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domingo, 4 de janeiro de 2015

UTE Azulão: Um Fiasco Inaceitável

Pensem comigo: eu tenho dois poços de gás natural prontos pra operar, com jazidas inventariadas de bilhões de metros cúbicos; situados a apenas algumas dezenas de quilômetros de uma linha de transmissão em 500 kV com reserva de capacidade de carga, levando a um grande centro cativo de consumo sem concorrência que compra toda a energia elétrica que eu produzir e portadora de cabos de fibra óptica que me conectarão ao  mundo quase que de forma ilimitada.
Junte-se a isso a facilidade de se conseguir terra barata (eu diria, DE GRÁTIS), acesso por rodovias asfaltadas para a construção e manutenção, infraestrutura de engenharia disponível no mercado nacional e dentro dos muros de minha própria empresa, a possibilidade de montar um centro de geração de ponta (ciclo combinado) com rendimento do ciclo térmico da ordem de 70% (um colosso), mão de obra treinada disponível (cerca de 400 empregos diretos)  e com obras de baixíssimo impacto ambiental.
Assim como eu, penso que todos diriam: CHUCHA O PAU, ou mais viralmente, TACA-LE PAU cacique.
Então... Este conjunto de fatores favoráveis existe. Estamos falando da Usina Termelétrica de Azulão (110 MW), situada próxima ao município de Itapiranga/AM, a uns 220 km em linha reta de Manaus, cujo leilão deveria ter sido realizado em 28 de novembro de 2014.
Não precisa ser nenhum especialista do setor para concluir que Azulão é um dos empreendimentos mais competitivos do sistema solar.
Mesmo assim, com toda esta vantagem competitiva, a Petrobras, além de ter sido obrigada pelas suspeitas de corrupção que pairam sobre seus contratos a desistir do leilão. Mais ainda: corre o risco de perder o direito de explorar uma reserva estimada em 4,7 bilhões de metros cúbicos de gás natural, fruto de suas prospecções de 15 anos no meio da Amazônia.
A Petrobras teve que sair do leilão pois a empresa que venceu a licitação para tocar a obra foi a TOYO-SETAL,, envolvida até o pescoço, e sendo até denunciante premiada, nas investigações da Operação Lava a Jato. 
O contrato, na modalidade EPC (Engenharia, Procura e Construção - uma tropicalização do famoso Turn Key; em que a contratada é responsável pelas obras civis, fornecimento de equipamentos, testes e ensaios; com um mínimo de intervenção do empreendedor) era estimado em R$ 540 milhões. e só aconteceria após o leilão.
Com tanta vantagem, a Petrobras já poderia oferecer a energia de Azulão nos leilões subsequentes, respeitados prazos de obra e fornecimento. Uma fábrica de dinheiro. 
Nas cocheiras, se comenta que a licitação para a obra, na modalidade Convite, estava naquela partilha descoberta pela Lava a Jato, e que a Toyo venceu com proposta pouco abaixo do teto da faixa de preços que a estatal estabelece sem o conhecimento prévio dos concorrentes. Todos os outros apresentaram propostas acima desse teto. 
A Petrobras diz que continua desenvolvendo o projeto, cujo prazo de implantação estima em dois anos, mas se demorar muito pode perder uma boa oportunidade de negócio num momento em que precisa de caixa para manter investimentos, reduzir o alto endividamento e enfrentar a queda do valor de suas ações. 
O Plano de Desenvolvimento do Azulão, revisado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em 2010, a pedido da petroleira, determinou que a futura termelétrica tem que começar a produzir em janeiro de 2017. Para cumprir o prazo, a Petrobras precisaria iniciar a obra agora e já deveria ter vendido a energia no último leilão. Se não conseguir tirar logo o projeto do papel, terá de devolver a concessão do campo à ANP; mais um prejuízo de bilhões pelo prazo de concessão.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Liberdade Acima de Tudo. Olho no Berzoini


Antes de sentar na cadeira, pois ainda estava de pé para os discursos de praxe, o primeiro ato de Rick Berzoini, segundos após a transferência de cargo no Ministério das Comunicações, já mandou na lata dos brasileiros uma mensagem que não se preocupou em tornar nem um pouquinho subliminar. 
Sem o menor cuidado com o que possam pensar as ABIs e ANJs da vida sapecou que foi colocado no cargo pois o regoverno vai tentar mais uma vez implementar seu projeto de censura da imprensa. Como dizia a regovernANTA na campanha, Governo Novo Ideias Novas. O monstrengo será chamado agora de Regulação Econômica da Mídia.
Como um dos amarra-cachorro favoritos do 9 dedos, Berzô vem dos movimentos sindicais bancários, foi presidente do PT e é conhecido na Câmara dos Deputados pelo jeitão de feitor e pela postura radical com que se posiciona. O carequinha esposo da Barbie do Paraguai não era muito adepto da censura e Berzô assume a cadeira pra chutar o balde.
Nas palavras do bonitão, “O Poder Executivo tem que fomentar a discussão sobre o tema Mídia. Todos os setores da economia que têm grande impacto social e econômico são regulamentados, por que não a mídia", justificou. 
Fica claro que agora, o caminho será trabalhar sob a bandeira "regulação econômica", remetendo o debate ao cerne da questão concessões públicas.
Berzô disse que chamará empresários, sindicalistas e representantes de movimentos sociais para discutir a proposta que o Executivo desenvolverá e apresentará para votação no Congresso. Embutido no âmago do projeto está a perigosíssima Regulação de Conteúdo, o grande sonho do PT.
É notória a posição do PT, para quem a imprensa livre é tratada como oposição, se publicar qualquer coisa contra eles. Aos acólitos e alugados sustentados pelas verbas federais é dado o direito de escrever o que bem entender sobre qualquer um e sem provar porra nenhuma. 
A maior arma que dispões, portanto, é a distribuição da receita publicitária aos veículos de informação, caminho que será o que, no futuro, permitirá o controle indireto do conteúdo pelo governo.
A regovernANTA teme esta ambição do PT. Ela sabe que vai dar merda. Até ficou longe do projeto de censura da imprensa que vem rolando desde que 9 dedos era o presidente. Na época, o maior defensor da ideia era o glorioso Franklin Martins, respeitável ex-sequestrador e um dos responsáveis pelos mais intensos ataques com baixaria nas redes sociais durante a campanha da Napoleoa.
mais recentemente, sob intensa pressão do povo da estrelinha, deelma já admite que "pretende abrir um processo de discussão social sobre a regulação econômica da imprensa". Pelo que falou Berzô, se houver alguma consulta a alguma josta, a parte da sociedade a ser ouvida se limitará aos sindicalistas e movimentos sociais aliados do PT.
Atentos fiquemos portanto...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Cordelando 103: A Napoleoa Tupiniquim Reassumiu.


Ano Novo começou,
Muita festa lá e cá.
Todo mundo bem feliz,
Esperança a renovar.
Que as coisas melhorassem,
Que o povo viva feliz.
Mas um fato diferente,
Aconteceu no país.

A posse da governANTA,
Marcada no calendário.
Cerimônia ensaiada,
Pra ninguém passar de otário.
Mas aos olhos do cacique,
Tudo vai se transformar.
Pois do jeito que eu vi,
É que passo a relatar.

Vinda lá do Alvorada,
A morada oficial.
Um monte de carro preto,
Só blindado e coisa e tal.
Cruzou toda esplanada,
Até chegar no carrão.
Rolls Royce importado,
Dos tempos do Getulião.

Amuntou na viatura,
A dentuça e sua filha.
Acenando pra galera,
Que foi lá pra botar pilha.
Transportada nos buzão,
Alugados do PT.
Segurando o sanduba,
Bater palma pra valer.

Lá se foram pro congresso,
Pra cumprir obrigação.
De fazer o juramento,
De seguir constituição.
Fazer discurso de posse,
Mentir pra lá de um quilo.
Igualzinho na campanha,
Pro povo ficar tranquilo.

Falou daquelas mentiras,
Acabar com a inflação.
Manter todos benefícios,
Pros pobres desta nação.
Imagino cá comigo,
Se pobreza ainda tem.
Pois é tudo classe média,
Que muito dinheiro tem.

Lembrou do tal PRONATEC,
Que à coroa ofereceu.
Lançando até novo slogan,
Pois o velho não valeu.
Brasil, Pátria Educadora,
É o que passa a valer.
Tendo à frente Cid Gomes,
Penso que vá se fuder.

Como dizia vovó,
E bem sabia a velhinha .
A dentuça tá contando,
Com ovo no cu da galinha.
Pela promessa que fez,
Achando tudo normal,
A bicha tá é contando,
Com os recursos do Preçau.

Prometeu mandar ligeiro,
Pro congresso federal.
Uma lei que vai findar,
Com um flagelo nacional.
Tornar combate ao roubo,
E toda corrupção.
Um crime bem hediondo,
Vai acabar com ladrão.

Ajuste na conta pública,
Cortar gastos pra valer.
Crescer e distribuir renda,
Fazendo o Brasil crescer.
Seja através do governo,
Que de muito faz um nada.
Ou se juntando a quem sabe,
Na iniciativa privada.

Esquecendo o que falou,
E que foi anunciado.
Não vai cortar as benesses,
Do povo assalariado.
Benefícios sociais,
Não vai mexer nada não.
Nem mesmo que a vaca tussa,
Como falou na eleição.

Pra deixar bem mais tranquilo,
O mercado investidor.
Não cansou-se de falar,
Que progresso não parou.
Petrobras de vento em popa,
Prometeu realizar.
E que vai botar nos cargos,
Quem não queira lá roubar.

O resto da bagaceira,
Foi o que eu já falei.
PAC e Bolsa Família,
Vão se firmar de uma vez.
Minha Casa, Minha Vida,
Internet, Segurança.
Mais Médicos e Micro-empresa,
Pra completar a lambança.

Renan cabeleira deu a posse,
Depois que ela jurou.
Disse que daqui pra frente,
O fato se consumou.
Fez a revista das tropas,
Ouviu tiro de canhão.
Trepou no seu Rolls Royce,
E seguiu o baladão.

Lado de lá da avenida,
No palácio bonitão.
A guarda toda formada,
Dragões guardando dragão.
Depois de acenar pro povo,
Subiu a rampa inclinada.
Quando eu vejo ela andando,
Sempre penso: Tá cagada.

Foi aí que aconteceu.
O tema desse cordel.
Desprezando a humildade,
Levantou-se o coronel.
Num ato inusitado,
Que chocou toda nação,
Ela mesmo pôs a faixa,
Igualzinho Napoleão.

Eu não vou deixar barato,
O que acho absurdo.
Mesmo que a tal dentuça,
Ache que ela possa tudo.
Por a faixa nela mesma,
Pareceu-me de mau gosto.
Pois sugere a todo mundo,
Que está acima de todos.

Começou o beija mão,
Gente lá de todo mundo.
Uns normais outros estranhos,
Tinha também vagabundo.
Uns pensavam que podiam,
Demonstrar intimidade. 
Fazendo seu próprio selfie,
Juntinho da autoridade.

Na sequência teve a posse,
Do imenso ministério.
Que de tanta alma penada,
Mais parece um cemitério.
Destaco no meio de todos,
Um que me causa alergia.
Dudu Braga empossado,
Pra cuidar da energia.

Só parte não transmitiram,
Festa no Itamarati.
Pra não agredir a galera,
Que foi lá só pra aplaudir.
Pra quem comeu mortaNdela,
Aguentando sol rachante,
Ver as comidas servidas,
Para o povo elegante.

Feita minha "homenagem",
Para nossa presidentA.
Anuncio o Ano Novo.
Pra quem há muito me aguenta.
Meu cordel vai prosseguir,
Contando minha revolta.
Eu não vou deixar barato,
Minha língua só se solta.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

E a Vaca Tussiu (COF, COF, COF)


Depressão é doença séria. Deve ser tratada por especialistas com a ajuda importante da família e amigos, que devem dispor ao paciente de meios para se divertir e se concentrar em outras coisas.
A regovernANTA alega estar deprimida. Seja pela pressão que sofre com enormes dificuldades de montar o novo ministério seja pelo envolvimento, agora oficial, nos processos movidos contra a Petrobras nuzistaduzunidus.
Pra relaxar, nada como descumprir uma promessa de campanha. Naqueles rompantes prepotentes e agressivos, típicos da corja vermelha, a dentuça, visando vincular ao Aécio a eterna ameaça de elitista e perigo aos direitos dos trabalhadores, pronunciou a frase que compõe a foto de abertura deste post.
Virou clássico da campanha e motivo de placas, banner e faixas das campanhas do PT Brasil afora.
Assim como o cumprimento das metas fiscais, o combate à inflação, o controle de tarifas, o respeito à coisa pública e outras promessas de campanha, transformou-se em mais uma fraude e estelionato eleitoral.
Numa semana meia boca, com o povo concentrado em comprar a pinga pro reveillon, o irrecorrível vem a público em nome da dentuça para anunciar as medidas que amargas e impopulares que jogava no colo do seu adversário durante a campanha.
O pacote de agressão aos direitos adquiridos contempla uma pérolas daquelas capazes de colocar as hordas compradas a tubaína e sanduba de mortadela em polvorosa nas ruas.
O abono salarial oriundos dos fundos sociais só serão pagos proporcionalmente a quem trabalhar pelo menos seis meses ininterruptos. Antes, recebia 2 salários mínimos quem trabalhava um mês.
O seguro desemprego só será pago após uma carência de 18 meses para a primeira vez de benefício, 12 para a segunda e 06 para a terceira. Era tudo 06 meses. 
Como prêmio às viúvas pensionistas idiotas que votaram nela, vai ser implantada uma carência de 02 anos para os casamentos (ou união estável), será limitada a 50% da remuneração mais 10% por dependente (limitado a 05) e para viúvas acima de 44 anos. Abaixo disso, haverão novas e severas restrições.
Para o lado dos empregadores, um prêmio: o auxílio doença, que era assumido até 15 dias por quem contrata e, a partir daí, transferido ao INSS, passará a 30 dias pelo empregador. Ou seja, um vagabundo enche a lata no fim de semana, vai jogar futebol, quebra a perna e você sustenta ele por 30 dias.
Merca teve a cara de pau de dizer que não houve quebra de compromissos de campanha porque não foi nada retroativo, só valendo daqui pra frente. Tá bom ministro, só faltava isso.
A "consulta às partes interessadas" também foi seletiva. Só as Centrais submissas e pronto. Nada da Força Sindical, que apoiou o Aécio nem das Federações, Confederações e outras associações de empregadores.
Bom... O Salário mínimo nem foi arredondado: será mesmo de R$ 788,00 a partir de quinta feira. Mas os tetos salariais dos três poderes subiram para R$ 33.763,00 aumentando o espaço para reajustes em todos os escalões da república.
Anotem aí as agendas: para breve teremos a volta da CPMF, CIDE e outras taxitas mais....
Feliz Ano Novo.... Se isso é possível de se desejar...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Cordelando 102: Fatiando o Chester


Nem no tempo do Natal,
Não temos sossego não.
Desprezando seu Noel,
Vai surgindo mais ladrão.
Pois além de não parar,
A trama da Lava a Jato.
Aparecem os ministros,
Que deelma vai ter ao lado.

Loteando a esplanada,
Como a muito já se faz.
Fatiando ministérios,
Para quem promete mais.
Compromisso com valor,
Competência ou coisa assim.
Só sobe no elevador,
Um monte de gente ruim.

Do povo da economia,
Não preciso mais falar.
Pois foram lá colocados,
Para a onda segurar.
Levy, Barbosa, Tombini,
Vão botando pra fuder,
Protegendo a governANTA,
Dando a cara pra bater.

Para dois que disputaram,
Eleição estadual.
Levando couro nas urnas,
Na Amazônia Ocidental.
Dudu Braga e Barbalhinho,
No conluio são dotô.
E na pesca e energia,
Vão tocar o seu horror.

Mestre Aldo novamente,
Colocaram num lugar.
Onde não entende nada,
Como pode se achar.
E até projeto dele,
Proíbe contratação.
De programa que reduza,
Vaga por toda nação.

No campo reina soberba,
Senadora que mudou.
De ferrenha adversária,
Cheira-calçola virou.
Desagradou como encanto,
Empregado e produtor.
Dona Kátia não se iluda,
Vai causar um bololô.

Foda mesmo é o que se vê,
Na grande contradição.
Cid Gomes vai virar,
Ministro da Educação.
Ele mesmo que um dia,
Na greve de professor.
Falou que salário é pouco,
O importante é o amor.

Vindo de lá da Bahia,
Jaquisvagui se instalou.
Na cadeira da defesa,
Onde Amorim se sentou.
Cada um que entenda menos,
Da pasta tão importante.
Já que nas Forças Armadas,
Se respeita o comandante.

O maior feladapota,
Que surgiu lá no listão.
Foi prefeito de São Paulo,
Até fundar partidão.
Que dizia não saber,
Se era direita, de centro,
Esquerda talvez um dia,
Fosse de fora ou de dentro.

Tem um monte de indicado,
Que boiaram sei de onde.
Um monte de meio famoso,
Que não perderam o bonde.
Os partidos reclamaram,
Sua cota no butim.
Cada um que perseguisse,
o "dá um pouquinho pra mim".

Fugindo um pouco do tema,
Mudando pra Petrobras.
Venina deu entrevista,
Que nas redes deu virais.
Reiterou que tudo disse,
Pra gerente e diretor,
Sobre toda roubalheira,
Que na empresa se instalou.

Quase que de imediato,
Veio retaliação.
Lá mostraram documento,
Manchando reputação.
Falaram de uns contratos,
Que teria seu marido.
De parecer por escrito,
Dizendo não ter perigo.

Venina ficou chocada,
Lolo, logo se arretou.
Entregou ao ministério,
Todo seu computador.
Onde constam todas provas,
Que eles precisam saber.
Pra abrir até inquérito,
E processar o poder.

E ainda tem mais uma semana,
Pra encerrar este ano.
Mesmo de férias na praia,
A mulher tá governando.
Pode sair outra lista,
Antes do mês se findar.
Fato é que todo jeito,
O povo vai se lascar.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Feliz Natal


Mais uma vez é Natal. Ou, como diria a Simone, Então é Natal.
Pra falar a verdade, eu não gosto do Natal. Fico triste e angustiado por terminar mais um ano e não ver uma porrada de sonhos e desejos não concretizados e metas não atingidas. E mais ainda por ver que a cada ano o verdadeiro espírito do Natal é engolfado por papais noéis, pinheiros, guirlandas e coisas do gênero. Além de caixas e caixas de presentes. Pouco se vê de incenso e mirra e muito se vê de ouro.
De qualquer forma, desejo a todos os queridos amigos, virtuais e reais, um Feliz Natal; daqueles em que o Recém-Nascido seja efetivamente celebrado em Sua Grandeza e Glória.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Larga de Meu Pé, Chulé


Assistindo o JN ontem de noite, tomando uma cervejinha, assistindo Venina, Graça e a regovernANTA e, depois de ler as postagens do Quinzão no twitter, tive um insight do que poderia ter sido a intenção da dentuça quando disse que iria consultar o MPF para definir seu sinistério.
A merda está muito feia, sem dúvida. Mas, independente de tudo, a base alugada está mordendo o pescoço dela para arrancar ministérios e cargos.
Até o PT iniciou uma varredura de cargos de segundo e escalões menos cotados, para ocupar. Segundo a criatura nefasta Falcão, "deixaram escapar trocas por técnico de carreira sem comprometimento político".
Isto posto, acho que não foi por acaso, por ingenuidade, por leseira, por qualquer outro motivo que não seja MERCANDISING dirigido por João Göebels Santana; que a deelma fez questão de dizer, durante um café da manhã com a fina flor da imprensa nacional, que questionará o Ministério Público para saber se os nomes indicados por partidos aliados têm algum grau de envolvimento com os escândalos de corrupção que brotam da operação Lava a Jato. Na minha modesta opinião silvícola, a imperatriz teve claramente a intenção de criar constrangimento para ministeriáveis citados, declarados, pretendidos, empurrados ou negociados.
Se eu estiver certo, as expectativas pessoais ou corporativas ou partidárias nas indicações de nomes que estejam sendo investigados ficam em banho maria e ela pode por os apaniguados supostamente mais leais e mais dóceis.
Diz-se que, ao longo do dia de hoje, ela indicará mais alguns ministros. Gente que já está sentado ou que não boiaram nas manchetes. Enquanto isso, deelma aproveitou o café da manhã com as estrelas do jornalistas no Palácio do Planalto para fazer uma ação preventiva para blindar o seu segundo governo de um quase certo escândalo nos primeiros meses com a nomeação de ministros investigados na Operação Lava Jato.
Ponho ficha na minha aposta, embora não entenda tanto assim de política e seja apenas um indiozinho curioso.
A ver...  

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

MP 656: Regulamentou de Parto de Macaca a Atracação de Navio

A Medida Provisória 656 aprovada no início da semana pelo Senado ganhou notoriedade no noticiário porque contemplou a correção da tabela do Imposto de Renda a vigorar em 2015 num percentual de 6,5%, contrariando a vontade da regovernANTA que tinha prometido 4,5% no dia 01/maio passado, como parte de seus pacotes de bondade da eleição.
Claro que ela se-esqueceu-se da validade da MP que caducaria e a a tabela não seria corrigida, retendo o governo nosso salário e, claro, nunca mais devolvendo. A base alugada bobeou e corrigiram a facada.
Tudo bem, diriam os incautos. Que felicidade, diriam os tontos. Mas não foi só isso. 
Só para dar base ao post: o texto original da MP previa a concessão de Incentivos fiscais para a importação de peças e componentes para aerogeradores, visando reduzir o custo de usinas eólicas e disponibilizar energia mais limpa. Até aí tudo bem... 
Acontece que a estrovenga agregou uma porrada de contrabando, como se chama no jargão do congresso. Foram incorporados ao texto, e consequentemente aprovados, outras coisas que não tinham nada a ver com o objetivo principal. Claro, que beneficiando os afilhados do poder e metendo a mão no nosso bolso. Senão vejamos...
Começa com uma facada na CHESF - Companhia Hidrelétrica do São Francisco, supridora de energia do Grupo Eletrobras, que foi obrigada a engolir a revisão do artigo 22 da Lei 11.943/2009, onde se regula os contratos de fornecimento de energia elétrica celebrados entre concessionárias e consumidores finais. 
Esses contratos só vigorariam até o dia 30 de junho de 2015, quando a CHESF poderia praticamente triplicar o custo de energia de empresas chamadas de eletrointensivas como GERDAU, BRASKEM e VALE, ajudando o caixa da empresa mas praticamente inviabilizando a operação das indústrias.
Hoje o custo da energia dessas empresas é de aproximadamente R$ 100/MWh, enquanto no mercado de curto prazo, para venda em 2015, oscila atualmente ao redor de R$ 380/MWh, o que implicaria um enorme salto de custos caso as indústrias tivessem de substituir o acordo atual com a CHESF por novos contratos de compra e venda.
Se buscassem novos contratos de longo prazo, as indústrias dificilmente encontrariam energia disponível com preço médio inferior a R$ 150/MWh. 
Essas empresas contratam energia junto à CHESF, em um contrato particular que não se configura em fornecimento a partir das distribuidoras, tampouco em um acordo direto entre consumidores e geradoras. Por isso, as indústrias conseguiam acesso à energia a um custo mais competitivo.
No mesmo balaio de gatos, çuas inçelenças encaixaram uma benesse à bancada da bola: o parcelamento das dívidas dos clubes brasileiros junto à seguridade social (INSS e FGTS) em 240 vezes sem contrapartidas, uma manobra vergonhosa do deputado Jovair Arantes e do senador Romero Jucá. Uma medida como essa continua pavimentando o caminho para o abismo, distanciando cada vez mais o futebol brasileiro do profissionalismo e da modernização; pois,. além de refinanciar as dívidas das entidades esportivas em 20 anos, o benefício concede reduções de 70% nas multas, de 30% nos juros e de 100% em encargos.
Também enfiaram no meio a criação de um novo modelo tributário para o setor de bebidas frias (água, cervejas, refrigerantes e isotônicos) a pedido da industria do ramo e a ampliação da desoneração da folha de pagamentos para outros 12 setores, como audiovisual, balas e chocolates, café solúvel, serraria e madeira e material gráfico.
E podia ser pior.
Ronaldo Caiado conseguiu retirar o item que estabelecia a federalização da inspeção de carnes e outros produtos de origem animal da Medida Provisória 656/2014. A chamada “emenda Friboi” impediria a fiscalização de estados e municípios, mudando a regra consolidada no país para inspeção de carne e produtos de origem animal. Essa nova norma só beneficiaria o JBS que quer o monopólio da carne no País.
Outra vitória da oposição foi a exclusão do item que permitia a desapropriação imediata de terras sem passar pela necessidade de decisão judicial, numa clara violação à Constituição, naqueles tradicionais arroubos de tirania, próprios do PT e seus acólitos.
O que era pra fazer eles não fizeram: ipedir que seja obrigatório o emplacamento de máquinas agrícolas, o que vai onerar o custo de produção no campo, principalmente para os pequenos e médios agricultores.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Cordelando 101: Fim de Mandatos e "Novos Começos"


Vai chegando o fim do ano,
E tudo tem que mudar.
Fim do primeiro mandato,
Segundo vai começar.
Fora o povo do dinheiro,
Que a dentuça nomeou.
Não vingou mais nenhum nome,
Pois confusão já causou.

Comprometida com a base,
Renovando o aluguel.
Tem lá tanto candidato,
Que não cabe no papel.
Sem falar no xeque mate,
Que só causa restrição.
Pelos nomes envolvidos,
No rolo do Petrolão.

E o juiz Sérgio Moro,
Recebeu mais um listão.
Onde aparece mais gente,
Que abuletou seu bilhão.
Dessa vez já aparece,
O nome de autoridade,
Agora que eu quero ver,
Como vai ser de verdade.

Tem Humberto, Lindbergh,
Gleisi, Delcídio e Renan.
Roseane, Jucá, Raupp,
Vai sair mais amanhã.
Palocci já está no meio,
Sérgio Cabral tá também.
Acho que pra ser ministro,
Não vai sobrar mais ninguém.

A dentuça mesmo disse,
Conversando com Cristina.
Que no Brasil é difícil,
Que o gabinete defina.
Pôs a culpa até no face,
Que nomeou de maldito.
Pois lá se fala das coisas,
Que põem ela no perigo.

No que se refere a Graça,
Que manda na estatal.
A pressão está enorme,
Pra acabar o carnaval.
Se tira diretoria,
9 dedos anunciou.
Isso é problema da deelma,
Foi ela que nomeou.

Olhando na foto acima,
Me veio a inspiração.
Disse Toffinho no discurso,
Terceiro turno tem não.
Como pode o magistrado,
Duma corte eleitoral,
Descartar contestação,
.Duma coisa imoral.

Por conta desse diploma,
Discursou a governANTA.
Falou de todo sucesso,
Que seu governo alcança.
Disse que ela inventou,
A recente operação.
Pois é meta que ela tem,
Acabar corrupção.

Um outro fato marcante,
Feita em tom de despedida.
Foi o grande Ribamar,
Chorando sua saída.
Colocou-se como vítima,
Ao falar do Maranhão.
Pois segundo o que ele pensa,
Teve grande progressão.

Outro buxixo danado,
Que surgiu lá no plenário.
O bate boca da poha,
Bolsonaro com Rosário.
Ela chamou estuprador,
Ele diz que não merece.
Pois não vai ter que estuprar,
A ela que não merece.

Encerrando-se também,
Todas duas CPI´s.
Fizeram dois relatórios,
Se por os pingos nos I´s.
Marco Maia até tentou,
Dar uma de acusador.
Mandando investigar,
O bagrinho que boiou.

Lá em cima nuzistêites,
O Obama avermelhou.
Estendendo sua mão,
Ao cubano ditador.
Por um lado até foi bom,
Pois acaba a armadilha.
Da esquerda idiota,
Sobre o boicote na ilha.

Encerrando o cordel,
Falando de amenidade.
Lá na ilha do Havai,
Não faltou publicidade.
Numa praia conhecida,
Pelas ondas entubadas,
Medina não conseguiu,
Dar sua comemorada.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Cordelando 100: Centúria é Pra Festejar


Em julho de 2011, minhas queridas amigas @moimemei e @online_boo (na ocasião, @sonia_lv) deram uma corda danada pra eu começar a fazer poesia. Sem a menor habilidade para tal, resolvi fazer um cordel, brincadeira de terraço de casa de praia com meus irmãos e amigos.
Deu certo, tomei gosto e passaram a sair os cordéis cômico-político-ácido-sacaneáticos desta Tribo dos Manaós, que tento postar nas sextas feiras, comentando sobre os fatos da semana.
Mas um marco centenário não se pode gastar com as canalhices deste (des)governo, o mote principal dos versos. Vou usá-lo para fins mais nobres e celebrar esta referência importante e histórica.
Grato aos leitores pelo que me aturam em meus desabafos rimados. Vamos rumo aos 200...

Como é bom comemorar,
Uma data importante.
Afinal inteirar 100,
Não se faz a todo instante.
Usando aqui o espaço,
Pra criticar coisa ruim.
Tenho feito muito amigo,
O que é muito bom sim.

Cada sexta que se passa,
Mais gente comparece.
Sei que leem o que escrevo,
Pois na contagem aparece.
Poucos deixam comentário,
Isso até me faz bulir.
Custa nada me dizer,
Se gostou do que escrevi?

Quando estou pondo meu texto,
Na tela em frente a mim.
Rio feito um corsário,
Comemorando o butim.
Parece que vem no peito,
Revanche do que passou.
Pouco posso reparar,
Mas barato não ficou.

Leio no face ou twitter,
Risada grande que só.
O que até me consola,
Pois doido eu não estou só.
Quando repassam pra frente,
Atraindo mais um leitor,
Até ouço o aplauso,
Pois foi mais um que gostou.

No meio da caminhada,
Apareceu encomenda.
Fazer um cordel prum amigo,
Vontade me incrementa.
Teve a rádio do seu dino,
O bistrô do Edgard.
Aniversário de monte,
Fiz cordel pra agradar.

Engenheiro bem ligado,
A construir e montar.
De repente me percebo,
A numa tela versar.
E não é que fica bom,
Depois de tudo rimado.
Faço verso criticando,
O roubo de todo lado.

Devo aqui agradecer,
Ao povo lá da dentuça.
Pois motivo não me falta,
Pra lhe por dedo na fuça..
Fazem merda de montão,
Asneira que não acaba.
Deixando este cacique,
Na rima desembalada.

Tem até uns personagens,
Que aqui sempre aparecem.
E não é por implicância,
Mas eles que se oferecem.
Eu não posso é perder,
Nenhuma ocasião.
Ponho logo no cordel,
E causo a tal confusão.

Vamos em frente meu povo,
Tem 4 anos na frente.
A Tribo não vai deixar,
De apoiar nossa gente.
Batendo em quem se precisa,
Elogiando se puder.
E aqui sem preconceito,
Seja lá homem ou mulher.

100 versos se completou,
Vai ter mais 100 se vier.
Agradeço só a Deus,
Se saúde Ele me der.
Pois coragem não me falta,
Na rima tenho valor.
Vou fazendo meu trabalho,
No bandido dou calor.