Read In Your Own Language

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Agora Vai: Taxa de Insucesso Climático

Prometendo e reiterando desesperadamente que vai reduzir as tarifas das concessionárias de energia, mesmo sem poder mandar nos seus conselhos de administração, a governANTA tem que acender vela prá todos os orixás, santos e assemelhados.
Reservaórios que depleciam, térmicas que não têm gas prá queimar e por aí vai.
Prevendo novas cagadas, gereou com seus ac´litos um novo tributo: o consumidor terá de arcar com um novo custo na conta de luz: o "risco hidrológico".
É mais uma falácia para empurra goela abaixo, ou c* adentro que, ocorrendo secas excepcionais, as mortais criaturas que não têm acesso aos contratos do mercado livre, vão pagar adicionais para prevenir estes fenômenos.
O termo técnico engembrado, indica que gastos extras que ocorrem em épocas de seca, quando a produção das hidrelétricas diminui e a empresa é obrigada a comprar energia no mercado livre, cujos preços não são regulados, para honrar seus compromissos com os clientes, serão transferidos para nós.
Antes da invenção da deelma, as concessionária elétricas tinham uma remuneração maior pelo serviço prestado. Por isso, ficava a cargo delas arcar com o custo da compra de energia se houvesse dificuldade para cumprir os compromissos.
Com a renovação das concessões, a tarifa vai cair (??) na marra e na média, 20%, segundo compromisso do governo. Porém, o consumidor passará a assumir essa conta maior se for preciso comprar mais energia no mercado livre.
Essa josta começa a valer a partir do dia 5 de fevereiro, coincidindo com a revisão tarifária extraordinária das distribuidoras. Nesse mesmo dia, o consumidor saberá o tamanho da trolha e se o desconto na tarifa realmente será o prometido.
Claro que, se houver necessidade de ampliação da estrutura ou qualquer novo investimento pelas empresas, o consumidor também terá que bancá-lo
Efetivamente não se tem uma estimativa do impacto do risco hidrológico ou dos futuros investimentos das elétricas sobre as tarifas. Esa bomba vai explodir de surpresa mais na frente e o consumidor só então irá descobrir o valor do reajuste, nas revisões tarifárias auais.
Mesmo passado o sufoco (ainda tenho minhas dúvidas), e se os reservatórios continuarem abaixo dos niveis mínimos antes da época de encherem, há risco de o abastecimento em 2014, ano da Copa.
Ai phodel....

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Sobre Pibinho e Desonerações

Rastejando sistematicamente há anos, o pífio crescimento (???) da economia brasileira dá cada vez mais sinais que o "espetáculo do crescimento" alardeado pelo 9 dedos nada mais foi que surfar na onda de estabilidade econômica deixada no rastro da organização da casa com o Plano Real ajudada por um boom mundial de fortalecimento comercial, mormente pela aceleração do mercado chinês.
Passada a fase e iniciadas as crises americana e européia, os comandantes do sistema de planejamento (???) e condução da economia e finanças brasileiras não têm a menor noção de que rumo seguir.
Cada vez que Margarina e Miroca falam ou anunciam planos, programas e projetos o impacto é justamente o contrário. Nêgo puxa o freio de mão e calça as rodas.
Teve Brasil Fudêncio, Brasil Fofinho, Brasil Com Isso, Brasil Sem Aquilo e poha nenhuma da coisa andar.
Tentou-se convencer o empresariado de carcar ficha no aumento da produção de várias formas e nadica de nada. Não se v6e ninguém investindo no que realmente mostraria interesse em crescimento ou confiança nos programas do (des)governo, que seriam aplicações pesadas em máquinas e equipamentos para expansão e melhoria do parque industrial.
Na esteira das aberrações incentivadoras, está a bendita desoneração da folha de pagamento, uma excrescência que tributa gasto. Vê se pode...Você gasta e ainda paga tributos e encargos sobre isso sem agregar valor nenhum a seu produto.
Começou com a sempre beneficiada indústria automotiva. Pobre tem direito de comprar carro, dizia o energúmeno presidente anterior e sua trupe. Deram as benesses e o que aconteceu? demissões, fábricas fechando e nada de melhorarem a quelidade dos veículos e mudar o maquinário.
Incluiram linha branca e construção civil, junto com reduções forçadas de juros e aumento de crédito, conduzidas por determinações aos bancos oficiais, numa prática que os força a corromper seus caixas e deixá-los bem apertadinhos em seus balanços, sacaneando com os acionistas e ......ZERO. Devagar igual tartaruga com caimbra.
Agregaram os setores de calçados, vestuário, call center, software e mais 38 outros setores.
Ainda assim tivemos pibinho de pouco mais de 1% (o cantado em prosa e verso era 6%) e inflação no limite da meta de 6%. Phodel...
Agora, mais uma vez, a governANTA está conduzindo uma antecipação duma sonhada extenção a todos os setores da economia da desoneração da folha de pagamento, movida pela perspectiva de mais um ano de crescimento fraco, levando a patota a um nível de "desespero" enorme.
A madame jura com a mão na bíblia que não vai demitir margarina, mesmo com o mundo econômico mundial chamando ele de burro prá baixo, portanto, os técnicos da área econômica trabalham dentro do plano original: escalonar a desoneração, sabiamente para não produzir toda a renúncia fiscal concentrada num ano só.
E ainda tem outra coisa. Tem setores que serão prejudicados se aderirem à insanidade e simplesmente não desejam essa mudança.
Estes mesmo técnicos falam nas coxias que deve se estudar cuidadosamente quais setores poderiam obter benefício com essa medida e, a partir daí, definir um cronograma de anúncio de implantação, discutindo caso a caso e depois preparando a medida provisória, que só entra em vigor 90 dias depois de anunciada.
Mas o otimismo exagerado e imutável do time de deelma não tem esses ecos todos em alguns segmentos da indústria com peso importante sobre o desempenho PIB e não apostam na medida como o melhor mecanismo para disparar um crescimento mais expressivo.
Voltando à indústria automobilística, uma grande área empregadora. Mesmo com um grande número de empregados nas montadoras, e portanto um alvo perfeito para a isac da desoneração, essas companhias deveriam também ser inquiridas a usar os benefícios da desoneração para a compra de maquinário em vez da troca do repasse do equivalente a 20% da folha de pagamento apenas por uma manutenção de empregos, o que nem veio a acontecer mesmo, pois houve muita demissão.
As montadoras dizem que, para ser competitiva, a alíquota da contribuição previdenciária sobre o faturamento deveria ser de, no máximo, 0,5% menor, portanto, que as alíquotas de 1% ou 2% adotadas pelo governo desde 2011 para os primeiros setores econômicos beneficiados com a mudança.
Outra bronca é o horizonte da medida. Que tem garantia de que ano que vem os desorientados do governo não mudam de idéia de novo? Não adianta a mudança representar benefício num ano e, em seguida, pintar um ano ruim, e houver ainda uma nova tributação a asfixiá-lo.
Bom... A governANTA, e agora vaqueira-honorária, jura que vai ser ano de Pibão. Mas nem acabou o primeiro mês do ano, o mesmo em que ela se arvorou de crecimento perto de 6% e o mercado já sinaliza que vai ficar rastejando de novo e não se verá o crescimento econômico "sério, sustentável e sistemático" berrado no Piauí, onde foi inaugurar mais uma placa e intenção de obra.

Na avaliação da presidentA, este ano vai ser aquele em que "vamos colher muitas coisas que nós plantamos", embora também seja o ano em que "vamos plantar ainda mais do que iremos colher".
CUMA JÁ? Pergunto eu, ignóbil silvícola.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Galeguinho: O Bode Expiatório


Acho que todos sabem quem seja o bode Galeguinho. Trata-se do poderoso e temido guardião da sede de uma das grandes empreiteiras deste país, a Bonecci Engenharia, do glorioso Aluisio Dutra de Almeida, não por acaso amigo pessoal intimo e ex-assessor do atual líder do PMDB na câmara e, quem sabe, presidente daquela casa e, portanto, terceiro na linha de comando do Brasil, depois da governANTA e do marido da Marcela Temer.
A Bonecci foi agraciada com mais de R$ 6 milhetas de obras arranjadas com prefeituras do interior do Rio Grande do Norte, coincidentemente terra do Henricão, e cujas emendas sem querer beneficiaram as mesmas cidades das obras da Bonacci.
Pois o nobre caprino foi, até agora, o único punido nesta zorra toda. A variação genética de Bode Bull fez valer a figura popular do bode expiatório e foi retirado de suas funções de guardião das instalações da fantasma Bonecci, perdendo seu lugar à sombra na varanda da sede da empresa, que ele "guardava". O bode foi despejado do terreno baldio que circuda a casinha de sapê onde a Bonacci é registrada, sendo encontrado pela reportagem da FOLHA amarrado humilhantemente numa árvore, ao lado de um chiqueirinho de galinha, a poucos metros da portentosa sede da Bonacci.
Outrora bem tratado, Galeguinho se alimenta agora de migalhas cedidas por caridade pelas crianças e moradores da região. Descobriu-se que sua dona, a senhora Maria da Apresentação da Silva, o considera seu seto filho (ela é mãe de cinco filhos crianças).
Dona Apresentação ficou surpresa com a ordem de retirar o bode da propriedade pois trabalha como "zeladora" da casa da Bonacci nos finais de semana e resolveu levar o bode para o local há cerca de seis meses, depois de ganhá-lo de presente do marido, preso por tráfico de drogas. "O bode veio lá da turma do presídio", explicou.
O pobre do Galeguinho, agora um sem casa, passa o dia na árvore, sob sol, chuva e sereno. À noite, por piedade de dona Aparição, ele se abriga em sua casa, ode faz refeições mais decentes e ta seu banhinho prá atenuar aquele famoso cheirinho de bode.
Fora o caprino, a única coisa que mudou na instalação foi uma placa meia-boca onde consta a identificação da instalação: "Bonacci Engenharia".
Como costuma acontecer, os donos da Bonacci negam que seja uma empresa de fachada e afirmam que ela funciona regularmente, participando de maneira legal das licitações para as obras.
Além de obras oriundas das emendas parlamentares do Henricão, a empresa recebeu dinheiro do Departamento Nacional de Obras contra as Secas - DNOCS , também controlado por Alves.
Os apontamentos da auditoria da realizada pela CGU apontam desvios, falhas e chunchos nos contratos da Bonecci, o que todos negam, é claro.
Fica aqui o apoio da Tribo dos Manaós ao injustiçado Galeguinho, o caprino que foi o único que sofreu constrangimento e humilhações neste episódio.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Rompimento de Adutora em Manaus



Uma adutora rompeu ontem na taba bem próximo à saída da estação central de bombeamento da cidade. Uma coisa impressionante. Felizmente ninguém se feriu.

9 Dedos na Alça de Mira

Com informações do Blog Alerta Total
Repetindo o que no passado já aconteceu, quando autoridades suíças investigaram e desvendaram o chamado escândalo do Propinoduto, independente de pedidos de organismos policiais e investigativos brasileiros, posto que uma empresa internacional envolvida foi alvo de chantagens e acharques promovidos por fiscais da Secretaria de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro e o presidente da empresa enviou provas à Justiça suíça pedindo que o caso fosse rigorosamente investigado por lá, agora é a vez do 9 dedos ficar de orelhas em pé, já que não tem mais barba prá por de molho.
Loola, familiares e amigos está na boquinha prá serem investigados por autoridades tributárias da União Europeia, em função de denúncias bem fundamentadas que lhes atribuem milhões de reais, dólares e euros em patrimônio, seja cash em depósitos em bancos ou títulos do tesouro dos países da zona do Euro. europeus. Os documentos já teriam sido enviados a quem tem o direito e dever de apurar. E por lá nêgo não dorme sobre as pilhas de papel.
Talvez, com um pouco de seriedade que surja em plagas tupiniquins, a apuração europeia se replique num processo no Brasil, como a que acabou com a condenação dos 22 envolvidos no caso do Propinoduto, um evento de respeito da justiça brasleira. Ficou claro que crimes financeiros e tributários associados à corrupção recebem rigorosa punição na Europa independente de acobertamentos ao sul do Equador.
O mesmo pode acontecer agora com loola, caso as autoridades europeias dedique o mesmo interesse em apurar que volume ele, seus familiares e cupinchas teriam de investimentos na Zona do Euro.
O buxixo corre solto na côrte, com gente de destaque tratando do tema. Falo de gente do porte de cúpula do Judiciário, figuras importantes do MPF, senadores e deputados; que já estariam de posse de cópia dos documentos que levam a números acima de R$ 700 milhões.
O que se fala é que alguns dos privilegiados envolvidos, europeus ou não,, teriam chantageado loola porque se sentiram prejudicados na hora dos acertos.
Tais informações seria em parte contidas no causo RoseGate, cujo nome oficial é Operação Porto, por isso parte do conteúdo apurado nem pode ser usado como prova concreta pelo MPF no processo judicial brasileiro, mas servirão de base para decisões judiciais com base na “teoria do domínio do fato” consagrada pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Mensalão.
Em essência, será muito difícil alegar que o que fez a concumbina Rose não eram do conhecimento e aprovação de seu amigo íntimo.
Cabe saber se o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, vai honrar as bolas e convocar loola a prestar esclarecimentos sobre o escândalo, como é sua obrigação legal.
A VER...

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

E Lobão Vira Investidor em Imóveis

 
Com informações do GLOBO 
Além de ser um dos maiores especialistas em energia deste país e profundo conhecedor de fenômenos atmosféricos, o glorioso ministro Lobão agora é também um hábil investidor em imóveis de raro valor agregado.
O caboco dos cabelos cor das asas da graúna comprou em leilão dois apartamentos, um deles em sociedade com um dos filhos, Márcio Lobão e, PASMEM, com o desembargador Marcelo Buhatem.
Olhado com mais detalhe, verifica-se que o tal leilão  incluiu um terceiro imóvel, todos no mesmo prédio no paupérrimo bairro de Ipanema, mais precisamente na Av. Henrique Dumont 118 (aps 101, 102 e 401) e é alvo de investigação do CNJ pois paira a dúvida forte de que exista uma "ação entre amigos" em algumas varas de execução contra empresas, visando dar uma ajudinha a investidores que sejam parentes ou amigos de juízes responsáveis pela administração de massas falidas que possam se torna lucrativas, caso sejam bem arrumadas.
Por enquanto a justiça anulou o leilão autorizado por sua inçelença o juiz Mauro Pereira Martins que, por castigo, foi promovido a desembargador, em dezembro. A origem foi um pedido da administradora da massa falida da famosíssima Central de Telefones Compra e Venda de Linhas Telefônicas, de Nova Iguaçu. Por acaso, o advogado da massa, Adriano Pinto Machado, é cunhado de Mauro Martins e irmão da juíza Maria Helena Machado.
Sabe-se que a anulação da juíza Márcia Cunha usou como argumento que o leiloeiro desrespeitou ordem judicial para suspender o pregão e não deu a devida publicidade ao ato, limitando-se a divulgar em seu próprio site. Também citou o fato de que Dr. Mauro desprezou alegações do proprietário do apartamento 401, Aloysio Pereira Dantas.
O trio consorciado de três; Lobão, Mauro e Buhatem pagaram R$ 740 mil pelo apartamento, que tem duas salas, três quartos, três banheiros e duas vagas de garagem e fora avaliado por R$ 900 mil (lance mínimo). Pelo 102, Lobão desembolsou sozinho R$ 450 mil (lance mínimo de R$ 600 mil), enquanto o terceiro imóvel foi arrematado por R$ 331 mil (mínimo de R$ 400 mil) pelo advogado Kleber Araújo Lima, especialista em avaliação de imóveis.
Mesmo que a Central de Telefones tiesse sido solicitada na 5ª Vara Cível de Nova Iguaçu, uma carta precatória permitiu que Mauro Martins, favorecesse o cunhado ao considerar penhoráveis os três imóveis de Aloysio.
Numa praxe mais que conhecida, Márcio Lobão, por acaso também presidente da Brasilcap, braço de capitalização do Banco do Brasil, demonstrou forte indignação ao saber da anulação do leilão e afirmou que pretende recorrer da decisão. Ele negou ter recebido qualquer tipo de favorecimento ou informação privilegiada na compra. Segundo ele, o leilão foi público e teve lances de outros interessados.
Ai vem na sequência, Nem sei quem é o desembargador que permitiu o leilão e o advogado da massa falida, É lastimável que o Judiciário autorize um leilão e depois diga que está errado. Foi um leilão dentro do TJ, é uma vergonha.
É claro que Márcio diz que seu papito Lobão, não conhece os detalhes do leilão, apenas deu a grana para inteirar o valor que ele não tinha todo.
Já o cumpanhêru sócio-investidor Buhatem, alegou que não era desembargador no momento do leilão, que ocorreu quatro meses antes de sua posse no cargo. Quando ocorreu o certame ele era apenas promotor de Justiça e, portanto, exclui qualquer possibilidade de favorecimento em seu nome, havendo participado democraticamente, como qualquer um.
Num país de muro baixo, comprar imóvel em Ipanema não é prá qualquer um. Sem falar no fato de mais de 1 bilhão de reais estarem envolvidos na parada apenas nos APs dos Lobôes.
É Latino... Festa que rola bundalelê não acontece só no seu AP.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Agora Não É Só Culpa de São Pedro


Lá no longínquo 2001, 9 dedos et caterva berraram e ganharam a eleição ainda se gabando de ensinar engenharia ao Brasil. Uma extraordinária estiagem fez com que os reservatórios das hidrelétricas baixassem terrivelmente e houvesse a necessidade de racionar energia; tanto através de programas educativos quanto punitivos.
Falaram em incompetência, irresponsabilidade e coisas afins; e que no governo deles ia ter energia prá mais de quilo.
Com as obras que estavam em andamento e a retomada de outras, passaram incólumes por 10 anos mas a natureza prega suas peças. A estiagem cíclica e absolutamente natural se repetiu...
E pior... Incompetentes que são, reviram prá pior os projetos antigos e de lá pra cá, o parque gerador brasileiro, que realmente vivem época de estagnação, cresceu 56%, e o sistema de transmissão, um dos principais vilões do contingenciamento ocorrido naquele ano, avançou 54%. Mas, apesar da grana despejada, mesmo com o incremento de novas fontes de energia na matriz elétrica, o sistema elétrico ficou mais vulnerável e sujeito ao humor do meu santo homônimo, Pedro.
Com a clássica operação improvisada e sem planejamento dos apaninguados que comandam o sistema elétrico, mesmo que o crescimento da economia tenha sido pífio e a seca que atingiu o País não esteja entre as piores da história, o nível dos reservatórios caiu mais rápido que o previsto.
Com os reservatórios depleciado e chuvas escassas, o risco de um racionamento se faz cada vez mais presente no país, mesmo com Lobão e sequito afirmando que vão manter o abastecimento com a operação das térmicas apleno vapor.
O problema maior é que o modelo apressado e equivocado das hidrelétricas que se construiu ou reformou com reservatórios a fio d'água, deixou cada vez menor a reserva de fluidos nas barragens. Para aliviar as restrições ambientais, as grandes usinas não têm represa para guardar água, como posso citar as Hidrelétricas de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio. Isso significa que o País está perdendo capacidade de "poupança hídrica" para suportar períodos com hidrologia desfavorável, passando a depender fortemente da natureza.
Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em 2001 a capacidade dos reservatórios era suficiente para seis meses de carga de energia de todo o sistema interligado nacional rodando em full load. Em 2009, o volume tinha caído para cinco meses. E, em 2019, será suficiente para apenas três meses. Um verdadeiro absurdo.
Assim, mesmo que o país escape do racionamento agora, o risco vai aumentar ano a ano, até porque se busca crescimento da economia. Se não chover bastante até o fim dos períodos úmidos, os reservatórios vão terminar 2013 piores do que em 2012 e assim por diante.
Sem esquecer que chuvas muitas e brutais levam a encentes e destruições nas mal cuidadas cidades.
Usinas a fio d'água irão agravar a dependência do Pedroca. Além da falta de reservatório, as hidrelétricas da Amazônia ainda têm um agravante; a grande variação do volume de água no período seco e no período úmido. No Rio Xingu, por exemplo, onde está sendo construída Belo Monte, a diferença é de 25 vezes. Em Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, é de 11 vezes. No Sudeste, de apenas 5 vezes.
Isto porque os rios do norte têm calha rasa, embora apresentem gigantesco volume de água nas épocas de grandes vazantes. Seria os reguladores dos reservatórios do sul-sudeste, até porque o regime hidrológio entre as regiões é oposto. Um lado seca e o outro chove bastante.
Como está crescendo o parque eólico, témico a gás em ciclo combinado e outras fontes, com um pouco de inteligência, poder-se-á diminuir a produção das hidrelétricas, guardar água e atender à demanda com as outras; desde que vente e tenha gás natural.
Mas sem as represas, o operador precisa de outras garantias e ginásticas. Ou dito de outra forma, uma mudança na matriz energética será necessária. Se hoje temos coisa de 70% da base energética calcada em geração hidráulica, o país precisa apostar mais na energia térmica para dar segurança ao sistema. Quanto mais usinas a fio d'água forem construídas, maior a necessidade de termoelétricas para garantir o abastecimento em momentos de instabilidade climática. Todos os especialistas também defendem maior participação das usinas térmicas de alto rendimento na matriz brasileira. E nós não as temos.
Li que Roberto Pereira D'Araújo e Luiz Pinguelli Rosa, dois grandes  especialistas em sistemas elétricos, acreditam que a situação atual poderia ter sido evitada se as térmicas tivessem entrado em operação mais cedo. "Hoje 70% da capacidade de geração é hidráulica, mas as usinas geram 90% da energia do País. As térmicas representam mais de 20% do parque gerador, mas produzem apenas 10%. Isso precisa mudar", diz D'Araújo.
O professor da Coppead, Nivalde Castro, vai além: algumas térmicas, mais eficientes e menos poluidoras, precisariam gerar na base, sem parar. Hoje as usinas são contratadas para operarem em disponibilidade: ficam paradas à espera de um chamado do ONS.
Como a quantidade de água nos reservatórios não é mais suficiente para atender ao período seco. O governo terá de fazer leilões por fonte, por região e numa forma de contrato diferente da atual.
Eu pessoalmente não acredito numa reversão do atual modelo das hidrelétricas por causa dos eco-xiitas. As usinas a fio d'água foram a escolha que possibilitaram atender as exigências de diminuir os impactos ambientais, especialmente aqui no Nortão, mas aumentou demais a instabilidade do sistema e fatalmente irá aumentar o custo da energia, pois teremos que rodar cada vez mais térmicas.
Na minha cabecinha silvícola, não podemos pensar em construir hidrelétricas a qualquer custo, mas também não podem proibir a todo preço.
Fato é que estamos numa enorme encruzilhada: é imperioso que se construam as grandes hidrelétricas na Amazônia em cascata para regular os rios em que estão isnsaladas, como se encontra o sistema no sul-sudeste. Por outro lado há o clamor de preservar a floresta.
Falo por mim: sem ar condicionado e internet não vivo. Tem outros que precisam de freezer, aquecedor, micro-ondas e outras facilidades da vida moderna. Mas tem os que preferem a luz das estrelas e as fogueiras. É só ver quem tem razão...
Ah... Lembro que empregos advêm do crescimento industrial e na sequência, comercial e de serviços... Portanto, a opção das cavernas deve contemplar todo mundo... Com caça e pesca liberada todos os dias senão não vai ter como conservar a presa...
Só prá concluir....Capim também precisa de irrigação, então senhores e senhoras vegetarianos, cuidem-se também...
Atualizando às 07:45 - Lembrando que o Lobão disse que entre os problemas está o fato que só chove no lugar errado mas que vai consertar isso; presuponho que o magro tenha o número de São Pedro. Assim, podemos ficar mais tranquílos pois, nas palavras do cupincha do Ribamar, "nunca houve, não há e nem nunca haverá riscos de racionamento.
Outro destaque é a transferência de culpa do (des)governo para as empresas estaduais que não toparam engolir o prejuízo imposto pela renovação automática das concessões, CEMIG, CESP e COPEL. Anuncia-se que a culpa do racionamento, se ele houver, será a GANÂNCIA destas empresas por lucro, já que vendem muito mais caro do que produzem. Pelo menos é o que os blogs de aluguel anunciam a pleno vapor.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Jimmy Hendrix Imortal

Náo resisti ao prazer de dividir com vocës uma versão inédita do lendário e imortal Jimmi Hendrix (1942-1970). A música é parte do álbum "People, Hell and Angels" que será lançado em 5 de março e vai reunir canções gravadas na década de 1960.
O álbum incluirá onze canções ainda inéditas de Hendrix, e que foram gravadas entre 1968 e 1969.
Desde sua morte, aos 27 anos, várias coletâneas, reedições e compilações de material inédito foram lançadas por seus herdeiros.
Este cacique estará a postos para incluir a maravilha na sua discoteca.

Térmicas Brasileiras São Muito Ruins

Entrevista com o diretor da COPPE, Luís Pinguelli Rosa em que comenta sobre a péssima qualidade das usinas térmicas brasileiras.
A operação de unidades em ciclo combinado permitiria aumentar o rendimento do ciclo térmico em até 40%, mas requereria a troca do parque atual, que é obsoleto e usa máquinas de pequeno porte.
 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Se Eles Não Pagam, Nós Pagamos


Tá certo que tudo isso estava nos famosos Cadernos de Encargos da FIFA desde sempre, mas ter que aceitar, sem discutir ao menos, é cróeu. E aqui eu volto a pergunta: precisava fazer a poha da copa do mundo no Brasil?
No pacote, consta que a FIFA e suas empresas parceiras estão desobrigadas do pagamento de impostos, taxas, tributos e um monte de outras coisas nos seus aplicativos para a Copa das Confederações deste ano e a Copa do Mundo em 2014. O mesmo não pode ser dito sobre os brasileiros que prestarem serviço para elas. O Sortudo que for contratado pela FIFA ou suas parceiras, além de recolherem parte nos impostos e contribuições, ainda serão obrigados a complementar a parte que caberia à outra parte, o contratante FIFA.
Pela regra brasileira, o trabalhador autônomo paga 11% sobre a remuneração ao INSS e o empregador recolhe outros 20%. No caso FIFA, o governo cobrará uma alíquota de 20% do trabalhador ao invés dos tradicionais 11%.
Uma instrução normativa, estabelecida pela Secretaria da Receita Federal em 28 de dezembro do ano passado, dispensa a FIFA e suas parceiras de apresentar a Guia de Recolhimento do FGTS e prestar informações à Previdência Social (GFIP). Na verdade, ficam desobrigadas de pagar a taxa para o INSS e, na eventual contratação de profissionais com carteira assinada, recolher o FGTS.
A mesma instrução também deixa clara a obrigação do profissional autônomo contratado para trabalhar na organização ou realização dos torneios de pagar os tributos cabidos normalmente quando diz que "O disposto (...) não desobriga o contribuinte individual do recolhimento de sua própria contribuição previdenciária". Caso não seja registrado como autônomo na Prefeitura de sua cidade, o trabalhador ainda paga mais cerca de 5% sobre seu salário de ISS.
Pelos ditames legais, todos os recolhimentos ao INSS entram na conta do valor que o trabalhador irá receber quando se aposentar. Assim, é do interesse do profissional estar em dia com o tributo e recolhê-lo pelo vaor o mais próximo possível do teto. No caso que trato, o valor registrado será inferior, já que não contará com a contrapartida da empresa.
Caso queira que a conta da contribuição ao INSS seja feita em cima do valor correto do salário no período que vigorar o contrato, o trabalhador autônomo tem a opção de pagar ele mesmo a diferença. Além dos 20%, o profissional pode ainda pagar mais 11% para totalizar a contribuição correta, que seria de 31% (11% do trabalhador e 20% da empresa) se não houvesse a isenção.
De acordo com a Receita Federal, caso alguém seja contratado pela Fifa ou parceiros com carteira assinada, a regra é mesma. Com a diferença que os empregadores deverão descontar do salário a parte que cabe aos funcionários de imposto de renda (o desconto depende do salário), INSS, FGTS e outras contribuições e repassar ao governo. Os cerca de 34% sobre o salário do funcionário cujo pagamento caberia à Fifa e às empresas não serão cobrados.
Os estrangeiros não residentes no Brasil contratados para trabalhar na realização dos mundiais também estão livres de qualquer imposto sobre seus salários, incluindo os árbitros das partidas, comissões técnicas e jogadores, sem qualquer necessidade de visto específico da imigração para trabalhar no Brasil.
Tudo isso pelo "prazer"  de realizar uma copa do mundo na vã esperança de ser equiça-campião.
A tragédia emocional de 1950 vai ser complementada por um enorme prejuizo financeiro, moral e previdenciário. Oremos.