências do que na indústria ou comércio.
Senão vejamos...
A partir dos eletrointensivos (as indústrias que têm na energia o maior de seus insumos: siderurgia, cimento, petroquímico, papel e celulose, etc), é notório que fazem análises permanente de seus processos e buscam novas tecnologias para reduzir custos e aumentar as margens de lucro. O fato de serem subsidiadas e serem passíveis de terem maiores aumentos de tarifa, não os assusta, pois se assim o for, mudam para países que os conceda; além de terem sempre a seu lado a ameaça de fim de empregos, redução de divisas, etc, etc. 
Com a sistemática redução de produção nos demais setores industriais com a economia mais fraca, as empresas já cortaram a produção e não têm muito o que baixar. Além disso, a indústria já vem investindo em projetos para combater o desperdício de energia há algum tempo e reduziu o consumo nos últimos quatro anos pra poder balancear as garantias de manutenção de empregos que deram durante o período de incentivo fiscal que receberam. E ninguém vai investir em tecnologia pra reduzir custos em épocas de incertezas tão altas.
O setor comercial pode contribuir um pouco. Shoppings Center, supermercados e grandes magazines podem atacar seus programas de operação dos grandes "gastadores de energia", como ar condicionado, centrais frigoríficas, iluminação de salões e estacionamentos, etc. 
Antes de abordar o consumo residencial, onde pretendo apresentar minha tese, quantifico o perfil de consumo por classe no Brasil, para facilitar o entendimento:

  • Industrial    --> 37%
  • Comercial   --> 16%
  • Residencial --> 28%
  • Rural           --> 5%
  • Outros         --> 14% (Iluminação Pública, Consumo Próprio, Serviços Públicos)



Destaco aqui que a importância do setor residencial é enorme no perfil de consumo brasileiro.

Sendo bastante otimista, tomando como base o trabalho que fiz no passado com Conservação de Energia em todas as áreas de consumo, na situação atual do parque industrial e do sistema comercial, fazendo um grande esforço e com muita participação do lado das empresas, dá pra reduzir uns 5% no setor industrial e uns 20% no setor comercial.
Ainda trabalhando com números redondos, tem-se hoje uma ponta de carga da ordem de 85.000 MW para uma capacidade instalada de geração da ordem de 130.000 MW.
Pelo porte das usinas instaladas e da interligação existente entre sistemas, é razoável se pensar que se tenha indisponível por necessidade de manutenção, algo em torno de 10% da capacidade girante (tudo que se pode dispor ao mesmo tempo); ou seja tem-se sempre 117.000 MW para fazer frente a uma ponta de carga de 85.000 MW, o que significaria uma reserva de 32.000 MW ou 27%.
Considerando o estágio atual dos reservatórios e a participação da geração hidráulica, temos que considerar uma redução de uns 20%, no mínimo, na capacidade de geração.
Neste caso e ao final, teríamos 93.000 MW disponíveis para uma ponta de carga de 85.000 MW, considerando que a tendência é que se mantenha a carga máxima já registrada, ou seja, a reserva é de apenas 8.000 MW; apenas uns 9%, o que é muito pouco.
Trabalhando com muita competência (o que não é o caso do atual governo) e com uma extraordinária resposta de educação  da população (o que também é difícil de se acreditar) num tempo de resposta compatível com a evolução do conjunto carga X geração (o que sabemos ser praticamente impossível, com a letargia patente de ambas as partes envolvidas) pode-se pensar em dobrar a reserva reduzindo o consumo na faixa residencial. Seria algo como tentar fazer uma economia de 30% em média por residência, o que comprova o que quero demonstrar: a carga maior de redução cairá sobre o consumo residencial. 
Com os "incentivos fiscais eleitorais" da regovernANTA, a população mandou o pau e comprou ar-condicionado para em todos os cômodos, máquina de lavar, secar, fazer pão, panela elétrica pra fazer arroz, forno de microondas, trocentas TVs de LED, etc. Tudo isso é muito prático, traz muito conforto, mas somando tudo, o resultado é mais consumo de energia. E agora que se acostumou a isso vai ter que perder. O desafio é saber usar sem exageros.
O outro lado da mesma moeda é INVESTIR em tecnologia. Trocar lâmpadas para unidades LED, trocar bombas d´água de condomínios e eletrodomésticos por equipamentos de melhor rendimento e menor consumo. Mas como, se estamos endividados até o pescoço?
Tem mais. As famílias ainda têm o hábito de não se desfazer do que é antigo. A geladeira nova está aí, e na área, a velha, ligada na varanda.
Como educação não é nosso forte, já viram que a coisa vai feder...
Possível é, mas requer verbas enormes para campanhas educativas e tempo para a população absorver os conhecimentos e ensinamentos.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Cordelando 110 Carnis Vallis


Acabou-se o carnaval,
A quaresma já chegou.
Com a grana recebida,
Beija-flor foi quem ganhou.
Mas enquanto o samba cala,
E a poeira vai baixando.
No Brasil após folia,
A sujeira tá aumentando.

A melhor que aconteceu,
Bem no meio da folia.
Foi reunião na esplanada,
A grande melancolia.
Da empreiteira advogado,
Foi com ministro encontrar.
Numa surdina danada,
Começaram a tramar.

Disse lá a autoridade,
Não se avexem por favor.
Que depois do carnaval,
Vai acabar bololô.
Já mandei fazer decreto,
Troquei tudo de lugar.
No acordo de vocês,
Não precisa delatar.

Pra furarem apuração,
Juiz desmoralizar.
Inventaram uma regra,
Pra contrato resgatar.
Faz acordo com o governo,
Pede perdão, diz que errou.
Não entrega mais ninguém,
E o caso se abafou.

E como deu muito IBOPE,
A conversa sorrateira.
A coisa subiu de nível,
Pra não levarem rasteira.
Já foram buscar ajuda,
Com um que diz não ter medo,
Procuraram no instituto,
O ômi dos 9 dedos.

Enquanto isso no congresso,
Coisa começa a esquentar.
O pacote de maldades,
Vão começar a votar.
Dona deelma preocupada,
De novo ser derrotada,
Mandou lá seu ministros,
Para dar uma acalmada.

Vão buscar subterrâneos,
Explicando a putaria.
O que pode acontecer,
Se não lhe derem valia.
Vai acabar de dar cargos,
Regalia no orçamento.
E também vai vetar tudo,
Que possa gerar aumento.

Fora das nossas fronteiras,
A coisa tá complicada.
A "grande pátria" progride,
Não vai ficar entocada.
O grande sonho da corja,
De implantar a União.
De repúblicas soviéticas,
Dentro de nosso rincão.

Acima do Equador,
Democrática demais.
Como disse 9 dedos,
Há alguns anos atrás.
Prenderam o seu prefeito,
Da Caracas capital.
Somente porque falava,
Mau do governo central.

Do outro lado da peça,
Na terra que toca tango.
Onde mataram dotô,
Que andava investigando.
A Cretina presidente,
Que domina pra danar.
Por permitir terrorismo,
Contra os judeus de lá.

Aqui do ladinho esquerdo,
Lá pras bandas do Equador.
Presidente Rafael,
A polícia castigou.
Por fazerem movimento,
Reclamando de salário.
Perderam foi seus direitos,
Por saírem do armário.

Todo mundo aqui se lembra,
Do ocorrido no DF.
Quando Agnelo saiu,
E revelou-se o blefe.
Onde antes ele dizia,
Seu governo atuar.
Na verdade era mentira,
Pra eleição conquistar.

Igualzinho hoje ocorre,
No governo federal.
Não se pagou uma conta,
Quando chegou o Natal.
Tinham que mostrar as contas,
Tinha que sobrar algum.
E que mesmo com o calote,
Não deu superavit nenhum.

Pra fechar o meu cordel,
Uma coisa eu alerto.
Liberdade no Brasil,
Não se pode dar por certo.
A todo momento inventam,
Algo pra se camuflar.
Roubatinas do governo,
Sempre surgem pra ocultar.

Uma hora não dá mais,
Pra fazer dentro da lei.
E vão querer virar jogo,
Só com a palavra do rei.
Acabou-se o que era doce,
Só nos restará dizer.
Caladinhos para sempre,
Todos nós vamos sofrer.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Cordelando 109: Não Tem Pausa Nem No Carnaval


Me preparando pro Galo,
Mas cumpro a obrigação.
De colocar no cordel,
Fatos de nossa nação.
Pois a corja não bobeia,
Nem dá sossego geral.
O furdunço continua,
Mesmo até no carnaval.

Imagina, Vê se pode,
Coisa dessa acontecer.
Aquele que deveria,
Justiça fazer valer.
Du Cardoso acertando,
Com bandido safadão.
Que depois do carnaval,
Ele abafa o Petrolão.

Um absurdo danado,
Impossível aceitar.
Um ministro de estado,
Querendo chuncho abafar.
Tentando por fim da força,
Esconder a governANTA.
Pedindo pro seu comparsa,
Acalmar a delatança.

O outro não se conteve,
Pôs a boca no trombone.
Diz que era um tal de Bob,
O codinome do ômi.
O tal primeiro ministro,
O tal capitão do time.
Que comandava o roubo,
E era o chefe do crime.

Curioso foi também,
Presidente do PT.
Fingindo que tava puto,
E ameaçou pra valer.
Ia às raias da justiça,
Com o delator enxerido.
 Que disse que deu a grana,
Pra eleger o partido.

Outra grande novidade,
Que parecia lorota.
Pois já podem extraditar,
Vindo do país da bota.
O Henricão Pizzollato,
Lá do Banco do Brasil.
Que usou cidadania,
E coma a grana fugiu.

E por falar em jatinho,
De fuga sensacional.
Quem ainda não pintou,
Na folha policial.
Foi o grande 9 dedos,
Palestrante e Dotô.
Que por conta da Odebrecht,
Pelo mundo viajou.

Essa bendita empreiteira,
Tá lisa que nem muçu.
Todas as outras enroladas,
E ela nem no sururu.
Mas vai chegar boa hora,
De por o laço no nó.
E Moro vai por a mão,
No dono da CNO.

E a nossa petroleira,
Arrombada pra danar.
A quem não falta mais nada,
Pra falência decretar.
Não é que no meio do mar,
No buraco da extração.
Fizeram uma cagada,
Que causou uma explosão.

Como não fosse bastante,
No dia que sucedeu.
Veio lá uma juíza,
E a merda toda se deu.
Penhorou o edifício,
Onde fica a direção,
Aquele lá bonitinho,
Com buraco e quadradão.

O povo tá tão nervoso,
Ao ver tanta confusão.
Que qualquer coisinha nova,
Já fica com o cu na mão.
Circulou na internet,
Causando boataria,
Que passado o carnaval,
Poupança se atingiria.

Corre-corre foi danado,
Cada uma que se cuidasse.
Com medo que a governANTA,
A poupança confiscasse.
Logo Levy editou,
Uma nota pra nação.
Dizendo que na poupança,
Não ia meter a mão.

Tentando desesperada,
Um contato com Tio Sam.
RegovernANTA mandou,
Armando com uma maçã.
Conversar com uzianquis,
Numa g rande comitiva.
Pra aumentar o comércio,
Numa agenda positiva.

No congresso a briga é grande,
Na disputa do poder.
Dudu Cunha mostra as unhas,
Faz dentuça amolecer.
Aprovou o tal projeto,
Que parecia nocivo.
E implantou na nação,
Orçamento Impositivo.

Agora vai se fechando,
O cerco ao espinhel.
Do povo que se encontrava,
Na sala daquele hotel.
Iam lá pra encontrar,
Dirceu o Pedro Caroço.
Pra receber sua grana,
Sem causar o alvoroço.

Fato que tá acochando,
A corja já tá nervosa.
Mesmo com a terra seca,
A nuvem já tá chuvosa.
Falta pouco pra boiar,
Quem manda nesse festim.
E mandar para a cadeia,
O chefe desse butim.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Quem Entende de Lucro é Banqueiro


Nada de amadorismo, nada de improviso, nada de ações desbaratadas.
Se o problema da Petrobras é fechar o balanço, põe um banqueiro que a josta fecha, nem que seja na marreta.
Sabem aqueles 88 bilhões que foram expurgados das contas da empresa e que a Price Waterhouse Cooper - PwC se recusou a endossar? Pois bem... O glorioso Aldemir Marchiori Bendine vai justificar com todos os dígitos que não se usou o valor no balanço simplesmente porque não era possível definir quanto da bufunfa sumiu por corrupção e quanto vinha de fatores banais e corriqueiros como, por exemplo, "falhas em projetos e planos".
Não é simples?
Como se tem dúvida se roubaram ou queimaram por incompetência, esquece a bronca e voilá...
E ainda se acalma a regovernANTA que pariu uma jaca quando a graciosa falou da babita nas entrevistas.
Achou pouco? Então segura na peruca: Bendine ainda diz que, além de sumir com a "verba da propina", até aqui contabilizada como investimentos, a empresa vai "ajustar" seus ativos, coisa de uns R$ 300 bilhões, a "valores mais reais, que realmente representem com clareza e transparência" o valor da estatal. Isso sim é coisa de profissional...
Mais uma cosita: como as reações à sua nomeação para uma empresa, da qual entende tanto quanto eu de navegação cósmica, foi terrível, no afã de demonstrar que tem autonomia suficiente pra fazer suas tarefas, como requer o mercado, afirmou que ela lhe foi dada pelo Conselho de Administração da empresa, que referendou a "indicação" da dentuça e que os seis anos à frente do BB o credenciam ao cargo. Claro que pulou aquele lance da grana viva pra comprar apartamento mesmo sendo funcionário de carreira em banco e a cessão de créditos sem garantia pra gostosona de sua intimidade.
Tá. Até aí é blá-blá-blá e nhem-nhem-nhem.
O que quero tratar é: a diretoria vai pedir ao Conselho de Administração que renove, sem licitação, o contrato com a PwC por mais dois anos, pela bagatela de R$ 47 milhões; quase 150% sobre o valor do contrato anterior (perto de 20 milhões entre 2012 e 2014). Na visão da diretoria, é preciso "alinhar" o contrato da consultora para valores mais próximos ao de mercado.
Isso vai à reunião do conselho no dia 27 e já tinha sido apresentada pela belezura da Graça Foster com a justificativa de que "nenhuma outra firma de auditoria toparia assumir a situação agora".
Só lembrando: a Petrobras tem que enviar o balanço anual auditado aos organismos de controle brasileiro e americano (CVM e SEC) até 30 de abril, quando vence o prazo para que o balanço seja apresentado a credores, sob risco de desencadear o vencimento antecipado de dívidas da estatal e lance a pá de cal na empresa.
Agora fica a dúvida: vão aprovar ou não a contabilidade criativa do bonitão?

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Cordelando 108: Desgraçaram a Graça


Como é bom ser cordelista,
Neça poha de Brasil.
Assunto nunca me falta,
Não preciso ser servil.
É só abrir uma página,
De um site ou de jornal,
E o mote brota de monte,
Mais fácil que carnaval.

Teve posse no senado,
Escolha de direção.
Coisa muito natural,
Fazer a composição.
Tem a regra do rateio,
Dos cargos na proporção.
Mas se na mesa se senta,
O Renan, não vale não.

Mudou a regra do jogo,
Só botou o povo seu.
Pra controlar os processos,
Oposição se phodel.
Teve também bate boca,
Ofensa de parte a parte.
Ficando até a impressão,
De quem morde nunca late.

Na outra casa, no entanto,
Outro líder se apossou.
Aceitou requerimento,
E CPI instalou.
Deu uma grande rebuliço,
Mal estar já se formou.
O PT desesperado,
Requisição lá mostrou.

Só queriam encher a pauta,
Pesquisar só coisa besta
Tendo em conta o limite,
Que não deixar encher a cesta.
Não deu certo a jogada,
CPI vai começar,
Agora tem que aguardar,
Que é que vai comandar.

E no prédio quadradinho,
Que tem lá na rua Chile.
Teve lá um alvoroço,
De fazer vomitar bile.
Dormiram não acordaram,
Os diretores por lá.
Mesmo com a Graciosa,
Com a governANTA acertar.

Renunciou todo mundo,
Desocuparam o moitão.
Não sobrou ninguém nem mesmo,
Para fechar o portão.
Como pode uma empresa,
Que era orgulho nacional.
Ficar do dia pra noite, 
Sem seu comando central.

Gostei de ver o mandado,
Pra buscar o tesoureiro.
Na terra, no ar, no mar,
Mesmo que fosse em puteiro.
O cabra até arretou-se,
Tentou fazer confusão.
Aquietou-se com a PF,
Pulando sobre o portão.

Por outro lado a crise,
De água e de energia.
Coisa que o brasileiro,
Pensava que não existia.
Vai o racionamento,
Compre logo camburão,
Pra juntar a sua água,
E prepare o lampião.

Compre gelo, Compre lata.
Crie espaço de montão.
Pra ter certo seu direito,
De guardar a refeição.
Como se fosse há 100 anos,
Tempo lá do meu avô.
Mesmo que seja No Sense,
Acontecer com o senhor.


E as contas do Brasil,
Só vão de mal a pior.
Mesmo com o seu Levy,
Mandando borogodó.
Nosso balanço final,
Do que saiu e entrou.
Deu um vermelho da poha,
Que jamais se registrou.

Mas teve fato engraçado,
E aconteceu aqui.
Tal qual o Vasco da Gama,
Moça não soube engolir.
Num concurso de beleza,
Ser vice não aguentou.
E da grande vencedora,
A coroa arrancou.

Sendo mesmo bem sincero,
Ainda me causa espanto.
Quando vejo a roubalheira,
Surgindo de todo canto.
Como pode um partido,
Achar que pode demais.
Passar por cima da lei,
Deixando tudo pra trás.

Dos valores nem se fala,
O valor me entonteia.
Pois é tanto zero junto,
Que dá uma linha cheia.
Seja na meia ou cueca,
No armário e até no chão.
Não tem dinheiro de pinga,
Só se trata de bilhão.

Só nos resta uma esperança,
De acabar com a confusão.
Ter no fim desse processo,
Carro preto no portão.
Muita gente algemada,
Tamanho de um batalhão.
Acabando com essa raça,
Festa por toda nação.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Novas Térmicas no Sudeste: Não Vai Resolver


Leio hoje no GLOBO, que o gunverno está projetando lançar um leilão emergencial de "energia nova" em termelétricas para reforçar a geração de energia elétrica na região Sudeste num prazo de construção e montagem aproximado de 18 meses. 
As unidades serão movidas a gás natural e de partida rápida por serem do tipo Aeroderivadas, sendo instaladas ao redor dos principais centros de consumo, como Rio, São Paulo e Belo Horizonte, disponibilizando aumento na capacidade de atendimento nos horários de pico de demanda.
Não foi ainda divulgada na reportagem a capacidade a ser contratada e já se está tentando agilizar a liberação das licenças ambientais, assim como a orientação é que fiquem do ladinho das instalações atuais para reduzir perdas custos com as linhas de transmissão.
A expectativa é compensar as dificuldades de transferência de energia das usinas do Norte, onde ainda se tem condições de geração com hidrelétricas, acima dos 5.000 MW médios de energia, por restrições das linhas e as restrições das UHEs do sudeste por queda dos volumes dos reservatórios. 
Num primeiro momento, considerando que seja verdade que o problema alegado é apenas a disponibilidade de energia no horário da ponta de carga, a solução é perfeita: máquinas rápidas, instalações baratas e de mobilização curta; levando em conta ainda que a energia será de reserva e de uso regional, reduzindo custos para a micro-região, em tempos de "bandeiras tarifárias". 
A partir daí cabem algumas ponderações.
Máquinas Aeroderivadas usam turbinas de avião modificadas para geração de energia. Originalmente projetadas para operar a 30 mil pés de altura onde a temperatura é de 40 graus negativos, passarão a trabalhar a 30 graus positivo. De cara, já dá pra ver que não vão render nem durar a mesma coisa. Devem se restringir a girar SOMENTE durante as poucas horas da ponta de carga sob o risco de serem destruídas muito rapidamente.
Um segundo ponto é o porte das unidades. As maiores turbinas disponíveis na praça (da GE, da Rolls Royce e da Pratt &Whitney-Mitsubishi) permitem montagens entre 40 e 100 MW por unidade, dependendo do arranjo, que precisam incluir caros e sofisticados sistemas de refrigeração adicional (SPRINT - Spray Intercooler Turbine).
Considerando uma unidade mais comercial, montada com uma turbina LM6000 da GE, pode-se obter cerca de 40 MW por conjunto. Neste caso, até chegar nos 5.000 MW de déficit de ponta, dever-se-ia ter umas 140 unidades disponíveis, considerando uma reserva de 10%, tecnicamente aceitável. A um custo de 30 milhões de dólares cada uma, chega-se a uns 4 bilhões de dólares de investimento. 
Com uma tarifa embandeirada de R$ 2.000/MWH e um tempo de venda de 4 hora por dia, o retorno do investimento se dará em cerca de 4 anos. Tem quem aposte?
É claro que tudo se passa se for verdade que o problema é apenas na ponta de carga, coisa que eu duvido muito, considerando o nível dos reservatórios das hidrelétricas. Meu sentimento é de que não há geração disponível na base.
Neste caso, é imperioso que se acelerem as obras das hidrelétricas do norte e das térmicas Heavy Duty, tanto em obra quanto as projetadas; bem como as novas interligações Norte-Sul, para suportar a carga de base e garantir o crescimento do país. 
Vamos ver...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Cordelando 107: Temos Agora o Dia do Milho


Lá na Grécia se sabia,
Pertinho a coisa se dá.
Numa hora tem tragédia,
Outra hora comédia há.
Num Brasil tão enrolado,
Que maltrata todo filho,
A governANTA criou,
O nosso dia do milho.

Como não posso brincar,
Tempo todo no cordel.
Vou levando a vida a sério,
Pois aqui não é o céu.
Como sempre comentar,
Usando rima bacana,
Como essa corja vermelha,
Nos trata como banana.

Finalmente apareceu,
Da Petrobras o balanço.
Mostrando que a companhia,
Vai caindo do barranco.
Outra vez foi transformado,
Prejuízo em lucro ganho.
Com a contabilidade,
No auditor dando banho.

Esconderam no papel,
Todo chuncho ocorrido.
88 bilhões,
Pelo ralo escorrido.
No final da conta feita,
Sem ninguém pra conferir.
Deu 3 BI que lá sobrou,
Mas não vão distribuir.

O valor da companhia,
Despencou ladeira abaixo.
Se juntar o patrimônio,
Não enche mais nem um tacho.
Assustou todo mercado,
Matou o investidor.
Quem tinha grana na empresa,
Tranquilo não mais ficou.

E o problema da seca,
Brotando de sul a norte.
Não era só em São Paulo,
Que estava na hora da morte.
Todo mundo escondeu,
Por causa da eleição.
E o preço da besteira,
Que paga é o povão.

Vamos ter racionamento,
Em toda grande cidade.
Não interessa o partido,
Não importa a vaidade.
Mesmo sabendo que tem,
No meio espertalhão.
Que ainda vai querer ter,
Um lucro na confusão.

Fura poço, colhe chuva,
Dessaliniza o mar.
Junta a água da saída,
Lá da máquina de lavar.
Tem fiscal pra todo lado,
Igualzinho aos do Sarney,
Só pra ver quem tá gastando,
E esnobando igual um rei.

E as medidas que tomou,
A dentuça mentirosa.
Não agradando ninguém,
Sindicato em polvorosa.
Reclamam lá do seguro,
E do corte da pensão.
Da viuvinha sofrida,
Que vai passar privação.

Outro fato que chocou,
Toda a nossa nação.
As contas que não fecharam,
E acabou num vermelhão.
Isso não acontecia,
Desde o Pedro Cabral,
Mesmo assim os serrergonhas,
Acharam a coisa normal.

E vocês aí bocudos,
Falando da governANTA.
Que não foi lá em Davos,
Pra não congelar a pança.
Ela foi pra Costa Rica,
Prum encontro do peru,
A patota do Caribe,
E da América do Sul.

Mas podem ficar tranquilos,
A coisa vai piorar.
Não vai nem dar uma trégua,
Quando o carnaval chegar.
Tem cidade cancelando,
O nosso grande festão.
Pelo medo que estão tendo,
De se gerar confusão.

Um fato vexaminoso,
Que assola a nação.
A comissão da verdade,
Sempre dona da razão.
Quer mudar todos os nomes,
Que lembrem nomeação.
De personagens ligados,
Com o que foi revolução.

Como sempre digo aqui,
Assunto não vai faltar.
Sempre vou ter minha rima,
Pra juntos apreciar.
Esse povo só faz merda,
Sempre causa confusão.
Deixando para o cacique,
Registrar a emoção.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Mais Uma Nota Baixa da Pátria Educadora


Um dos grandes destaques do discurso de posse da napoleoa regovernANTA foi a declaração universal da educação no Brasil, a ponto de mudar seu slogan de placas de "País Rico é País Sem Pobreza" para "Brasil, Pátria Educadora".
E olhe que esta lenga-lenga já vinha lá da campanha enganorial, quando prometeu o nêgo e o cachimbo em recursos para a educação, contando, é claro, com o ovo no cu da galinha popularmente chamado de preçau.
Como todo o estelionato contido em seu programa de campanha, produzido única e exclusivamente pelos milagres midiáticos do ministro da propaganda João Göebels Santana, este se materializou como um grande engodo pra pegar bestas fanáticas que votam no PT.
Primeiro, cortou linearmente o orçamento sem poupar a educação, a ponto do gênio Cid Gomes reclamar nos corredores e ficar procurando desculpas e explicações para assegurar que nada seria modificado nos planos de metas.
Sem alarde, "deixou de pagar" mais de 1 bilhão de reais aos centros de formação do Sistema S (SENAI, SENAC, SENAT, SENAR, SEST, SESCOOP, SEBRAE) deixando pendurados no pincel estes estabelecimentos, que promovem cursinhos de curta duração e de pouco valor profissionalizante ditos como redenção da sustentabilidade familiar, componentes do falado e cantado PRONATEC, aquele da economista de 57 anos do debate eleitoral.
Agora, descobre-se que o buraco é maior que o lago seco da Cantareira. O alvo em pauta é o conjunto de instituição de ensino superior que tocam o FIES - Fundo de Financiamento Estudantil.
Primeiro entendamos como é praticado este engodo. As universidades particulares disponibilizam para o governo as vagas excedentes e disponíveis, aquelas que não conseguiram ocupar com seus exames de seleção, nem com aquelas promoções que vemos todos os dias na TV. O governo paga o valor cheio para colocar nelas os selecionados em seu programa de financiamento...
SIM... Financiamento que será pago no futuro pelo aluno beneficiado, quando da conclusão do curso, com juros subsidiados, IGUALZINHO como existia na época dos governos militares e que se chamava CRÉDITO EDUCATIVO. Mas a corja vermelha ignora este detalhe e diz ser criação do governo do 9 dedos e seus intelectuais canalhas.
Mas esta boquinha vai acabar, sem alarde, como convém aos métodos da corja. O pagamento era feito religiosamente a cada 30 dias e agora vai mudar "um pouco". Agora serão feitos a cada 45 dias, com os acúmulos decorrentes "escorregando" pro ano seguinte. Feitas as contas, dentro do mesmo ano só serão pagos os meses de janeiro a julho.
Perguntinha silvícola: algum empresário vai topar esta arrumação? Imagine o que se passa na cabeça de qualquer pessoa de bom senso: Oxe... Se eles estão dizendo que vão cortar orçamento e reduzir despesas, quando eu vou receber pelo meu serviço prestado?
Ou seja, micado o PRONATEC, agora vai micar o FIES; derrubando a formação de níveis médio e superior... PHODEL...
Estamos falando de um calote de cerca de 14 bilhões no mercado da educação, tão badalada pela dentuça. Coisa de quase 2 milhões de contratos de financiamento.
Do lado dos estudantes, também na maior surdina, o gunverno aumentou as exigências para aprovação do crédito: sobe a nota mínima no ENEM e retiraram-se as escolhas seletivas para as carreiras de mercado saturado, 
Ou seja, ao contrário de aplicar os recurso de forma dirigida às áreas de maior necessidade de mão de obra preparada, vão inundar a praça com o que conseguirem pagar. PHODEL de novo...
Portanto, os eleitores da napoleoa têm tudo pra se revoltarem. Ainda mais que nem conseguem se inscrever no FIES pois o site vira-e-mexe está fora do ar.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Cordelando 106: Brasil - País que me Seduz


Tinha uma grande marchinha,
Tocando no Carnaval.
Dizendo que lá no morro,
A coisa só ia mal.
Por naquela favela,
Tem algo que me seduz.
De dia, lá falta água.
De noite, lá falta luz.

Não é que aqui no Brasil,
O marcha virou verdade.
Com a coisa acontecendo,
Em quase toda cidade.
Botando a culpa no santo,
Que cuida da chuva mandar.
Esquecendo o governante,
Que esqueceu de planejar.

Em metade do Brasil,
Teve outro apagão.
Com a falha da usina,
Que causou a confusão.
Pior foi ter que ouvir,
Do ministro a explicação.
Um defeito numa peça,
No meio do sistemão.

Lorota maior já ouvi,
Vindo da corja vermelha.
Vocês também vão lembrar,
Caiu do céu a centelha.
Acertou ao mesmo tempo,
3 linhas de transmissão.
Uma bem longe da outra,
E chuva não teve não.

Fora isso outro evento,
Teve por lá na Suíça.
Encontro do povo rico,
Não só pra comer linguiça.
Foram lá pra discutir,
Do mundo a evolução.
Mas a nossa soberana,
Lá não deu as caras não.

Preferiu subir os Andes,
Pra posse do índio louco.
Que tomou refinaria,
E ficou também com o poço.
Vestido de Atahualpa,
Com roupa bordada a ouro.
Que custou foi 10 mil contos,
Pagos pelo nosso povo.

Continuou-se a saga,
Das mentiras da campanha.
Eles fazem suas merdas,
E o povo é que apanha.
Gastam tudo que podiam,
Em contrato ou cartão.
Uns se fingem que escondem,
Outros nem ocultam não.

Fato é que o tesou ro,
Diferente dos piratas.
Estão num baú furado,
Pouco maior que uma lata.
Não tem mais de onde tirar,
Isso só causa desgosto.
Por acabam aumentando,
Pra tudo um novo imposto.

Acostumada a pagar,
Toda conta de vizinho.
Nossa adorada monarca,
Cedeu bem mais um pouquinho.
Pra ajudar a Cretina,
A imperatriz portenha,
Vai comprar a energia,
Embora por lá não tenha.

Enquanto isso em Sampa,
Do prefeito enrolado.
Vai chegado secretário,
Na eleição derrotado.
Com a belas ciclovias,
Garoa já não se viu.
Obra de grande importância,
Do prefeito Suvinil.

Os ministros que assumiram,
Jurando evolução.
Dizem que essa promessa,
Esse ano não sai não.
Juro só vai para cima,
Imposto, Taxa, IOF.
Pibinho que se repete,
Salário que é bom esquece.

Combustível já subiu,
Empurra tudo pra cima.
Transporte, gás, energia,
Assim a história ensina.
Crédito vai despencar,
Comércio não se aguenta.
Povo não compra mais nada,
E a recessão se assenta.

E seguindo a vergonha,
No nível internacional.
Desrespeitando o Barão,
Passado sensacional.
Hoje o Itamaraty,
Igual mendigo largado,
Não paga água nem luz,
Fica tudo abandonado.

Toda imprensa mostrando,
Vergonha pra todo lado.
Só quem fala é mequetrefe,
Tudo meio amarelado.
regovernANTA sumiu,
Dela não se ouve falar.
Esperando e rezando,
Pra confusão se acalmar.

Esqueçam tudo que eu disse,
Na semana que passou.
O importante pro país,
BBB que começou.
O povo já se manifesta,
Por um ou outro irmão.
Esquecendo dos problemas,
Que ocorrem na nação.

Falta menos de um mês,
Pra chegar o carnaval.
Ai é que a coisa vira,
Uma festança geral.
Só sofre quem tem juízo,
E curte preocupação.
Pois sabe que vai pagar,
A conta da confusão.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Apagou Tudo. Tchan, Tchan, Tchan, Tchan...


Era inevitável. Como todas as demais mentiras ditas na campanha eleitoral, o sistema elétrico brasileiro NÃO é nem um pouco ROBUSTO, como afirmavam deelma e o Lobão. E isso eu escrevo aqui há uma porrada de tempo.
Ontem, por determinação do ONS - Operador Nacional do Sistema, cerca de 3.000 MW foram deliberadamente desligados para manter a estabilidade do sistema como um todo.
Para fazer ideia,da grandeza, estamos falando de desligar duas cidades iguais a Manaus, uma metrópole de 2,3 milhões de habitantes ou 40% da carga da grande São Paulo, ou perto de 8% da carga total do país. É MUITA COISA.
Pelos dados disponíveis, já que a explicação do ONS foi simplória e só visou blindar a dentuça, que proibiu até o ministro Eduardo Braga de falar muito, para o apagão não chegar perto dela; estivemos muito perto da falha total.
A informação oficial: a falha de um Banco de Capacitores - BC restringiu o despacho de energia no sentido norte-sul. Com isso houve queda na frequência do sistema e provocou desligamento da usina de Angra I e, seguidamente, mais 7 geradoras de porte. Como a carga estava subindo, o ONS determinou que as distribuidoras ativassem MANUALMENTE o Esquema Regional de Alivio de Carga - ERAC, desligando as cargas não prioritárias de modo a equilibrar a reação geração x consumo.
Esclareço que, se não fosse feito o corte, o ERAC ia atuar no automático e a bronca poderia ser muito maior ou até mesmo total, pois também haveria atuação da proteção pelo lado da geração num efeito dominó.
Os Comentários: Não sei em que ponto se deu a tal falha dos capacitores; mas tem que ter sido, digamos assim, uma dor no primeiro e segundo molares, tamanha a importância que se deu a ela. 
A função dos BCs é evitar fluxo de energia não produtiva nas linhas de transmissão. Porém, para levar à tal alegada queda de frequência no sistema, a ponto de começar a derrubar usinas, teria que ser um super-banco, o que não existe. Estes equipamentos são modulares e perder todos os módulos de uma vez só, é mais difícil que aqueles três raios que acertaram as três linhas simultaneamente uns anos atrás. Até porque, para linhas de carga muito pesada, além dos bancos de capacitores, usa-se compensadores série, mais eficientes e de ação mais rápida.
Observando os mapas indicativos dos estados atingidos e comparando com o mapa eletro-geográfico do sistema interligado, permito-me supor que o defeito ocorreu em alguma instalação próxima da subestação de Serra da Mesa, já que houve um isolamento do sub-sistema norte-nordeste e o corte se restringiu aos sub-sistemas sudeste-sul-centro oeste.
Sobre os desligamentos sequenciais das usinas, a queda de frequência alegada sinaliza que havia um empate na disponibilidade de geração frente às condições de carga. O "fiel da balança" estava bem no meio; quase sem reserva, como se recomenda, pelo lado da geração. A proteção de velocidade dos geradores os faz desligar.
Daí a necessidade de se comandar o imediato corte seletivo de carga, para reequilíbrio do sistema, sendo esta a atuação técnica correta.
Reitero o que já citei aqui: os reservatórios das hidrelétricas, que respondem por cerca de 75%, contém apenas 19% de sua capacidade de armazenamento. Usaram a água além do ponto de equilíbrio devido, para evitar o aumento do prejuízo das distribuidoras com a geração mais cara das usinas térmicas. Usina térmica, mesmo as unidades Heavy Duty, não foram feitas para gerar a toda carga o tempo inteiro. As nossas vêm trabalhando assim há muito tempo. Logo começarão a dar defeito.
Não tenho a menor confiança de que se siga corretamente os programas de manutenção preventiva e preditiva dos equipamentos auxiliares como transformadores, disjuntores, chaves, etc. Basta ver os tais bancos de capacitor que falharam agora.
Portanto, recomendo que mantenham em dia os estoques de pilhas alcalinas nas lanternas, a conta corrente no fornecedor de gelo para conservação de alimentos e comprem leques para atenuar o calor, porque a coisa vai piorar ainda...