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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Olho Vivo: Tracajá Sobe Em Árvore

Quando eu digo que aqui em cima as coisas são diferentes do resto do Brasil, nêgo acha que é invenção minha. Vez em quando posto alguma peculiaridade prá mostrar que estou certo.

Voz comum em Terra Brasilis é "jabuti não sobe em árvore". Aqui sobe. Veja os primos deles, os tracajás soberbamente arranchados num tronco sobre o igapó. E mesmo com inclinações maiores é possível vê-los em galhos superiores. Já cansei de ver e NÃO dividem de mim.
Mas tem coisas que não mudam...
A Companhia de Gás do Amazonas - CIGÁS, empresa de economia mista com participação de 51% das ações ordinárias (que lhe conferem poder de decisão) e 17% das ações preferenciais (poder financeiro) do governo do estado; está querendo vender as ações do poder público para sustentar os projetos de desenvolvimento e ampliação de serviços. Pergunta este ignóbil silvícola: CUMA?
Primeiro que para que isto ocorra, é necessário que a Assembléia Legislativa aprove o projeto de lei, encaminhado pelo governo no final de novembro. Tá, vai que é mole pois o governador tem um rolo compressor igual ao da governANTA; tanto que o diretor-presidente da Cigás, Lino Chíxaro (não por acaso, ex-deputado), já dá como certo o cronograma de que o projeto de lei seja aprovado na ALE ainda este ano, e que no início de 2012 seja aberto o processo licitatório para contratação de um consórcio que abrangerá empresas das áreas financeira, jurídica e de engenharia, para estudar a melhor maneira de viabilizar a comercialização das ações da empresa pertencentes ao Estado.
Nesse tal estudo, será definida a modelagem ideal para a comercialização das ações do Estado e seu valor de venda.
É aí que aparecem os cumpanhêrus tracajás.
A empresa, grupo ou ainda consórcio que assumir a parte do Estado na Cigás, deverá apresentar planos de metas e de investimentos, tendo como horizonte uma concessão de 30 anos.
Não obstante (putz, eu adoro esse termo...), mesmo sabendo que o governo não tinha interesse e nem capital para continuar investindo numa empresa tão rentável (fala-se de R$ 45 milhões de superavit por ano), a empresa, diga-se o estado, investiu uma grana preta (talvez ficasse melhor dizer JAMBO, a cor de nosso povo) para implantar a enorme e estratégica rede para atender o mercado cativo das termelétricas, dispostas já em pontos-chave da cidade, além de expandir a rede de gás na avenida Torquato Tapajós (uma espinha dorsal, eu diria) para viabilizar a distribuição de gás veicular, metas de 2012, basta ver o mapinha esquemático a seguir.
Nessa brincadeira de futurismo já BEM estruturado, estima-se oferecer ao bobo do comprador uma possíbilidade de, até 2020, pelo menos quadruplicar aquele lucro que falei.
Somente pelo gasoduto atual da Petrobras entre o parque de exploração de óleo e gás da cidade de Coari até Manaus, a companhia tem capacidade para oferecer mais de 5 milhões de metros cúbicos/dia, porém, são utilizados pelas termelétricas apenas 2.246.105 metros cúbicos. Mercado cativo, estruturado e de enorme potencial, portanto. E a Petrobras já tem planos de duplicar sua instalação, além de uma outra empresa privada que já trabalha na região.
É ou não é o caso de dar curso até de alpinismo para os tracajás?

Cordelista Visitante 5: De Athenas Et Brasília



Pergunto-me todos os dias
O que é Democracia?
O que decantavam os gregos?
Ou esta brasileira anarquia?
Para eles uma busca séria
E aqui? Sei lá? Sei cá?
Tudo que é sério lá fora
Brasil só faz avacalhar

Para que nos situemos
Voltemos ao início da fala
Quando sentados na praça
Vestidos em trajes de gala
Discutiam causas novas
E causas velhas do povo
E no consenso: o melhor
Incansavam-se na busca do novo

Chamavam a isso, partidos
Correntes de opinião
Do povo e pelo povo movidos
Na busca da solução
Na nova convivência urbana
A melhor regra formal
E de um poder bem exercido
Gerando o bem estar geral

Buscavam ainda a justiça
Entre todos os cidadãos
Sem haver hierarquia
Por posses ou posições
Que a lei reinasse plena
Para todos os “iguais”
E a Justiça distribuída
Como a chuva que cai

Seu representante um líder
Entre “os iguais” escolhido
Sendo deles porta voz
No fórum estabelecido
Ele era a voz de todos
E assim lhe cabia falar
Era esse o seu mandato:
O “grupo” bem representar

Esse era o único privilégio
Cabido a um deputado
Alguém pelo povo investido
Na força de um delegado
Do grupo ser voz sonante
Mais que um privilégio: missão
Trabalho de abnegado
Para o bem estar da nação

Tempos de filosofia
De busca e construção
Em que o homem tentava
Diferenciar-se na criação
Mas por ser imperfeito
Em tudo que é sua cria
A poucos o bem era feito
Muita escravidão existia

Passados mais 2 mil anos
Que progresso alcançamos?
E nestes tempos difíceis
No que nos diferenciamos?
Ainda a justiça é prá poucos
Muitos ainda desiguais
A maioria ainda de escravos
Que Justiça terão jamais

Numa coisa inovamos
Partido aqui é “conchavo”
“Porão” de interesses mesquinhos
Por “causa” roubar o Estado
Povo que é bom, nem cheiro
Pleitos? Nem os de um mosquito
A eles sempre o bom do gelado
E ao povo sempre o duro palito

Que causas representam?
Que interesse popular?
Nascem como filhos aos ratos
E a raça só faz aumentar
Tocas hoje são gabinetes
Suas trilhas o Corredor
Sob os bigodes do Presidente
“Riba o Imortal Roedor”

Roem o nosso trabalho
Roem a nossa esperança
Roem os direitos de todos
Jovens, velhos e crianças
Quem pariu aos Partidos
São aqueles que voto não tem
Elegem-se contando migalhas
De alianças que lhes convém

São células cancerosas
Em Metástase Nacional
Dividem-se pelas mudanças
Mas só fazem ampliar o mal
Ontem apoiavam um Governo
Que hoje é Oposição
Morto e enterrado o defunto
Continuam na Situação

Barganham apoios e votos
Esses “mercadores do Templo”
Falta-lhes o “chicote do Justo”
Falta-lhes da punição o exemplo
Mantém reféns aos Governos
Sobrevivendo na espúria aliança
Eternos “ratos impunes”
Mercadores de esperança

A Escola de Vôo do Osama
Teria aqui justa missão
Em cada Torre do Congresso
Espetar um grande avião
Ou quem sabe então da FAB
Um bombardeio da esquadrilha
Ou, quiças a tropa do Exército
Coturnar na bunda, a quadrilha.

Sou democrata de fé
Não mudo minha convicção
Mas prá mudar tudo isso
Só mesmo apontando canhão
De que serve desse jeito
Viver-se sob Democracia ?
A gente de cabeça baixa
E eles livres na p*taria

Watch out, Deputado
Suportar mais, não permite
Watch out, Senador
Paciência de Jó no limite
Reaja, Povinho de Merda
Demais é a humilhação
Ou se bota essa turma de 4
Ou sempre, nós de 4 no chão.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Mercado Adolpho Lisboa: Um Monumento Mundial


Minha taba guarda obras dignas de admiração mundial. No apogeu do Ciclo da Borracha, muito dinheiro circulava, E ERA APLICADO na terra. Os barões da borracha, nativos ou não, faziam questão disso.

Além do majestoso Teatro Amazonas, ícone da cidade, o prédio da alfândega, a agência central dos Correios, casas e palecetes; foram heranças deixadas daqueles tempos áureos.

Até o cabaré Chinelo, espaço dos mais frequentados na época; sobrevive, ainda que meio em ruínas.
Um desses monumentos é o Mercado Municipal Adolpho Lisboa.

O coronel Adolpho Guilherme de Miranda Lisboa, nascido baiano e migrante para plagas amazônica aos 5 anos de idade, filho de pai também militar, foi o alcaide que teve o governo mais duradouro na prefeitura, e reputa-se a ele inúmeras obras de urbanismo, embelezamento e ampliação ordenada, ainda presentes na Cidade. Sua administração foi a amplificação do arrojo urbanístico empreendido principalmente por Eduardo Ribeiro, governador entre 1892 e 1896.

O Mercado Municipal de Manaus que leva seu nome teve sua construção iniciada em 1880, pela firma "Bakus & Brisbin", com pavilhões montados em estrutura de ferro fundido, pela firma "Francisc Norton, Engineers, Liverpool", como a maioria das empresas que aqui atuavam, função da exploração dos seringais e posterior roubo de sementes para a Malásia pelos queridos ingleses, acabando com a fonte de receita e trabalho na região.

A inauguração do edifício principal se deu em 1883. Trata-se de um galpão de aproximadamente 45 metros de comprimento e 42 de largura, sustentado por 28 colunas, sendo os parapeitos onde estas se apoiam, e as duas salas laterais, em alvenaria de pedra e tijolo. Seu calçamento é de laje de cantaria, de forma retangular, e sua rua central é calçada em paralelepípedos. As salas laterais possuem vinte "boxes", separados entre si, por grades de ferro, possuindo, cada um, balcões de madeira, com tampo em mármore. Em 1890 foram construídos dois outros pavilhões (galpões) laterais de igual tamanho, também com estrutura de ferro e cobertura de zinco.
Os "novos" pavilhões possuem 360 m² de área útil. Sua estrutura é formada por beirais abertos, encimados por arcos de ferro, os quais são sustentados por colunas, também em ferro. Nas duas fachadas principais, fechando os arcos, há gradis de ferro com ornatos decorados, acompanhados por vidros coloridos. Por volta de 1908, foi construído o pavilhão posterior para a comercialização, na época, de tartarugas, o qual possuía iluminação a querosene. Tal pavilhão teve a estrutura em ferro construída pela companhia "Walter Macfarlane, Glasgow". Seu formato difere dos outros, sendo este totalmente fechado, possuindo cobertura em quatro águas e feita com chapas onduladas. A construção possui venezianas em todo o seu contorno, tendo oito entradas de acesso (uma em cada fachada principal, e três em cada lateral).
A construção também possui frontões formados por gradis ornados em ferro, e vidros coloridos. Ladeando esse pavilhão existem dois menores, de forma octogonal, possuindo também venezianas laterais em seu contorno e janelas em vidro (acima das venzianas). As janelas são encimadas por gradis de ferro decorados por motivos florais.
A obra de restauro do mercado já dura mais de cinco anos. e foi objeto de intensa disputa entre a prefeitura e o IPHAN, por questões de "autenticidade de componentes" e seus restauros, estando em fase final de conclusão. As obras similares anteriores foram feitas sem os devidos cuidados e desfiguraram o patrimônio hstórico e cultural, sendo retornado agora às suas condições originais.
A preocupação atual é o modelo de gestão que será adotado para o Adolpho Lisboa, posto que é um dos pontos turísticos de Manaus. Por exemplo, como será a supervisão e responsabilidades de seus 185 permissionários atuais?

A obra de restauro conta com investimentos de R$ 14 milhões do Governo Federal e da Prefeitura de Manaus, cabendo o destaque que é um dos mais importantes exemplares da arquitetura de ferro e que não tem similar em todo mundo, sendo por isso tombado em 1º de julho de 1987 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Vindo a Manaus, não deixe de visitá-lo. Ah...Aproveite e como por lá um jaraqui frito com baião de dois, um dos melhores da cidade, pois usam peixes recém-recebidos no porto, com farinha do Uarini e refrescado por um dos guaranás regionais. Vez em quando faço isso.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Lobão: Inauguração Sem Energia

Ontem o afilhado do Riba Sarnei e ocupante atual de seu assento na capitania do ministério de Minas e Energia, Edison Lobão esteve nesta taba para a inauguração da subestação Jorge Augusto de Souza Baird, no Distrito Industrial, zona Sul de Manaus.
Seu Jorge foi, por 12 anos, presidente da Companhia de Eletricidade de Manaus, o primeiro e único emprego deste cacique, e era reputada como a terceira melhor empresa de distribuição de energia do Brasil, atrás das gigantes CEMIG/MG e COPEL/PR, antes de ser absorvida pela ELETRONORTE e depois sair mudando de nome para Manaus Energia e Amazonas Energia. Tive a honra de estar entre os que se chamava de "engenheiros do presidente", aqueles a quem eram confiadas as missões de Seu Jorge. Uma justa e merecida homenagem a este competente profissional.


Presentes também o presidente das empresas distribuidoras da Eletrobras (além do AM, também tem AP, AC, RO, RR, PI e SE) Marcos Aurélio Madureira, o governador Omar Aziz, o senador Eduardo Braga e outras otoridades, o cabelo de asas de graúna ressaltou que fez questão de vir a Manaus participar da inauguração da subestação porque foi uma recomendação da governANTA que enfatizou a preocupação com o atendimento ao Estado do Amazonas. Que lindo né ????


“Estamos inaugurando sete e não apenas essa subestação. Ano que vem serão mais 12, além de várias outras obras que a Eletrobras Amazonas Energia estará realizando, disse Lobão.


Mentira. Afinal sete é número de mentiroso. Não foram construídas sete subestações, mas feitas obras em sete, algumas existentes e bem antigas. também não serão ianuguradas 12 ano que vem nem fu***do. Não dá tempo prá isso. Talvez prá 2013 ou 2014.


Uma coisa prá se anotar pelo país afora é quendo ele diz que “Nenhum Estado do Brasil recebe tanto investimento quanto o Amazonas, e o que está sendo feito aqui não é feito em nenhum outro Estado do Brasil com essa velocidade. Em 2008 foram R$ 200 milhões, em 2009 R$ 360 milhões, em 2010 foram R$ 500, em 2011 são mais de R$ 700 milhões e em 2012 será R$ 1 bilhão”. Cobrem dele brasileiros, essa bacabaquice prá justificar a votação que deelma teve aqui é só no papel.


Deixa conosco cobrar a parte que ele diz que "vale ressaltar que o Amazonas não tem problemas de energia por falta de geração desde abril de 2010. O que existe são interrupções programadas para substituição de equipamentos e problemas na rede causados por conta dos “gatos” (ligações clandestinas)”.


Isso se chama incompetência. Estima-se hoje que esteja em torno de 45 a 50% as perdas comerciais da empresa. Vou destacar: de tudo o que se produz, 45 a 50% não são cobrados. E não são apenas ligações clandestinas seu Lobão, são fraudes e furtos não identificados e em grandes consumidores. Falta cérebro e comando prá isso.
Por exemplo, enquanto o magro estava fazendo festa na zona leste da cidade, aqui em casa na zona oeste estávamos sem energia por 4 longas horas. Com todo esse tempo sem energia, os sistemas de internet esgotaram suas reservas em No Break e a navegação só retornou lá pela 9 da noite.


Agorinha, enquanto escrevia este post, faltou de novo, o que vem sendo uma constante na região. Não fosse meu saudável hábito de ficar salvando tudo a cada instante, teria perdido este texto.


O sistema está mal planejado e concebido, uma vergonha para a boa engenharia. Tempos melhores virão.

Times Grandes X Timecos


Sem Palavras

Primeira Eucaristia de Meus Pequenos

Hoje será a Primeira Eucaristia de meu curumim e minha cunhatã.

Para nós católicos, a Primeira comunhão é uma celebração solene, emocionante e sacramental em que os membros participantes recebem pela primeira vez o Corpo e Sangue do auto-imolado Nosso Senhor Jesus Cristo sob a forma de pão e vinho, passando a poder renovar sua Fé a cada uma das celebrações centrais da Igreja.
A preparação para Primeira Comunhão envolve a absorção e compreesão dos princípios e conhecimentos fundamentais da Igreja, nomeadamente os 10 Mandamentos, os mandamentos da Madre Igreja, as principais orações, os 7 sacramentos, os princípios de vida do cristão, etc. Para se realizar este rito religioso é necessário que o catequizando faça a confissão dos pecados particularmente com o sacerdote, o que irá se repetir sempre que, o já catequizado, peque gravemente, para assim tornar a receber a Sagrada Eucaristia.
Mais tarde colocarei algumas fotos do evento, para a eternização desse momento tão importante em nossas vidas.

Conforme prometido, aqui estão algumas fotos dos lindos...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Cordelando 41: Lupi Sai ou Não sai?

Eu não gosto de falar,
Daquele que já versei.
Tanta gente esperando,
Prá no cordel ser o rei.
Mas o Lupi não me deixa,
Seguir a minha intenção.
E com auxilio da deelma,
Vira de novo a canção.

Já há porrada de dias,
Que a confusão começou.
Denunciaram o ministro,
Que os sindicatos criou.
Roubo tem de todo jeito,
Com as ONGs de montão.
Sem falar na caroninha,
Que pegou no avião.

Uma coisa que chocou
Nesse dia mais recente.
Foi o jornal descobrir,
Lupi ser onipresente.
Tinha emprego na corte,
De assessor de deputado.
E no Rio de Janeiro,
Dum vereador safado.

Néga aqui, revolta ali,
Fica puto o grandão.
Teve a história da bala,
E do amor declaração.
Dois empregos diferentes,
Em cidades tão distantes,
Que nem com o aeroplano,
Estaria o meliante.

Num país que fosse sério,
Que se pune o ladrão.
Não se via nem conversa,
Direto pro camburão.
Mas nesse Brasil petralha,
Onde tudo tem jeitão.
A governANTA mandada,
Desrespeita a comissão.

Comissão que, de passagem,
Ela mesma nomeou.
E que em casos passados,
Nunca bandido julgou.
Achando sempre virtudes,
No todo que lá passou,
E que no caso do Lupi,
Nem as frases acatou.

Eita poha, já disseram,
Dessa vez lascou-se tudo.
Se a comissão rejeita,
O que vai ser do bocudo.
Esperança vã e falha,
Passou no peito do povo.
Mas rápida que uma navalha,
A mulher voou de novo.

Foi bater lá em Caracas,
Do Chavico inchadão.
Passando em cima da taba,
Muntada no vassourão.
Fazer o que não se sabe,
Não tem nada a resolver.
Mas precisando de álibi,
Lá mesmo que foi bater.

Imaginem que ainda tem,
Quem defenda o disgramado.
Bota culpa na imprensa,
Perseguindo lado a lado.
Paulinho jura que não sabe,
Nada que a conduta abale.
O presidente tão cego,
Não gosta nem que se fale.

Com tanto sai ou não sai,
Desse ministro safado.
Igual a todos os cinco,
Que já foram espanados.
No meio desse furdunço,
Eu pergunto inocente.
Se a moral da comissão,
Nem ao Sepúlveda pertence?

Cordelando 42: Copa Não Se Faz Com Hospital

Nessa tal de CBF,
Só tem rolo de montão.
Usando jogo de bola,
Enganando Zé Povão.
Prá esconder a roubalheira,
Que fazem lá há 100 ano,
Desde antes de ser penta,
Com Havelange mandando.

Parceirando com petralha,
Vislumbrou-se a armação.
Que fazer copa do mundo,
Rola grana de montão.
Assinando compromisso,
9 dedos no governo,
Copa 2014,
Ia ser um grande enredo.

Mesmo com a empulhação,
Feita pelos governantes.
Muita gente do povão,
Reclamou igual gigante.
Estádio prá todo lado,
Até se time não tem.
Como faz prá encher depois,
Onde não vai dar ninguém?

Obras de mobilidade,
Aquelas do tal legado.
Não se fez nem os projetos,
Ficou tudo encruado.
E os dias se passando,
Aumentando a confusão.
E o povo perguntando?
Vai ser trem ou é buzão?

Tudo quanto é de resenha,
Dos esportes o programa.
Falando que tudo atrasa.
Óroporto, estrada e cama.
Quem vier cá no Brasil,
Prá assistir jogo da copa.
Vergonha nos causará,
O prometido é marmota.

Foram buscar a saída,
Usando nome famoso.
Procuraram numa lista,
Não se achou nenhum charmoso.
Se lembraram do gordinho,
Aquele do coringão,
Que já foi camisa 9,
No time da seleção.

Homem que fez muito gol,
Ganhou copa, campeão.
Capaz de enganar o povo,
Com a sua falação.
Mas no dia da entrevista,
Com o nome prá se ver,
Saiu-se com um vexame,
Registrado na TV.

Depois daquelas perguntas,
Combinadas de antemão.
Veio lá um jornalista,
Pegando de supetão.
Perguntou pelas tais obras,
Que depois se usaria,
A servir nossas cidades,
Só assim coisa valia.

O buchudo gaguejou,
Uma coisa bem normal.
Não sabia o que dizia,
Só lembrou do hospital.
Dizendo que pr'uma copa,
Aqui se realizar.
Em sala de cirurgia,
Ele não ia pensar.

Só danou-se o mundo inteiro,
Pois então se revelou.
Que o que fica da copa,
Num é prá mim nem pro senhor.
Um monte de elefante,
Concreto prá todo lado.
Que não vai servir prá nada,
Esquecendo o tal legado.

Parecendo brincadeira,
Dita por quem no passado,
Teve lá uma zinguizira,
Mas não ficou machucado.
Socorrido a contento,
Por habilidosa mão.
Mesmo que perdesse o jogo,
Não ficou seqüela não.

Sei que um monte de dinheiro,
Que se conta num relógio.
De trilhão já passou muito,
Só se ouve o falatório.
Não vai servir prá estrada,
Nem prá aeroporto não.
Nem prá trem, buzu, metrô,
Nem sequer prá educação.

Fica muito mais que claro,
O que há tempo se falou.
A tal da copa do mundo,
Muita gente enganou.
Só vai ficar roubalheira,
Obra findada é que não.
Um monte de conta grande,
Prá ser paga na nação.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A UNE Na Esplanada: Vamos Pedir os Boletins

Li no Estado de São Paulo que a UNE está programando uma coisa bem original: Ocupem a Esplanada. Não é legal? Eu acho. Pratcamente ninguém conseguiriam pensar numa coisa tão sensacional, não fosse os iluminados dirigentes e estudantes profissionais da alugada UNE.

Eles estimam que colocarão em torno de 400 pessoas entre 5 e 12 de dezembro próximo, na Esplanada dos Ministérios em Brasília, mas estrategicamente já dizem que dia final poderá variar um pouco. Aí digo eu: dependendo do estoque de baseados e garrafas de pinga.

Primeiro, acho que a PM/DF, responsável pela segurança da área, deve pedir além das carteiras de identidade das criaturas, uma cópia autenticada dos boletins. Sou caridoso: nota média menor que 5; manda prá casa depois de uma dúzia de bolos.

Arvorando-se das grandes bandeiras da UNE original e autêntica, os sustentados do estado vão apresentar cinco questões ligadas à educação.
Segundo o presidente da UNE, Daniel Iliescu (Petropolitano, 26 anos, estudante de Ciências Sociais, vinculado ao PCdoB), o carro-chefe será o aumento do investimento público em educação para níveis de 10% do PIB. Além disso, os "estudantes" querem vincular 50% do Fundo Social do pré-çau ao investimento em educação e no desenvolvimento científico e tecnológico.
Bota aí na lista os manjados "aumento (SIC)" da qualidade do ensino, a aprovação do Estatuto da Juventude e do Plano Nacional de Educação ainda este ano e a regulamentação da meia-entrada para estudantes em todos os eventos, incluindo a Copa de 2014.
Tudo do lado dos outros. E do lado deles? Média mínimas para aprovação mais elevadas? Tempo máximo para conclusão dos cursos limitado a 150% do prazo mínimo? Impedimento de retorno após jubilamento, independente de novo vestibular? Compromisso público da entidade contra a corrupção e roubalheiras em curso no país? Fim dos eventos financiados pelo governo e suas estatais com farta mordomia? Independência das universidades dos opressores movimentos de submissão da real massa estudantil e dos níveis de administração? Aí não né?

Bom... Fora dos boletins, podemos pedir que a PM cheque quem já está realmente de férias e a fonte de comidas, bebidas e otras cositas mas que serão usados pela estudiantina. A Ver...

Não Falta Mais Nada: Querem Acabar Com os Queijos Regionais


Realizou-se entre 23 e 25 pp, em Fortaleza/CE; o I Simpósio de Queijos Artesanais do Brasil, um evento promovido pela EMBRAPA Agroindústria Tropical e Universidade Federal do Ceará, com a pouquíssima divulgação habitual da imprensa nacional.

Na pauta, a discussão das pequenas, e geralmente artesanais e familiares agroindústrias de produção de alguns dos melhores queijos do mundo, de ponta a ponta destas plagas tupiniquins, como os queijos serranos do RS e SC; queijo do Salitre, Canastra, Serro e Araxá/MG, queijos de coalho e de manteiga do Nordeste; queijo de búfala da Ilha de Marajó e outras especiarias regionais.

Registro uma curiosidade: nos intervalos, costumeiramente chamados de coffee break, neste evento foram denominados cheese break, e se permitia aos participantes degustar um sem número de tipos dos mais badalados queijos brasileiros, puros ou temperados.

O grande apogeu foi a Elaboração e Apresentação da proposta chamada de Carta de Fortaleza; uma cobrança de definição das Políticas Públicas para proteção de queijos artesanais; além do papel das instituições brasileiras de pesquisa, ensino e extensão na produção de queijos artesanais do Brasil e sobre o registro de alimentos tradicionais como patrimônio cultural imaterial em seus limites e possibilidades
Paralelamente, houve a Feira de produtos, equipamentos, tecnologia de fabricação e Exposição dos queijos artesanais do Brasil
Por que ponho este tema aqui? Porque acho que os queijos artesanais brasileiros, preparados com leite cru (não pasteurizado), estão correndo o risco de extinção.
E essa é também a opinião de produtores, acadêmicos e associações sem fins lucrativos, que estiveram reunidos em Fortaleza, no Simpósio.
"É mais que um alimento, é uma expressão profunda da nossa forma de vida", disse Kátia Karan, do movimento a favor da pequena produção, não importando se o queijo é feito no Rio Grande do Sul, nas serras de Minas Gerais, no agreste nordestino ou nas terras alagadas da ilha de Marajó. Cada um deles leva consigo as características do clima, pastagem, tradições e até do tipo de bactéria desenvolvida em cada região, seguindo muitas vezes centenárias receitas familiares.
Acontece que a rigorosa legislação federal e seus entraves burocráticos, impede, por exemplo, que esses produtos de leite cru circulem no país, ou qe sejam submetidos aos extremos de cumprimento de uma série de exigências tão extravagantes que inviabiliza o consumo dessas delícias longe das cidades onde são produzidos.
Com regra geral, sabe-se que legislação federal é arcaica (1952), baseada no "higienismo" da produção industrial e nas normas internacionais de trânsito de alimentos, que impõe "padrões inatingíveis para os pequenos produtores em nome da saúde".
Tudo parte do princípio de que o leite precisa ser pasteurizado e detona de uma vez a cultura de queijos produzidos há centenas de anos por causa de um conceito estreito de saúde, nas palavras até de Helvécio Ratton, diretor do documentário "O Mineiro e o Queijo".
Basta andar por essas cidades e vilas, fazendas e sítios e saber que em todas elas se tem figuras familiares de mais de 100 anos. E todos comem queijo "no balde".
Encontrar até que se encontra, mas é coisa do "mercado informal" desses queijos, seja nas próprias cidades, seja entre Estados. Embora não se enquadrem nos rigores da lei, isso não quer dizer que eles tenham problemas. Ilegal é narcotráfico.
Para o Ministério da Agricultura, o Estado "nunca esteve contra os pequenos produtores. A gente não quer proibir, mas a questão é que precisamos regulamentar esse setor", diz Clério Alves da Silva, chefe do serviço de inspeção de produtos de origem animal em Minas.
As palestras e documentos relativos ao evento, então no link a seguir, incluindo a Carta de Fortaleza

Cuidados na produção e transporte sim, proibição, NUNCA...Por que não posso receber aqui em cima um queijinho mandado por meus amigos do Rio Grande ou das Minas; e mandar prá eles um frescal de búfala aqui do Careiro?