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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Cordelando 86: O Novo X9


Há algum tempo se falava,
Da prisão do diretor.
Que jurava que sabia,
Da sujeira que rolou.
Prometeu que se contasse,
Dessa grande podridão.
Era capaz até mesmo,
de nem haver eleição.

Que a coisa era da braba,
Ninguém mesmo duvidou.
Envolvendo a Petrobras,
Muita grana que rolou.
Se falava de bilhões,
E talvez bem mais ainda.
Pois milhão lá na BR,
E quase grana de pinga.

Pois Paulinho segurou,
Informação mais de mês.
Apertando lá e cá,
Vai vazar para vocês.
Por enquanto é segredo,
Mas ele já apontou.
Que tem muito deputado,
Senador, governador.

12 da casa maior,
49 na pequena.
Governador foram três,
Esse é o grande problema.
Com tanta grana envolvida,
E a sujeira que rolou,
Fica faltando indicar,
Que a corja nomeou.

Começaram as apostas,
Dos nomes que surgirão.
Eu sugiro o cabeleira,
E o outro bonitão.
Os dois tem campanha cara,
Para ser governador.
Caso de um ele mesmo,
O outro o filho indicou.

Cedo ou tarde saberemos,
Nome de cada ladrão.
Mas o negócio é vazar,
Antes mesmo da eleição.
Depois vem aquele papo,
Eu não vi eu não sabia.
É a resposta padrão,
Uma grande latumia.

Outra coisa que não pode,
cair no esquecimento.
É quem nomeou o povo,
Através de documento.
Cargo igual aos que tinham,
Um destaque na nação.
Não é besteira nem bobo,
Envolve o capitão.

A caneta que assina,
A posse dum poderoso.
Não tem tinta da comum,
É só carne não tem osso.
Isso vale pra o Putin,
Que nomeia com a russa,
E também pro 9 dedos,
E a sucessora dentuça.

Se parar pelos bagrinhos,
Como usa acontecer.
A nação nem vai ligar,
Capaz mesmo de esquecer.
Tem que chegar lá nos grandes,
Moralizar a nação.
Ninguém quer pagar imposto,
Só pra sustentar ladrão.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A Entrevista da governANTA no Jornal da Globo


Nossos repórteres silvícolas, num esforço notável na busca de informação, foram de canoa até Brasília e arrancaram a tapa as respostas da governANTA para as perguntas do William Waack e da Christiane Pelajo. Acompanhem.
- Os últimos índices oficiais de crescimento indicam que o país entrou em recessão técnica. A senhora ainda insiste em culpar a crise internacional, mesmo diante do fato de que muitos países comparáveis ao nosso estão crescendo mais?
D. Sincera: Sim, eu insisto. Aprendi com o Lula. A culpa é minha, eu coloco em quem eu quiser.
P - A senhora continuará a represar os preços da gasolina e do diesel artificialmente, para segurar a inflação, com prejuízo para a Petrobras?
D. Sincera: Represar artificialmente é comigo mesmo. Ó minha maquiagem. Represa que é uma beleza. E dar prejuízo a Petrobras, também. O que seria da corrupção petista sem o dinheiro das estatais? Quanto à inflação, não sei de onde você tirou que eu a seguro, mas obrigado.
P - A forma como é feita a contabilidade dos gastos públicos no Brasil no seu governo tem sido criticada por economistas, dentro e fora do país, e apontada como fator de quebra de confiança. Como a senhora responde a isso?
D. Sincera: A confiança é a primeira que morre. Vou falar para o Cantalice incluir todos eles na nossa lista negra.
- A senhora prometeu investir R$ 34 bilhões em saneamento básico e abastecimento de água até o fim do mandato. No fim do ano passado, tinha investido menos da metade, segundo o Ministério das Cidades. O que deu errado?
D. Sincera: Nada. O abastecimento do PT sempre foi a prioridade do partido. Às vezes nós o chamamos de “saneamento básico”, às vezes de “abastecimento de água”. Eu mesmo me confundo de vez em quando.
P - Em 2002, o então candidato Lula prometeu erradicar o analfabetismo, mas não conseguiu. Em 2010, foi a vez da senhora, em campanha, fazer a mesma promessa. Mas foi durante o seu mandato que o índice aumentou pela primeira vez, depois de 15 anos. Por quê?
D. Sincera: Porque nós queremos o Brasil à nossa imagem e semelhança.
P – A senhora considera correto dar dentes postiços para uma cidadã pobre um pouco antes de ser feita com ela uma gravação do seu programa eleitoral de televisão?
D. Sincera: Ué. Devia ser depois? Nós podemos fazer o diabo quando é hora da eleição, não lembra? Tudo que rende votos ao PT é correto. Aliás, você esqueceu de citar a meia-entrada e a meia-passagem para jovens que não estudam. Quanto menos estudar, mais prêmios a gente dá. 
Já posso começar as considerações finais?

Brincadeirinha: peguei na coluna do Felipe Moura Brasil - VEJA

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Cordelando 85: O debate do SBT


Um debate divertido,
Esse que agora passou.
Na TV do Sílvio Santos,
Que por lá não se mostrou.
Perfil igualzinho aos outros,
Segundinho pra cada lado.
Mas saíram umas coisinhas,
Que ficou mais invocado.

Por exemplo a lourinha,
Do cabelo enroladinho.
Que quase nunca responde,
Porque não dão o caminho.
Que quer tomar todo bem,
De quem ela acha que é rico.
Acabando com as posses,
Um verdadeiro perigo.

Luciana respondeu,
Calma que nunca se viu.
Nem parecia a cachorra,
Quando que está no seu cio.
Capital, Capitalista,
Disso ela não fugiu.
Batendo na mesma tecla,
Que tanto choca o Brasil.

A governANTA coitada,
Apanhou qual boi ladrão.
Foi couro de todo lado,
Sem ter dó no coração.
Falaram de roubalheira,
De roubo, corrupção.
De obra que não conclui,
Da volta da inflação.

Mesmo tendo ela na frente,
Uma pilha de papel.
Que lia pra responder,
Ensaiada no hotel.
Passa página prum lado,
Passa a colinha pra outro.
Até as frases de efeito,
Estavam lá no esgoto.

Quis bater nos outros dois,
Que já disputam com ela.
Assustada com a descida,
Que aparece na tela.
Bateu no cabra mineiro,
Na tartaruga sem casca.
Até no Levir bateu,
Aí ela quase se lasca.

O bigode arretou-se,
Soltou o verbo por lá.
Sobrou até pro babão,
O tal Kennedy Alencar.
Que levou nome de injúria,
Que ponho aqui no cordel.
Mídia que sempre é vendida,
Até língua de aluguel.

A elfa que vem do Acre,
Também se viu enrascada.
Mas respondeu com firmeza,
E voz de taboca rachada.
Esquivou-se de pergunta,
Que a resposta ignora.
Igual gato que se esconde,
E deixa o rabo de fora.

O noiado do Eduardo,
Desligadinho que só.
Concorda com todo mundo,
Não quer se envolver em nó.
Numa cena de cinema,
Uma coisa sem perigo.
Pergunta o que achava,
Respondeu "Não é Comigo".

Fato é que no modelo,
Que se adota na TV.
Pouco acrescenta o debate,
Não agrega a você.
Pouco tempo de resposta,
Tempo gasto e desperdício.
Melhor seria entrevista,
Isso eu acho mais difícil.

Pois quem estivesse na frente,
Na pesquisa do momento.
Recusaria o convite,
Quase saia correndo.
Pois ficando uma horinha,
À mercê de inquisição,
Podia se complicar,
E perder a eleição.

Só nos resta a nós mortais,
Escolher bem embasado.
Lendo, relendo e olhando,
O programa do candidato.
Pra depois não se queixar,
Quando não for mais momento.
Porque aí não tem jeito,
Nem vale arrependimento.

sábado, 30 de agosto de 2014

A Madeira na História do Brasil


Hoje um país fortemente industrializado, o Brasil teve seus momentos extrativistas destacados no passado, seja remotíssimo, remoto ou recente. Senão vejamos...
Quando o glorioso Cabral (o Pedro, não o Sérgio) por aqui aportou; a mando de sua majestade o rei D. Manuel I, que queria por sua bandeira n'alguma terra que valesse a pena antes que o vizinho D. Fernando fincasse a bandeira da Espanha em tudo, em troca de algumas quinquilharias começou a levar para além-mar ouro, pedras preciosas e... madeira, principalmente aquela que deu o nome à terra: pau-brasil (Caesalpinoideae).
Madeira boa e forte, foi usada pesadamente na indústria de móveis lusitana e, permitindo ótimo aproveitamento, cascas e galhos moídos ainda davam um excelente corante para a indústria têxtil. Claro que quase dizimaram a pobre espécie, mas o IBAMA e seus antecessores, conseguiu salvar indivíduos que permitiram reconstruir a linhagem.
Na continuação da saga, as florestas foram sendo convertidas em pastos para animais ou plantações de cana de açúcar, cacau, café, etc, etc. Mas a madeira ainda gerava riqueza.
Começou a dar um probleminha internacional quando os grandes e vorazes consumidores europeus e americanos do norte abriram o olho e viram que precisavam respirar. Como já tinham passado a moto-serra e o trator em tudo por lá; botaram olho grande na Floresta Amazônica (praticamente o que sobrou por aqui) e a madeira virou objeto de culto e veneração, não pelo pau em si, mas por outros tesouros abrigados sob eles (ouro, diamante, metais raros, minérios e coisas afins).
Abstraindo o aspecto comercial e ambiental, um outro uso bastante simbólico da madeira foi o famoso pau de dar em doido, carinhoso apelido dos cassetetes das PMs país afora durante os governos militares, cuja função era acalmar os comunistas que se aventuravam a querer fazer da nação uma Cuba de milhões de quilômetros quadrados.
Evoluindo do campo político-romântico do uso da madeira, já sob a égide do IBAMA como o conhecemos, um outro episódio envolvendo madeira causa espécie e indignação, nem mais nem menos aos que já me referi neste post; e ao qual já teci algum comentário AQUI no blog.
Uma vez que já foi destaque e teve sua abordagem política, gostaria de acrescentar umas coisinha à história dos personagens envolvidos: Dona Almarina e seu cônjuge Fábio.
Evidente é em qualquer leitura que se faça do passado de ambos, crava-se irremediavelmente um estrela vermelha nos seus peitos. Caso dele, até poucos dias atrás, posto que trabalhava no governo dos imperadores do Acre, agora não mais o Galvez, mas os irmãos Viana.
Isto posto, cabe elevar, e muito, a discussão sobre a falsidade por trás da máxima da campanha dela de ser "a nova forma de fazer política".
Jogando para o alto tudo que pregava em sua vida, passou a criticar suas origens petistas e ser contra fisiologismo, adesões oportunistas, culpabilidade inimputável, apetite voraz por cargos e boquinhas, fingimentos, enganações e outros mil defeitos inadmissíveis em quem se presta a servir a nação.
Com base neste perfil de santificada e ungida, conquistou numa velocidade estonteante uma preciosa dezena de pontos percentuais nas pesquisas e bateu no topo da escala, desbancando até a candidata-governANTA do partido que já lhe deu guarida; passando a ser o objeto de cobiça e veneração de todo neo-reacionário ávido por mudança.
O baque foi grande nas hordas vermelhas e do que se mostrava como o antagônico aos atual governo. Claro que cada um reagiu de um jeito.
O bonzinho disse que é modismo e que logo passa, cumprida a fase de "se-mostrância" dele como candidato e apresentando boas ideias e seu decantado programa de trabalho. Punhos de renda como sempre, quando abrirem o olho estarão apenas com um traço nas tabelas dos institutos de pesquisa; deixando seus eleitores mais uma vez na mão,
Do lado da corja vermelha, tocou horror. Apareceram os saudosistas do "volta loola", nêgo omite o símbolo do partido na propaganda, foge da imagem dela como o diabo foge da cruz e já mandam bilhetinhos e SMS para a elfa parabenizando pelo sucesso, na esperança de serem aquinhoados mais à frente com uma beirinha do guarda-chuva. Assim tipo, "eu não disse? eu bem que sabia...".
Fato é que quem não pactua com a ditadura comunista, está prestes a ter que aturar mais uma aventura dos ideólogos de plantão pelos próximos 4 anos. E haja imposto...

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Cordelando 84: Acabou-se Agosto


Ô mezinho desgraçado,
Este agosto que passou.
Gente boa que morreu,
E que lá no céu chegou.
Também morreu gente ruim,
Que só maldade causou.
E foi ficando aqui,
Quem nem o diabo abraçou.

Começando na política,
Que movimenta a nação.
Surgiu a nova pesquisa,
Que coleta opinião.
Dizem que Marina Silva,
A santinha enganadeira.
Disparou na liderança,
Causando grande carreira.

Do pouco 8 porcento,
Que Eduardo ostentava.
A Marina chegou,
Dando uma grande arrancada.
A 28 porcento,
Difícil de acreditar.
Como pode a criatura,
Tanta gente conquistar.

Falando tanta besteira,
Prometendo o que não tem.
Mentido como o PT,
De onde aliás é que vem.
Já mudou mais de partido,
Do que eu troquei de tanga.
Sempre bem acompanhada,
Da grana de quem lhe banca.

Interessante saber,
Da tartaruga sem casca.
É a mudança de pensar,
De tudo que ela pregava.
É a favor da semente,
Que a genética transformou.
Se disseram que era contra,
Ela nunca se lembrou.

As barragens das usinas,
Que causam alagação.
Que ela sempre foi contra,
Virou admiração.
Disse que vai ampliar,
A geração de energia,
Mesmo que uns pés de pau,
Paguem pela valentia.

GovernANTA coitadinha,
Tá apertada pra danar.
A chicória apareceu,
Conquistando seu lugar.
Corre-corre no planalto,
Tocou mesmo o horror.
Pois se ela perde a parada,
O PT que se lascou.

Toda forma de poder,
Que o partido montou.
Numa rápida piscada,
Desmontou-se, acabou.
Os cupinchas alocados,
Em tudo quanto é lugar.
Vão arrumando as gavetas,
Pois vão ter que se mandar.

O mineirinho do Aécio,
Continua bom mocinho.
Despencando na pesquisa,
Com o punho bem limpinho.
Se continua assim,
Só mostrando seu rostinho.
Vai levar uma lavada,
Vai pra casa rapidinho.

E o PIB coitadinho,
Despencando pra danar.
Se o ano não acaba,
Capaz mesmo de zerar.
Teve o ômi que chamou,
Me causando risadinha.
Nosso PIB a té parece,
Com a dança da cordinha.

E o supremo tribunal,
Casa de grande saber.
Quer aumentar seu salário,
Coisa que atinge você.
São só vinte e dois porcento,
No bolso de cada dotô.
Indo para 36 mil contos,
Dinheirama pra valer.

E a grande Petrobras,
Que tem rolo pra danar.
Só que pra alguém ser punido,
Nunca chega a avançar.
Mas também lá conseguiram,
Aumentar a mordomia.
Dando um baita de um aumento,
Pra toda diretoria.

Deixa eu cuidar da vida,
Pois tenho que trabalhar.
Todo dia o dia todo,
Eu não sou parlamentar.
Que só trabalha 2 dias,
Isso em cada semana,
Esse ano 5 meses,
O resto todo na cama.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Pequeno Questionário Sonhático


Hoje eu acordei com a macaca. Ontem circulou nas redes sociais que, num tracking em curso, seria informado que a tartaruga sem casca está ascendendo velozmente nas pesquisas, principalmente entre os jovens.
Gente, pelo amor de Deus. O que está senhora tem, além da pose de vítima e sofredora para ser endeusada deste jeito? Ela não passa de um modismo, um fenômeno efêmero e sem a menor sustentação, nenm política nem programática.
Abandonou o PT por não encontrar respaldo a seu próprio projeto de poder e alojou-se nos "verdes". Era pouco. Quis um partido a sua imagem e semelhança, a tal Rede de Sustentabilidade. Não colou. O próprio PT barrou nas cocheiras. Todo mundo fundou partido e ela não.
Aproveitou-se da tragédia com o Eduardo e lançou suas âncoras no PSB e agora vira a "salvação"  do Brasil e do paneta inteiro? Já vimos isso e deu no que deu com Collor, loola e deelma.
Não dá pra tentar de novo.
Fiz uma série de perguntinhas singelas na minha simplicidade silvícola, tanto no twitter quento no facebook sobre o que poderia esta elfa fazer para mudar o Brasil que temos então. Ninguém dos fãs da sonhática conseguiu responder. Apenas comentários vãos e sem nexo como tudo que a cerca.
Reproduzo alguns aqui na tentativa que alguém me ajude a me esclarecer sobre ela.
  1. Perguntinha silvícola: Qual a ideia de Marina Chicória para reduzir a inflação e retomar o crescimento?
  2. Outra perguntinha silvícola: como fará Marina Chicória para concluir as dezenas de obras inacabadas que a governANTA vai deixar?
  3. Questões político-sociais para a tartaruga sem casca: Sobre 39 ministérios e agências reguladoras aparelhadas; o que ela diz?
  4. Tão "influente" no mundo inteiro, como será a política de relacionamento mundial da Marina? Defenderá as ditaduras e o anti-capitalismo?
  5. om uma rede tão poderosa, como Marina vai agir na reforma política que favorece os canalhas?
  6. Comércio exterior da Marina? Agronegócio ou preservação das saúvas e sauin de coleira?
  7. Decreto 8243 (conselhos populares bolivarianos). Marina apoia. Vai implementar e fechar o congresso?
  8. Suprimento de energia de Marina para a industria: lampião e candeeiro ou usinas geradoras?
  9. E sobre o tripé econômico (Controle Inflação, gastos públicos baixos e metas para inflação) de Marina? Como vai ser?
  10. 40 mil apaniguados pendurados em altos cargos no governo. Marina vai fazer o que?
  11. Petrobras e outras estatais roubadas e sucateadas. Como Marina vai recuperar?
  12. Num segundo turno em que não esteja, Marina continua oposição ou reata com o PT como em 2010?
  13. Marina é tão sonhática que quer loola e FHC na campanha dela. Dá pra confiar numa criatura dessa?
  14. Quem vai mandar na política econômica do governo Marina; ela ou Neca Setúbal?
Contando que algum iluminado me ajude, sem mais, atenciosamente....

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Antônio Ermírio de Moraes - RIP


Presto minha homenagem ao engenheiro Antônio Ermírio de Moraes, falecido ontem (24/08) aos 86 anos.
Mais que um grande empresário capaz de construir um império industrial nas áreas de cimento, metalurgia e papel-celulose, deixou-nos um homem bom, trabalhador e honesto; que soube usar seu prestígio e poder a serviço do bem.
Paulista nascido em 04/06/1928, Antônio Ermírio era colega engenheiro metalúrgico formado na universidade do Colorado e seu primeiro emprego foi um estágio não remunerado na Siderúrgica Barra Mansa, uma das empresas da família, já que o velho José Ermírio não era de dar colher de chá pra filhinho não. Estudem, aprendam e depois venham trabalhar comigo.

Liderou o Grupo Votorantim até 2001, quando, aos 74 anos, deixou o conselho de administração e passou para os filhos o comando do conglomerado. Nos últimos anos, o empresário começou a sofrer do mal de Alzheimer. 
Também dedicou boa parte de sua vida à filantropia, contribuindo com a Sociedade Beneficência Portuguesa e a Cruz Vermelha. 
Mesmo multimilionário, dr. Antônio se permitia um estilo simples de vida, a ponto de andar de carros bem usados e ser visto em calçadões e lojas sem marca vistosa, sendo conhecido por seu jeitão franciscano, o que levava seu detratores a dizer que era mal ajambrado ao se vestir, sendo até personagem de humoristas, o que o divertia muito.
Ele deixa a mulher, Maria Regina Costa de Moraes, com quem teve nove filhos.

Nas notas oficiais do Grupo Votorantim e da Beneficente Portuguesa lamenta-se sua morte e destaca-se sua grande liderança e exemplo, inspiração para que seus valores, como ética, respeito e empreendedorismo, sempre defendendo o papel social da iniciativa privada para a construção de um país melhor e mais justo, com saúde e educação de qualidade para todos. Crítico ferrenho da burocracia estatal e dos obstáculos colocados pelo governo ao crescimento das empresas, dr. Antônio se orgulhava de dizer que seu grupo nunca tinha sido favorecido pelo poder e repudiava medidas assistencialistas do governo como já deixou claro em entrevistas a VEJA. "Acho péssimo quando vejo que a prioridade do governo é dar esmola, e não acabar com os entraves à criação de empregos", disparou em 2003.
Um verdadeiro gerador de emprego e renda, diferente dos Eikes de hoje.
De novo, apresento meus respeitos ao dr. Antônio. 
RIP

sábado, 23 de agosto de 2014

Quão Sustentável é a REDE?


Senão vejamos...
A gloriosa Marina Silva, também conhecida nas redes (que não são a dela e de que trataremos a seguir) como tartaruga sem casca, marina da selva, elfa da selva, elfa dos siris (com a devida vênia de Carla Pola), chicória, melância etc, etc; petista de primeiro momento e militante fanática; que largou tudo que havia herdado, usado e abusado com a morte de Chico Mendes; para sucumbir ao encanto de ser presidente (naquela época não havia sido criado o vocábulo presidentA) da república; quando os verdes a convidaram e que, na sequência, quis fazer um partido à sua imagem e semelhança (e submissão também), agora surge cheia de dados estatísticos como "forte candidata nesta próximas eleições.
Aos olhos dos eleitores que conquistou na versão pública adotada há 4 anos, seria "uma terceira via", uma perspectiva real para a necessária alternância de poder. Com isso arrebatou cerca de 20 milhões de votos e se credenciou a novos voos.
O lance da tal REDE de Sustentabilidade gorou, graças aos esforços de seus antigos cumpanhêrus petralhas, já que meio mundo criou partido neste país e só ela que não. Aí ela ficou no limbo, até que Eduardo Campos a pegou pelo braço na expectativa de ganhar os tais 20 milhões de eleitores.
Gorou de novo. A patota marinista não se converteu com a mesma velocidade que ela. O Eduardo ficou ali patinando nos 7 ou 8%, até sua trágica e lamentável morte.
De novo a fênix acriana arregaçou as mangas e caiu na sua versão original. Com a complacência do PSB, carcou os dentes na candidatura que deveria ser comum, auto-proclamou-se número 1, danou-se a fazer exigências e imposições e ressurgiu do velório como a salvação de tudo de errado que vem acontecendo na nação há 12 anos.
Aos olhos da mídia, resgatou a versão sonhática de bondade, pieguismo, cantilena e repetição de "agora vai". Mas hão que ser lembrados alguns fatos da carreira desta senhora.
Por exemplo, as 6.000 (SEIS MIL, por extenso, para que não pensem que me enganei) toras de mogno que foram apreendidas pelo IBAMA no Acre e que, graciosamente, tiveram permitidas a comercialização por ninguém menos que seu marido.
Numa continha rápida, de padaria, como fizeram com as refinarias compradas pela Petrobras; 6.000 toras de 1 metro de diâmetro, com 5 metros de comprimento (por baixo); correspondem a 23.550 metros cúbicos de madeira de lei, altamente valorizada no mercado internacional e com venda líquida e certa.
Considerando a cotação média de madeira certificada, na faixa de US$ 3.000/m3; chegamos à assustadora cifra de US$ 70.650.000,00 (quase 71 milhões de dólares), um negócio de fazer inveja até ao doleiro Youssef (não sei porque, sempre quero chamar ele de Roussef).
Pois isto caiu no colo do aplicado Fábio Vaz de Lima, zeloso secretário adjunto de Desenvolvimento, Indústria e Florestas do estado do Acre, não por acaso sob a batuta hereditariamente inter-transferida entre os irmãos petralhas Tião e Jorge Viana.
Sem falar das centenas de ONGs ligadas à preservação das florestas e povos indígenas, que pululam na Amazônia, beneficiadas por sua ação pessoal junto ao governo, antes, durante e depois de sua passagem pelo Ministério do Meio Ambiente. Aí pode botar zeros atrás daquele monte de dólares aí de cima.
Nós, pobres mortais que militamos nas redes por necessidade de liberdade e de redução de impostos, estamos à mercê de seu Aécio Neves ter coragem de bater nessa tecla durante a campanha do primeiro turno pois será o fim do mundo termos que ver nas urnas de 26 de outubro próximo as caras da governANTA e da Chicória.
Chega de bom-mocismo senhores do PSDB. Podem tratar de ser fortes e duros em seus programas senão perderão novamente a eleição e nos colocarão como reféns da corja vermelha, inapelavelmente submetidos a uma ditadura violentíssima de esquerda.
Só alerto aos punhos de renda, que até o gunverno deelma está batendo na Marina e portanto, pra quem disse que ia fazer o diabo pra ganhar a eleição, estão muito atentos ao risco que ela representa na campanha.
Não se deixem levar pela carinha de santa e o jeitinho e físico de "frágil" que ela ostenta. É uma cobra pronta a dar o bote.
Corram, senão vão tomar nos NOSSOS cus, como escrevi no cordel da sexta feira.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Cordelando 83: Propaganda Gratuita? Nem de Grátis...


E começa o festival,
Que sempre assola a nação.
Um programa pra falar,
Do que tem na eleição.
As pessoas que serão,
Comandantes do país.
Todas elas, quase sempre,
Nem sabem onde é o nariz.

Candidato a presidente,
Deputado, governador.
Não conseguem nem falar,
Se não olhar no visor.
Sorriso pra todo lado,
Promessa tem de montão.
Falatório pra danar,
No rádio e televisão.

E os nomes que praticam,
Cada um celestial.
Nome de planta e de bicho,
Super-herói imortal.
Nome feio, palavrão,
Praga até de urubu.
Tudo pensando na rima,
Eleitor toma no c*.

Os slogans até parecem,
Obra prima do Pessoa.
Tentando fazer passar,
Que todos são gente boa.
Quando no fundo não passam,
De um bando de diabinho.
Qual na figura de cima,
Se fazendo de anjinho.

Mas como tem que passar,
É lei no nosso país.
Vamos então aproveitar,
Pra sermos bem mais feliz.
Vejamos os absurdos,
Descontemos as loucuras.
Aproveitemos os anjos,
Esqueçamos diabruras.

Por exemplo a governANTA,
Que mente bem pra danar.
Conseguiu lá no nordeste,
Fazer a seca acabar.
Um canal que mal se abriu,
Logo, logo se tornou.
Num rio dos bem caudalosos,
Acabando o estupor.

Água azulzinha correndo,
Acabando com a secura.
Povo plantando e colhendo,
Verdadeira belezura.
Enquanto que na verdade,
O chão rachado ficou.
Pois obra maravilhosa,
Nunca se realizou.

Teve porto, aeroporto,
Trem, Buzão e avião.
Coisa de primeiro mundo,
Satisfazendo a nação.
A tal da infraestrutura,
Prometido sem segredos.
Desde os remotos tempos,
Do homem dos nove dedos.

Estradas pavimentadas,
Sem pedágio ou pagamento.
De material do bom,
Seja de asfalto ou cimento.
Caminhão correndo em cima, 
Reduz o custo Brasil.
Caminhoneiro que diga,
Vá pra puta que pariu.

Educação nem se fala,
Escola pra todo lado.
Desde a creche à faculdade,
Só engana mesmo otário.
Tem Pronatec e Prouni,
Campus por todo Brasil.
Só não falou que o que fez,
Ninguém sabe ninguém viu.

Já existia o SENAI,
Desde os tempos de Cabral.
SESC também já havia,
Todos com curso legal.
Que formaram muita gente,
Sem letreiro-propaganda.
Só não foi lá quem não quis.
Ficava levando canga.

Agora falemos pouco,
Da dona Marina Chicória.
Que em cima de um caixão,
Começou a sua história.
Não estou falando do Campos,
O que há pouco morreu,
Trato lá do Chico Mendes,
De quem herdou o que é seu.

Chorou, rezou, fez louvor,
Tudo em cima do caixão.
Fez selfie com todo mundo,
Pessoa sem coração.
Nem bem esfriou o defunto,
Botou as unhas pra fora.
Refazendo a direção,
Da união que explora.

Tem nêgo que já pulou longe,
Abandonando a bichinha.
Que quer enganar todo mundo,
Com a aparência de boazinha.
Carlos Siqueira largou,
Um dito de relevância.
Da campanha de Marina,
Eu quero mesmo é distância.

Aécio também não gostei,
Do jeito que pretendia.
Bateu pouco na moçada,
Não quis sujar a luvinha.
Do jeito que a coisa vai,
Conhecendo o outro lado.
Vai sangrar bem devagar,
E quando vir tá lascado.

Uma coisa eu destaco,
No programa do mineiro.
Disse que coisa mal feita,
Não ocorreu tempo inteiro.
De 4 anos pra cá,
Tempo que eu acho até pouco.
Esqueceu dos 8 anos,
Que mandava o capiroto.

Não se esqueça seu Aécio,
Com quem estamos lidando.
Gente que faz o diabo, 
Pra continuar mandando.
Se você não bater logo,
Na dupla de tribufu.
Vai se lascar direitinho,
Vai tomar no NOSSO c*.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Reviravolta ou Manipulação?


A madrugada foi movimentada abaixo do Equador. Passada a cerimônia de canonização de Eduardo Campos, onde se viu o maior de todos os showmícios já realizados em plagas tupiniquins; saiu a primeira pesquisa Datafolha com o novo quadro sucessório possível e incluindo Marina Mogno Silva, já ungida como substituta do ex-governador.
Neste quadro, Marina aparece com 21% das intenções de voto contra 20% do tucano Aécio Neves, que tem 20% e mantendo a governANTA na frente, com 36% da preferência do eleitorado. O Pastor Everaldo, do PSC, mantem seus fiéis 3%.

Desde a última pesquisa do confável instituto, apresentada em 17 de julho, deelma e Aécio não oscilaram. Na ocasião, Eduardo aparecia com 8% no levantamento e os brasileiros, chegadinhos a uma decisão de última hora, do nada decidiram seus votos na direção de Marina, que absorveu quase todos os seus pontos dos eleitores que ainda estavam sem candidato; isto porque o percentual de eleitores que votariam em branco ou em nulo caiu milagrosamente de 13% para 8% bem cmo os eleitores indecisos passaram de 14% para 9%. 

Nesta condição, o segundo turno é inevittável, já que a dupla de empatados em segundo somados possuem dez pontos percentuais a mais do que a dentuça: 46% a 36%.

Projetando uma disputa entre as duas, Marina também apresenta bons resultados na projeção de segundo turno; 47% contra 43% da presidentA, um novo empate técnico, considerando os critérios da pesquisa. Num cenário entre deelma e Aécio, a petista abre vantagem sobre o candidato do PSDB. Passou de 44% x 40% em 17 de julho, para 47% a 39%.
O Datafolha registra ainda que a governANTA continua com a maior taxa de rejeição entre os candidatos: 34% dos entrevistados declararam que não votariam em Dilma. Para Aécio, este índice é de 18%. Marina começa a disputa com 11% de rejeição. 

O Datafolha ouviu 2.843 pessoas em 176 municípios, entre os dias 14 e 15 de agosto. Eu continuo achando um Espaço Amostral muito pequeno, mas sou engenheiro e não estatístico.