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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Boquete: Agora Com Recomendação Médica


Li no Blog Page Not Found

Uma pesquisa da State University of New York (EUA) sobre o sêmen concluiu que praticar sexo oral é bom para a saúde das mulheres e as deixa mais felizes.
No estudo, cientistas comparam vida sexual e saúde mental de 293 mulheres.
Os resultados: mulheres que fazem sexo oral no parceiro fixo e têm com ele relação sem proteção têm menos tendência à depressão.
Mais: o esperma contém cortisol, que é conhecido por aumentar a afeição, além de um tipo de estrogênio e oxitocina, que elevam o nível de humor, melatonina, que é agente indutor do sono, e seratonina, o mais conhecido neurotransmissor antidepressão.
Outros achados da pesquisa:
- Mulheres sexualmente ativas apresentam menos sintomas de depressão que mulheres celibatárias.
- Mulheres que se descreveram como "promíscuas" e que fazem sexo protegido apresentaram o mesmo nível de depressão que o grupo da abstinência sexual.
Resumo do estudo:
- A quantidade de sêmen no corpo da mulher pode indicar o quão feliz ela é.
 
Muito bem...Agora com recomendação médica, é mais coerente...

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Imbecilidade Que Se Renova

Nas três últimas eleições, os petralhas deram uma lavada acachapante no PSDB no Amazonas.
Além dos fatores popuistas normais que se repetiram Brasil afora nas três jornadas, no Amazonas pesou muitíssimo as campanhas contra o Polo Industrial de Manaus seguidamente realizadas pelos ocupantes do Palácio dos Bandeirantes, em especial José Serra e Geraldo Alckmin, ambos surrados na terra dos Manaós e Barés.
No afã de relocar as industrias do PIM para São Paulo, pintaram e bordaram anos a fio, causando um sentimento de repulsa por ambos nos nativos e, por consequência, por seus programas de governo, com a certeza de que o estado seria massacrado na partição de poder e distribuição de chances de emprego e renda.
E o sentimento não é só do povâo inculto e vendido por bolsas, mas habita a maioria esmagadora da população, que deu as maiores votações proporcionais do país a loola e deelma.
Mero mito? Quero agora crer que não.
Aquele mito de privaistas que obrigou Alckmin a usar jaqueta com as logos da Caixa, BB e Petrobras; o fez jurar amores pelo PIM assim como o Serra.
Prova disso é a mais recente investida dos paulistas que administram o estado.
Não é que o poder executivo de São Paulo deu entrada sexta feira passada numa Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) contra o Estado do Amazonas? Um verdadeiro terrorismo contra a economia do estado.
Na ação, o governo paulista questiona junto ao STF os incentivos fiscais de crédito-estímulo do ICMS concedidos às empresas instaladas no PIM e pede a suspensão deles.
A ADIN pede que o STF torne sem efeito o artigo 15 da Lei Complementar Federal 24/75, que trata sobre concessão de isenção de imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias. A lei embasa a legislação estadual de Incentivos Fiscais da ZFM, que permite ao Estado outorgar benefícios fiscais relativos ao Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Para o governador Omar Aziz, “as intenções do governador Geraldo Alckmin não são meramente de arrecadar mais com o ICMS de São Paulo, mas retirar a competitividade garantida ao PIM, para que as indústrias aqui instaladas migrem para o Estado de São Paulo.
Aziz disse ainda que o Amazonas não quer perder recursos, mas abre mão da receita na tentativa de manter empregos e o PIM competitivo, devido à logística característica da região.
Na avaliação do procurador geral Clóvis Smith, se fosse uma coisa com perspectiva de julgamento rápido, poderia ser favorável ao Estado, porque criaria um âmbito de certeza jurídica. “Temos absoluta confiança da legitimidade do que está sendo feito dentro do Amazonas em relação à legislação tributária. O grande problema é que não há como estabelecer um prazo para o julgamento disso, o que gera incertezas a quem tem interesse em investir na região”, considerou.
Para Clóvis Smith a Adin movida pelo Governo de São Paulo é uma espécie de “retaliação” à Adin ajuizada pelo Governo do Amazonas no ano anterior contra lei e decretos paulistas que estabeleciam incentivos fiscais à produção de tablets (computadores portáteis) e que, consequentemente, prejudicavam a competitividade dos produtos fabricados em Manaus.
Embora ainda não tenha sido notificado oficialmente, o Governo do Estado, acionou a sua Procuradoria Geral, que ontem começou a trabalhar na minuta de resposta ao questionamento jurídico feito pelo governo paulista ao STF. “Tomamos conhecimento informalmente, por meio do site do Supremo, e já estamos trabalhando numa minuta de resposta. Nossa intenção é nos anteciparmos aos prazos interpostos”, garantiu o procurador Clóvis Smith.
Além de sofrer com as dificuldades logísticas, lutar para manter a competitividade frente aos importados, o modelo Zona Franca ainda mantem este enorme potencial “inimigo” do Estado de São Paulo. Esta briga pode prejudicar, e muito, toda a economia amazonense.
São 120 mil empregos diretos colocados em xeque, sem contar os que trabalham de forma indireta.
Só alerto que, apesar do Amazonas estar em “xeque” para atrair novos investimentos, isto pode ser um “tiro no pé” para os paulistas, pois, de repente, os empresários podem decidir escolher outros países para inserir seus processos fabris ao invés do Brasil, devido à “rixa” entre as unidades federativas.
Com está no Pai Nosso, é a política do "Venha a nós o Vosso Reino" mas na hora do "Seja feita a Vossa vontade" correm longe.
Desse jeito vão perder eleições até o ano 3.000.
Atualizando às 09:00 - Os senadores Eduardo Braga (líder cheira-calçola da governANTA), Vanessa Grazziotin (lider destacada bajuladora da base alugada) e Alfredo Nascimento (sobrevivendo depois da crise no MINTRANS) não fizeram poha nenhuma na corte esse tempo todo e o Amazonas perdeu as fábricas de tablets para São Paulo; deixou que se aprovasse a PEC da música que destruiu a indústria de CD´s e DVD´s no PIM; não conseguiram que se concedesse para as indústrias do polo de 2 rodas os mesmo incentivos da indústria automobilística e que por isso está em grandes dificuldades; e agora, com a onça pintada candidata a prefeita, ficam pondo a culpa no PSDB de Arthur Virgílio; o único que valoriza as bolas que tem no meio das pernas e que se levanta na defesa dos interesses do estado sem rastejar aos ditames do planalto, tenha l´o ocupant que for.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Torcida Não Ganha Jogo


Li no Blog do Juca Kfouri um excelente artigo de Luiz Martins de Melo, que é Doutor em Economia e Professor do IE//UFRJ e Atleta Emérito da Confederação Brasileira de Basquetebol, ex-jogador do Vasco e da seleção brasileira, sobre o qual teço alguns comentários.

O Ministério do Esporte finalmente decidiu definir e implantar uma política de esportes pública para o Brasil. Em recente entrevista o Ministro dos Esportes declarou que nas próximas semanas estaria lançando essa política. Mas a decisão de que as olimpíadas seriam no Hell de Janeiro não ocorreram pouco epois do descobrimento?
Independentemente de saber qual o seu escopo e conteúdo deve-se saudar essa declaração.
É um fator positivo para o desenvolvimento do esporte o seu reconhecimento de um elemento importante das políticas públicas voltadas para ampliação dos direitos de cidadania.
Porém se essa política tem o objetivo de melhorar o desempenho olímpico do Brasil para 2016, temo que seja tarde demais. Não é só seu o temor meu caro doutor.
Em menos de quatro anos não se forma um atleta olímpico, muito menos uma equipe olímpica em esportes nos quais não temos nenhuma tradição. Nem nos que temos.
O desempenho olímpico brasileiro em Londres-2012 se analisado sob a ótica do custo da delegação que nos representou e do seu resultado esportivo representou um retrocesso.
Nunca se gastou tanto para um ganho de medalhas inexpressivo.
Foram investidos R$ 1,76 bilhão de reais no ciclo olímpico de 2009/2012. No ciclo olímpico anterior 2005/2008 foram gastos R$ 0,28 bilhão.Em 2008 ganhamos 15 medalhas e ficamos em 22º lugar na classificação geral. Em 2012 ganhamos 17 medalhas e ficamos em 23º lugar.
Ou seja: Um aumento de verbas de 528% para um pífio acréscimo de medalhas de 13,3%.
Todos os países que tiveram suas cidades escolhidas para sede dos Jogos Olímpicos já apresentaram um ganho de medalhas expressivo nos Jogos Olímpicos imediatamente anterior.
A Inglaterra que investiu menos que o Brasil nos esportes olímpicos, R$ 0,83 bilhão no atual ciclo ganhou 65 medalhas, 17 a mais do que em Pequim, onde já tinha melhorado muito em relação a Atenas. Tinha sido 10º lugar em Atenas e Pequim.
Tudo indica, portanto, que a política pública para os esportes a ser lançada dificilmente terá um forte impacto para 2016. Se bem aplicada poderá surtir efeito para 2020. Isso se roubarem pelo em nos 90% a menos
O legado esportivo do ciclo olímpico brasileiro está sob forte incerteza. Já eu tenho absoluta certeza: será uma vergonha.
Como o legado dos investimentos em infraestrutura não seguiu os bons procedimentos das políticas públicas implantadas em Barcelona e Londres, transparência dos planos e concentração dos investimentos nas áreas mais carentes e degradadas, só nos restará a certeza de que o carioca será o melhor da festa, como sempre. Praia, bundas e samba. E muuuuitas contas prá pagar.
Porém, temos que nos preparar para a ressaca. E bota ressaca nisso. Daquelas que nem uma aixa de Engov sara.
Como de praxe, repousa nos sonhos da curriola que toca esse barco, a esperança de que a forte torcida tupiniquim presente em estádios, ginásios e arenas eleve o moral de alguns abnegados atletas e sufoque a fortíssima preparação de seus adversários e oponentes. Ou que alguém dê uma batizada na aguinha dels e a coisa se ajeite pro nosso lado. Só pode...

E Não É Que Deu Xabu?


Faiô... Deu xabu...Saiu pela culatra...O terrorismo tentado pelos adEvogados da bandidagem (falta o líder...) com um requerimento coletivo contra o fatiamento dos votos teve efeito contrário ao que se pretendia. Com a intenção de se motivo de brigas e disputas intermináveis de vaidades entre ministros, o tal requerimento foi até um motivo de cachoeiras (hein???) de elogios e rasgaççao de seda entre os togados. Assisti quando Ayres Brito cheio de dedos leu resumos dos itens que compunham a peça (teatral?) e fez seus próprios comentários sobre elas tratando de matéria vencida, insanidades, leseiras, lare-lare e por aí foi. Os que o apartearam cheios de elogios entre si nem deram cabimento a tamanha serrergonhice. Serviu até para dar uma amenizada no clima da casa, ratificandomais uma vez o rito estabelecido por Barbozão. Prá quebrar o galho, diante da pressão das defesas, Ayres Britto pediu a Barbozão que explicasse ao presentes no plenário qual seria a ordem que adotaria até o fim da leitura de seu voto. Com isso, atenuou possíveis críticas ainda presentes nos corações orgulhosos de alguns ministros que se incomodavam com o "fator surpresa" sobre o andamento do julgamento.
Sabe-se nas cocheiras que alguns adEvogados foram pedir desculpas a Ayres Britto pelo fato da petição ter "vazado" antes de os ministros se pronunciarem a respeito dela. Foi um coice nos peitos mesmo.
Que bom. Ainda dá prá acreditar.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Emendando as Fatias


Qual arubus na carniça, os adEvogados dos serrergonhas do mensalão iniciaram uma rebelião organizada e de muito más intenções contra o agrupamento do julgamento de seus bandidos de estimação no STF.
Em petição que será protocolada hoje junto ao gabinete do presidente da Corte, os milionários causídicos sustentam que a fragmentação proposta pelo nobre Joaquim Barbosa é uma "aberração" e configura um"julgamento de exceção".
Os adEvogados chamam de "obscura" a ordem estabelecida, dizendo que afronta o postulado do devido processo legal e dispositivos do Regimento Interno do STF. É chumbo do grosso dos bacharéis contra a decisão do Supremo de dividir o julgamento da ação por capítulos, personagens e crimes, em vez de cada ministro ler seu voto sobre o processo de uma só vez.
Num belo e romântico argumento, reivindicam esclarecimentos sobre o rito a ser adotado nas próximas sessões plenárias, o roteiro de votação e o cálculo de penas, no caso de condenações. Até aí tudo bem, é questão de ordem, mas daí a "reiterar preocupação com a realização de um julgamento de exceção", como diz o texto quase que comum a todos, é puro terrorismo. Isso, nem nada parecido, nuca ocorreu NaIstóriaDeçaCorte, e vai causar um rebu pois levantará questões de divegências entre a posição de parte dos ministros, que se declaram confusos com os rumos do julgamento, como o OvoNaBoca Marco Aurélio Mello.
Para aumentar a confusão, serão distribuidas cópias da petição aos demais membros tentando fazer com que algum dos magistrados se manifeste na sessão desta segunda sobre a pedida dos advogados e o caos se instaure.
Originalmnte pensada e redigida por Márcio Thomaz Bastos, que estrategicamente declara "respeito e apreço" a todos os ministros, o texto contém argumentos técnicos e trata a Corte com reverência, apelando para uma eventual elatente forma de corporativismo. Subscrevem o manifesto cerca de 20 advogados, entre os defensores de réus como JD, Genoino, Delúbio Soarese Antônio Cláudio Mariz dirigente do Banco Rural.
Tentam forçar a barra contra o Barbozão algando que o fatiamento adota como real a peça acusatória, da PGR, que define uma ordem na denúncia, posição esta já contestada por LewandoNãoSeiQueNãoSeiOnde.
O que os nobres edís pesam é que os magistrados poderão "condenar sem dizer a quê e a quanto", protestam os criminalistas, caracterizando distinção excepcional entre veredito e sentença. "A prevalecer o fatiamento, haverá um juiz apto a proferir o primeiro (veredito), mas não a segunda (sentença), o que, para nossa cultura jurídica, é verdadeira aberração", segundo Marcito e demsis colegas.
Como não sou do ramo, como engenheiro penso de forma vulcaniana como o Dr. Spock: Se eles não querem, é porque é bom para o Brasil.
Desde, é claro, que o fatiamento não se converta em pizza; como o nome sugere e acelere o processo, para o bem de todos e felicidade geral da nação. Até porque tempo é bom para se ter o voto do ministro Peluso, em vias de se aposentar.
A ver...

domingo, 19 de agosto de 2012

Cara-Pintadas. Onde Andam Vocês?


Agosto de 1992. Há 20 anos, no meio de um carrossel de bandalheira e safadezas da pior qualidade (depois superada em muito pelos petralhas, seus algozes do passado), Nando Collor, numa cara de pau e cinismo absolutamente indescritível,  convocou os brasileiros para que saíssem às ruas vestidos de verde e amarelo, para mostrar que ainda tinha a simpatia e apoio do povo que o elegeu.
Estava muito pressionado por manifestações organizadas pela corja vermelha e pelos que não estavam mamando nos cofres públicos, reservados à República das Alagoas, e por uma CPI que investigava o  amador esquema de corrupção em seu governo.
Lembrando que as denúncias foram feitas pelo mano Pedro Collor, que jurou com a mão na biblia que o tesoureiro de campanha Paulo César Farias era o operador de contas bancárias em paraísos fiscais. A convocação deu xabu. Milhares de pessoas se reuniram Brasil afora vestindo negro, com as caras pintadas de verde e amarelo e pediram a cabeça do caçador de marajás.
Lideravam a turba entre outros; o então sindicalista loola e o presidente da UNE, na época combativa, Lindberg Farias, hoje senador pelo Rio de Janeiro.
O movimento Fora Collor não foi só dos estudantes, mas também adultos, idosos e até crianças participavam dos atos, que eram muito espontâneos e contavam com a colaboração de diversas entidades e voluntários para a mobilização da população.
Contasse histórias de estudantes que pularam muros dos colégios prá ir nas manifestações. Claro que se temia repressão violenta, mas foram às ruas. O sentimento dos estudantes era de muita felicidade, pois o país estava ouvindo o que tinham a dizer.
Pois hoje, a serrergonhice do colorido é fichinha. Seus carrascos petralhas fazem muito pior. Mas cadê os cara-pintadas? Cdê a UNE? Devidamente acomodados na folha de pagamento dos cofres federais, inspirados pelo mensalão, nem esão ai para a canalhice que se propaga no Brasil.
Tenho muita vergonha do que pensam os antigos líderes lutadores pela seriedade e honra no Brasil. Oxalá não se revirem no túmulo.

sábado, 18 de agosto de 2012

Assim Falou a GovernANTA


Na inauguraçao da maior indústria de PVC da América Latina lá nas Alagoas, a governANTA pronunciou uma das maiores frases já ditas neçeaís desde 1500. Pena que ninguém jamais conseguirá alcançar sua profundidade. Tentem vocês...

"Esse caminho, que é responsável pela construção de um grande mercado interno, que é um grande demandador de produtos plásticos, porque o PIB pode ser lido também pela importância que tem a indústria de plásticos na medida em que ela está em vários segmentos industriais e também que ela faz parte dos bens de consumo duráveis, semiduráveis que a população, quando a renda aumenta, demanda."

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Exército Brasileiro: Munição Só Prá Meia Hora de Combate


Com informações do Portal G1
Dois generais da alta cúpula, que passaram para a reserva recentemente, afirmaram que o Brasil não tem condições de reagir a uma guerra. "Posso lhe afirmar que possuímos munição para menos de uma hora de combate", diz o general Maynard Marques de Santa Rosa, ex-secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa.
E continua o general: "A quantidade de munição que temos sempre foi a mínima. Ela quase não existe, principalmente para pistolas e fuzis. Nossa artilharia, carros de combate e grande parte do armamento foram comprados nas décadas de 70, 80. Existe uma ideia errada de que não há ameaça. Mas se ela surgir, não vai dar tempo de atingir a capacidade para reagir", alerta o general Carlos Alberto Pinto Silva, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres (Coter), que coordena todas as tropas do país.
“Nos últimos anos, o Exército só tem conseguido adquirir o mínimo de munição para a instrução.
Em 2008 o 9 dedos assinou uma nova Estratégia Nacional de Defesa (END) prevendo o reaparelhamento das Forças Armadas do país em busca de desenvolvimento e projeção internacional, mirando a conquista de um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). No entanto, poucas medidas previstas no decreto tiveram avanços desde então.
O Exército, que possui o maior efetivo entre as três Forças (são 203 mil militares), está em situação de sucateamento.O Exército usa o mesmo fuzil, o FAL, fabricado pela empresa brasileira Imbel, há mais de 45 anos. Por motivos estratégicos, os militares não divulgam o total de fuzis que possuem em seu estoque, mas mais de 120 mil unidades teriam mais de 30 anos de uso.
Carros, barcos e helicópteros são escassos nas bases militares. O índice de obsolescência dos meios de comunicações ultrapassa 92% - sendo que mais de 87% dos equipamentos nem pode mais ser usado. Até o início de 2012, as fardas dos soldados recrutas eram importadas da China e desbotavam após poucas lavadas.
A Estratégia Nacional de Defesa elencou entre os pontos-chave a proteção da Amazônia, o controle das fronteiras e o reaparelhamento da tropa, com o objetivo de obter mobilidade e rapidez na resposta a qualquer risco. Defesa cibernética e recuperação da artilharia antiaérea também estão entre os fatores de preocupação.
Um centro de defesa contra ataques virtuais começou a ser instalado pelo Exército em 2010, em Brasília, mas ainda é incipiente e não conseguiu impedir ataques a uma série de páginas do governo durante a Rio+20, em junho deste ano.
O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), iniciativa que busca vigiar mais de 17 mil quilômetros de divisas com 10 países, começará a ser implantado ainda em 2012, com um teste na fronteira do Mato Grosso do Sul com Paraguai e Bolívia.
Segundo o general Walmir Almada Schneider Filho, do Estado-Maior do Exército, a Força criou 245 projetos para tentar atingir os objetivos da Estratégia Nacional de Defesa. Ele afirma que os recursos, porém, chegam aos poucos.
"Nós perdemos nossa capacidade operacional, sabemos dessa defasagem. A obsolescência é grande. Por isso, um dos nossos projetos busca a recuperação da capacidade operacional. Até 2015, devemos receber R$ 10 bilhões só para isso", afirma o general Schneider Filho, responsável pelos estudos da END no Estado-Maior do Exército.
Os sistemas de guerra eletrônica (rádio, internet e celular), a artilharia e os blindados são de geração tecnológica superada. Mais de 120 mil fuzis têm mais de 30 anos de uso. Não há recursos de custeio suficientes.
"Nenhuma nação pode abrir mão de ter um Exército forte, que se prepara intensivamente para algo que espera que nunca ocorra. A população tem que entender que é preciso ter essa capacidade ociosa, sempre, para estar pronto para dar uma resposta se um dia for necessário", defende o general Fernando Vasconcellos Pereira, diretor do Departamento de Educação e Cultura do Exército.
O objetivo é antever problemas, sejam econômicos, sociais, de segurança pública ou de calamidade, e saber quais treinamentos devem ser dados aos soldados até lá.
Para o historiador e criador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Geraldo Cavanhari, o Exército está em transformação e precisa se adequar para os inimigos do futuro. “O inimigo, seja interno ou externo, agora está extremamente bem armado. Por enquanto, não temos ameaças explícitas, mas temos que cuidar da nossa casa e estar preparados para responder, caso seja necessário”.
O general da reserva Carlos Alberto Pinto Silva diz que o problema continua sendo o orçamento. "Um coronel argentino me disse que eles aprenderam na guerra nas Malvinas que, se não existe a capacidade mínima de responder, não dá tempo para adquirir. Não adianta chorar depois”, afirma.
Estudioso da área, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Ronaldo Fiani entende que a abertura democrática e a criação do Mercosul provocaram mudanças na forma da população conceber a proteção do país, Consequentemente, foram feitos cortes nos investimentos militares. “O fim da ditadura e a união dos países latinos fez com que houvesse enfoque em integração, com diminuição do investimento na área militar", explica.
Burocracia, crises financeiras e déficit fiscal também são entraves para maior disponibilidade de recursos. “A única forma dos militares receberem mais investimentos é se integrando à pesquisa acadêmica e às empresas, como ocorre nos países desenvolvidos", diz Fiani.
O general Walmir Almada Schneider Filho concorda com o professor. “No primeiro mundo, o povo tem a mentalidade de que defesa e desenvolvimento caminham juntos e complementam-se. Um impulsiona o outro. Nós não queremos chegar neste patamar [de país voltado para a guerra], mas criar uma mentalidade de defesa, para que o povo discuta o assunto", diz.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Onde Andam os Discos Voadores da GovernANTA?


Lembram quando o 9 dedos e a então poste, atual governANTA, prometeram o nêgo, o cachimbo e um monte de Veículos Aéreos Não tripulados, os VANT's que encheriam os céus do Brasil de "olhos eletrônicos" capazes de assegurar o país mais seguro e com as fronteiras mais protegidas do mundo?
Pois é...Faiô...
Os aviõezinhos iguais aos da imagem acima não sairam do papel nem do chão.
Até que o ministro da justiça José Eduardo Cardoso arranjou uma vaguinha na agenda lotada de ações para aliviar as barra dos mensaleiros e cheretar a vida da oposicinha e foi em São Miguel do Iguaçu, uma pequena porém decente cidade paranaense na tríplice fronteira do Brasil com o Paraguai e a Argentina, uma zona de intenso crontrabando de drogas, armas e pessoas.
Dia nublado mas nada que impedisse o voo inaugural do disco voador de deelma. Era 10 de novembro de 2011 e o bezourão de aço da PF ia avuar pela primeira vez. Dudu fez pose, foi até a pista ver de perto e seguiu para o auditório improvisado onde veria a demonstração das câmeras da aeronave capaz de filmar e fotografar a placa de um carro ou o rosto de um traficante de drogas a 9 quilômetros de altura.
Ratificou a promessa feita na campanha de 2010: a compra de 14 VANTs israelenses, por R$ 655 milhões. Ao fundo do palco onde o ministro discursava, havia um pôster gigante com a foto do avião em voo e o título em letras garrafais: “Fase operacional”. Pois essa poha não passou disso. Depois da festa de inauguração, o avião foi recolhido ao hangar do aeródromo onde fica a base de operação da PF, os equipamentos foram novamente encaixotados e estão assim até hoje. Tem uma segunda aeronave que já foi comprada e continua em Israel, sem previsão para ser enviada ao Brasil.
Clar que não se fala da compra dos outros 12 aparelhos em que já gastou R$ 73 milhões, computando os dois aviões e o material necessário (antenas e computadores) para mantê-los no ar.
Se avuassem, os aviões poderiam varrer toda a área de fronteira, sendo possível saber onde os criminosos se escondem, para onde enviam drogas e, principalmente, vigiar seus passos e prendê-los. E não só na tríplice fronteira, mas, principalmente na fronteira boliviana por onde passam cerca de 54% da cocaína que chega ao Brasil.
Além da base de São Miguel, haveriam mais quatro bases: Brasília/DF, Vilhena/RO, e Manaus/AM.
Nossas fronteiras com Colômbia, Peru, Bolívia e Paraguai são muito frágeis. E olha que são 11.600 km. Para cobrir toda essa extensão, a PF conta nessas regiões com apenas 14 delegacias e 826 policiais. A relação é de um agente para cada 16 quilômetros e de um delegado por 100. O próprio TCU recomendou ao governo contratar por meio de concursos mais 3 mil policiais.
Relatórios da PF dão conta que, em 2011, o projeto do VANT previa R$ 70 milhões, para compra de equipamentos e combustível, além de treinamento de pilotos. O documento da PF diz que, “por problemas técnicos”, apenas R$ 6,3 milhões foram efetivamente aplicados.
Mas se tinha a grana, por que os bezouros não decolaram? O presidente da Associação dos Delegados Federais, Marcos Leôncio, afirma que a PF está sem contrato de manutenção da aeronave, o que impede a decolagem.
Além disso, ainda existe uma disputa interna sobre se o VANT fica com a PF ou será entregue à Aeronáutica. A coisa é muito séria: segundo a concessão do governo de Israel, o equipamento foi vendido exclusivamente para a atividade policial, e não militar. A PF diz que prepara um novo contrato de manutenção e que receberá o segundo VANT ainda neste ano. Somente então vai avaliar se compra as outras 12 aeronaves inicialmente previstas.
Prá quem mora aqui em cima, é normal se ouvir histórias de aviões pequenos cruzando as fronteiras a baixa altitude e lançando o contrabando de pára-quedas; ou trafegando em lanchas ultra-velozes pelos inúmeros e imensos rios da região.
No fim de 2010, dois agentes federais morreram baleados no Rio Solimões, a 240 quilômetros de Manaus, quando interceptaram uma lancha que transportava cocaína. Se dispusessem do VANT por perto, os finados agentes poderiam ter tido informações adiantando a posição do inimigo durante a situação de confronto. Para os policiais na linha de frente contra traficantes fortemente armados, os veículos não tripulados podem representar uma proteção a sua vida.
Mas isso não é da conta dos que estão discutindo se o mensalão existiu ou não.

domingo, 12 de agosto de 2012

E o Toffoli tem Pirulito?


O Ricardo Noblat publicou ontem que, na saída de uma festa em Brasília, ouviu alto e bom som Toinho Dias Toffoli dizendo impropérios e baixarias, além de se referir depreciativamente à sua mãe.
Noblat diz que chegou a cumprimentar Toinho quando chegou e quando saiu sem que nenhuma reação adversa tenha percebido.
Quando já estava de saída no portão, ocasião em que o Toinho achava-se em segurança auricular, ouviu os palavrões e descomposturas ditos pelo afilhado do Dirceu quase aos berros.
Sorrateiramente voltou e se instalou num ponto em que dava prá ouvir com mais clareza o que ele dizia. Embora não seja tão pudorado assim, confesso que tenho que censurar algumas palavras em respeito a meus leitores, mas foi coisa como: Esse rapaz é um canalha, um féladapota.
Essa citação de juiz de futebol foi repetida à exaustão. E acrescentou; Ele só fala mal de mim. Quero que ele dofa-se. Eu me preparei muito mais do que ele para chegar a ministro do Supremo. CUMA JÁ? Só isso já seria um impropério, mas vamos em frente.
Ratificando sua gratidão a JD que o empregou no topo da carreira jurídica sem o menor mérito, disse que estava irado porque Noblat criticava o padrinho, mesmo publicando os seus textos no blog.
O grande arremate foi a gloriosa expressão do submundo duzmanus da mais baixa compostura: Chupa! Minha pi** é doce. Ele que chupe minha pi**.
Diante da assertiva de çua inçelença, passei a imaginar algo adocicado que pudesse ser chupado sem causar constrangimento ao ativo ou ao passivo e me lembrei dos pirulitos de tamarindo que degustava lá no nordeste em minha infância e adolescência e coloquei na abertura deste post.
Tudo isso na tentativa de me enganar que um ministro do Supremo Tribunal Federal possa ter descido ao nível mais baixo do discurso popular.